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4. PNÖMATİK DEVRELERDE ARIZA TESPİTİ

4.1. Pnömatik Sistemlerde Arızanın Aranması

4.1.2. Bakım

A aposentadoria especial do segurado portador de deficiência está prevista na parte final do art. 201, § 1º da CF/88, com redação dada pela EC 47/2005.

A regulamentação dessa modalidade ocorreu somente com a edição da Lei Complementar nº 142 de 8//52013, com vacatio legis de 6 meses, passando a produzir efeitos somente a partir de 9/11/2013. Referida LC foi regulamentada pelo Decreto nº 8.145 de 3/12/2013, o qual alterou o RPS.

A contingência que está sendo tutelada é condição de deficiente, o que acarreta mais dificuldades ao obreiro nessas condições.

A mens legislatoris repousa na ideia de proteção à pessoa com deficiência, em conformidade com os mais diversos mecanismos de proteção internacional, de que é exemplo a Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com

Deficiência, promulgada por meio do Decreto nº 6.949 de 25 de agosto de 2009.

Importa destacar que referida Convenção Internacional possui status jurídico de normal constitucional, eis que aprovada na forma do § 3º do art. 5º da CF/88, com redação dada pela EC 45/2004129.

O art. 1º dessa Convenção apresenta seus propósitos, dentre os quais é possível extrair que

O propósito da presente Convenção é promover, proteger e assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente. Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os

129 Art. 5º, § 3º - Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas (grifamos).

Ao conceituar pessoa com deficiência, o art. 2º da LC 142/2013 reproduz em sua literalidade o texto da Convenção, o qual também consta do art. 20 § 3º Lei Orgânica da Assistência Social130, com redação dada pela Lei nº 12.435/2011, tudo a fim de manter coerente o sistema de Seguridade Social.

É importante que se deixe claro que a aposentadoria em questão pressupõe a existência de segurado da Previdência, ou seja, trata-se de pessoa com deficiência que contribuiu para o sistema, não havendo que confundir com o Benefício de Prestação Continuada – BPC previsto na Lei nº 8.742/93, no valor de um salário mínimo, destinado ao idoso ou ao deficiente que não tenham meios de prover a própria manutenção ou tê-la provida por sua família (art. 203, V da CF/88).

Em verdade, estamos a falar de uma modalidade qualificada de aposentadoria por idade e por tempo de contribuição, haja vista que a pessoa com deficiência poderá se aposentar por idade (60 anos o homem e 55 a mulher), bem como por tempo de contribuição, dependendo do grau de deficiência.

O art. 3º da LC 142/2013 dispõe que:

Art. 3º É assegurada a concessão de aposentadoria pelo RGPS ao segurado com deficiência, observadas as seguintes condições: I - aos 25 (vinte e cinco) anos de tempo de contribuição, se homem, e 20 (vinte) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência grave;

II - aos 29 (vinte e nove) anos de tempo de contribuição, se homem, e 24 (vinte e quatro) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência moderada;

III - aos 33 (trinta e três) anos de tempo de contribuição, se homem, e 28 (vinte e oito) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência leve; ou

IV - aos 60 (sessenta) anos de idade, se homem, e 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, se mulher, independentemente do grau de deficiência, desde que cumprido tempo mínimo de contribuição de 15 (quinze) anos e comprovada a existência de deficiência durante igual período.

130 Lei nº 8.742/1993.

Percebe-se que em todas as situações há uma diferença de 5 (cinco) anos de contribuição entre homem e mulher, bem como em relação à idade, igualmente a diferença é de 5 (cinco) anos, tal como ocorre com a aposentadoria do segurado especial (rural).

O grau de deficiência será atestado por perícia própria do INSS, por meio de instrumentos desenvolvidos para esse fim, sendo que a existência de deficiência anterior à data da vigência da referida Lei Complementar deverá ser certificada, inclusive quanto ao seu grau, por ocasião da primeira avaliação, sendo obrigatória a fixação da data provável do início da deficiência.

O art. 7º da LC estabelece que, se o segurado, após a filiação ao RGPS, tornar-se pessoa com deficiência, ou tiver seu grau de deficiência alterado, os parâmetros mencionados no art. 3º serão proporcionalmente ajustados, considerando-se o número de anos em que o segurado exerceu atividade laboral sem deficiência e com deficiência, observado o grau de deficiência correspondente, nos termos do regulamento.

A renda mensal do benefício é idêntica à da aposentadoria por tempo de contribuição (100% do salário-de-benefício), ou mesmo em relação à aposentadoria por idade (70% mais 1% do salário de benefício por grupo de 12 contribuições mensais até o máximo de 30%).

Em ambos os casos, só haverá incidência do fator previdenciário se resultar em renda de valor mais elevado.

Importa observar que o empregado deficiente que se aposentar em observância às regras da LC 142/2013, não está impedido de continuar trabalhando na mesma atividade, diferentemente do que ocorre com o empregado que se aposenta especial, em virtude da exposição a agentes nocivos à sua saúde ou integridade, ocasião em que deverá se afastar da atividade especial, conforme retratado no item precedente.

Uma vez que referido benefício não repercute sobremaneira no contrato de trabalho, para mais detalhes acerca desse benefício, remetemos o leitor aos manuais de Direito Previdenciário mencionados ao final desta obra.

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