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1.9.1 Objetivo Geral

Determinar a concentração de α-TOH no colostro de mulheres adultas que foram suplementadas com Vitamina E, nas formas natural e sintética, no pós-parto imediato.

 Caracterizar as parturientes envolvidas no estudo;

 Estabelecer o estado nutricional em vitamina E das lactantes, antes da suplementação com a vitamina;

 Verificar as concentrações de α-TOH no colostro de mulheres suplementadas com a forma natural (RRR-α-TOH) ou sintética (all-rac-α- TOH);

 Comparar o efeito da suplementação com vitamina E em suas diferentes formas, analisando que cápsula foi mais eficiente para o aumento de α-TOH no colostro;

 Avaliar o quanto do α-TOH do colostro corresponde às necessidades dietéticas do recém-nascido.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

2.1 MATERIAIS DE LABORATÓRIO

2.1.1 Descartáveis

 Seringas hipodérmicas de 5 mL com agulha;  Luvas de Procedimento;

 Papel Alumínio;

2.1.2 Reagentes

 Álcool 95% - Vetec® (Rio de Janeiro, Brasil);

 Etanol Absoluto grau CLAE - Merck® (São Paulo, Brasil);  Hexano - Merck® (São Paulo, Brasil);

2.1.3 Padrões

 Padrão de alfa-tocoferol em óleo vegetal - código T3634;  Padrão de acetato de alfa-tocoferol – código T3001;  Padrão de acetato de DL alfa-tocoferol – código T3376; Todos adquiridos junto a Sigma® (St.Louis, EUA).

2.1.4 Cápsulas de alfa-tocoferol

 Vitamina E 400 UI/ Acetato de dextroalfatocoferol - FDC® (Natal, Brasil);  Vitamina E 400 UI/ Acetato de racealfatocoferol - FDC® (Natal, Brasil);

2.1.5 Equipamentos e Consumo

 Tubos de centrifugação em polipropileno 15mL fundo cônico com tampa de rosca e graduado – Plast Bio® (Curitiba, Brasil);

 Tubos de centrifugação em polipropileno 15mL fundo plano com tampa de rosca e graduado – Meclab® (Jacareí, Brasil);

 Tubos de centrifugação em polipropileno 5mL fundo plano com tampa de rosca e graduado – Plast Bio® (Curitiba, Brasil);

 Balança de precisão BS 3000 – Eikonal do Brasil® (São Paulo, Brasil);  Balança semi-analítica 300g JA3003N - Bioprecisa® (Curitiba, Brasil);  Banho Maria mod.100 - FANEM Ltda®. (São Paulo, Brasil);

 Agitador de tubo - FANEM Ltda®. (São Paulo, Brasil);  Capela de Exaustão - QUIMIS® (Diadema, Brasil);

 Cilindro de gás nitrogênio 9m³ - White Martins® (Natal, Brasil);  Centrífuga 12X15 mL - Centribio®;

 Destilador de água MA-270 – Marconi Ltda® (Piracicaba, São Paulo);  Sistema de purificaçãode água MiliQ® - Milipore Corp® (Bedford, EUA);  Espectrofotômetro – Ultrospec modelo 2100 pro- Amersham Biosciences® (Pittsburgh, PA, EUA).

 Cromatógrafo: Bomba LC 20, detector SPD 20-A UV- VIS – Shimadzu Corporation® ( Kyoto, Japão);

 Coluna Shim-pack CLC-ODS (M) 4,6mm X 15 cm – Shimadzu Corporation® ( Kyoto, Japão);

 Software Lc-solution– Shimadzu Corporation® ( Kyoto, Japão); 2.2 CONSIDERAÇÕES ÉTICAS

O estudo foi avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa – CEP da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, segundo protocolo 234/11 - CEP/UFRN, CAAE 0260.0.051.294-11 (Anexo 1).

2.3 TIPO DE ESTUDO

Foi realizado um estudo do tipo clínico, randomizado e duplo-cego no período de Janeiro à Dezembro de 2012, no qual mulheres adultas no pós-parto imediato foram suplementadas com 400UI de α-TOH na forma natural ou sintética e comparadas com mulheres sem suplementação.

2.3.1 Suplementação

As coletas dos grupos ocorreram simultaneamente. As mulheres recebiam após a coleta de sangue e leite uma cápsula contendo 400UI de RRR-α-TOH ou 400UI de all-rac-α-TOH, ambas da marca FDC vitaminas®.

Para que as mulheres e a equipe pesquisadora não tivessem conhecimento de qual cápsula era ministrada, o rótulo da embalagem foi retirado e as cápsulas identificadas como A e B. O conhecimento de qual tipo de vitamina E foi fornecida, só foi revelado após a análise estatística dos dados.

As mulheres foram alocadas em três grupos (figura 6): 1) mulheres que não receberam suplementação (grupo controle – GC), 2) mulheres que receberam a cápsula natural de acetato de RRR-α-TOH (GNAT), 3) mulheres que recebem a cápsula denominada sintética de acetatos de all-rac-α-TOH (GSINT).

2.4 LOCAL DE COLETA

As coletas foram realizadas na Maternidade Escola Januário Cicco, localizada na cidade de Natal, Rio Grande do Norte.

2.5 POPULAÇÃO ESTUDADA

Para o cálculo da amostra mínima requerida, utilizou-se a Análise de Poder a

priori, do programa GPower® versão 3.1. Os parâmetros levados em consideração foram o tamanho de efeito d=0,5, probabilidade de erro α=0,05, poder do teste =0,95 e intervalo de confiança de 95%. Sob esses parâmetros, a amostra mínima requerida foi de 22 sujeitos para cada grupo.

Após a coleta de dados foi verificado o tamanho do efeito através da Análise de Poder de Sensibilidade para cada teste, utilizando-se o GPower® 3.1. Para a ANOVA, considerando-se uma amostra de 109 indivíduos, obteve-se o tamanho do efeito d=0,5 (considerado alto para o teste), probabilidade de erro α=0,05, poder do teste =0,95 e intervalo de confiança de 95%.

Para a análise de correlação, considerando-se os grupos GNAT e GSINT, n=40 e n=33, respectivamente, obteve-se o tamanho do efeito d=0,8 (considerado alto para

o teste), probabilidade de erro α=0,05, poder do teste =0,95 e intervalo de confiança de 95%.

A amostragem foi por conveniência, composta por parturientes voluntárias atendidas em uma Maternidade pública do município de Natal/RN. Participaram do estudo mulheres entre 18-40 anos, sem patologias (diabetes, hipertensão, neoplasias, doenças do trato gastrintestinal e hepáticas, cardiopatias, infecciosas, sífilis, HIV positivo), que tiveram partos a termo (a partir de 37 semanas) e concepto único sem má-formação e que não fizeram uso de suplementos vitamínicos durante a gestação.

Todas as mulheres tiveram sua participação formalizada pela assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE. Foi Aplicado um questionário semi estruturado para coleta de dados socioeconômicos, investigação sobre a gestação, parto e alimentação (Apêndices 1 e 2).

2.6 COLETA DE DADOS

A coleta dos dados obstétricos, maternos e do recém-nascido foi obtida através do cartão de acompanhamento do pré-natal, prontuário e do questionário aplicado pelo pesquisador (Apêndice 2).

A avaliação do estado nutricional pré-gestacional foi realizada através do Índice de Massa Corporal (IMC), obtido pela divisão do peso habitual da mulher e dividido pelo quadrado da sua altura (Kg/m²). Sendo classificadas com baixo peso mulheres com IMC < 18,5Kg/m², eutróficas com IMC 18,5 -25Kg/m², em sobrepeso com IMC de 25-30Kg/m² e obesidade IMC >30 (WHO, 1998).

Em função do estado nutricional pré-natal (baixo peso, eutrófica, sobrepeso ou obesidade) cada gestante deve ter aumento de peso de acordo com o seu IMC inicial. Desta forma o ganho de peso foi obtido através da diferença entre o peso inicial e final da gestação, ou seja, o ganho de peso ao final da gestação de mulheres com baixo peso deve ser de 12,5-18 Kg, eutróficas 11,5-16 Kg, sobrepeso 7-11,5 e obesas até 7 kg (WHO, 1995). Sendo assim o ganho de peso das parturientes durante o período gestacional foi classificado insuficiente, adequado ou excessivo.

Para a avaliação do estado nutricional gestacional foi utilizado o gráfico de IMC por semana gestacional, onde este é composto por um eixo horizontal com a

semana gestacional e um horizontal com o IMC (Anexo 2), a inclinação da curva irá variar de acordo com o estado nutricional da gestante (ATALAH et al, 1997).