• Sonuç bulunamadı

11. Başvuru: Yapılandırma seçenekleri

11.1.1 Tara

Os resultados encontrados demonstram que existe uma relação de causalidade bidirecional entre o crédito rural total em relação ao PIB real agropecuário e o PIB real do setor agropecuário. Quando o crédito rural total é injetado no setor primário da economia, a produção agropecuária tende a crescer, aumentando o PIB real do setor. Confirma-se desta forma as conclusões de Conceição et ali, (1998).

Verifica-se também que a relação de causalidade depende de qual componente de crédito rural está sendo analisada. Detectou-se que os componentes: crédito destinado à comercialização em relação ao PIB real agropecuário e crédito de custeio em relação ao PIB real agropecuário; apresentaram relação de causalidade bidirecional com o PIB real da agropecuária.

Já o crédito destinado ao investimento em relação ao PIB real agropecuário apresentou causalidade reversa em relação ao PIB real agropecuário. Confirmam-se as conclusões de Cavalcante I.M. (2008) no Brasil e Chakrabarty T.K., (2003) na Índia.

Além de apresentar relação de causalidade, apenas os componentes: crédito rural destinado ao investimento em relação ao PIB real agropecuário e crédito rural destinado à agricultura em relação ao PIB real agropecuário; além da variável de crédito total rural em relação ao PIB real da agropecuária apresentaram impacto positivo no PIB real do setor rural.

Um choque de +3,53% na disponibilidade de crédito destinado ao investimento em relação ao PIB real da agropecuária gera um impacto de +0,50% no PIB real do setor. Já um choque de +1,90% na disponibilidade de crédito destinado à agricultura em relação ao PIB real da agropecuária gera um impacto de +0,10% no PIB real do setor agropecuário. Com relação à agricultura os resultados confirmam as conclusões de Akram W.,Hussain Z., Sabir H.M. e Hussain I, (2008) no Paquistão e Chaovanapoonphol Y., Battese G.E., & Chang H.S., (2005) na Tailândia.

Um choque de +10,35% na disponibilidade de crédito rural total em relação ao PIB real da agropecuária gera um impacto de apenas +0,01% no PIB real do setor agropecuário. As outras variáveis de crédito estudadas, crédito destinado à comercialização, custeio da produção agropecuária e destinado à pecuária em relação ao PIB real do setor, apresentaram uma queda no PIB real da agropecuária. A série de crédito rural total agrega todas as linhas de crédito ao setor rural estudadas e o efeito combinado é muito reduzido no PIB real do setor no longo prazo. As conclusões deste assunto apontam em corroborar com as conclusões de Gasques J.G., Bastos E.T., Bachi M.P.R. & Conceição J., (2003).

A taxa Selic parece interferir na maioria das linhas crédito rural analisada, interferindo também de forma bidirecional no PIB real da agropecuária. As taxas de empréstimos ao setor rural são em patamares inferiores ao praticado pelas instituições financeiras aos outros setores. Todavia, a Selic age como parâmetro base para as demais taxas de juros da economia brasileira e nessa pesquisa é utilizada como proxy. Portanto, uma variação na Selic tenderá a interferir nas taxas praticadas pelas

insituições financeiras nas modalidades de crédito ao setor rural. Castro E.R. & Teixeira E.C., (2004).

A taxa de câmbio apresentou relação de causalidade unidirecional com as séries de crédito destinadas ao custeio da produção rural e à comercialização; sobretudo com relação a esta última linha de crédito. Variações na taxa de câmbio interferem no valor de comercialização da produção agropecuária que é exportada. Fato que interfere no volume de crédito rural destinado a esta linha.

Motivado pela pesquisa de Assunção J., & Chein F.,(2007), que detectaram fortes indícios de racionamento de crédito ao setor agropecuário da economia brasileira, essa pesquisa contribui no sentido de identificar quais linhas de crédito rural tendem a uma maior contribuição no PIB real da agropecuária. Pelos resultados obtidos, pode-se sugerir que as políticas públicas para o financimento de setor agropecuário, incrementem as linhas de crédito voltadas ao investimento na agricultura como forma de obter um relevante impacto positivo no setor.

Essa pesquisa não confirma as conclusões de Matos M.A., (2008), afirma que as linhas de crédito rural cresceram a partir de 1995. Isto é verdadeiro em termos nominais, porém em termos relativos ao PIB real da agropecuária, detectamos uma redução em todas as linhas de crédito rural estudadas. A taxa média de redução do crédito agropecuário total em relação ao PIB real agropecuário foi de -1,54%a.t.. Utilizamos a mesma proxie de Neves A.L. & Bittencourt M.V.L., (2005), para medir crescimento financeiro pela medida de crédito\PIB.

A despeito da queda, em termos reais, do crédito agropecuário em relação ao PIB real do setor, o produto agregado real do setor primário tem crescido em média 1,32%a.t., possivelmente confirmando as conclusões de Belik W. & Paulillo L.F., (2001), que constatou que o produtor rural tem procurado formas alternativas de financiar a produção agropecuária, além do financiamento bancário.

Outros fatores, porém devem estar associados ao relevante crescimento do PIB real da agropecuária. Em pesquisa realizada por Gasques J.G., Bastos E.T., Bachi M.P.R. & Conceição J., (2003), constatou-se que gastos com pesquisa apresentou um impacto maior do que a variável crédito no curto e médio prazo. Provavelmente isto também justifique o fato da linha de crédito rural destinada ao investimento no setor agropecuário tenha apresentado o maior impacto no PIB real da agropecuária.

Finalmente detectamos que o crédito destinado ao setor rural, em geral, é indutor de uma maior produção agropecuária e que as linhas de financiamento que não apresentaram impacto positivo no PIB real da agropecuária podem ser aprimoradas com novo design de contrato no sentido de induzir um maior foco na produtividade rural. Políticas públicas podem também, ser aplicadas, no sentido de reduzir a distância do produtor rural e o consumidor final, da produção agropecuária. Este fato irá beneficiar, sobretudo, o consumidor final, induzido pelo incremento do crédito rural na produção rural gerando um maior volume de produção agropecuária com preços mais acessíveis.