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3. MALİ DESTEK PROGRAMINA İLİŞKİN KURALLAR

3.1. Uygunluk Kriterleri

3.1.1. Başvuru Sahibi ve Ortakların Uygunluğu

A pesquisa foi realizada em três etapas, cada qual com características diferentes no aspecto metodológico, mas complementares entre si, como representado no quadro 10. Neste quadro, verifica-se o delineamento da pesquisa através dos objetivos específicos, método de pesquisa e objeto de estudo. Nos itens seguintes, cada etapa do estudo é descrita. As três etapas do trabalho estão embasadas em revisão bibliográfica sobre rotulagem ambiental e sistemas de avaliação e certificação de construção sustentável. As referências utilizadas incluem livros, artigos de periódicos, dissertações, teses, e artigos de congressos.

Quadro 10 - Etapas da Pesquisa.

OBJETIVO GERAL: Analisar o uso do Selo Casa Azul em empreendimentos de Habitação de Interesse Social visando à identificação de melhorias à implantação do selo em empreendimentos desse tipo.

ETAPAS OBJETIVOS ESPECÍFICOS MÉTODO DE PESQUISA OBJETO DE ESTUDO

1ª Analisar criticamente o Selo Casa Azul a partir da comparação com sistemas de avaliação de construção sustentável.

Pesquisa Bibliográfica Certificações de sustentabilidade ambiental 2ª

Verificar o desempenho ambiental de projetos de empreendimentos de Habitação de Interesse Social financiados pela CAIXA à luz do Selo Casa Azul.

Análise de documentos Projetos enviados para financiamento pela CAIXA 3ª

Levantar as facilidades e dificuldades de implantação do Selo Casa Azul em empreendimentos de Habitação de Interesse Social. Entrevista semiestruturada Profissionais da construção local e fiscais da CAIXA Fonte: Elaborado pelo próprio autor (2013).

3.1.1 Etapa 1 Análise Crítica

Na primeira etapa do estudo, realizou-se uma análise crítica do Selo Casa Azul através de um estudo comparativo com as seguintes certificações de avaliação de sustentabilidade: LEED, BREEAM e AQUA. Para esse estudo comparativo foi utilizada a metodologia proposta por Santo (2010). Tal metodologia consiste em comparar os sistemas de certificação apresentados, por meio de categorias estabelecidas pelo autor. Essas categorias foram criadas a partir dos requisitos propostos pelos sistemas de certificação estudados por Santo (2010). Sendo assim, para esta pesquisa foram estudados os requisitos das certificações LEED, BREEAM e AQUA, a fim de agrupa-los dentro de cada categoria para por fim identificar em qual categoria essas certificações são mais intensas.

São sete as categorias de sustentabilidade que serviram de comparação entre os sistemas de certificação em estudo neste trabalho. A descrição das categorias apresenta-se no Quadro 11.

Quadro 11 - Descrição das categorias.

CATEGORIA 1 Local e integração

Engloba as áreas referentes à ocupação do solo ecologia, paisagem, amenidades e mobilidade.

CATEGORIA 2 Cargas ambientais e impacte na envolvente

Relativo as áreas de cargas induzidas pelos edifícios, sendo estas, ruído efluentes emissões atmosféricas, resíduos, bem como efeitos térmicos.

CATEGORIA 3 Recursos

Integrando as áreas de energia, água, materiais e recursos alimentares.

CATEGORIA 4 Ambiente interior

Onde se insere a qualidade do ar interior, o conforto térmico, acústico, higro-térmico, visual, ventilação e luminosidade.

CATEGORIA 5 Planejamento, durabilidade e adaptabilidade

Relativo à área de controle de qualidade. Verificar a importância dos indicadores propostos em cada uma das certificações.

CATEGORIA 6 Gestão ambiental e inovação

Onde estão presentes as áreas de sistemas de inovação ao nível das tecnologias e design, bem como os

procedimentos de gestão do edifício e gestão ambiental.

CATEGORIA 7 Aspectos políticos e socioeconómicos

Relacionado a componente social para o desenvolvimento sustentável, bem como os critérios de origem em políticas nacionais e internacionais.

Fonte: Elaborado pelo próprio autor (2013).

A partir dessas categorias, realizou-se, para cada sistema uma análise referente as principais categorias que contemplam, utilizando a pontuação (peso) que cada certificação atribui para cada requisito, concluindo-se sobre em que áreas estes são mais incidentes. Na segunda fase foram apresentados numa tabela todos os sistemas em estudo, sendo comparados por categoria, com o objetivo de verificar a importância de cada categoria a partir da

incidência dos mesmos nos sistemas em avaliação. E, em uma terceira fase, foi feita uma comparação para verificar se as categorias mais incidentes são contempladas pelos requisitos obrigatórios do Selo Casa Azul.

Esta análise teve como objetivo principal a inserção de requisitos ao selo Casa Azul que são considerados como importantes em outras certificações já disseminadas no mercado e, a partir daí, verificar o nível de atendimento dos empreendimentos de HIS a esses requisitos.

3.1.2 Etapa 2 Avaliação do atendimento dos critérios de sustentabilidade

Na segunda etapa deste trabalho buscou-se verificar o atendimento aos requisitos do Selo Casa Azul, assim como os requisitos propostos, de projetos de empreendimentos de Habitação de Interesse Social financiados pela CAIXA. Para isso foram analisados os projetos de HIS apresentados para financiamento da CAIXA à luz do Selo Casa Azul. Foram selecionados os projetos contratados pela CAIXA nos anos de 2011 e 2012 e em cada projeto foi verificado o atendimento ou não dos requisitos estabelecidos no Selo Casa Azul. Todos os projetos fazem parte do Programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida (MCMV) e têm como foco famílias com renda de até 3 salários mínimos. Algumas questões que embasaram essa etapa da pesquisa são:

a) Que critérios obrigatórios do Selo Casa Azul são facilmente atendidos por um projeto de HIS desenvolvido inicialmente sem a preocupação ambiental? b) Que requisitos do Selo Casa Azul só seriam atendidos mediante a alguma

mudança no projeto ou na cultura da empresa?

Para essa verificação foram utilizados o projeto arquitetônico e o memorial descritivo de cada projeto. Estes foram analisados considerando apenas os requisitos obrigatórios do Selo Casa Azul, pois estes são os requisitos necessários para obter a certificação Bronze, a mais básica. Essa verificação foi realizada com auxílio de uma tabela apresentada no Quadro 12, em que na primeira coluna foram descritos os itens obrigatórios do Selo Casa Azul. Na segunda coluna foi identificado o atendimento ou não dos itens obrigatórios. Posteriormente, na terceira coluna foi feita uma nova análise quanto aos parâmetros não atendidos, identificando aqueles que ainda poderiam ser atendidos mediante modificações no projeto ou nos processos de produção e uso. Para verificar a possível adequação mediante a modificação, foi considerada a fase de construção em que a obra se encontrava, sendo possível a adequação sem desfazer outro serviço já executado anteriormente. Nessa análise não foi considerado o valor a ser gasto para a adequação. E, por

fim, na última coluna foram feitas observações quanto à adequação dos requisitos que podem ser atendidos mediante a realização da modificação.

Quadro 12 - Verificação do atendimento aos requisitos obrigatórios.

REQUISITOS OBRIGATÓRIOS SELO CASA AZUL PROJETO ATENDE AO REQUISITO? É POSSÍVEL ADEQUAÇÃO MEDIANTE MODIFICAÇÃO? OBSERVAÇÃO

SIM NÃO SIM NÃO

Qualidade do Entorno - Infraestrutura

Qualidade do Entorno - Impactos

Paisagismo

Local para Coleta Seletiva Equipamentos de Lazer, Sociais e Esportivos Desempenho Térmico - Vedações

Desempenho Térmico - Orientação ao Sol e Ventos Lâmpadas de Baixo Consumo - Áreas Privativas Dispositivos Economizadores - Áreas Comuns Medição Individualizada - Gás Qualidade de Materiais e Componentes Formas e Escoras Reutilizáveis Gestão de Resíduos de Construção e Demolição (RCD) Medição Individualizada - Água Dispositivos Economizadores - Sistema de Descarga Áreas Permeáveis

Educação para a Gestão de RCD

Educação Ambiental dos Empregados

Orientação aos Moradores

Fonte: Elaborado pelo autor (2013).

3.1.3 Etapa 3 Levantamento das facilidades e dificuldades de implantação do Selo Por fim, na terceira etapa foram realizadas dois tipos de entrevistas para levantar as facilidades e dificuldades da implantação do Selo Casa Azul. De forma a abranger todo o processo de implantação do selo em HIS, foi realizada primeiramente entrevistas com os construtores responsáveis pelos projetos analisados, o que totalizou sete entrevistas. Assim como foram realizadas entrevistas com pessoas da CAIXA envolvidas na implantação do selo,

sendo uma entrevista com um gerente regional, nesse estudo denominado como gerente A, e uma entrevista com o gerente nacional responsável pelo selo, que nesse estudo foi denominado como gerente B. Estas entrevistas caracterizaram-se por serem semi-estruturadas e com perguntas abertas.

As entrevistas realizadas com os construtores responsáveis pelos projetos analisados teve como objetivo saber qual o conhecimento das construtoras com relação ao tema da construção sustentável, se as mesmas já possuíam alguma prática de construção sustentável e principalmente verificar o que estas apontavam como fator inibidor para a implantação de práticas de construção sustentável no setor em que atuam. No total foram entrevistados sete construtores e buscou-se identificar também qual o nível de dificuldade de atendimento os construtores atribuíam aos requisitos propostos pelo selo. No Quadro 13 buscou-se relacionar as perguntas realizadas aos construtores com o referencial teórico do presente trabalho.

Quadro 13 – Relação das perguntas aos construtores com o referencial teórico.

TEMA DAS PERGUNTAS REFERENCIAL TEÓRICO

Existência de certificação; Visão dos clientes sobre o

tema. (Questões 1 e 4) Rotulagem Ambiental (item 2.1)

Conhecimento sobre a construção sustentável; Práticas sustentáveis; Características determinantes para aplicação de práticas sustentáveis; Fator inibidor para aplicação das práticas sustentáveis na indústria da construção (Questões 2, 3, 5 e 6)

Conceito e princípios da construção sustentável (item 2.2.1)

Conhecimento do Selo Casa Azul; Dificuldade de atendimento aos requisitos do Selo Casa Azul; Sugestões de melhoria ao Selo. (Questões 7, 8 e 9)

Sistemas de avaliação da construção sustentável – Selo Casa Azul (item 2.2.3)

Fonte: Elaborado pelo próprio autor (2013).

As entrevistas realizadas com os gerentes da CAIXA teve como objetivo saber como está sendo a aceitação do Selo Casa Azul entre as construtoras locais, quais requisitos do selo eles consideravam como sendo de fácil atendimento e ainda os fatores que eles apontavam como inibidores para adesão das construtoras ao selo Casa Azul. No quadro 14 buscou-se relacionar as perguntas realizadas aos construtores com o referencial teórico do presente trabalho.

Quadro 14 – Relação das perguntas a CAIXA com o referencial teórico.

TEMA DAS PERGUNTAS REFERENCIAL TEÓRICO

Divulgação do Selo Casa Azul; Possíveis benefícios

para quem aderir ao Selo (Questões 4 e 6). Rotulagem Ambiental (item 2.1) Existência de práticas sustentáveis anteriores ao Selo

Casa Azul; Fatores inibidores para adesão das construtoras ao Selo Casa Azul (Questões 3 e 5)

Conceito e princípios da construção sustentável (item 2.2.1)

Processo de implantação do Selo Casa Azul; Adesão das Construtoras ao Selo Casa Azul; Dificuldade de atendimento aos requisitos do Selo Casa Azul; Semelhança com o MCMV (questões 1, 2, 7 e 8).

Sistemas de avaliação da construção sustentável – Selo Casa Azul (item 2.2.3)

As entrevistas (Apêndice A e B) realizadas com os dois grupos têm algumas perguntas semelhantes, com o intuito de comparar a visão do cliente, que no caso é a CAIXA, e a do construtor e também listar os principais pontos que dificultam a implantação do Selo Casa Azul em projetos de HIS financiados pela CAIXA.