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BAŞVURU ŞEKLİ VE YAPILACAK İŞLEMLER

2. TEKNİK DESTEK PROGRAMINA İLİŞKİN KURALLAR

2.2 BAŞVURU ŞEKLİ VE YAPILACAK İŞLEMLER

“O comportamento associado ao consumo de tabaco encerra em si uma complexa rede de interrelações entre factores comportamentais, sociais, bioquímicos, económicos e políticos. O conhecimento epidemiológico9acerca dos padrões e da quantidade do consumo de tabaco, das suas consequências agudas e crónicas sobre a saúde dos indivíduos e das populações e dos factores que os determinam é de grande importância para o planeamento de programas de intervenção destinados à prevenção de problemas ligados ao consumo de tabaco” (Borges & Filho, 2004, p.10).

A substância psico-activa transmitida pelo tabaco é a nicotina. Esta apresenta-se como um forte aditivo em comparação com outras substâncias tóxicas (álcool, cocaína, heroína). Sendo o tabaco uma substância de fácil acesso é largamente vendida e consumida.

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Epidemiologia é uma ciência que estuda quantitativamente a distribuição dos fenómenos de saúde/doença, e seus factores condicionantes e determinantes, nas populações humanas (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Epidemiologia).

Capítulo 2 – O Álcool, a Droga e o Tabaco na sociedade

A nicotina não é utilizada a nível terapêutico, sendo causa de muitas doenças graves. As doenças mais frequentes são as cardiovasculares e as do aparelho respiratório. Segundo Borges e Filho (2004), “os esforços para diminuir os consumos devem incidir na prevenção entre os jovens, difundindo conceitos que estimulem os estilos de vida saudáveis e que desaconselhem o consumo de tabaco”.

2.4.2 T

ABAGISMO COMO

D

OENÇA

A dependência da nicotina, vulgarmente designada dependência do tabaco, surge com o exagero do consumo de tabaco. Os principais factores que levam ao consumo de tabaco são sobretudo sociais, nas idades mais jovens, e genéticos, em idades mais avançadas ao longo da vida. Este consumo exagerado pode provocar doenças graves nos indivíduos sendo que, em casos extremos, pode provocar mesmo a morte.

É importante então realçar quais os efeitos, sinais e sintomas do uso da nicotina visto que, os militares da GNR não estão imunes a estas consequências e, como se verá mais à frente, existem alguns que mantém um consumo habitual de nicotina (tabaco).

“As pessoas que fumam fazem-no não a procura da saúde mas sim de prazer” (Borges & Filho, 2004, p.17).

Tal como as outras drogas, o consumo de tabaco desenvolve um síndrome de abstinência, sendo que os principais efeitos deste são: humor deprimido, irritabilidade, insónias, frustração, ansiedade e dificuldades de concentração.

Ao nível das consequências, o consumo excessivo da tabaco provoca perturbações mentais e de comportamento e é responsável pelo aparecimento de inúmeras doenças, destacando-se as relacionadas com o aparelho respiratório e cardiovascular. Ao nível da gravidez, no caso de dependentes do sexo feminino, o exagero de consumo pode causar graves lesões para o feto.

2.4.3 T

ABAGISMO NAS

O

RGANIZAÇÕES

A abordagem efectuada em termos epidemiológicos do tabagismo é importante para, neste ponto, inserir esta problemática no âmbito organizacional. Neste contexto, o acesso ao tabaco é extremamente fácil, sendo que, muitos indivíduos iniciam o consumo de tabaco devido a factores de personalidade aliados a factores situacionais. Assim, sendo a GNR uma organização composta por milhares de indivíduos que têm por missão fundamental assegurar a segurança e bem-estar da sociedade em geral, surgem todos os dias situações de “crise pessoal e social, geradoras de sofrimento psicológico e de vivências de vazio existencial, criam as condições ideais para indivíduos mais vulneráveis procurarem através

Capítulo 2 – O Álcool, a Droga e o Tabaco na sociedade

de determinados consumos o alívio das suas frustrações e inseguranças e o preenchimento do vazio existencial” (Clímaco & Ramos, 2003, p.18).

Estes factores situacionais, principalmente numa profissão que muitas vezes acarreta risco para a própria integridade física do indivíduo, como é exemplo um militar da GNR, podem estar na base do início do consumo de tabaco.

Segundo Clímaco e Ramos (2003), as causas que levam à dependência são as características dos consumos: o consumo ser legal, de forma que os consumidores não sejam marginalizados; o consumo não acarrete demasiadas despesas e que as consequências do consumo, na saúde dos indivíduos, não se façam notar a médio prazo.

Comparando, a título de exemplo, o preço de um maço de tabaco com o preço de uma dose de outra droga (cocaína, heroína, etc.) pode-se considerar que o consumo de tabaco não é dispendioso. Sendo assim, o tabaco preenche as características necessárias para que rapidamente surja a dependência desta substância. Este facto verifica-se em muitos militares da GNR, como à frente se apresentará, que são consumidores habituais de tabaco. Importa então gerir o tabagismo nas organizações, em prol da saúde dos indivíduos que a ela pertencem. A GNR não é excepção. Deve-se portanto actuar ao nível da prevenção e do incentivo para reduzir o consumo de tabaco. Estas estratégias de prevenção devem dividir-se em três fases, em que na primeira fase devem existir campanhas de informação e sensibilização, aparecimento de políticas e normas organizacionais, formação e educação para os malefícios do tabaco; a segunda fase de prevenção deve incidir na motivação e apoio para a redução de consumo e a terceira fase deve visar o tratamento e reabilitação dos consumidores dependentes.

Ao nível da GNR não existem medidas que restrinjam o consumo de tabaco, ou seja, um militar que tenha por hábito fumar, pode fazê-lo tanto em serviço como fora dele. A única restrição que existe para o consumo de tabaco deriva da Lei 37/2007 de 14 de Agosto10. Segundo o seu preâmbulo, esta Lei, aprova normas para a protecção dos cidadãos da

exposição involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do seu consumo.

10 Para consultar o diploma completo recorrer ao sítio da internet

Capítulo 2 – O Álcool, a Droga e o Tabaco na sociedade

2.4.4 OC

AFÉ E AS

O

RGANIZAÇÕES

O café, tal como foi caracterizado, é uma droga estimulante do SNC. É também considerada uma droga de vigília pois um dos seus efeitos principais é acelerar o ritmo cardíaco provocando insónias e a sensação de falta de cansaço.

O consumo de café, tal como consumo do tabaco “partilham de várias características: são de fácil acessibilidade; são legais; partilham reforços internos (o prazer do consumo) e externos (a aprovação e estimulações sociais) ” (Clímaco & Ramos, 2003, p.19).

Assim, a facilidade com que o consumo se implementa é extremamente elevada, pois o facto de ser legal não acarreta a marginalização do consumidor; não é demasiado dispendioso, o que possibilita uma maior difusão e impede que o consumidor envergue por comportamentos ilegais e, as consequências do consumo não se fazem sentir a curto e médio prazo.

O consumo é portanto habitual na GNR, sobretudo com a finalidade de, enquanto droga estimulante do SNC, aumentar a vigília. Em virtude da natureza do café e total implementação que este tem na GNR, como à frente se constatará, pode-se afirmar que está totalmente disseminado na instituição. De salientar que o consumo excessivo de café, (mais de seis cafés por dia), em média, pode ser bastante prejudicial para a saúde, provocando insónias, irritabilidade, crises de ansiedade e tonturas.

CAPÍTULO 3 – O ÁLCOOL, A DROGA E O TABACO NA

Benzer Belgeler