2. BÖLÜM: DURUM ANALİZİ
2.2. İnsan Kaynakları Yetkinlik Analizi
2.2.5. Başkanlık Personelinin Cinsiyete Göre Dağılımı
Apesar do uso comercial do HVDC ter sido iniciado na d´ecada de 1950, no Brasil o primeiro sistema s´o veio a ser instalado e comissionado em 1981, com o elo back-to-back de Acaray, fabricado pela Siemens, na fronteira com o Paraguai. Essa modesta interconex˜ao monopolar de 50 MW foi constru´ıda para suprir energia ao Paraguai em per´ıodos de escassez de ´agua e para exportar excedentes de energia hidr´aulico-el´etrica ao Brasil. Ainda em operac¸˜ao, o sistema tamb´em possibilita a estabilizac¸˜ao da frequˆencia no sistema el´etrico do Paraguai atrav´es de adic¸˜ao de controle de frequˆencia ao elo CC (ARRILLAGA, 1998).
Outros sistemas HVDC back-to-back de caracter´ısticas e finalidades semelhantes ao sistema de Acaray foram instalados no Brasil, como os elos de Uruguaiana e Garabi 1 e 2, na fronteira com a Argentina, al´em dos sistemas Rivera e Melo, na fronteira com o Uruguai.
Em 1984, a ligac¸˜ao HVDC de longa distˆancia de Itaipu foi implantada. O sistema interliga a usina hidroel´etrica de Itaipu `a subestac¸˜ao Ibi´una. O projeto consiste de dois elos bipolares, com a estac¸˜ao conversora em Foz do Iguac¸u, no Paran´a, e a estac¸˜ao inversora na cidade de S˜ao Roque, em S˜ao Paulo, e utiliza a tecnologia de conversores fonte de corrente de 12 pulsos com comutac¸˜ao natural de linha. A construc¸˜ao e operac¸˜ao das linhas se deram em v´arias etapas entre os anos de 1984 e 1987. Ambas as linhas operam em ± 600 kV, com um comprimento de 785 km e 805 km, respectivamente. Na ´epoca, o sistema HVDC-LCC foi escolhido devido `a longa distˆancia entre a gerac¸˜ao e o ponto de conex˜ao e tamb´em para permitir o intercˆambio de energia entre as unidades geradoras em 50 Hz no lado paraguaio para a rede em 60 Hz no Brasil (KIM et al., 2009).
Ap´os a implantac¸˜ao do sistema HVDC de Itaipu, estudos de planejamento realizados em meados dos anos 1990 indicaram a possibilidade de se obter ganhos energ´eticos atrav´es da interligac¸˜ao dos sistemas el´etricos Norte/Nordeste (Sistema Norte) e Sul/Sudeste/Centro-Oeste (Sistema Sul). Essas obras, que deveriam ser implantadas at´e o ano de 2001, foram antecipadas para o ano de 1998, em func¸˜ao da probabilidade de ocorrˆencia de racionamentos de energia el´etrica no sistema Sul/Sudeste/Centro-Oeste, no per´ıodo de 1997 a 1999.
Na ´epoca, as pesquisas demostraram que a interligac¸˜ao dos sistemas Norte/Sul deve- ria ser estabelecida entre as subestac¸˜oes de Imperatriz (Eletronorte) e Serra da Mesa (Furnas). Procedeu-se ent˜ao estudos de alternativas de transmiss˜ao em corrente alternada e cont´ınua para a fase inicial da interligac¸˜ao. Apesar de o planejamento apontar a alternativa em corrente cont´ınua como mais vi´avel, optou-se pelo uso da corrente alternada, associada `a compensac¸˜ao s´erie con- trol´avel, devido aos custos inferiores `a alternativa em corrente cont´ınua, al´em da vantagem de inserc¸˜ao regional, ao facilitar a integrac¸˜ao de novas cargas e gerac¸˜ao ao longo da rota da linha
(BARCELOS, 2007).
Passados 23 anos desde o in´ıcio da operac¸˜ao do HVDC de Itaipu, no ano de 2008 foi lanc¸ado o Edital no 007/2008-ANEEL do projeto do HVDC do Rio Madeira. A concess˜ao do servic¸o de transmiss˜ao se deu em func¸˜ao da implantac¸˜ao das primeiras grandes usinas de gerac¸˜ao de energia el´etrica na regi˜ao amazˆonica, as hidroel´etricas a fio d’´agua de Santo Antˆonio e Jirau, constru´ıdas no Rio Madeira. As usinas, instaladas perto da fronteira com a Bol´ıvia e Peru, tˆem motorizac¸˜ao plena prevista para o ano de 2016 (ONS, 2015c). Com esses projetos, o sistema el´etrico brasileiro passar´a a interligar 98% da carga existente, incluindo a carga local da cidade de Porto Velho, `as margens do Rio Madeira. Como a carga local a ser atendida ´e muito pequena, o projeto definiu que a energia gerada pelas usinas seria fornecida a essas cargas locais e o excedente seria transmitido `a regi˜ao Sudeste do Brasil, que concentra a maior demanda por energia el´etrica no pa´ıs. A quantidade de energia a ser transmitida e a distˆancia, com linhas de transmiss˜ao cruzando diferentes regi˜oes do pa´ıs, tornou esse sistema de transmiss˜ao um projeto desafiador e ´unico do ponto de vista do planejamento e implementac¸˜ao (ESMERALDO; ARA ´UJO; JR, 2010).
Atualmente, onze sistemas HVDC est˜ao em operac¸˜ao no Brasil, sendo quatro sistemas baseados na tecnologia HVDC-LCC e sete sistemas back-to-back, todos baseados na tecnologia de tiristores. A Tabela 2.1 apresenta a lista dos projetos em operac¸˜ao no pa´ıs.
Al´em dos sistemas em operac¸˜ao, um novo projeto de transmiss˜ao em corrente cont´ınua para escoamento da energia gerada pela usina hidroel´etrica de Belo Monte at´e a regi˜ao Sudeste foi iniciado. O servic¸o p´ublico de transmiss˜ao de energia el´etrica foi concedido ao cons´orcio IE Belo Monte, formado pelas empresas Furnas, State Grid Brazil Holding e Eletronorte, atrav´es do Leil˜ao no011/2013, promovido pela ANEEL em fevereiro de 2014.
Tabela 2.1: Projetos HVDC no Brasil
Sistema HVDC Fornecedor Ano de Potˆencia Tens˜ao Comprimento Localizac¸˜ao
comissionamento (MW) CC (kV) da linha (km)
Acaray Siemens 1981 50 ±25 – (BtB) PRY-BRA
Itaipu 1 ASEA 1986 3150 ±600 785 BRA
Itaipu 2 ASEA 1987 3150 ±600 805 BRA
Uruguaiana Toshiba 1994 50 15 – (BtB) BRA - ARG
Rivera Alstom 2000 70 20 – (BtB) URY - BRA
Garabi 1 ABB 2000 1100 ±70 – (BtB) ARG - BRA
Garabi 2 ABB 2002 2000 ±70 – (BtB) ARG - BRA
Melo Alstom 2012 500 ±79 – (BtB) URY - BRA
Rio Madeira ABB 2012 800 ±51 – (BtB) BRA
Rio Madeira(Bip. 1) ABB 2013 3150 ±600 2375 BRA
Rio Madeira(Bip. 2) Alstom 2015 3150 ±600 2375 BRA
tens˜ao de ±800 kV. A estac¸˜ao conversora est´a localizada em Xingu, no estado do Par´a, e a estac¸˜ao inversora em Estreito, no estado de S˜ao Paulo. O sistema ´e conectado atrav´es de uma linha de transmiss˜ao com comprimento de 2.092 km (ANEEL, 2013).
Na ´epoca da concess˜ao do primeiro bipolo, estudos de planeamento j´a previram a implantac¸˜ao de um segundo bipolo operando em paralelo, com mesmas caracter´ısticas do pri- meiro, planejado para operar at´e o ano de 2020. Esse segundo circuito ir´a interligar a estac¸˜ao conversora de Xingu ao Terminal Rio, localizado em Nova Iguac¸u, no estado do Rio de Janeiro, distante 2.439 km (ANEEL, 2013). O leil˜ao de concess˜ao desse bipolo, conduzido pela ANEEL,
ocorreu em 17 de julho de 2015, tendo como vencedora a empresa chinesa State Grid Brazil Holding, que ofereceu uma proposta de Receita Anual Permitida no valor de R$ 988 milh˜oes. Desta forma, o projeto final da transmiss˜ao de Belo Monte ser´a constitu´ıdo de dois bipolos operando em paralelo, por´em com conex˜ao em locais distintos.
Outra caracter´ıstica peculiar do projeto Belo Monte, ´e que o mesmo inaugura a tecnolo- gia UHVDC no Brasil, seguindo a tendˆencia mundial de uso desses sistemas para transmiss˜oes de elevadas potˆencias a grandes distˆancias.
Por fim, a EPE aponta a tendˆencia de implantac¸˜ao de novos projetos HVDC no Brasil, com potencial de utilizac¸˜ao na interligac¸˜ao das usinas hidroel´etricas S˜ao Luiz do Tapaj´os e Jatob´a, no estado do Par´a, atrav´es de mais dois bipolos, `a regi˜ao Sudeste do Brasil (BRESSANE;
CARVALHO, 2014).