2. MULTİPL SKLEROZ
4.5 Geometrik İşlemler
6.7.1 Başarım Ölçümleri
O RSU-domiciliar/comercial coletado convencional ou regularmente apresenta materiais que podem se transformar em compostos orgânicos para serem adicionados ao solo. Este resíduo é depositado no fosso da URCL, para receberem a separação dos materiais recicláveis. Os materiais que não são separados continuam pela esteira e caem na peneira giratória. Essa peneira apresenta malha com 57 mm de diâmetro, por onde devem cair os resíduos putrescíveis que poderão sofrer o processo da compostagem.
A Prefeitura de Lençóis Paulista tirou o triturador por onde passavam os rejeitos. O triturador ficava instalado antes da peneira giratória e tinha como função diminuir a granulometria do rejeito para permitir que os resíduos orgânicos maiores pudessem passar pela malha da peneira. Entretanto, ao diminuir o tamanho físico dos resíduos orgânicos, através do impacto dos martelos, ocorria também o rompimento de pilhas, baterias e lâmpadas, ocasionando contaminações com metais pesados.
O material a ser compostado, ainda misturado com outros materiais de pequena granulometria (metais, vidros, plásticos, etc.), cai nos carrinhos e é levado para o pátio de compostagem, para sofrer o processo de decomposição orgânica por microorganismos aeróbios. O revolvimento semanal é a proposta, porém não foi o observado durante a pesquisa. Após o processo, o material obtido passa novamente por uma peneira giratória de malha de 0,5 mm de diâmetro para eliminação das impurezas de plásticos, metais e vidros.
A quantidade de resíduos orgânicos coletados nos carrinhos sob a peneira giratória e levados até o pátio de compostagem é de 8.17 toneladas por dia ou 245,05 toneladas por mês, salientando que esse material ainda apresenta materiais não compostáveis de pequena granulometria.
Não existem dados que possam indicar o tempo necessário para a obtenção do composto, sendo que as leiras são revolvidas quando a máquina, uma pá carregadeira, está “disponível”. Invariavelmente o material obtido como composto é utilizado para cobrir lixo no aterro ou é disposto em uma área anexa ao aterro. O pós-peneiramento que seria para livrar o composto de todas as impurezas não orgânicas não acontece com regularidade, principalmente em função da chuva que dificulta a movimentação do composto dentro da peneira, ou simplesmente porque os funcionários não realizam devido a ocupação com outros serviços. Dessa forma, o segundo peneiramento raramente ocorre, o que contribui para que o composto obtido não apresente bom aspecto visual, pois é possível observar a presença de pequenos plásticos, metais e vidros.
Com objetivo de conhecer características e composição do material compostado que se obtém na usina de reciclagem e compostagem, uma análise foi realizada no Instituto Agronômico de Campinas (IAC) no mês de novembro de 2008, para obtenção de teores de elementos químicos e conhecimento de outras propriedades (Quadro 9).
PARÂMETRO UNIDADE (variação) TEOR
UMIDADE % (m/m) 19,60
FÓSFORO Grama de P/kg 2,35
POTÁSSIO Grama de K/kg 0,91
NITROGÊNIO TOTAL Grama de N/kg 5,80
CARBONO ORGÂNICO Grama de C/kg 118,00
RELAÇÃO C/N 20,30
MAGNÉSIO Grama de Mg/kg 1,00
CALCIO Grama de Ca/kg 8,20
ENXOFRE Grama de S/kg 0,50
FERRO Grama de Fe/kg 16,08
MANGANÊS Grama de Mn/kg 0,17
ZINCO Grama de Zn/kg 0,44
ALUMINIO Grama de Al/kg 7,63
CHUMBO miligrama de Pb/kg 84,40
COBRE miligrama de Cu/kg 0,18
MERCURIO miligrama de Hg/kg <1,0²
CÁDMIO miligrama de Cd/kg <1,0²
NIQUEL miligrama de Ni/kg 10,0
CROMO TOTAL miligrama de Cr/kg 19,5
MOLIBDÊNIO miligrama de Mo/kg <1,0²
Quadro 9: Resultados analíticos do RSUC
Desde 1993 quando se iniciou a produção do composto, sendo interrompido posteriormente por alguns anos em razão da dificuldade de operação, o composto produzido na URCL de Lençóis Paulista nunca foi comercializado, tendo sido utilizado algumas poucas vezes em serviços de jardinagem pela Prefeitura Municipal.
A análise mostra que a relação carbono/nitrogênio determina a disponibilidade destes dois elementos aos microorganismos e, portanto, é um fator
limitante para o processo de decomposição. Deve ser mantida no início do processo entre 25/1 e 35/1 para chegar ao fim do processo na média de 10/1. A relação obtida na análise está acima da ideal, já que tem o valor de 20,3/1. Segundo Teixeira (2002) o ideal é utilizar a proporção de 70% de material rico em carbono e 30% pobre em carbono, mas rico em nitrogênio. A alta relação da análise do composto obtido na URCL deve-se, provavelmente, a presença de materiais ricos em carbono, como papéis, por exemplo. Altas relações de C/N imobilizam os nutrientes do solo, que, portanto, não são assimilados pelas plantas, podendo levá-las à morte.
A matéria orgânica presente no composto é importante para a estrutura física e química do solo, pois, dentre outras vantagens, facilita a disponibilização dos nutrientes presentes no solo para a cultura instalada, além de diminuir a compactação do solo e facilitar o desenvolvimento do sistema radicular da planta. Com 11,8% de matéria orgânica, o composto apresenta bom teor de carbono, embora muito inferior a outros materiais orgânicos encontrados no mercado, entretanto, pode servir como fonte de carbono e ser utilizado no solo com esse fim. Com 8,2% de Ca, revela-se um bom composto para proporcionar o desenvolvimento radicular de plantas.
A análise mostrou também que o composto é muito pobre em N, P e K, macro elementos essenciais para o crescimento vegetal e produção e, portanto, pouco indicado para fertilização do solo. No caso de se utilizar o composto no solo, deve-se adicionar os três elementos ao mesmo. Estudos mostram que os teores de P, K, Ca e Mg do solo sofrem aumentos significativos em função da dose do composto, tanto na ausência como na presença de adubação mineral, provavelmente devidos à mineralização de parte desses elementos que estavam na forma orgânica, ou seja, a presença da matéria orgânica no composto é fundamental para a sua qualidade.
Na Agência Ambiental Paulista de Bauru obteve-se a informação de que os compostos orgânicos produzidos a partir dos resíduos sólidos urbanos não são recomendáveis para uso em razão de apresentarem agentes patogênicos que colocam em risco a saúde humana, tais como coliformes fecais e salmonelas. Entretanto, segundo Kiehl (1998), se o processo de compostagem não consegue eliminar os patógenos mais resistentes principalmente às altas temperaturas, ao se
incorporar o fertilizante orgânico ao solo, tais patógenos são digeridos pela competição com os microorganismos selvagens, nativos, existentes no solo.
O composto orgânico obtido a partir dos RSU carece de estudo mais detalhado em razão de haver opiniões divergentes sobre o assunto por parte de diversos autores. Bidone e Povinelli (1999) afirmaram que o composto é considerado seguro do ponto de vista sanitário quando apresentar concentrações menores que 1,0.10² NMP/g de bactérias Escherichia coli. Em relação ao aspecto sanitário, um bom composto seria obtido se houvesse possibilidade de separar o lixo de banheiro do resíduo a ser compostado. Neste caso, além da separação dos materiais recicláveis em casa, os moradores deveriam também separar o lixo de banheiro, algo difícil de ocorrer, já que a maioria dos moradores não realiza a separação nem dos materiais recicláveis.
Outro fator importante relacionado aos compostos orgânicos resultantes dos RSU-domiciliar/comercial são os metais pesados. Metais pesados são elementos químicos que possuem peso específico maior que 5 g/cm³ ou número atômico maior do que 20. Entretanto, o termo “metais pesados” é utilizado para elementos químicos que contaminam o meio ambiente. Os principais elementos químicos enquadrados neste conceito são: alumínio, antimônio, arsênio, cádmio, chumbo, cobre, cobalto, cromo, ferro, manganês, mercúrio, molibdênio, níquel, selênio e zinco. Esses elementos são encontrados naturalmente no solo em concentrações inferiores àquelas consideradas como tóxicas para diferentes organismos vivos.
Os metais pesados encontrados na análise do composto orgânico do município de Lençóis Paulista apresentaram níveis inferiores às exigências mínimas estabelecidas no Estado de São Paulo pela CETESB. Isso ocorreu porque o triturador dos resíduos que era colocado no final da esteira de separação e antes da peneira giratória foi desativado. Com isso deixou de haver o rompimento de pilhas, baterias e lâmpadas, principais resíduos responsáveis pela presença de metais pesados no RRSU.
4.3.4 Administração da COOPRELP e Comercialização dos Materiais
Os materiais separados e prensados são armazenados nos galpões da usina URCL para a venda, estabelecendo-se o critério de venda pelo melhor preço
ou a eventualidade de conjugar a venda de um material de boa qualidade com um de qualidade inferior, com o objetivo de desovar todo e qualquer tipo de material possível de ser reciclado no mercado. Dessa forma, perde-se um pouco de valor no reciclável de melhor qualidade, porém, consegue-se a venda de outro material que provavelmente não seria vendido isoladamente. Esse procedimento é importante porque reduz a quantidade de rejeitos destinados ao aterro e consequentemente alonga sua vida útil.
A COOPRELP realiza o recolhimento dos impostos como PIS, COFINS e o recolhimento do INSS individual de cada cooperado. A Prefeitura realiza a fiscalização das atividades da cooperativa através de uma comissão formada pelo Diretor de Agricultura e Meio Ambiente, Diretor de Geração de Emprego e Renda e pelo Coordenador da Usina de Asfalto e da Usina de Concreto, responsável também pela unidade da Usina de Reciclagem e Compostagem de Lixo. Regularmente ocorrem reuniões para avaliação dos trabalhos práticos da coleta seletiva e na URCL. As questões financeiras são especialmente analisadas para garantia da boa distribuição de rendimentos aos cooperados, bem como são avaliados e discutidos os problemas de relacionamento que surgem.