Antes de descrever o caso do professor B1, é preciso relembrar como eu estava pensando o processo pelo qual passávamos no GFM, na época da realização da primeira entrevista com a equipe B, o que poderia ser sintetizado da seguinte forma. Os professores não estavam se envolvendo satisfatoriamente com o problema da Física Moderna, pois até aquele momento (setembro de 98), a maioria não tinha ainda nem definido algum plano de trabalho. Portanto, a introdução da FMC não era, de fato, uma questão relevante para eles, que merecesse a devida consideração. Por outro lado, se a introdução da FMC, que era o problema fundamental do GFM, não era importante, por que os professores continuavam participando do grupo, se deslocando alguns mais de 300 km até Londrina, como no caso dos professores da equipe B? Talvez os professores estivessem interessados em resolver outros problemas, problemas reais que eles estariam enfrentando, tal que suas ações, dispersivas com relação ao problema da Física Moderna, estavam de fato sendo dirigidas a outras questões. Nas suas falas eu percebia diversas preocupações, como a falta de interesse dos alunos e uma busca por uma nova maneira de ensinar a Física que despertasse esse interesse. Nas entrevistas realizadas por essa época, eu procurava localizar alguma questão relevante para as equipes que pudesse organizar um plano de trabalho, mesmo que o assunto não estivesse relacionado à Física Moderna.
Assim, no segundo semestre de 98, preocupado com a aparente lentidão na resposta ao problema gerador do GFM, propus às equipes uma tarefa de curto prazo, que consistia na apresentação, até finais de 1998, dos resultados que a equipe já havia alcançado no semestre, ou no ano. Portanto, na época da realização da primeira entrevista com a equipe B, todos estavam se sentindo um pouco pressionados por essa tarefa. Foi nesse contexto que a primeira entrevista com essa equipe foi realizada:
PROF B1 -Nós estamos perdidos. Queríamos saber o que você queria que a gente fizesse...A gente tem algumas idéias, tem conversado a respeito disso aí, mas não tem definido assim uma coisa, como atuar...
PROF B2 - Nós sabemos o que tem de ser feito, sabe Sergio... SERGIO - Qual é a idéia que vocês têm?
PROF B1 - Pois é. Trabalhar com a coisa prática, pegar aquele negócio do... Um disco-laser, por exemplo, como é que ele funciona, quais são os princípios que tem ali? Uma filmadora, que nem essa aí. Onde que entra a Física Moderna? É isso.
SERGIO – Certo.
PROF B2 - E também... um dia você tocou numa das aulas a respeito da formação do profissional de Física. Então...Não sei se seria isso também. Mas eu acho que talvez seria mais interessante entrar em termos de conteúdo mesmo, dentro da Física. Porque se fosse pra trabalhar com formação, veja só, na nossa escola, formado em Física mesmo, não tem nenhum.
PROF B1 - Mas essa questão de formação de professor é interessante de ser discutida também, Sergio, porque tem de sair desse tradicionalismo. Tem muito professor, aí no curso mesmo, você percebe, que não tem nem noção do que é... Só por uma pergunta que aparece ali, você vê que ele está perdido. Então a formação também é uma questão de ser discutida. Mas nós não sabemos como fazer, o que fazer. Por no papel? Mas o que vai adiantar por no papel isso aí?
(Entrevista 19/09/98)
No início havia duas tendências na equipe: uma mais relacionada ao conteúdo da Física Moderna e outra à questão da formação dos professores. A primeira era mais uma preocupação do professor B1, do que do professor B2. Entretanto, alguma coisa parecia emperrar a definição e o desenvolvimento de um plano centrado no conteúdo, de forma que a equipe optou por trabalhar com a questão da formação, motivação e interesse dos professores, um assunto que vinha sendo levantado regularmente por B2:
PROF B2 - Eu estou tendo uma experiência agora, que é incrível. Até então eu nunca imaginava. Você acredita que o que causa maior problema na
escola não é o aluno, é o professor? O professor que não tem aquele domínio de turma, que qualquer coisinha está mandando o aluno na direção, pra gente conversar com o aluno, ele é carente em conteúdo. A gente percebe. Quando vem aluno pra mim lá principalmente, eu já sei até de quem está vindo. Então veja só, a gente percebe isso. A carência do professor hoje em envolver o aluno em sua aula. Não estou falando daquele professor que chega lá e ó, lasca exercício. É aquele professor que envolva na discussão aquele momento da aula. Nós não temos isso. Está carente, olha, você nem imagina. E daí, não tendo esse tipo de professor gera indisciplina, gera falta de motivação do aluno aprender a disciplina, seja ela Física, Português ou Matemática, qualquer área. O aluno fica desmotivado dentro da escola, gera infinitos outros problemas para a escola. Então a hora que a gente tiver professor que saiba envolver o aluno dentro da sua disciplina... olha, caminha. Então quando eu falo formação de professor é nesse sentido. Fazer o professor envolver o aluno. Porque o aluno está necessitando.
(Entrevista 19/09/98)
É interessante, que nessa fala do professor B2, aparecem dois elementos. O primeiro tem a ver com a autoridade, que também nessa equipe aparece ligada à questão do conteúdo: “o professor que não tem aquele domínio de turma, que qualquer coisinha está mandando o aluno na direção, pra gente conversar com o aluno, ele é carente em conteúdo”. Por outro lado, a própria falta de conteúdo leva também à desmotivação. Falta portanto “aquele professor que envolva na discussão”, sem o qual “gera indisciplina, gera falta de motivação do aluno”. Isso é o que observamos nas falas de vários professores: a relação entre autoridade, conteúdo e a motivação do aluno e também do professor.
Entretanto, o problema da falta de professores competentes e motivados não era apenas uma questão dos salários baixos, pois o professor poderia ganhar “um milhão de dólares e continuar dando a mesma aulinha que ele dá”. Ao contrário, eles conheciam professores que ganhavam pouco e sempre estavam motivados. Era o caso deles mesmos, que se consideravam professores interessados:
PROF B2 - Eu tive outras oportunidades profissionais fora do magistério e não sei porque cargas d´água, estou no magistério hoje. E estou de unhas e dentes. É um pouco de ideologia também, a gente gostar da profissão de magistério, gostar de dar aula, gostar de ensinar, aprender. Porque se eu não gostasse de dar aula, não estaria aqui fazendo um curso. Seria como um outro aí. Vou lá dou aquelas aulas de 50 minutos, chega o final do mês, chova, vente, cai meu dinheiro e acabou. Não estou compromissado. Então, um pouco disso aí é ideologia. É o gostar. Porque se você não gostar da coisa você não faz.
SERGIO - Isto. Mas então nós voltamos no mesmo ponto. Eu perguntei assim: o que faz o sujeito gostar? Por que vocês estão interessados?
PROF B1 - A pergunta deveria ser a seguinte: por que eles entraram (no magistério) se não gostavam? Eu entrei porque eu gostava. Na verdade eu comecei dando palestra. Eu era secretário de agricultura e daí fiz um projeto onde que a gente dava aula de solo, de planta nas escolas, e eu gostei do negócio. Daí conversei com a direção pra dar aula. E aí estou. Pois é eu entrei porque eu gosto. E os outros, por que entraram? Por causa do salário? Única opção?
(Entrevista 19/09/98)
A questão toda da motivação do professor parecia se reduzir, para os dois professores, a gostar ou não de dar aula. Se o professor está dando aula de Física porque gosta, ele está motivado e procura “correr atrás do conhecimento”. Agora, se ele está dando aula porque não tinha outra opção, ou pelo salário, aí não adianta. Portanto, a questão era descobrir porque os professores estão dando aula de Física, o que eles vão tentar responder mais tarde. Toda essa preocupação com o professor estava relacionada, entretanto, ao aluno e a sua falta de interesse, o que havia sido assunto de uma monografia de especialização que o professor B1 havia elaborado anteriormente:
PROF B1 - Eu adoro conhecer as coisas, principalmente Física. Saber...Mas aí que tá, Sergio. Esse é meu. A questão é: e o outro? A minha monografia foi sobre liderança dentro da sala de aula, que entra incentivação e motivação que é o ponto principal. Eu estou discutindo no trabalho exatamente isso aí. Como motivar o aluno dentro da sala de aula pra não ficar aquele.... Que é a mesma coisa do professor que você está perguntando. Será que se eu colocar equipamento dentro da sala de aula para o professor trabalhar com o aluno, vai incentivar o professor?
SERGIO - O que você acha?
PROF B1 - Não sei. Se o professor entrou só pra receber aquele salário no final do mês, porque não teve outra opção, não serve, não vai adiantar nada isso.
SERGIO - E o aluno, por que ele se motiva? PROF B1 – Então. É outra questão.
PROF B2 - Porque o aluno se motiva é assim. Quando ele tem uma pessoa motivada na frente dele ele se motiva. Agora se ele tem aquele professor, que ele perceba que não está interessado, que tanto faz dar aula como não dá, que não considera ele, que não respeita a ele...
Vemos então que a equação PROFESSOR MOTIVADO ⇒ ALUNO MOTIVADO
aparece também nessa equipe. Na seqüência da conversa eles dão vários exemplos de professores motivados que eles conhecem, inclusive professores aposentados de sua cidade. A partir desses exemplos, depois de várias tentativas frustradas, acabamos, por fim, definindo uma tarefa à qual eles aderiram:
PROF B2 - Nós temos um exemplo, lá na nossa escola, de uma professora que é aposentada em dois padrões e está no terceiro...
SERGIO - E continua cheia de vontade? PROF B2 - No mesmo pique.
PROF B1 - No mesmo pique, na mesma vontade.
SERGIO – Olha, sabe uma coisa que vocês podiam fazer e que seria interessante, vocês entrevistarem esse pessoal, entrevistar essa mulher mesmo: de onde vem tanta motivação pra trabalhar?
PROF B1 - Ó aí cara, é uma! (...) Porque na minha monografia eu perguntava pra eles o que era liderança, o que fazia essa... Então, mas agora, aproveitando a tua deixa, dá pra fazer umas três entrevistas com uma pessoa que nem ela que foi sempre e continua motivada, uma pessoa que nem a...
PROF B2 – R.
PROF B1 - A R. que é nova e é motivada e uma pessoa que você vê que não é motivada, sem contar pra ela que ela não é né, e pergunta o que é motivação, o que ela sente na sala de aula...
(Entrevista 19/09/98)
Após essa conversa, os dois professores pareciam ter encontrado realmente um problema interessante para trabalhar. O envolvimento era grande, principalmente da parte de B1, que viu conexão entre o plano de trabalho definido e sua experiência anterior com a elaboração da monografia.
As ações subseqüentes da equipe, após essa primeira entrevista foram: a realização de duas entrevistas com professores de sua cidade e o planejamento de uma atividade com os demais professores do GFM, realizada no dia 07/11/99, centrada em duas questões: 1. O que leva o professor, “os colegas de vocês”, ou vocês, a darem aula de Física? Vocês
gostam de dar aula de Física?
2. “O que levou vocês a buscarem esse curso, o que trouxe vocês para cá” (para o GFM)? O que nós poderíamos fazer para que esse professor (que não vem aos cursos) “ficasse incentivado e buscasse esses cursos também”?
PROF B1 – Em síntese, a gente queria levantar o que levou outros professores a buscar essa carreira, tanto de professor e especificamente a de Física. E depois o que levou vocês a isso daí, qual foi a paixão... qual foi o incentivo principal que deixou vocês motivados. Então nós estávamos querendo buscar isso daí, para ver se os outros... Será que os outros, todos os outros professores, têm essa mesma visão? E o que fazer para buscar esses outros e melhorar essa qualidade de ensino? E para melhorar a qualidade de ensino é com essas oportunidades. Mas será que criando oportunidade eles vêm? Será que é obrigatoriedade? Será que obrigando ele vai realmente vir? E ter uma melhora lá no final. Porque às vezes ele vem e faz o que ela falou: assina e ficha e fica lá... Não vai usar nada lá. Então ele precisa dessa conscientização. E como fazer essa conscientização? Então é justamente aquela resposta que estávamos procurando. E é esse acender que eu estava querendo de vocês.
PROF B2 – Um pouco de culpa dessa nossa fala aqui é o Serginho também. ...Nós sempre colocávamos nossa opinião durante as aulas aqui, a respeito da formação profissional, de introduzir Física Moderna etc... Então ele falou por que vocês não fazem um trabalho sobre motivação dos professores? Ele perguntou para mim, por que nós saímos 4 horas da manhã, e vem aqui assistir um curso de Física Moderna? Então essas questões que ele mandou nós descobrirmos. O que nos leva? E por que para outros professores tanto faz? Por que uns professores estão motivados, outros nem estão aí?
(Encontro 07/11/98)
Em relação à primeira pergunta, as respostas que a equipe levantou durante a atividade poderiam ser sintetizadas da seguinte forma. Existem poucos professores licenciados ou mesmo habilitados em Física, que optaram por essa disciplina por “aptidão”. Dessa forma, há sempre vagas sobrando, que são preenchidas por professores de outras áreas. Esse professor, que a princípio, não tem competência na disciplina, pode encarar esse trabalho de duas maneiras. Ou como uma “complementação salarial”, um “bico” e aí ele vai “empurrando com a barriga”:
PROF E2 – (...) quem pega para complementação de carga horária, quem pega para fazer bico, ele não dá aula, ele empurra com a barriga.
PROF D2 – Alguns não. Só que muitos ainda ficam naquela: se tem uma vaguinha aqui, eu estou aqui. Não interessa o que eu vou fazer, estou aqui. PROF E2 – Não interessa. Eu estou aqui, e vou ficar...
PROF B2 – Mesmo sabendo que não está desenvolvendo um bom trabalho... PROF D2 – Mesmo sabendo. Muitos têm consciência que não é aquilo, não desenvolve. Mas no caso ali, mesmo pelo salário e tudo mais, ele não abre mão.
PROF B1 – E eles desenvolvem um bom trabalho dentro da sala de aula? PROF F2 – Tem gente ensinando coisa errada. Conceitos errados... A gente percebe, né. Os alunos reclamam.
PROF H5 – Eu tenho um colega que fez isso. Foi complementando. É professor de Matemática e dá aula de Física, ele vai complementando. Ele admite que o que ele está fazendo é errado, que ele não sabe...
PROF B1 – E esse professor, ele está lá por que? É um bom exemplo. PROF H5 – Porque ele tem aquele padrão e não consegue completar com aula de Matemática, ele dá Física.
PROF B1 – Ele não vê uma oportunidade de mercado fora disso? PROF H5 – É um bico.
PROF C4 – O salário cai todo mês, para quê? (Encontro 07/11/98)
Outros professores começam a gostar da matéria e procuram melhorar:
PROF G3 – Quando eu fazia faculdade, eu fiz Química, eu achava que a última coisa que eu ia fazer era dar aula de Física, apesar de ser habilitada em Física também. Eu sempre fui apaixonada por Química. Eu comecei a dar aula de Física, porque sobrou vaga em Física. Mas não demorou dois meses eu estava gostando de Física tanto quanto ou até mais do que de Química.
PROF F1 –No início eu dava tudo. Matemática, Química, Física, Farmácia. No início a minha carreira foi mais ou menos assim. Depois fui estudando, fiz especialização em Física, em Química, em Matemática... Mas eu sei lá, eu percebi assim na Matemática um negócio meio abstrato para o aluno. Eu não conseguia colocar aquilo ali no dia a dia do aluno. Depois em Química também eu achava os laboratórios nas escolas públicas, era meio assim, ficava muito no abstrato também. Então achei que mais palpável assim para o aluno, é a Física. E eu tive mais afinidade. Trabalhava o dia a dia do aluno. Não fica com aqueles probleminhas lá, fazer continhas...
(Encontro 07/11/98)
Para o professor B1, muitos professores desenvolvem essa aptidão, esse “gosto” pela Física e pela profissão. Baseado nas respostas que ele obteve nas entrevistas realizadas com os dois professores de sua cidade, B1 supunha que o que os professores motivados queriam era “ser essa ponte entre o conhecimento e o aluno, levar ele a descobrir novas coisas”.
Com relação ao segundo grupo de perguntas, ou seja, o que os professores estão buscando quando vêm aos cursos de capacitação, as respostas podem ser enquadradas em 4 categorias:
− Os que vêm em busca de melhorar a sua formação, ou seja, pelo conteúdo, o que deve estar relacionado com o resgate da autoridade do professor, como vimos nas falas das equipes A e B.
− Os que estão à procura de uma nova metodologia que desperte o interesse dos alunos nas aulas.
− Os que querem participar de um grupo, ou seja, procuram uma sustentação para o seu processo de aprendizagem.
− E os que na verdade estão ali só para “fazer de conta” ou por razões econômicas, por exemplo, pela bolsa (R$ 30,00, no caso do Pró-Ciências) ou para melhorar o salário.
PROF B1 – O que levou vocês a buscar esse curso? O que trouxe vocês para cá?
PROF D3 – Acho que uma das primeiras coisas é porque, você pega lá a parte de planejamento, e vê lá: tópicos de Física Moderna. Meu Deus do céu! O que vou fazer? Fico pensando onde que eu vou buscar subsídio? Como vou melhorar minhas aulas? E até para melhorar a tua conduta como professor. Eu acho que é isso que busca.
PROF D2 – Estudar no grupo, né. Porque, de repente, você estudar sozinho, você pegar alguma coisa para estudar, acaba não estudando...
(Encontro 07/11/98)
E como fazer para que os outros professores, os que não estavam motivados, buscassem esses cursos também? As respostas foram as seguintes:
− Dar oportunidade, porque muitos não vêm aos cursos de capacitação “por falta de vagas”.
− Dar um ‘incentivo salarial”, por que você “só vai subir de nível se você tiver um curso de especialização”.
− Também tem que ter alguma “cobrança em cima dele”, “ter alguém lá no colégio pegando no pé dele, para ver se realmente ele dá aula ou fica sentado o dia inteiro”.
Algumas outras idéias foram colocadas nas discussões. Foi levantado, por exemplo, o papel do diretor no gerenciamento da escola, o que contribuiria para pressionar ou motivar o professor para melhorar. Um outro ponto, colocado muito claramente chamava a atenção para a questão política:
PROF A4 – Muitas coisas concordo, que tem professores por ter dois empregos e não executa ou não fazem, bem dizer, não se desenvolve naquele serviço. Outro detalhe: são os incentivos que o governo nos dá, como professor. Excelente! (ironizando...). Às vezes, no caso de colégios municipais, os prefeitos colocam professores sem qualificação nenhuma para ministrar aula de pré até 4ª série. E eles passam esses alunos muitas vezes sem capacidade nenhuma e nós somos obrigados a tentar trabalhar esses alunos na 5ª, na 6ª e na 8ª série. Então fica uma coisa que certos prefeitos, ou até, por exemplo, diretores que fazem da escola ou do município, cabide de empregos. O cara que não tem formação nenhuma... (...) Sou sincero em dizer para vocês: o governo quer que nós façamos do aluno um instrumento dele!
PROF F2 – Desde que entrou a política, esse negócio de eleição para diretor, eu acho que acabou com o... O diretor acaba ficando igual a um político sem vergonha. Ele agrada o aluno, porque ele precisa de voto daqui a 2 anos, entendeu? Não tem aquela seriedade assim. Fica levando tudo em banho Maria.... Não tem uma postura.
(Encontro 07/11/98)
Podemos ver que a atividade planejada pela equipe B trouxe outras informações sobre as motivações e interesses do professor em serviço, que também serviram de referência para a análise posterior dos dados.