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Bağımsız DeğiĢkenlere ĠliĢkin Analizlerin Ġncelenmesi

4.5. TartıĢma

4.5.3. Bağımsız DeğiĢkenlere ĠliĢkin Analizlerin Ġncelenmesi

Influenciado por pensamentos elaborados a partir da tradição platônica do amor, o escritor romano Apuleio, no século II d.C., escreve a história de amor entre Eros e Psique, sendo que seu relato tem origem na mitologia e preserva significado alegórico (MITOLOGIA, 1973, p. 36). Antes de conhecer o mito amoroso de Eros e Psique é necessária a descrição de cada um dos personagens principais.

Sobre Eros, Pierre Grimal (1993) afirma que ele é o deus do amor, sendo que a tradição mais divulgada faz dele o filho de Hermes e de Afrodite. Para o autor, sob a influência dos poetas, Eros toma a fisionomia de uma criança geralmente alada, que perturba os corações, inflamando-os com sua tocha ou fazendo-os sangrar com suas flechas. Grimal (1993) salienta que, apesar da imagem de uma frágil criança inocente, Eros é um deus poderoso que pode desferir à sua própria vontade golpes cruéis. O autor ressalta que até Afrodite, mãe de Eros, o trata com receio temendo seus poderes, sendo a lenda mais célebre a em que Eros figura a aventura romanesca de Psique.

Segundo Grimal (1993), Psique é o nome que em grego designa a alma, sendo também o nome da heroína do conto transmitido por Apuleio, no conto ―Metamorfoses‖. De acordo com o autor, em tal conto Psique é filha de um rei e tem duas irmãs, todas muito belas, mas Psique possui uma graciosidade maior do que a de qualquer mortal.

Afrodite, a deusa do amor, após o nascimento de Psique, fica com seu templo vazio, pois todos prestam culto à beleza de Psique. Encolerizada com o fato de os homens preferirem homenagear a uma humana, a deusa ordena que seu filho, Eros, use sua flecha contra Psique e faça com que ela se apaixone pela mais desprezível das criaturas. No entanto, ao ver a beleza da mortal, Eros se apaixona por ela e impede que qualquer humano ame Psique, que, assim, apesar de venerada por todos, não casa com ninguém, ao contrário de suas irmãs que logo se desposam (MITOLOGIA, 1973, p.38).

Desse modo, Grimal (1993) ressalta que, o pai de Psique, temendo não casar a filha, interroga o oráculo sobre o destino dela. Ocorre que Eros já havia conquistado Apolo, o deus da luminosidade presente no oráculo, como aliado ao seu amor por Psique, e, assim, Apolo, por meio do oráculo, instrui o pai de Psique a preparar a filha como se fosse celebrar uma cerimônia nupcial e abandoná-la em seguida em determinado rochedo, no qual um monstro horrível irá buscá-la (MITOLOGIA, 1973, p.39, GRIMAL, 2993). Apesar de desesperado, o pai de Psique cumpre a orientação do oráculo e deixa a filha em uma montanha.

Psique, segundo Grimal (1993), lamenta o seu destino quando é levada por um vento até um vale, onde, exausta, adormece. Ao acordar ela se depara com um palácio de

ouro e mármore, cujas portas se abrem para ela, e onde encontra, ao anoitecer, o marido, Eros, a quem o oráculo a alerta que jamais poderá ver, sob a pena de perdê-lo para sempre. Dessa forma, o autor frisa que Psique passa o dia sozinha no palácio e a noite na companhia do marido.

Entretanto, apesar da felicidade que sente ao lado do companheiro, Psique tem saudade da família e, por isso, consegue convencer Eros a permitir que ela visite os parentes. Quando encontra-se com suas irmãs, estas sentem grande inveja ao tomar conhecimento da felicidade de Psique e a convencem a acender uma lucerna no quarto do marido e conhecer o rosto daquele que a ama.

De acordo com Grimal (1993), quando retorna ao palácio Psique segue os conselhos das irmãs e descobre o marido adormecido, um belo adolescente. No entanto, como treme muito, ela derrama uma gota de azeite fervendo no rosto de Eros, que desperta e, cumprindo as ameaças, foge dizendo que nunca mais voltará. Eros fica triste com a desconfiança de sua amada, e Psique corre em busca de Eros em meio às trevas da noite, mas ele a censura profundamente magoado: ―O amor não pode viver sem confiança‖ (MITOLOGIA, 1973, p. 43).

Dessa forma, Grimal (1993) observa que, abandonada pelo Amor (Eros), Psique vaga pelo mundo e é perseguida por Afrodite, indignada pela sua beleza e pela dor que ela causa ao seu filho. A deusa a aprisiona em seu palácio, atormentando-a de diversas maneiras, chegando inclusive a obrigar Psique a descer aos Infernos, onde deve pedir a Perséfone um frasco cheio de água da fonte da juventude, mas sem abri-lo. No entanto, ao retornar, Psique abre o frasco e cai em sono profundo.

Enquanto isso, ressalta Grimal (1993), o Amor desespera-se, pois não consegue esquecer Psique e assim, quando a vê adormecida, desperta-a com a ponta de uma de suas flechas e, retorna com ela para o Olimpo, onde pede permissão a Zeus para se casar com aquela mortal. Zeus concede a permissão e a jovem se reconcilia com Afrodite. Da união de Eros e Psique, nasce a Volúpia, que personifica o prazer em todas as formas (DICIONÁRIO de mitologia Greco-romana, 1976).

Para Brandão (1993), o mito de Eros e Psique divide-se, assim, em cinco partes: introdução, Psique, que não é amada por ninguém, desperta o amor em Eros; núpcias da morte, Psique é levada por Eros; tentação e paixão de Psique, Psique olha o rosto de Eros e se apaixona por ele; provação, Psique é testada para recuperar o amor; e desfecho feliz, o casamento dos heróis.

Dito isso, observa-se que o mito amoroso de Eros e Psique – que mostra ser somente o amor capaz de tornar a alma feliz, e que esta deve enfrentar todos os obstáculos para conquistá-lo – influencia e inspira diversas obras dos séculos seguintes (MITOLOGIA, 1973, p.36). No mito referido há idéias comuns na visão amorosa coletiva, como a sogra

malvada, o princípio de o amor ser cego (Psique não pode ver Eros, mas ainda assim o ama), a necessidade do sofrimento para se conquistar o amor verdadeiro e a confiança como base para o amor.

Como também ocorre nas histórias de amor posteriores, Eros e Psique se apaixonam, sendo importante conhecer qual o significado e as implicações da paixão. De acordo com Aristóteles (2000), para quem ama as coisas não são iguais para aqueles que odeiam, pois o que ama acredita que o amado ou não pratica ato injusto ou comete erros de pouca importância e aquele que odeia tem por certo o contrário, sendo que ambos estão sob efeito da paixão. Assim, as paixões são: ―todos aqueles sentimentos que, causando mudanças na pessoa, fazem variar seus julgamentos, e são seguidos de tristeza e prazer‖ (ARISTÓTELES, 2000, p. 5). Assim, ele diz que amar é ―o querer para alguém o que se julga bom, para ele e não para nós, e também o ser capaz de realizá-lo na medida do possível‖ (ARISTÓTELES, 2000, p. 23).

Benzer Belgeler