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1. Bölüm: Narsizm kavramı ile bakıldığında kadının ‘ele

1.5 Bağımlılık

Preleção

Falar de preparação física, mormente no futebol, não é algo tão difícil quanto pareça, considerando que se trata de atividade até certo ponto muito recente no cenário esportivo mundial e, mais ainda, no Brasil. Mesmo levando-se em conta que o treinamento físico voltado para a prática esportiva é uma preocupação da qual não se tem conhecimento exato de quando nem onde começou, sabe-se que, especifi camente no futebol, tornou-se assunto de relevância nos últimos cinquenta anos, período que coincide com a nossa vivência profi ssional na educação física e no esporte. Por esse motivo, pedimos vênia ao leitor para nos colocar enquanto sujeito desse pro- cesso evolutivo, na medida em que discorreremos nesse texto sobre aquilo que vimos e ouvimos no decorrer dos fatos que se sucederam neste espaço temporal e, como dizia o radialista Contijo Teodoro, fomos testemunha ocular da história.

Como conteúdo introdutório, consideramos necessária uma sucinta descrição de nossas experiências neste campo do conhecimento que circunscreve o futebol, a educação física e o treinamento esportivo, deixando claro que o presente paper se constitui em um relato, portanto, sujeito e aberto a críticas e dis- cussões sem, evidentemente, ter a pretensão de abordar o assunto por qualquer viés de cientifi cidade, mas, tão somente, fazer uma narrativa histórico-crítica sob a ótica puramente pessoal.

Em 1969, ingressamos no Curso de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ex-Universidade do Brasil, onde concluímos o curso de Licenciatura em Educação Física, no ano de 1973. Em 1970, estagiamos durante três

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meses no departamento de futebol profi ssional do Fluminen- se/RJ, sob a supervisão do então preparador físico daquela agremiação, professor Antônio Clemente.

Em 1973, após aprovação em concurso público, assu- mimos a função de professor Auxiliar de Ensino de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, de onde nos aposentamos em 2009. No início de 1974, por ter- mos carga horária semanal de 20 horas naquela instituição pública, assumimos a função de preparador físico do Amé- rica/RN, onde permanecemos, até o fi nal do ano de 1975, quando saímos para realizar na Universidade de São Paulo o curso de Mestrado em Educação Física e Esportes, título da dissertação: Análise comparativa entre somatotipo e teste de aptidão física aplicados nos candidatos ao curso de educação física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte sob a orientação acadêmica da médica fi siologista Dra. Maria Augusta Peduti Dal’Molin Kiss.

Em 2005, concluímos o Doutorado em Educação no Programa de pós-graduação da UFRN, linha de pesquisa Re- presentações Sociais, Titulo da tese: Representações sociais das atividades físicas para trabalhadores da indústria, sob a orien- tação acadêmica da Professora Dra. Margot Campos Madeira.

Aquecimento

Objetivando o treinamento para a guerra, a história nos conta que desde a idade média o homem já se preocupava em treinar seu corpo para as contendas frente aos seus inimigos, nas célebres escolas de gladiadores. Sendo a prática esportiva uma forma pacifi ca de disputas individuais e coletivas entre os homens, superar os oponentes é o principal objetivo. Para tanto, é necessário se ter como premissa, antecedendo até mesmo ao aperfeiçoamento das técnicas e das táticas do jogo,

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Ciências no Futebol Potiguar

o aprimoramento do vigor físico, em toda sua plenitude, al- mejando a vitória.

Ao que se sabe, nas práticas das diversas modalidades esportivas, esse preparo do corpo se dá de maneira sistema- tizada desde o início das olimpíadas da era moderna, quando ser o melhor passou a representar motivo de signifi cativa au- toafi rmação dos povos de todos os países sujeito a qualquer regime político, sintetizada no lema olímpico: Altius, Citius, Fortius (mais alto, mais rápido, e mais forte). Posteriormente, com a profi ssionalização esportiva, não apenas o prestígio, mas também as vantagens econômicas, principalmente nos países capitalistas, tornaram o esporte de um modo geral e em especial o futebol, um negócio de gigantesca rentabilidade.

Juntamente com seu aprimoramento técnico e tático, a preocupação com o físico passou a despertar o interesse dos médicos fi siologistas sendo estudado com maior profundi- dade, à luz de todas as áreas do conhecimento, de maneira cada vez mais científi ca para demonstrar a hegemonia deste ou daquele país sob os demais, abrangendo dessa forma os aspectos psíquicos, biológicos, políticos e sociais. A multidis- ciplinaridade, interdisciplinaridade e, posteriormente, a trans- disciplinaridade transformaram os conhecimentos acerca do esporte em preciosa fonte de informações científi cas para um acelerado desenvolvimento de atletas e melhoria de marcas em todas as modalidades, subsidiando, por consequência, substantivo aumento no tempo e na qualidade de vida do ser humano de um modo geral.

Neste breve retrospecto histórico, há de se considerar que a busca do melhor desempenho físico, possibilitou ao esporte um enorme salto qualitativo, através das pesquisas biotecnológicas levadas a efeito a partir da corrida espacial, iniciada em meados do século passado quando, na compe- tição entre as grandes potências mundiais pela conquista do espaço interplanetário, procuravam incessantemente melhor

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condicionar homens para o enfrentamento das condições ad- versas que lhes eram impostas pelo ambiente extraterreno. Essa disputa chamada de “corrida espacial” em busca das bolas planetárias.

Benzer Belgeler