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Partiye bağlı olmayan, sıraya bağımlı hazırlık süreli Paralel Makine Çizelgeleme problemlerini içeren çalışmalar Çizelgeleme problemlerini içeren çalışmalar

2.3. Paralel Makine Çizelgeleme Problemlerinin Sınıflandırılması

2.3.2. Partiye bağlı olmayan, sıraya bağımlı hazırlık süreli Paralel Makine Çizelgeleme problemlerini içeren çalışmalar Çizelgeleme problemlerini içeren çalışmalar

Entendemos por ambientes de aprendizagem qualquer espaço no qual se efetive ou se proponha processos de ensino e de aprendizagem. Assim, atualmente temos diversos meios de comunicação e ambientes vários que disponibilizam condições para que isso ocorra: TV, jornais, Internet etc. O diferencial entre esses ambientes, onde pode ou não promover situações de aprendizagem, e as instituições de ensino, encontra-se na intencionalidade, citada anteriormente. As escolas e as universidades são instituições que possuem essa intencionalidade e esse compromisso com o processo de ensino e aprendizagem. Os sujeitos envolvidos nesse universo encontram espaço para participarem intencionalmente desse processo. Através da tecnologia, podemos criar esses ambientes. Estamos em espaços e tempos diferentes na leitura

desse texto, por exemplo. Assim, cada um de nós poderá fazer essa leitura em qualquer ambiente, e no horário que quiser. Por seu turno, a Didática teoriza áreas diversas para responder às questões educacionais de forma interdisciplinar (novo paradigma). Mas é vista também muito relacionada às estratégias de ensino. Muitos educadores buscam nela modelos prontos para a ação de ensinar. Também sabemos que modelos, enquanto receitas, não existem. No entanto, alguns caminhos são propostos no sentido de levar os ensinantes a refletirem sobre sua prática pedagógica e encontrarem outros percursos. Esta pesquisa tem o objetivo de refletir alguns destes caminhos (estratégias), especialmente afeitos à didática para ambientes de aprendizagem via on-line, à luz de estratégias que contribuam para o favorecimento da

aprendizagem do adulto.

Não é possível separar a Didática do educador, uma vez que ela envolve a prática, não no sentido global, mas local e contextual, do educador em ação (ANTOLI, 1998). Uma Didática que favoreça a aprendizagem do adulto educador abrange o pensamento e as concepções deste educador e sua prática. Compreendemos as estratégias como os meios, as técnicas e as formas pensadas nos cursos e nos programas, e utilizadas pelo educador a fim de favorecer a aprendizagem. Elas estão articuladas ao processo da aula como um todo, para se alcançar os objetivos propostos.

As estratégias estão atreladas aos cinco aspectos apresentados por La Torre (ver figura 2): Acepções/significados, definições, objeto, metateorias e, mais especificamente, os conteúdos (ação didática). A postura do professor e a relação professor-aluno são temas que permeiam todos estes aspectos e as estratégias refletem sobretudo as abordagens propostas e as utilizadas pelo professor. As propostas podem não corresponder às utilizadas, uma vez que, nem sempre, a estratégia apresentada num curso é efetivamente assumida pelo professor em sua ação didática com os alunos. Desse modo, podemos ter uma estratégia proposta e outra praticada. Esse aspecto pode ocorrer com facilidade em cursos via on-line, nos quais as estratégias são pré-determinadas e

apresentadas aos professores para que as coloquem em prática. Este fato, quando ocorre, interfere significativamente em outro aspecto: a interação3.

A interação, como relação de reciprocidade entre os sujeitos envolvidos na ação didática, é condição essencial para o processo de aprendizagem. Nesse sentido, no paradigma contemporâneo, a postura do professor e as relações entre professor e alunos, bem como entre alunos e alunos, devem se fundamentar numa visão sócio-interacionista e afetiva, que, segundo Moraes (2003, p. 158), “pressupõe a existência de processos dialógicos e cooperativos que permitem a troca intelectual que atua como fator necessário ao desenvolvimento do pensamento”. O princípio da alteridade deve nortear as relações dos sujeitos em interação. Portanto, as estratégias não são separadas desse processo, mas harmonizadas com a postura do professor (suas concepções, as abordagens adotadas etc.), com a interação (relação professor aluno e entre alunos) e com outro fator fundamental: a mediação, de que

trataremos no capítulo 4.

Muitos livros apresentam diversas técnicas e estratégias para o professor diversificar sua prática. São interessantes, mas nem sempre eficazes. Por quê? Para elucidar essa questão, devemos retomar a reflexão a respeito da teoria e da prática do professor. Assim como o professor não reconhece em sua prática as teorias propostas e não tem clareza sobre a teoria que a sustenta, muitos dos livros didáticos, na mesma direção, refletem teorias que divergem tanto da teoria quanto da prática do professor. Cada educador tem sua experiência de vida, marcada pelos processos filo e ontogênicos. A partir destas vivências, constróem relações e interconexões. Aprendem modificando o meio, mas também o meio os modifica e, assim, co-constróem a aprendizagem. Além disso, temos experiências como aprendizes que fomos/somos. Sabemos o que é ser aluno e o que é ser professor. Tivemos muitos professores em nossa vida escolar. Vivenciamos com cada um deles as mais diferentes situações.

Temos visto e utilizado em sala de aula algumas estratégias e certamente temos características diferentes para a ação de ensinar. Entendemos que esses são alguns dos possíveis motivos pelos quais as técnicas retiradas de livros nem sempre trazem na prática os resultados considerados por nós e pelos alunos como satisfatórios: as teorias dos livros didáticos nem sempre correspondem à teoria adotada pelo professor. Se compreendermos que somos diferentes, que queremos ser respeitados em nossa individualidade como seres humanos e profissionais e que aprendemos de formas diversas, devemos compreender que “receitas” prontas nem sempre fornecerão os resultados esperados e ou prometidos.

O reconhecimento de sua subjetividade em estreita relação com a objetividade, a compreensão de sua condição humana, de suas aspirações, de seus desejos e afetos, de suas certezas provisórias e dúvidas temporárias é o que permitirá reconhecer o outro em seu legítimo outro e viver/conviver com mais competência, autonomia e solidariedade num mundo cada vez mais instável, mutável e, ao mesmo tempo, compartilhado. (MORAES, 2003, p. 158-9)

Como profissionais, estamos sempre à procura de atualizações. Buscamos sempre oferecer o melhor para a nossa profissão e para nossos alunos. Mas sabemos também que, em se tratando de práticas em sala de aula, esse melhor deve considerar uma gama diversa de fatores e, dentre eles, o

modo de ser e de aprender de cada um. Isso quer dizer que temos que refletir sistematicamente sobre o tipo de professores que somos e sobre como queremos ser; o que está dando certo e o que não está; como podemos redimensionar nossa prática etc. Essa auto-avaliação sistemática faz parte do nosso dia-a-dia, e é esse exercício contínuo que nos levará a possíveis mudanças, inclusive alcançar a fase de integração proposta por Kolb. Tal

mudança está articulada à nossa aprendizagem. Mudar posturas faz parte de um processo recursivo em espiral, ante as reflexões que fazemos para a ação que temos em nossa prática. Esse processo é fundamentalmente individual. No limite, podemos até criar situações que o facilitem, no entanto, deve-se ter em conta que cada um o vivenciará dentro do seu tempo e possibilidades. Tal

mudança postural é bastante complexa, mas uma vez iniciada, certamente transformará as relações com os outros seres que convivem conosco e, assim, a relação professor-aluno.

Como alunos, podemos recordar algumas boas e más experiências com professores; experiências que podem nos ter levado a afinidades e ou dificuldades com determinadas áreas do conhecimento; experiências que sempre mostraram-se imbricadas com diversos fatores que influenciaram nosso aprender. Um destes fatores é a relação interpessoal que construímos com nossos professores: se não as experienciamos, ao menos já ouvimos falar de situações nas quais o aluno, apesar de estar cursando uma disciplina considerada difícil, se “apaixonou” por ela pelo fato de gostar do professor; e em outras, apesar de ter afinidade com determinada área, “pegou aversão” por ter tido uma experiência ruim com o professor. Assim, não podemos acreditar que as estratégias utilizadas ou impostas nos ambientes de aprendizagem garantirão a aprendizagem ou mesmo a “ensinagem”. Todos os aspectos estão entrelaçados e são interdependentes. Se não houver coerência, o uso de estratégias, por mais diversificadas ou competentes, poderá não trazer a mudança esperada/pretendida rumo à aprendizagem do adulto.

Os pressupostos da Didática nos permitiram mergulhar nessa área para que pudéssemos buscar caminhos para a aprendizagem do adulto. Pudemos enxergar quais as dimensões da didática serão fundamentais para a nossa pesquisa. Cabe-nos agora conhecer um pouco mais sobre o sujeito dessa pesquisa: o adulto, pois é a partir deste sujeito que serão pensadas estratégias didáticas para sua aprendizagem, via educação a distância on-line. Quando

consideramos o ser humano adulto? Como a educação se dedicou a essa área, no sentido de formar o adulto? E afinal, como pode ser o seu processo de aprendizagem?