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B-ARS Kompleksinin Karbon Pasta Elektrotlardaki Voltammetrik Özellikler

I. Doğrusal Bölgenin Pik Akımı (nA) 2665 3095 3165 3255 3355 I Doğrusal Bölgenin Pik Akım (nA) 2665 3355 3465 3545 3605

4. TARTIŞMA VE SONUÇ

4.3.2 B-ARS Kompleksinin Karbon Pasta Elektrotlardaki Voltammetrik Özellikler

Em um estudo sobre a taxonomia do PBL, Howard Barrows (1986 apud RIBEIRO, 2008; UDEN; BEAUMONT, 2006) concluiu que a Aprendizagem Baseada em Problemas é um gênero do qual podemos obter várias classificações. A taxonomia do PBL proposta por Barrows está definida pelas seguintes abordagens:

• Casos Baseados em Aulas Expositivas: as informações são apresentadas aos alunos mediante aulas expositivas e, posteriormente, são utilizados casos para demonstrar a informação apresentada.

• Aulas Expositivas Baseadas em Casos: um caso de estudo ou uma vinheta é apresentada aos alunos antes de uma aula expositiva que abordará os temas relevantes do caso apresentado.

• Estudo de Casos: uma turma de alunos recebe um estudo de caso completo (organizado e sintetizado) que deverá ser investigado para ser discutido em sala de aula com o auxílio do professor. Geralmente, a investigação é realizada mediante conhecimentos adquiridos em aulas anteriores.

• Estudo de Casos Modificado: semelhante ao modelo anterior, porém o Estudo de Caso Modificado é desenvolvido em grupos menores.

• Aprendizagem Baseada em Problemas: antes de a teoria ser exposta, os alunos se organizam em pequenos grupos e um problema autêntico lhes é apresentado. Os grupos exploram o problema e levantam hipóteses de resolução, o professor desempenha o papel de facilitador e ativa o conhecimento prévio dos alunos – que pode ser útil ou desnecessário para a resolução do problema.

• Aprendizagem Baseada em Problemas Reiterativa: semelhante ao modelo anterior, porém, após o término das atividades de resolução de um problema, os alunos realizam uma avaliação dos recursos e fontes de informação e, caso julguem necessário, repetem o processo de resolução do problema com o objetivo de aprofundar os conceitos e teorias (BARROWS, 1986 apud RIBEIRO, 2008).

Com o intuito de analisar o potencial educacional das abordagens do PBL, Barrows definiu alguns critérios para sua análise mediante objetivos educacionais que os alunos devem atingir (TOOTELL; MCGEORGE, 1998). O Quadro 1 mostra os objetivos educacionais elencados por Barrows e a justificativa para a escolha de cada um.

Sigla Objetivo Educacional

Justificativa para escolha do objetivo

(ECR) Estruturação do

conhecimento para utilização em contextos reais

A educação é mais eficaz quando realizada em um contexto de situações futuras autênticas.

(DRD) Desenvolvimento de

um processo de raciocínio diagnóstico

Competências para resolução de problemas, incluindo geração de hipóteses, pesquisa, análise dos dados, síntese do problema e tomada de decisão. Deve ser desenvolvido em associação com a aquisição de conhecimentos.

(DHA) Desenvolvimento de

habilidades eficazes de autoaprendizagem

Permite ao estudante localizar e usar adequadamente as fontes de informação e tornar-se sensível às necessidades de aprendizagem pessoal.

(MOT) Maior motivação para

a aprendizagem

A percepção da relevância do trabalho e o desafio de resolver os problemas oferecem uma forte motivação para a aprendizagem.

Quadro 1 – Objetivos educacionais possíveis com o PBL.

Fonte: Adaptado de Barrows (1986 apud TOOTELL; MCGEORGE, 1998).

A intenção de Barrows foi identificar o grau em que os objetivos educacionais são contemplados na execução das diferentes abordagens referidas como PBL. O Quadro 2 sintetiza as abordagens em relação a esses objetivos.

Objetivo Educacional Abordagem da Aprendizagem Baseada em

Problemas

ECR DRD DHA MOT

Casos Baseados em Aulas Expositivas 1 1 0 1

Aulas Expositivas Baseadas em Casos 2 2 0 2

Estudo de Casos 3 3 3 4

Estudo de Casos Modificado 4 3 3 5

Aprendizagem Baseada em Problemas 4 4 4 5

Aprendizagem Baseada em Problemas Reiterativa 5 5 5 5

Quadro 2 – Potencial educacional de abordagens referidas como PBL.

Fonte: Adaptado de Barrows (1986 apud TOOTELL; MCGEORGE, 1998).

No Quadro 2, os valores de “0” a “5” indicam o nível em que cada objetivo é contemplado pela abordagem. O valor “0” significa que o objetivo educacional não é contemplado pela abordagem e o valor “5” significa plenamente contemplado. Para Tootell &

McGeorge (1998) as pontuações são usadas apenas para indicar a comparação de cada abordagem em relação a cada objetivo educacional.

No que se refere ao formato do PBL, embora a metodologia tenha sido concebida originalmente como uma proposta curricular, existe uma variedade de modelos para sua utilização. O PBL pode ser utilizado em um núcleo central do currículo no qual problemas são resolvidos e outras disciplinas dão suporte a esse núcleo central, inclusive com aulas expositivas. Nesse caso, a nomenclatura passa a ser “PBL Híbrido”. Há também o formato conhecido como “PBL Parcial”, quando é empregado em uma ou mais disciplinas de um currículo tradicional. O PBL pode ser utilizado também em momentos específicos de aulas expositivas, o qual recebe a denominação de “PBL Pontual”, esse formato é empregado quando há a necessidade de integrar conhecimentos ou aprofundar determinados conteúdos (RIBEIRO, 2008).

Embora a taxonomia de Barrows demonstre a natureza multifacetada da Aprendizagem Baseada em Problemas no que diz respeito aos objetivos educacionais que se deseja alcançar, estudiosos do PBL como LuAnn Wilkerson, Michael Ravitch e, até mesmo o próprio Howard Barrows, defenderam uma versão do “PBL puro”. Assim, Wilkerson, Ravitch e Barrows concluíram que o “PBL puro” deve ser ativo, orientado para adultos, centrado em um problema, centrado nos alunos, colaborativo, integrado, interdisciplinar e deve ser desenvolvido em pequenos grupos, de cinco a dez alunos, trabalhando em um contexto autêntico. Além disso, segundo seus “criadores”, qualquer programa que utilize o PBL em uma única disciplina não pode ser considerado como “PBL puro” (CAMP, 1996). Mamede (2001) também defende uma versão “pura” do PBL ao afirmar que essa estratégia não pode ser usada em disciplinas isoladas, visto que, segundo ela, não é um método, uma técnica, é uma perspectiva educacional, cujos princípios devem se refletir na organização do currículo.

Evidentemente, há alguns atributos definidores de uma metodologia como o PBL, seja qual for a abordagem selecionada. Contudo, classificar as abordagens PBL com termos emotivos como “puro” ou “impuro”, segundo uma visão elitista, vai contra a própria natureza de inovação do PBL, que representa um dos mais fortes motivadores para a mudança nos métodos de ensino (CHEN, 2000). Tomar o PBL como um padrão “puro” para generalização pode criar um novo paradigma de uniformidade, como é o ensino convencional. Possivelmente, tal paradigma ignorará a razão pela qual a maioria dos praticantes adota alguma abordagem de PBL, ou seja, a melhoria da qualidade da aprendizagem dos alunos.