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BÜYÜME STRATEJİLERİNDE FİNAN SAL BİLGİ VE MALİYET YÖNETİMİ

MALİ KONTROL VE YÖNETİM

FINANCIAL CONTROL AND MANAGEMENT IN ACCOUNTING-AUDIT AXIS IN GROWTH STRATEGIES OF ENTERPRICES

6. BÜYÜME STRATEJİLERİNDE FİNAN SAL BİLGİ VE MALİYET YÖNETİMİ

Em 1946, em reunião do Conselho Econômico e Social da ONU, os EUA apresentaram a proposta de uma conferência internacional sobre comércio e emprego. Essa proposta foi aprovada e, logo depois, os EUA apresentaram ao comitê da ONU uma proposta de criação da Organização Internacional de Comércio (OIC). Paralelamente aos preparativos da conferência ocorriam negociações sobre redução de barreiras ao comércio internacional, sob liderança dos EUA. O resultado das negociações redundou na criação do GATT em 18 de novembro de 1947, acordado entre 23 países. Esse acordo continha apenas compromissos de redução tarifária sobre o comércio, que deveriam ser aplicados sob a tutela da OIC, a ser criada na Conferência de Havana, em 21 de novembro de 1947. Entretanto, a OIC não entrou em vigor (NASSER, 2002).

O acesso a mercados via redução de tarifas foi o principal foco das negociações das quatro primeiras rodadas do GATT, em Genebra (1947), Annecy (1949), Torquay (1950/51) e Genebra (1950/56). Nasser (2002) argumenta que nessas rodadas de negociações as propostas de redução tarifária abrangeram cerca de 50.000 produtos, em sua maioria bens primários e intermediários. Os cortes de tarifas incidentes sobre esses produtos foram de 25%, aproximadamente.

A Rodada Dillon (1960/61) foi a primeira a abordar outros temas, como o tratamento diferenciado aos países em desenvolvimento e a compatibilidade de regras da recém-formada Comunidade Econômica Européia (CEE). Entretanto, essa rodada terminou com os seus principais resultados sendo a redução de 6% em média nas tarifas alfandegárias, devido à falta de consenso sobre o tratamento dos dois temas mencionados.

As rodadas de negociações posteriores foram mais ambiciosas. Na Rodada Kennedy (1964/67), os cortes tarifários foram mais expressivos. A redução de tarifas sobre produtos manufaturados foi, em média, de 35%. Destaca-se que na época esses produtos eram responsáveis por cerca de 75% do comércio internacional e, portanto, de maior interesse dos países desenvolvidos.

Nessa rodada de negociações aprovou-se um código antidumping, e ela foi a primeira a tratar das barreiras não-tarifarias em negociações multilaterais.

Salienta-se que nos 25% restantes do comércio internacional, não tratados na Rodada Kennedy, se encontravam os produtos de maior interesse dos países menos desenvolvidos. A não-inclusão desses produtos na pauta de negociações estava naturalmente ligada à falta de poder dos países menos desenvolvidos em influenciar as decisões no SMC. Ademais, na Rodada Kennedy a falta de representatividade dos países em desenvolvimento foi agravada pela introdução do princípio da não-reciprocidade em favor desses países. Dessa maneira, eles passariam a ser beneficiados pela liberalização sem assumir os mesmos compromissos de redução de tarifas dos países desenvolvidos. Essa decisão conduzia a uma marginalização ainda maior dos países menos desenvolvidos nos acordos multilaterais de comércio.

A Rodada Tokyo (1973/79) foi realizada em um período em que a conjuntura internacional foi bastante conturbada pelos choques do petróleo. Contudo, na ocasião essa foi a rodada de negociações multilaterais mais abrangente já realizada pelo GATT. Foi acordada, além de significativos cortes tarifários, a redução de barreiras não-tarifárias, bem como concluídos acordos em setores específicos da economia.

Entretanto, à medida que se concluíam as rodadas de negociações do GATT, com cortes significativos de tarifas, os países criavam novas formas de protecionismo internacional, que limitavam o acesso aos seus mercados. Entre essas restrições citam-se as medidas sanitárias, fitossanitárias, técnicas e burocráticas. Na tentativa de limitar esse movimento e regular a imposição de algumas dessas restrições não-tarifárias, foram lançados na Rodada Tokyo acordos em separado, denominados códigos, porém essa sistematização só foi implementada com sucesso no final da Rodada Uruguai (NASSER, 2002).

Em se tratando das alterações no quadro normativo do SMC, vale destacar que na Rodada Tokyo houve a criação do Sistema Geral de Preferências (SGP), pelo qual os países desenvolvidos concedem tratamento comercial preferencial aos países menos desenvolvidos, objetivando reduzir o atraso no

desenvolvimento desses últimos países em relação aos primeiros; a flexibilização das condições para a participação em acordos de integração econômica regional; alterações nos mecanismos de consulta e solução de controvérsias entre membros do até então GATT; e adoção de medidas de salvaguarda.

Em nenhuma das rodadas de negociações já mencionadas foram tratadas questões relativas ao protecionismo nos mercados agrícolas. Apesar da alta proteção nesses mercados, seja na forma de tarifas, barreiras não-tarifárias e subsídios, esse tema foi marginalizado nas negociações multilaterais até a Rodada Uruguai.

A Rodada Uruguai, concluída em abril de 1994, foi a maior rodada de negociações multilaterais na história do Acordo Geral de Comércio e Tarifas – mais conhecido como General Agreement of Trade and Tariffs (MIRANDA, 2001). Nessa rodada, o tema agrícola foi incluído nas negociações e foram estabelecidas, entre outras metas, a de redução de subsídios tanto às exportações quanto à produção. Na Tabela 10, observa-se que foram estabelecidos cortes graduais de 20% nos subsídios à produção agrícola para os países desenvolvidos, com cronograma de seis anos para sua implementação, compreendendo o período de 1995 a 2000; para os países em desenvolvimento estabeleceram-se metas de - 13%, com prazo-limite de 10 anos (1995-2004) para adoção das reformas necessárias ao processamento da redução dos subsídios. Além disso, foram estabelecidas metas de redução tanto para o valor dos subsídios às exportações quanto para o volume de exportações subsidiadas. Sobre o valor dos subsídios às exportações estabeleceram-se, em média, cortes de -36% e de -24%, e sobre o volume de exportações subsidiadas, cortes de -21% e de -14%, para países desenvolvidos e em desenvolvimento, respectivamente.

Tabela 10 – Medidas gerais de redução da proteção na agricultura estabelecidas na Rodada Uruguai

Países e cronograma de redução da proteção nas trocas agrícolas Desenvolvidos Em desenvolvimento TARIFAS E INCIDÊNCIA DOS SUBSÍDIOS DESCRIÇÃO DOS CORTES 6 anos: 1995 – 2000 10 anos: 1995 – 2004 Média geral -36% -24% TARIFAS Corte mínimo por produto -15% -10%

PRODUÇÃO Nos subsídios

totais -20% -13% No valor dos subsídios -36% -24% EXPORTAÇÕES Na quantidade subsidiada -21% -14% Fonte: OMC (2004).

Segundo Miranda (2001), a Rodada Uruguai influenciou significativamente o padrão de proteção existente no comércio agrícola mundial. Entretanto, para Simões e Ferreira (2000), seus resultados foram aquém do esperado, porque os países membros da OMC usaram para cálculos das metas de redução dos subsídios um período-base (1986 – 1988) marcado por grandes despesas com subsídios. Assim, os percentuais de redução fixados para os países – especialmente para os EUA, UE e Japão – foram relativamente baixos. Conseqüentemente, poucas modificações efetivas ocorreram em termos de contenção das restrições ao comércio agrícola mundial.

Os subsídios à produção agrícola nos países desenvolvidos (PDs) tornaram-se alvo de recorrente debate nos fóruns internacionais realizados pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Entretanto, as negociações para sua redução pouco avançaram. Entre os motivos mais importantes para isso está o fato de que os países que mais subsidiam a produção agrícola são também os que detêm maior poder nas negociações junto à OMC, como EUA, UE e Japão. Além

disso, esses países já conseguiram significativa liberalização nos setores industriais, que são os setores em que possuem maiores vantagens competitivas; por isso, a liberalização já realizada lhes fora benéfica. Portanto, acordos de liberalização comercial que priorizem reformas na agricultura, especialmente os que contemplam reduções de subsídios à produção agrícola, não representam as maiores fontes de benefícios aos países desenvolvidos. Ademais, após conclusão da Rodada Uruguai, questões relativas a subsídios à produção e a acesso aos mercados agrícolas tornaram-se substanciais para a conclusão de novas rodadas de negociações multilaterais.