2.6. Sınıf Yönetimi Modelleri
2.6.4. Bütünsel Model
ra específica, de acordo com os artigos 278 e 279 da Lei nº 6.404, de 15.12.1976 (“Lei das S.A.”), devendo ser aprovado pelos órgãos competentes conforme dispõe os artigos 278 e 279 da aludida lei, e alterações posteriores, os quais determinam:
Art. 278 - As companhias e quaisquer outras sociedades, sob o mesmo controle ou não, podem constituir consórcio para executar determinado empreendimento, observando o disposto neste capítulo.
§ 1º. - O consórcio não tem personalidade jurídica e as consorciadas somente se obrigam nas condições previstas no respectivo contrato, respondendo cada uma por suas obrigações, sem presunção se solidariedade.
Art. 279 - O consórcio será constituído mediante contrato aprovado pelo órgão da sociedade competente para autorizar a alienação de bens do ativo não circulante, do qual constarão:
I- a designação do consórcio se houver;
II - o empreendimento que constitua o objeto do consórcio; III - a duração, endereço e foro;
IV - a definição das obrigações e responsabilidades de cada sociedade consorciada, e das prestações específicas;
V - normas sobre recebimento de receitas e partilha de resultados;
VI- normas sobre administração do consórcio, contabilização, representação das sociedades consorciadas e taxa de administração, se houver;
VII - forma de deliberação sobre assuntos de interesse comum, com o número de votos que cabe a cada consorciado;
VIII - contribuição de cada consorciado para as despesas comuns se houver.
Parágrafo Único: o contrato de consórcio e suas alterações serão arquivados no registro do comercio do lugar da sua sede, devendo a certidão do arquivamento ser publicada.
A Lei 6.404/76, mas precisamente nos artigos 278 e 279, já expostos anteriormente, indica que existem duas condições para a constituição de um consórcio: um objetivo (abordado em empreendimento) e o outro subjetivo.
Sob a ótica da subjetividade, existe uma unanimidade na doutrina jurídica em não admitir que firma individual integre a composição do consórcio, pois a Lei 6.404/76 regula somente os grupos de sociedades, e não os grupos de empresas. Outro aspecto da subjetividade é a participação obrigatória de uma sociedade anônima, razão pela qual os consórcios são regulados pela lei das S/A. Comparato (2005), inclusive, é condescendente desta doutrina.
Entretanto, há de se fazer um adendo em tal pressuposto, pois ao fazer uma interpretação literal no texto legal do artigo 278, observa-se a letra “e”, que é uma figura gramatical que conjuga a palavra “companhias e quaisquer outras sociedades”. Infere-se que a amplitude de pessoas jurídicas, para adesão ao consórcio, aumenta significativamente, pois não limita as sociedades anônimas; entretanto, veda a participação de firma individual (grifo nosso).
No que tange a competência para aprovação do contrato de um consórcio, esta é regulada pela Instrução Normativa do Departamento Nacional de Registro de Comércio - IN do DNRC nº. 74/98, onde estabelece que a competência cabe ao Conselho de Administração ou à Assembléia Geral, quando não houver o Conselho de Administração. O contrato constitutivo do consórcio deverá ser arquivado no registro de comércio, devendo a certidão de arquivamento ser publicada, assim como quaisquer outras alterações.
Segundo o entendimento de Meireles (2009), a Lei 6.404/76 passou a regular indevidamente as sociedades em forma de consórcio, tornando exigível o arquivamento do contrato e suas eventuais alterações nas Juntas Comerciais. A alegação do autor baseia-se na premissa que o consórcio não é uma pessoa jurídica, sua existência é efêmera e é vinculado ao empreendimento a que se destina. Portanto, é desnecessário o arquivamento, posto que o que caracteriza o nascimento de uma pessoa jurídica é o arquivamento em órgãos competentes. Se o consórcio não é pessoa jurídica, não há razão para tal arquivamento.
Na prática, porém, o que se percebe é que os contratos constitutivos dos consórcios são exigidos e arquivados nas Juntas Comerciais dos Estados de jurisdição do local, onde se encontra o domicílio tributário do consórcio. Este, inclusive, é o caso concreto dos Consórcios existentes no Maranhão e, especificamente, em São Luís.
Nos termos dos dispositivos legais acima informados, o consórcio de empresas é um contrato que representa a comunhão de interesses e de atividades diversas que buscam atender a projetos empresariais específicos, servindo para agregar meios diferentes para a consecução de um único fim.
Os atos praticados por seus administradores vinculam-se aos patrimônios dos consortes, ou seja, o consórcio representa comunhão de objetivos, porém os efeitos dessa comunhão são vinculados ao patrimônio dos donos do consórcio, tendo em vista que o consórcio não é uma pessoa jurídica com personalidade jurídica, conforme prevê a Lei das S/A e a ressalva de Xavier (2001). Essa proposição é ratificada por Comparato (apud XAVIER, 2001, p.13): O consórcio é mero contrato, não dá ensejo à criação de um novo ente jurídico, e pode existir apenas no âmbito das estruturas internas das empresas consorciadas, ou manifestar-se também exteriormente perante terceiros.
Há de se ressaltar que, o fato dos consórcios não possuírem personalidade jurídica, não os desobrigam da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), conforme previsão do disposto IN (instrução Normativa) da Receita Federal do Brasil (RFB) nº. 568/05 e do Decreto 3000/99 – RIR/99 (Regulamento do Imposto de Renda). De acordo com Xavier (2001, p.23),
Trata-se de mera formalidade para efeitos de controle, pela qual se registram coletivamente, sob um mesmo número fiscal, a totalidade das empresas vinculadas pelo mesmo contrato de consórcio, de modo a facilitar o cumprimento coletivo de obrigações tributárias.
Existe regulamentação para os consórcios no que tange a Legislação Comercial Brasil Entretanto, quanto à disciplina tributária aplicada a este tipo de sociedade, não foi evidenciado um número grande de literatura, ao contrário, percebe-se a escassez, talvez pela pouca normalização, de modo que os assuntos pertinentes a essa área são tratados com certos cuidados, evitando interpretações conflitantes com o fisco. Muitos procedimentos ainda são indefinidos, ficando a operacionalização à mercê da boa fé e da política interna de cada consorciado empreendedor.
É salutar observar que das normas acima demonstradas, somente 5 (cinco) foram publicadas exclusivamente nas sociedades em forma de consórcio, a saber:
a) Ato Declaratório Normativo do Coordenador do Sistema de Tributação - ADN CST 21/84;
b) Decisão de Consulta 689/97;
c) Instrução Normativa do Departamento Nacional de Registro de Comércio - IN DNRC 74/98;
d) Resolução Conselho Federal de Contabilidade – CFC Nº 1.053 / 2005 e, IN 834/08.
As demais normas são genéricas, ou seja, referem-se a outras questões jurídicas e a todas as sociedades previstas no bojo da Lei Federal 6.404/76.