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Esta etapa foi desenvolvida de acordo com a proposta de Falkembach (2005): análise e planejamento, modelagem e implementação.

5.2.1.1 Primeira fase: análise e planejamento

Nesta fase, buscou-se definir o objeto a ser desenvolvido, neste caso, o curso on- line. Além disso, pertence a esta fase a escolha do tema, o objetivo do curso, o material utilizado, a escolha do público-alvo, como esse produto será usado, quando, onde e para quê (FALKEMBACH, 2005).

O material educativo confeccionado tem como tema principal a prevenção do uso indevido de drogas na adolescência, por se tratar de assunto relevante para profissionais de saúde e da educação, visto que o uso de drogas e suas consequências adversas é tema de

Curso On- line 1ª Etapa: Construção do Curso 2ª Etapa: Validação do Curso Distribuição 4ª Fase: Avaliação e Manutenção 2ª Fase: Modelagem 3ª Fase: Implementação 1° Momento: Validação com juízes 2° Momento: Validação com adolescentes 2° Momento: Modelo de Navegação 1° Momento: Modelo Conceitual 1ª Fase: Análise e Planejamento 3° Momento: Modelo de Interface

significante preocupação mundial, e também pela afinidade da pesquisadora com a temática. Portanto, o material tem como público-alvo os adolescentes dos cursos técnicos e superior do IFCE Campus Maracanaú, podendo ser utilizado posteriormente como disciplina optativa na modalidade à distância. Optou-se por essa instituição, visto que o estudo pertence à mesma, além de que a enfermeira/pesquisadora faz parte desta instituição.

Foram considerados como objetivos educacionais do curso on-line: propor nova metodologia de ensino baseada na autonomia, por meio da utilização de multi recursos, visando ampliar o conhecimento de adolescentes acerca dos tipos de drogas, os efeitos de cada substância, fatores de risco, de proteção, tipos de usuários, estratégias de prevenção e tratamento; assim, como favorecer reflexão crítica sobre uso e abuso de substâncias psicoativas.

Após definição do tema e objetivos educacionais, foi selecionado o material bibliográfico para compor o conteúdo do curso, a partir de ampla busca em bases de dados nacionais e internacionais, banco de teses, livros e publicações oriundas de organizações correlatas, como a SENAD e o Ministério da Justiça, além da capacitação da pesquisadora em cursos on-line na área de drogas durante o mestrado e doutorado.

Em seguida, foi realizada reflexão teórica do material, com fundamentação e delimitação do curso on-line, sua representação, e definida sua estrutura. Ressalta-se que a proposta foi de uma tecnologia não apenas informativa, mas que permitisse a interação entre os adolescentes e, assim, pudesse estimular a reflexão destes sobre a questão das drogas.

5.2.1.2 Segunda fase: modelagem

O detalhamento da modelagem do curso on-line Prevenção do Uso Indevido de Drogas foi dividido em três modelos: conceitual, navegação e de interface:

a) Modelo Conceitual: refere-se ao domínio, ou seja, ao conteúdo da aplicação e de como esse conteúdo será disponibilizado, é um plano de ação de como será a hiperbase;

Toda aplicação de hipermídia é formada por uma hiperbase, um conjunto de estruturas de acesso e uma interface. O modelo conceitual detalha como o conteúdo será dividido em nós ou unidades, como os nós serão exibidos, quais as mídias a serem utilizadas e como o usuário vai interagir com a aplicação. É a organização das informações e mídias.

A hiperbase foi organizada de acordo com os assuntos selecionados anteriormente e com base na matriz de planejamento e design educacional da diretoria de educação a

distância (DEAD) do IFCE (APÊNDICE A). A matriz descreve os seguintes itens: nome do curso, ementa, objetivo geral e específico, informações acadêmicas (carga horária do curso, média para aprovação no curso, peso das atividades, início e término do curso, profissionais responsáveis pela criação do curso), tutor de interação, as aulas, as atividades, as avaliações parciais e final, o peso das atividades executadas durante o curso, o calendário e referências utilizadas para cada aula.

b) Modelo de Navegação: define as estruturas de acesso, ou seja, como serão os elos. A navegação deve ser intuitiva para evitar a desorientação do usuário e diminuir a sobrecarga cognitiva;

O modelo selecionado foi definido com o uso de menus (FALKEMBACH, 2005). O conteúdo das aulas foi organizado de modo sequencial, de modo que seja imprescindível que o aluno siga a sequência estabelecida no cronograma do curso, além do que foram disponibilizados hiperlinks nos conteúdos para os assuntos relacionados, de modo a nortear o aluno sobre estes. Deste modo, a navegação é livre, porém com restrições, pois se o aluno tiver total liberdade de escolha das aulas, é possível que se interesse por parte do conteúdo e deixe de estudar aulas importantes para o seu aprendizado.

c) Modelo de Interface: é a compatibilização do modelo conceitual e de navegação, ou seja, o design de interfaces precisa estar em harmonia com o conteúdo.

A interface cria a identidade visual do produto e pode ser definida como um conjunto de elementos que apresentam a organização das informações e as ações do usuário (FALKEMBACH, 2005). Os recursos utilizados no curso on-line Prevenção do Uso indevido de Drogas buscaram a harmonia entre o conteúdo e as interfaces disponibilizadas.

5.2.1.3 Terceira fase: implementação

A implementação abrange a produção ou reutilização e digitalização das mídias. É o processo de criar as mídias do projeto, incluindo os sons, as imagens, animações e vídeos utilizando softwares específicos. É preciso ainda verificar exaustivamente os textos, para que não haja erro conceitual nem gramatical. Com relação às mídias, é preciso considerar os direitos autorais, mesmo para as mídias disponíveis na rede, deve-se colocar nos créditos a fonte (FALKEMBACH, 2005). É válido ressaltar que acerca das mídias utilizadas, foram inseridas as fontes, respeitando, assim, os direitos autorais.

Quanto à configuração do curso no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), o qual consiste no agrupamento do conteúdo abordado e nas mídias produzidas com os espaços de comunicação entre tutor e aluno na forma de webaulas, contou-se com o apoio da equipe especializada da DEAD do IFCE, formada por uma professora formadora e conteudista (a autora), uma designer educacional, uma revisora, um diagramador web (criou as páginas do curso em HTML) e uma especialista em multimídia. Nesta fase, o administrador do AVA configurou-o para integrar as mídias, de forma interativa, permitindo navegação lógica, evitando desorientação do aluno.

Essa fase desta pesquisa foi desenvolvida no Ambiente Virtual de Aprendizagem, o Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment (Moodle), no IFCE Campus Fortaleza, com suporte da DEAD. O Moodle é um software livre para produzir cursos baseados na internet e websites, fornecido gratuitamente, sob a licença Gnu Public License (GPL), que permite alterações e customizações pelas instituições educacionais nacionais e internacionais sem fins lucrativos (MOODLE, 2013).

O eixo do Moodle são os cursos, que contêm aproximadamente vinte diferentes tipos de atividades disponíveis e inúmeros recursos, a saber: fóruns, glossários, chats, wikis (texto colaborativos), tarefas, testes, escolhas (sondagens), banco de dados, blogs, diários, questionários, mensagens e listas de participantes, bem como ferramentas gerenciais que fornecem planilhas de classificação e de relatórios (MOODLE, 2013).

A análise dos dados aconteceu ao final de cada fase da primeira etapa do estudo, salientando que ao concluir cada momento, a análise aconteceu conforme recomendado pelo autor (FALKEMBACH, 2005). Concluída essa etapa, o curso seguiu para o processo de validação.

Benzer Belgeler