2. KALKINMA AJANSLARININ OLUŞUM SÜRECİ: BÖLGESEL
2.5 Türkiye’de Bölgesel Politika ve Teorilerin Gelişimi
2.5.5 Bölgesel farklılıkları gidermek için yapısal reformların olduğu dönem
Na evolução das práticas de negócio e gestão das empresas, as quais eram, antigamente, em sua maioria, empresas administradas por seus próprios proprietários, houve, com o avanço do capitalismo e desenvolvimento das empresas uma separação entre gestão e propriedade. Na prática, isso significa que as empresas passaram a ser geridas por administradores contratados, ou seja, gestores escolhidos por meio de um conselho de administração.
As sociedades anônimas representam a evolução do modelo societário dessas empresas, sendo que, por meio da pulverização de suas ações, administradores são eleitos para a gestão das atividades empresariais, visando, assim, à condução dos negócios em busca de objetivos
comuns. O desenvolvimento do mercado de capitais e dessas empresas ocorreu de forma mais acentuada a partir da primeira metade do século XX.
É nessa relação da busca de objetivos de gestores e acionistas que surge o conceito da teoria econômica, do conflito de agência, a qual menciona que os interesses dos gestores (agentes) não são convergentes com aqueles relativos aos acionistas (principal). Dessa forma, como o mecanismo de proteção ao acionista minoritário, é que surge a governança corporativa.
O conceito de governança corporativa provém das ciências econômicas, sendo definida pela Comissão de Valores Mobiliários (2002) como:
[...] o conjunto de práticas que tem por finalidade otimizar o desempenho de uma companhia ao proteger todas as partes interessadas, tais como investidores, empregados e credores, facilitando o acesso ao capital. A análise das práticas de governança corporativa aplicada ao mercado de capitais envolve, principalmente: transparência, equidade de tratamento dos acionistas e prestação de contas. (CVM, 2002, p. 1).
Nessa linha de pesquisa, os estudos sobre os custos de agência foram iniciados com as pesquisas realizadas por Jensen e Meckling (1976), as quais identificaram conflitos entre acionistas e administradores, bem como entre credores e acionistas.
A ideia central é de que os administradores possuem incentivos na busca de interesses próprios visando à obtenção de ganhos. Isso é possível porque a teoria considera a contratação, por meio do proprietário de um bem ou direito, de um terceiro (agente) para a tomada de decisões sobre os negócios empresariais.
Conforme Jensen e Meckling (1976), a relação de agência pode ser definida como um contrato, na qual uma ou mais pessoas contrata(m) outra pessoa para a execução de algum serviço em nome daquela(s), compreendendo a delegação do poder da tomada de decisão.
De acordo com Brigham e Houston (1999), o conflito de agência se refere a um conflito potencial de interesses entre agente (administrador) e principal (os acionistas externos à administração).
No sentido deste trabalho, o conceito de conflito de agência se aplica a partir do momento em que decisões são tomadas pelos administradores e gestores que refletem nas demonstrações financeiras auditadas pelas empresas de auditoria. A verificação quanto à real
posição financeira e patrimonial nas demonstrações contábeis compete à auditoria, sendo esta um dos instrumentos utilizados na governança corporativa.
Dado o contexto apresentado do conflito de interesses, nota-se que a comunicação entre os administradores (aqueles que tomam as decisões) e os acionistas nem sempre é clara, havendo lacunas obscuras sobre informações conhecidas pelo agente e principal. Essas lacunas dizem respeito à assimetria informacional, ou seja, diferença no nível de informação entre as partes.
De acordo com Scott (2006), frequentemente, um tipo de participante no mercado (vendedores, por exemplo) tem informações sobre os ativos que estão sendo negociados que não serão conhecidas por outro participante (compradores). Assim, quando da ocorrência dessa situação, tem-se a assimetria informacional.
Para exemplificar o conflito de interesses entre principal e o agente, Ross, Westerfield e Jordan (1998) expõem a situação quando o primeiro outorga ao segundo determinados poderes para a alienação de um bem mediante uma comissão fixa, o agente é incentivado a vender o bem para auferir a comissão, no entanto não o fará necessariamente pelo melhor preço de mercado (para ele, o que importa é receber a comissão, nesse caso, fixa). Caso o dono do bem não esteja informado sobre o contexto de mercado do bem que está sendo vendido, temos uma lacuna de informação, implicando divergência dos seus objetivos (principal) com os do seu vendedor (agente).
A assimetria informacional dificulta o monitoramento do principal sobre o agente, sendo que este último possui melhores informações com relação ao principal. Dessa forma, tem-se essa assimetria quando da limitação, comprometimento ou interrupção da capacidade de monitoramento, considerando razões específicas de conhecimento apenas do agente, que detém informações privilegiadas provenientes do conhecimento do negócio (AKDERE; AZEVEDO, 2006).
A contabilidade é fruto direto da assimetria de informação (LOPES; MARTINS, 2005), assim, sem assimetria informacional, a contabilidade perde importância. Segundo Iudícibus e Lopes (2004), todo o sistema da contabilidade financeira, ou societária, pode ser analisado à luz da redução de assimetria informacional entre investidores e agentes envolvidos no conflito de agência.
Na função de coordenação dos contratos entre os agentes, Sunder (1997) discorre sobre cinco funções da contabilidade:
a de mensuração da contribuição individual de cada participante no contrato; a de mensuração do direito individual de cada participante no resultado da empresa; a de comunicar os participantes sobre o sucesso no cumprimento dos contratos; a de canal de distribuição da informação para todos os potenciais participantes em contratos com a empresa, para manter a liquidez dos seus fatores de produção; a de distribuir informações como conhecimento comum para redução do custo da negociação dos contratos.
Os conflitos existentes entre os acionistas e os agentes estão contidos no conceito de conflito de agência, que ocorre quando da existência de interesses conflitantes entre essas partes. Iudícibus e Lopes (2004) afirmam, ainda, que não se pode ambicionar a um estudo sério organizacional sem considerar esses dois fatores (assimetria informacional e conflito de agência), que estão intimamente ligados. A materialização da assimetria informacional está contida na relação entre investidor e administrador, na qual o último tem acesso e conhecimento muito mais rápido e completo de informações importantes sobre o direcionamento de negócios, bem como outras informações estratégicas relevantes da empresa.
Nas organizações modernas, os agentes potencialmente envolvidos no conflito de agência são os administradores, gestores e diretores executivos, ou seja, são aqueles que detêm informações privilegiadas, os quais atuam por meio de comportamentos disfuncionais, incentivados pela existência de objetivos conflitantes (agente e principal).
A teoria explica que os agentes possuem informações “privilegiadas” sobre o ambiente de atuação, dessa forma utilizam-nas para a tomada de decisão, considerando interesses próprios. Entre as várias possibilidades de manipulação da informação contábil, alguns pontos são destacados por Paulo (2007):
a) possibilidade de inclusão de práticas de manipulação nas atividades operacionais, nas decisões de financiamento e de investimentos;
b) ações dos administradores dentro do ambiente regulatório dos relatórios contábeis, em relação à estruturação das transações;
c) inclusão das possibilidades de alteração dos indicadores de desempenho, quando for de interesse de algum agente que isso ocorra.
Conforme Jensen e Meckling (1976, p. 8), as firmas são “suposições legais para qual servem como nexo para um conjunto de relações contratuais entre indivíduos.” Segundo esse conceito, pode-se entender a empresa como um conjunto de contratos no qual cada participante contribui para a firma e, em troca, recebe uma parte, entre eles os empregados, fornecedores, administradores, acionistas etc.
Nesse sentido, a literatura sobre assimetria informacional (informações privilegiadas) dispõe que os comportamentos disfuncionais estão presentes em ambientes com maior assimetria de informação, ou seja, nas grandes empresas, onde os acionistas aparecem em desvantagem informacional em relação aos altos executivos da empresa (IUDÍCIBUS; LOPES, 2004).
3 MÉTODOS E PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Neste capítulo são apresentados os métodos utilizados no presente trabalho, considerando, ainda, os procedimentos metodológicos que foram empregados para a obtenção dos resultados desta pesquisa, ou seja, para o cumprimento dos objetivos geral e específico.