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Fabiana, 31 anos, psicóloga, é a única participante da pesquisa que mora com os pais. Muito comunicativa, com tom de voz firme e claro, buscou responder a todas as perguntas com tranqüilidade, questionando sempre quando não compreendia alguma coisa. Sua maneira de se vestir é simples e clássica, mas sempre com salto alto, como faz questão de mencionar. Extrovertida, apresenta um olhar prático e objetivo sobre a vida e utiliza o senso de justiça como seu grande aliado. Sua marca parece ser: para tudo há uma saída; basta tirar o foco do problema e colocá-lo na sua resolução.

A relação com o pai

Durante toda a entrevista, em nenhum momento, Fabiana demonstrou sinais de dificuldade na relação com o pai.

Com meu pai é tão boa; não tenho problema com meu pai. É que eu mudei tanto de papel com o meu pai, do que era, que está tão legal. Mas sempre foi, mesmo na época da adolescência em que tinha conflito. Porque, assim, sou a única mulher e a caçula. Acabo por ter uma afinidade muito grande com ele. Os desentendimentos que nós tínhamos, foi na fase da adolescência e nunca foi conflito de frente; ele nunca bateu de frente; eu batia de frente com ele, porque ele

adorava me provocar; nunca tivemos altas brigas e que depois que você cresce você começa a perceber, que são coisas que depois que você fica adulta você percebe, que ele pisca para sua mãe e fala alguma coisa para te irritar. E que, quando era mais nova, eu não percebia e gritava e esperneava e falava que ele estava me provocando.

A primeira impressão é de que a relação é tranqüila, fincada na realidade, com poucas idealizações. As reações diante das posturas e atitudes do pai parecem ser baseadas em reflexões e novas construções.

Hoje, eu olho para ele e pisco do outro lado; eu sei que o objetivo dele seria estar me enchendo o saco, e eu levo na esportiva e, então não me irrita.

É possível que o relacionamento tranqüilo seja decorrente do amadurecimento e da estratégia que diz ter encontrado, para lidar com as provocações do pai. O pai também passou a respeitar a atuação profissional de Fabiana. Esse respeito não é algo dito explicitamente, mas a admiração parece ficar evidente.

No aspecto da profissão também. Eu sinto que ele tem um superorgulho, embora no começo ele não quisesse, ele achava que eu tinha que fazer direito, ele acha superlegal [ter a filha psicóloga], ele enche a boca pra falar pra todo mundo.

Minha mãe reparou que uma vez, eles estavam num lugar que eu não estava, e ela percebeu o quanto ele infla para falar de mim.

Podemos destacar que a identificação com o pai se faz presente no que se refere às atitudes e ao gosto pelo estudo e pela leitura.

A gente tem uma coisa muito parecida, que os meus irmãos não têm com eles, trabalhando juntos: ele gosta muito de estudar e de ler. Por exemplo, meus irmãos, depois que se formaram, nunca fizeram curso de atualização, e eu nem termino um estou fazendo outro; sou ratazana de livraria e fiquei sabendo bem depois que ele também era. Esta relação, eu vejo que ele incentiva. [...] Sempre teve muito incentivo.

A admiração pelo pai é bastante presente em sua fala. No papel de filha, demonstra preocupar-se bastante com o cuidado da saúde do pai.

E hoje meu papel com meu pai mudou, nessa relação profissional. Porque acho que isso faz bem também enquanto filha, principalmente, porque a gente também tem admiração pelo pai e [é legal] saber que o pai também admira você. Então, acho que isso é muito legal. Só que hoje, eu acabei entrando num papel meio que de cuidadora. Eu passo a estar controlando questões de saúde e cuidados e ele passa hoje a me ouvir.

É preciso fazer uma observação de que algo ocorre uma inversão de papéis no que se refere ao cuidar. Isso talvez pudesse ser considerado como esperado se a esposa não estivesse presente! Fica um questionamento sobre o que acontece nessa relação familiar, em que a filha assume a função de companheira de cuidados do pai, função essa que poderia ser desempenhada pela esposa.

Tem uns dois anos, essa coisa do cuidador. Foi porque antes eu levava ele e ficava com ele, mas ele estava sempre arredio e enchia o saco, literalmente, pois eu estava levando e ele ficava resmungando com você.

Agora falo que é para ele ligar. Têm profissionais que são difíceis de falar, mas ele sempre quis que eu fizesse e eu conversasse com a médica; quer que eu vá junto à consulta e converse com o médico. Aliás, sou a única pessoa que ele deixa ir junto.

Talvez o pai esteja idealizando a filha, no sentido de colocar nela a resolução dos seus problemas, como se ele pudesse abrir mão da responsabilidade de se cuidar sozinho. A esposa, por ser dona de casa, talvez não transmita a ele a mesma confiança, já que ele valoriza o estudo, o conhecimento, o saber.

Fabiana assume a função de cuidadora com bastante disponibilidade.

Ele não chega a não deixar ela ir [mãe], mas ele fala que não precisa, e aí, ela acaba não insistindo muito e, quando ele fala que não precisa, eu digo que vou. Dependendo do caso, ele chega a brigar comigo porque eu conto para o médico as coisas que ele faz que não pode, que ele fala que não faz e eu digo para o médico que ele está mentindo e digo o que ele faz de fato.

A denúncia que Fabiana faz do pai, para o médico, dá a impressão de que a mãe não o faria, e ele, também não. Ela assume o lugar da esposa em relação ao pai.

Eu vejo que hoje, ele tem um movimento muito de precisar, de querer que você esteja perto. Embora eu more com eles, estou muito distante da convivência com eles: estou sempre fora, não tenho final de semana, estou sempre estudando. Antes estava namorando e, então, não encontrava. E um jeito que ele tinha de ter acesso, era eu tendo esse acompanhamento. Eu acho que mudou nesse sentido, não que eu não sinta que, sinto que preciso dele, você sempre precisa de um pai e de uma mãe. Mas acho que mudou nesse sentido, de ele me aceitar como a filha que cresceu e aceitar que eu possa ajudá-lo e inclusive pedir.

A aceitação da filha como adulta, segundo Fabiana, pode ser o fator desta maior proximidade entre pai-filha.

Fabiana dá a impressão de suspeitar de que a proximidade do pai com ela tenha relação com o fato de ser mulher e caçula. Mas ela mesma parece ter

consciência de que há algo mais. Sua hipótese é de que o pai, pela semelhança com ela, desejasse alimentá-la para que crescesse como ele. Esse movimento de alimentá-la intelectualmente acontece por meio de leituras e diálogos.

Não sei se é ser mulher, se é [ser] a caçula, não sei. Pode até ser. Mas eu acho que é muito mais essa coisa do quanto a gente tem essa coisa muito mais parecida, e é como se ele tivesse me alimentando para que eu ficasse igual a ele. E, assim, como nossa área é diferente, não tem como ele vir e bater de frente em uma área em que ele não tem conhecimento, ele pode ler, conhecer, e eu nunca fui pra cima dele, querendo destruir ele, porque eu sei disso e ele não.

[...] inclusive comigo o movimento foi até de querer que eu aprenda, que eu saiba! Se ele pega num jornal e tem um artigo que ele acha que me interessa, ele vai lá, pega e quer que eu leia. A gente conversa de várias coisas, comenta de várias coisas e ele nunca teve um movimento de me destruir, mas eu já vi ele fazer isso com meus irmãos.

Outro aspecto que caracteriza esse pai é o valor que ele dá ao conhecimento que ele possui. O pai preza o aprendizado ensinado por ele.

Existe uma história que eles sempre contam: desde pequena, a gente escrevia a redação, e meu pai corrigia a redação dos meus irmãos, de fazer de novo, falava que estava ruim e que fazia de novo, com as palavras dele! E quando eu comecei a escrever redação, eles quiseram mexer na minha redação, e eu disse que era para eles verem os erros de português e não para mexer na redação! E eu disse que não havia pedido para mudar a redação e falei que não era para mexer em nada, apenas ver se tinha erro, e puxei a folha e nunca mais dei pra ele ver nenhuma redação minha.

A impressão é que esse pai não consegue passar a informação aos filhos de forma a ensinar-lhes o caminho. O desejo por ensinar aparentemente está presente, mas parece impedir que conheçam como fazer. O desconhecimento não permite um percurso dos filhos independente do pai. É possível que este pai tema a superação por seus filhos. Isso sugere que ele constela na família o arquétipo do pai Crono. Contudo, Fabiana demonstra romper com esse domínio: faz o que o pai gosta, mas finaliza à sua maneira; se o pai gosta de estudos e leituras, Fabiana discute com ele, mas mantém seu posicionamento.

Fabiana aparenta perceber algumas características do pai referentes à atuação dele no trabalho. Contudo, cai na armadilha de sua própria crítica: utiliza justificativas que provavelmente façam parte do discurso do pai. É possível que a idealização se mantenha presente nesta relação. A princípio, Fabiana demonstra ter consciência das qua lidades e defeitos do pai. Mas, fica a impressão de que ainda

existam várias esferas inconscientes para ela. Por exemplo, têm momentos, procura justificar a atitude do pai, no sentido de achar uma razão para a maneira como ele age.

Meu pai tem uma coisa interessante. Ele tem dois lados: ele adora mandar, tanto é que ele não tem patrão: são todos subordinados a ele e ele a ninguém. E isso ele sempre falou: não goste de ser empregado; se você não puder nunca ser empregado não seja. E isso ficou muito presente. Se você puder ser o patrão, é a melhor coisa. E isso é uma coisa de registro mesmo. Tem essa coisa de não gostar de ser empregado, de ele ter sido chefe dele mesmo [...] e aí ele tem duas coisas interessantes. Primeiro, que ele acaba sendo o centro que sabe mais e ele adora ensinar os outros.

Então, ele está sempre como aquele que está ensinando: ele está ensinando meus irmãos, as estagiárias, a advogada, e o pior é que tem, porque a qualidade da universidade hoje está cada vez pior. Isso, pra ele, eu vejo que é alimento de ego, é pré-requisito. Se ele não está muito bom, ele vai trabalhar e fica melhor. Só que, ao mesmo tempo, é uma pessoa que não gosta de não ter razão. Está sempre certo, é ele que tem razão. E isso foi uma coisa, que quando eu era nova, de ficar no escritório dele e atender telefone, quando a secretária estava de férias, por alguma razão, a maneira como ele fazia me incomodava; ele não errava, só os outros; só ele tinha razão [...] e isso me irritava muito. Esse jeito que ele lidava, pra mim não dá certo trabalhar com alguém que me tratava daquele jeito. Então, por outro lado, ele tem um lado super brincalhão, animado, ele brinca com todo mundo, todo mundo gosta dele, todo mundo acha ele legal, as pessoas principalmente, porque não convivem todo dia, acham ele o máximo, porque acham que ele é super. E quando a gente passa a conviver diariamente a gente sabe que não é bem isso.

O que Fabiana consegue observar é que o pai costuma ser muito sociável, divertido, simpático com todas as pessoas, desde que o outro saiba como se relacionar com ele. Se o outro souber compartilhar com ele idéias e posturas, irá receber muito bem; mas se sentir que há desejo em superá-lo, ele assume uma postura destrutiva, como a própria Fabiana diz. Ela reconhece esta característica do pai como algo que dificulta o relacionamento.

Depende de com quem ele se relaciona. Porque é assim, se ele se relaciona com alguém que chega perto dele com o objetivo ou admirando ele, ou querendo aprender com ele, ele é o superlegal. Mas, se alguém chega perto dele com uma atitude ou uma intenção de querer mostrar que sabe muito ou mais, ele acaba com a pessoa; ele detona a pessoa, ele deixa no chão. Isso é uma coisa que eu falo pra ele: pra que você fez isso? Eu sinto como uma coisa destrutiva. A gente sabe das qualidades que ele tem. Ele nunca fez isso comigo!

Essa postura mostra-se típica do pai, independente de ser com subordinados ou colegas de trabalho. A regra parece ser sempre a mesma; se

respeitada, a relação é sempre muito boa; caso contrário, é destrutiva, da parte dele para com os demais.

Fabiana coloca-se na posição de quem sofreu o julgamento do pai e o questiona em defesa da pessoa. Ela demonstra não se conformar com esta atitude do pai e a impressão que fica é que ela lhe mostra com a mesma autoridade com que ele se coloca para os demais. Interessante observar que ele não ouve ninguém, mas ao menos escuta o que Fabiana fala.

Aparentemente, o pai usa a estratégia do ensino como forma de conseguir manter as coisas como ele q uer.

Mas eu vi alguns movimentos que ele disse que era para os meus irmãos aprenderem, mas não vou esquecer isso nunca! Meu irmão fez algum documento desses da área do direito que eles fazem e deu para o meu pai olhar, e ele falou para o meu irmão que estava uma porcaria, rasgou e jogou no lixo. Aquilo na hora, meu irmão ficou com cara de pateta, eu arrepiei. Falei que era um absurdo, onde já se viu tratar ele daquele jeito; falei que ia embora e saí, e meu irmão ficou lá.

Para Fabiana, o caminho para o relacionamento tranqüilo com o pai é não contrariá-lo; caso contrário, ele reage com autoritarismo. Cabe ressaltar que a submissão ao outro não permite conflitos e, portanto não ocorrem atritos. A situação demonstra ser a seguinte: sempre quando há uma divergência com a possibilidade de um conflito, o autoritarismo é a saída encontrada para fazer valer a ordem dele. Aparentemente, Fabiana reconhece que esta é a dinâmica do pai, mas parece que não tem consciência de que seu julgamento em relação ao pai tem o objetivo de protegê-lo.

Ele só é autoritário quando ele é contrariado. Se a coisa estiver fluindo, ele brinca com todo mundo, ele é legal com todo mundo; só não contrariar.

O argumento que Fabiana utiliza para justificar sua compreensão da dinâmica do pai é tomar por referência a história de vida dele, como ela diz. Procura explicar a atitude autoritária dele a partir da vivência sofrida; parece acreditar que tal história de vida justifique a postura dele.

[com os colegas] Da mesma forma, se chegar para ele querendo ser mais que ele, se você chega e conversa numa boa, a conversa é superlegal; se for com movimento de crescer, ele destrói. Pra mim, tem muito a ver com a história de vida dele, de alguém que não tinha nada, não tinha sapato, era o filho caçula e que trabalhava pra sustentar os outros, mais velhos. Foi o único que trabalhou, fez faculdade, de todos os irmãos. Ele veio de uma origem humilde e

precisou cavalgar muito. Essa coisa de alguém tentar diminuir ele, ele não lida bem com isso.

É possível que Fabiana consiga assimilar a garra e a vontade de lutar, desse pai, para conseguir chegar aos objetivos desejados.

A relação com a profissão

A escolha profissional de Fabiana demonstra ter ocorrido de forma gradativa, até culminar com a escolha consciente dos caminhos que desejava seguir, no terceiro colegial.

Quando iniciou o colegial (ensino médio), Fabiana buscou primeiramente um curso técnico, por acreditar que seu caminho seria análise de sistemas. Ao perceber que não era a carreira que queria seguir, começou a dizer, em casa, que gostaria de desistir do curso e continuar um colegial regular.

A escolha profissional não foi muito assim, de querer ser psicóloga desde criança não.

Mas é uma coisa que desde cedo eu sabia que não queria. A escolha da psicologia foi bem no terceiro colegial mesmo, porque eu tinha feito 2 anos de colégio técnico e, então, eu achava que queria fazer análise de sistemas e eu fui fazer colégio técnico de processamento de dados. Fiz o primeiro ano e já vi que não tinha gostado muito. Aí quis sair, mas meu pai falou termina, vai. Aí, fiz o segundo ano, e não agüentei, falava que eu não levo jeito pra isso; ficava super irritada de passar o dia inteiro na frente do computador. Eu sempre gostei dessa coisa de ficar falando, conversando, e tal. Aí terminei o segundo ano e falei: estou saindo desse colegial e vou terminar no colégio normal. Deu uma conturbação familiar; ele não queria; ele falava que não, que eu poderia pelo menos terminar, que faltava só um ano. Mas, eu falei que não e não terminei. Tranquei a matrícula e mudei de escola. Aí, fui terminar o terceiro ano num colégio normal e fazer cursinho à noite. E adorei.

Achei o máximo eu estar estudando num colégio normal e não estar mais naquele estresse de estar estudando o dia todo, que era um colégio integral, que a gente ficava das 7 da manhã às 6 da tarde, todos os dias. E, assim, acabou esse estresse. E junto, veio a coisa do terceiro colegial, que é muito assim, pré-vestibular. E os professores são muito divertidos. Aí, deu uma aliviada e eu tive que começar a escolher.

Assim, o tempo individual de escolha de Fabiana parece ter sido respeitado. Encerraram-se as turbulências familiares geradas por suas decisões e ela pôde se concentrar nos seus desejos, sonhos e em suas habilidades.

Aí, fiz uma orientação, bem mais ou menos no colégio, e dava muito sempre área de humanas; humanas e saúde. Assim, mas sempre com aquela coisa voltada para o contato com o outro. E saiu algumas possibilidades e aí comecei a procurar naqueles guias: “ah, o que quero fazer? [...] Aí, eu tinha feito, com 16 anos, a fono, e eu tinha achado superbacana o trabalho dela, e a Fono era uma opção de fazer, e aí, tinha uma outra coisa que eu tinha muita vontade de fazer que era trabalhar com crianças, que eu sempre adorei. [...] Eu gostava da coisa da criança. Aí, foi quando surgiu de eu fazer a Psicologia ou ser Pediatra. Mas, pra ser pediatra eu ia ter que fazer Medicina, e eu falava, mas nem morta que eu vou ficar 6 anos estudando o dia inteiro e não ter vida! Porque eu tinha saído de uma escola que eu vivia desse jeito. Automaticamente eu descartei a Medicina. Aí, ficou assim: eu vou fazer Psicologia ou Fono. Sempre pensando, desde o começo, que eu queria trabalhar com criança. Tinha que ser alguma coisa que fosse na área da saúde, de eu estar ajudando, de estar trabalhando direto com a criança. Essa coisa de estar ajudando em algum aspecto. Foi quando eu decidi que ia fazer Psicologia e Fono em segunda opção. E aí, que eu prestei vestibular e pus em todos os lugares: Psicologia em primeira opção e Fono em segunda. E aí teve aquela coisa do meu pai falar que, se eu não entrar, “o ano que vem vamos conversar sobre o que você vai fazer”.

Apesar de a escolha não ter sido um sonho de infância e não ter acontecido com a mesma antecedência com a qual as amigas o fizeram, é possível que a escolha profissional de Fabiana tenha considerado seus limites, suas habilidades e, principalmente, o seu desejo de trabalhar com crianças. Fabiana é uma psicóloga infantil. Na entrevista, não nos demos conta de que talvez, em sua adolescência, a intuição tenha lhe dado o caminho e que ela não tenha compreendido plenamente: análise de sistemas foi sua primeira escolha profissional. Ela acabou se tornando uma analista, sim, mas do ser humano, em especial, das crianças.

No momento em que esta entrevista era realizada, Fabiana se considerava passando por um momento de crise profissional. Apesar deste momento, a impressão é que, no geral, Fabiana se sente realizada pessoal e financeiramente com sua escolha.

Fabiana é psicóloga clínica, mas trabalha também na área de trânsito.