• Sonuç bulunamadı

BÖLGE ADLİYE MAHKEMESİ CEZA DAİRESİNCE BAŞ- BAŞ-VURUNUN İNCELENMESİ

D. Başsavcılık İtirazının Dava ve Ceza Zamanaşımına Etkisi

VIII. BÖLGE ADLİYE MAHKEMESİ CEZA DAİRESİNCE BAŞ- BAŞ-VURUNUN İNCELENMESİ

A gestão do conhecimento não pode ser confundida com a construção de uma vasta biblioteca eletrônica que armazene informações. O enfoque deste processo recai sobre a conexão de pessoas, fazendo com que estas pensem e ajam conjuntamente (ALVESSON; KÄRREMAN, 2001; BHATT, 2002).

Swan et al. (1999) definem GC como qualquer processo que abranja as fases de criação, aquisição, captura, compartilhamento e uso de conhecimentos e habilidades, sem necessariamente estar rotulado como GC. Tais processos relacionados à GC devem ser capazes de maximizar o acesso ao conhecimento por toda a organização, acelerando a aprendizagem de novos funcionários e construindo mais conhecimento (capital intelectual) a fim de aumentar a capacidade organizacional (GUPTA; GOVINDARAJAN, 2000).

A GC deve combinar Tecnologia da Informação (TI) com processos organizacionais, constituindo uma atividade que desenvolve, armazena e transfere conhecimento, com o objetivo de prover aos membros da organização informações necessárias para tomarem decisões corretas (HUNG et al., 2005).

Um dos principais problemas acerca da contribuição da TI sobre a GC está na dificuldade e/ou impossibilidade de se registrar o conhecimento tácito dos indivíduos, pois é impossível, segundo o autor, absorver ou “scannear” o conteúdo da mente humana e armazená-lo dentro de um banco de dados (BHATT, 2002). Com relação à importância do conhecimento tácito, o autor ainda argumenta:

A efetiva criação de conhecimento, especificamente tácito, depende de fortes relações entre os membros da organização [...] Gestão do conhecimento deve concentrar seus esforços sobre o conhecimento tácito, experimentando novas estruturas organizacionais, cultura e sistemas de premiação que aumente as relações sociais a fim de que o conhecimento implícito seja expresso, compartilhado e argumentado (2002, p. 36).

Os modelos de GC baseados em Tecnologia da Informação (TI) fixam o conhecimento a partir de informações estáticas, negligenciando o papel que os indivíduos têm sobre tal processo (SVEIBY, 1997).

Ainda sobre a contribuição da TI sobre o processo de GC, Swan et al. (1999) propõem uma distinção entre modelos para GC que focam TI e processamento de informações daqueles que são baseados em comunidades, que enfatizam o diálogo e a colaboração dentro de uma rede. Esta divisão proposta pelo autor reflete a divisão de interesse no campo de GC: explotação de conhecimento por meios técnicos versus exploração de conhecimento, focada, principalmente, na interação entre pessoas.

A colaboração dos sistemas de TI restringe-se a uma função de apoio para que os indivíduos registrem o máximo de seus conhecimentos tácitos, tornando-os explícitos, ou seja, um papel de facilitador no processo de GC (SILVA, 2004).

Schultze e Leidner (2002) identificam dois tipos de modelos de conhecimento a fim de debater a GC:

- Modelo objetivo: conhecimento visto como objeto a ser descoberto. O conhecimento é identificado de várias formas e localizações, tendo a tecnologia papel preponderante na codificação desta forma de conhecimento.

- Modelo subjetivo: o conhecimento é inerentemente identificado e relacionado à experiência humana por meio da prática social do saber, conforme visto nos trabalhos de comunidade de prática de Brown e Duguid (2001), Wenger (1998) e Thompson (2005).

Estas diferentes visões do conhecimento levam alguns autores a classificarem os modelos para a GC. Bollinger e Smith (2001) diferenciam os modelos para GC a partir de três escolas. A primeira escola sugere que GC é, essencialmente, um assunto relativo à TI, destacando-se as ferramentas tecnológicas para comunicação, que, segundo Boisot (1998), oferece condições para que o conhecimento se transforme em uma ‘commodity’ industrial que proporcione lucros. Gao et al. (2008) denominam esta predominância da TI sobre o processo de GC como ‘Hard Track’, cuja ênfase recai sobre o conhecimento explícito.

A segunda escola propõe que a GC é mais voltada ao desenvolvimento dos recursos humano, enfatizando a importância da cultura e formação de grupos de trabalho. Uma cultura organizacional “positiva” é fundamental para promover a aprendizagem e compartilhamento de habilidades e conhecimentos. Gao et al. (2008) e Schultze e Leidner (2002) ainda ressaltam a necessidade da criação de um espaço de socialização que propicie a criação e o compartilhamento do conhecimento, como o ‘Ba-Space’ (Nonaka; Takeuchi, 1995), as comunidades de prática (Brown; Duguid, 1991) e a cultura voltada ao compartilhamento do conhecimento (Davenport; Prusak, 1998; Sveiby, 1997), numa perspectiva ‘Soft Track’. A terceira escola entende a GC como o desenvolvimento de processos que promovam a captura do know how, gerado a partir da aprendizagem dos indivíduos, e a posterior distribuição no âmbito organizacional, sem necessariamente envolver a utilização de TI.

Alvesson e Kärreman (2001) identificam quatro perspectivas para a GC, enfatizando não apenas os aspectos ‘Soft’ e ‘Hard’ do conhecimento, denominado pelo autor, respectivamente, de meio de interação social e tecnoestrutura, mas também o modo de intervenção gerencial (coordenação e controle), identificando, desta forma, quatro orientações que variam em torno dos dois aspectos (Figura 2.5).

Regras / Modos de MODO DE INTERVENÇÃO GERENCIAL

Coordenação Controle S oc ia l Compartilhamento de idéias Cultura como repositório de conhecimento Armazenadas Ação 3 4 "Templates" M E IO D E I N T E R A Ç Ã O 1

Comunidades Controle normativo

2 Experiências (Bibliotecas de conhecimento) T ec no es tr ut ur a

Fonte: Alvesson e Kärreman (2001)

FIGURA 2.5 – Perspectivas para gestão do conhecimento

O meio de interação, exposto na Figura 3.7, varia numa escala que, em um extremo, valoriza o aspecto social (interação entre os indivíduos) e no outro, denominado “tecnoestrutura”, que diz respeito à utilização de ferramentas e técnicas para a interação. A intervenção gerencial, por sua vez, varia num extremo de coordenação ou organização de indivíduos e, no sentido oposto, o controle, mais rígido quanto à coordenação do que o

anterior. As quatro células identificadas por Alvesson e Kärreman (2001) são detalhadas a seguir:

1. Comunidade: noção menos rígida de hierarquia e controle. Grande interesse no compartilhamento de conhecimento tácito através de uma rede de pessoas. 2. Controle normativo: enfatiza a cultura organizacional e a criação de

identidade social entre os membros a fim de facilitar a troca de conhecimento, embora o conhecimento tácito seja mais complexo e inacessível do que valores, normas e crenças que compõem a cultura de um grupo ou da organização.

3. Regras / Modo de ação: enfatiza o controle dos indivíduos por meio de procedimentos e manuais. A idéia central deste enfoque é baseada no fato de que o conhecimento organizacional pode ser extraído dos indivíduos e convertido em explícito, sendo armazenado em banco de dados. Hansen (2002) denomina esta estratégia de codificação do conhecimento.

4. Experiências armazenadas: o tema central é desenvolver uma rotina aos processos-chave, transformando experiência em métodos e, desta forma, o conhecimento passa a ser menos intrínseco aos indivíduos. Tal enfoque exige que o conhecimento seja estruturado e facilmente acessível, armazenado em banco de dados e acesso por meio de uma grande rede com auxílio de computadores.

Tanto Alvesson e Kärreman quanto Schultze e Leidner ponderam que as pesquisas sobre GC devem ter um enfoque sobre uma das ciências que a delineia. Portanto, pode-se afirmar em relação ao enfoque desta pesquisa, mantendo-se as premissas mencionadas no primeiro capítulo deste trabalho, que a mesma tem um interesse focado em ciências sociais e organizacionais.

Em relação aos enfoques da GC abordados por Alvesson e Kärreman (2001), pode-se concluir que esta tese tem predominância pelo modo de interação social, abordando tanto o compartilhamento de idéias por meio de comunidades quanto o desenvolvimento de uma cultura que fomente a troca de conhecimento (repositório de conhecimento). O modo de interação ‘tecnoestrutura’ (Alvesson; Kärreman, 2001), que pode ser definido como a TI aplicada à GC (Bhatt, 2002; Silva, 2004), apresenta um papel secundário neste trabalho, atuando como apoio ao sistema principal de GC (focado na interação entre as pessoas).

A partir das referências supracitadas, pode-se afirmar que os modelos de GC votados para TI e aqueles centrados na ação das pessoas e nos processos organizacionais são

complementares e devem ser tratados de forma simultânea a fim de que as organizações aproveitem o conhecimento em toda sua extensão.

Conforme explicado por Nonaka e Takeuchi (1995), o conhecimento tácito e explícito, tratados respectivamente pelos modelos soft e hard de Gao et al. (2008), não são entidades distintas, mas complementares, que interagem entre si por meio da ação das pessoas.

O conhecimento explícito, contido em procedimentos, relatórios, bancos de dados, etc, consiste na informação difundida entre todos os agentes da organização, que pode ser novamente processada na mente de cada indivíduo, numa perspectiva de aprendizagem, decorrente do processo informação – ação, que gera nova informação ou conhecimento explícito (FIRESTONE; MCELROY, 2005).

Portanto, a relação de complementaridade e interdependência existente entre os conhecimentos tácito e explícito (Tsoukas, 1996) pode ser estendida aos modelos de GC baseados em TI (hard) e baseados na interação entre as pessoas (soft), sendo que o primeiro age como suporte ao modelo soft (Bhatt, 2002; Gold et al., 2001; Kalkan, 2008; Malhotra, 2005), uma vez que é a partir da aprendizagem individual que novas informações e conhecimentos são gerados.

Simon (1976) afirma que uma organização é mais do que manuais e procedimentos de trabalho, ao invés disso, trata-se de um complexo padrão de comunicação e relação em grupo de origem humana. Assim, a organização não depende apenas do conhecimento codificável, mas também do ‘saber’ implícito aos indivíduos. Isto sugere que o processo de gerenciar o conhecimento organizacional é mais complexo do que a simples utilização de TI, pois depende de um contexto social e do desenvolvimento de fatores organizacionais que estimulem o compartilhamento do conhecimento.

Benzer Belgeler