2. BÖLÜM : BULGULAR VE YORUM
2.2. Azerbaycan’da İlköğretim ve Ortaöğretim Düzeyinde Müzik Eğitimi Verilen
2.2.2. Azerbaycan’da İlköğretim ve Ortaöğretim Düzeyinde Müzik Eğitimi
Joseph Mallord William Turner. Barco aproximando-se da Costa, 1840-1845. Óleo sobre lienzo, 92,1 x 122,6 cm. Londres, Tate Britain.
ANEXO J: Apontamentos sobre a restauração do quadro Combate Naval de Riachuelo (1883)
De acordo com o “Dossiê do Combate Naval de Riachuelo”, disponível no sítio eletrônico do Museu Histórico Nacional, a segunda tela de Victor Meirelles já passou por situações complicadas e quase foi perdida. Isso por falta de cuidados específicos, o que lhe causou danos como rasgos, colônia de fungos e cupins. Não podemos dizer que foi por descuido, o que resultou na perda da primeira tela, mas sim falta de orçamento necessário para que as medidas de conservação e restauro fossem providenciadas a tempo (NEGRO, 1970, p. 36).
Em 1967, a tela do Combate teve iniciado seu processo de restauração, finalizado em 1969. Naquele momento, ela tinha o verniz oxidado, ausência de “craquellé”, muitos remendos no tecido, sendo que alguns já estavam caindo, além do suporte estar desgastado, necessitando de reparos. O tecido fragilizado precisaria passar pelo processo de reentelamento, porém, até que fosse conquistada essa oportunidade, as medidas emergenciais seriam colocar novos pregos de metal para sustentá-la, fazer a limpeza do local e cuidar dos remendos (NEGRO, 1970, p. 36).
A moldura foi desmontada e guardada. A tela, ao ser retirada do chassi, foi enrolada num cilindro de madeira e protegida por um tapete, para resguardar a pintura dentro do cilindro de 0,40 x 5,0 m, confeccionado na oficina de carpintaria do Museu Histórico Nacional. O chassi recebeu reforço com novos pregos de metal, um suporte de peroba foi feito para adaptação ao novo local e a moldura antiga foi substituída por uma nova mais adequada às novas circunstâncias do lugar escolhido. O total de cinquenta e oito remendos foram feitos, contudo, não foi possível o reentelamento por falta de orçamento suficiente para custear o tempo de serviço e a compra de materiais necessários (NEGRO, 1970, p. 37).
Nos pontos de remendo que apresentaram diferença de nível, foi colocado mastic para equilíbrio. Após a remoção do verniz amarelado, foram aplicadas duas camadas de verniz na base de goma Damar da Coréia; depois, foi feita uma placa de gesso e refeitas as formas do ornato que estavam estragadas e colocadas no lugar (NEGRO, 1970, p. 37).
Muitas vezes, vemos uma reprodução da tela de Meirelles com um aspecto muito amarelado, (figura 1), na qual não é possível visualizar bem a composição. Sequer conseguimos perceber os tons avermelhados que tomam a pintura original. Essa reprodução, para além de um “erro”, representa as condições da tela antes da restauração. Através dela, podemos ver a situação crítica em que se encontrava. Anos após a restauração de 1969, a tela
volta a ter o mesmo aspecto amarelecido e, novamente, passará por um processo de restauração. Dessa vez, o caminho foi mais árduo, contudo, o resultado ficou próximo das tonalidades em que foi realizada por seu pintor.
Figura 1.
Em 1985, a batalha começava outra vez. Na realidade, a restauração de 1969 foram apenas medidas emergenciais para a manutenção do painel, mas não foi feito um trabalho aprofundado para todas as necessidades que a pintura apresentava. O tempo passou e o trabalho realizado em 1969 não era suficiente para a preservação da tela. A restauração precisava ser feita por completo. Portanto, em 1985, a pintura foi retirada de seu chassi, facetada e seu dorso recebeu limpeza e tratamento de estabilização de pH. Como sabemos, a obra tem dimensões enormes e precisou ocupar toda a sala de pintura do Museu Histórico Nacional. O tratamento foi lento e demorado, por isso, ela precisou ser removida e armazenada no cilindro de madeira para ceder o lugar à restauração de outras obras que também precisavam de cuidados.
O processo permaneceu estacionado até 1989, quando a cargo da técnica Ângela Maria de Oliveira Paiva, sob a supervisão da museóloga Solange Godoy, que tomou a frente na busca por patrocínio para a restauração, a tela foi retirada do cilindro de madeira e desenrolada sobre uma cama de papel Kraft, para avaliação de seu estado e preparação para o
anteprojeto que traz a lista com todo o material necessário para a restauração, assim como o custo estimado.
O Museu Histórico e toda a equipe à frente da luta pela Batalha redigiram cartas para 12 empresas, na esperança de conseguir apoio de algumas para dar andamento à longa jornada de trabalho, que ainda não havia sido iniciada por falta de material. Em meio à empreitada, a diretoria do Museu Histórico, através de Ângela Guedes, assessora de Comunicação do Museu, entra em contato com o Jornal do Brasil no dia 11 de junho de 1991, dia em que é celebrada a vitória do Combate Naval de Riachuelo pela Marinha. Então, no dia 13 de junho de 1991, o periódico publica a matéria de Cleusa Maria intitulada “Uma Batalha quase perdida”, na qual a jornalista adota um tom dramático para chamar a atenção de possíveis colaboradores para financiar a restauração (TOSTES, 2010, p. 147).
A matéria de capa diz que, 126 anos depois da Guerra do Paraguai, a “vitória da esquadra nacional sucumbe, derrotada, à falta de recursos e interesses que garantam sua memória”, logo, “sua vida depende de alguma empresa que queira investir US$ 29.183 na restauração”. A matéria fica mais intensa e tenta aguçar as empresas quando diz que “o quadro é um doente do CTI. O tempo limite para sua restauração não pode ultrapassar o final do ano” (MARIA, 1991, p. 1).
A matéria publicada no Jornal do Brasil surtiu efeito. A Petrobrás entra em contato com o Museu e decide financiar a restauração. Porém, lembra-nos Vera Tostes (2010, p. 149- 150) que o Brasil vivia um momento de grande inflação, o cruzeiro chegara a ser desvalorizado em 80% de um dia para o outro, prejudicando o orçamento, assim como o investidor. Preços escorregadios oscilavam todos os dias; assim, a equipe da restauração lançou mão do trabalho para acelerar a compra do material necessário.
O custo chegou a Cr$12.000.000 e o valor foi administrado pela Associação dos Amigos do Museu Histórico Nacional, presidida por Roberto Paulo Cezar de Andrade, presidente da Brascan. Logo, foi contratado pessoal especializado para a realização do trabalho. Devido às dimensões da tela, era complicado chegar ao seu centro, portanto, foi solicitada por empréstimo uma passarela do Museu Nacional de Belas Artes, construída exatamente para restaurar telas do mesmo pintor que estão naquela instituição.
A tela foi colocada ao reverso para a efetivação da limpeza e posteriormente ser iniciado o processo de reentelamento. No Brasil, não havia nenhum lugar que produzisse um tecido com vinte e oito metros, o necessário para o reentelamento. Por sorte, foi conseguida, por intermédio do Linifício Leslie, a doação do tecido, que foi confeccionado por duas
cerzideiras da cidade do Rio de Janeiro, cujo trabalho foi concluído no prazo de um mês (TOSTES, 2010, p. 149).
Após três meses, o reentelamento é concluído, a tela é colocada de volta ao chassi original e posta em pé para receber a restauração cromática. Com o verniz amarelecido, muitos rasgos no centro da tela e uma parte das bordas desgastada, devido à aplicação indevida de pregos de metal, o quadro ainda precisava de muito trabalho (TOSTES, 2010, p. 150-151).
Muitos detalhes da pintura foram totalmente perdidos por causa de atrito. Muito foi discutido sobre quais medidas poderiam ser tomadas, então, ficou decidido que os espaços seriam preenchidos pela técnica do pontilhismo, pois, isso permitiria que o público, ao visitar a tela, pudesse contemplá-la em toda a sua integridade, acompanhando o trabalho do pintor e sua composição, sem se deparar com pequenos espaços em branco ao longo do quadro.
Após toda a despesa e árduo trabalho da equipe, era preciso garantir que a tela fosse colocada em melhores condições para a visitação do público. Portanto, a Petrobrás também contribui para a reforma da nova galeria para a qual a gigantesca tela é destinada. A sala em que é exibida a tela tem uma parede falsa para que seja permitido o constante monitoramento do dorso do quadro, assim, a obra fica acessível para sua manutenção e permanentes cuidados (TOSTES, 2010, p. 152).
ANEXO L: Transferência da tela do Combate Naval de Riachuelo da Escola Nacional de Belas Artes para o Museu Histórico Nacional
ANEXO J: Ficha cadastral do Combate Naval de Riachuelo no Museu Histórico Nacional
ANEXO M: Detalhes das bandeiras paraguaias no Combate Naval de Riachuelo
ANEXO N: Bandeira da República do Paraguai.
Frente da bandeira