A resenha é um estilo literário em que se propõe a construção de relações entre as propriedades de um objeto analisado, descrevendo‐o e enumerando aspectos com‐ siderados relevantes sobre ele. No jornalismo, é utilizado como forma de prestação de serviço. É texto de origem opinativa e, portanto, reúne comentários de origem pessoal e julgamentos do resenhador sobre o valor do que é analisado.
O objeto resenhado pode ser de qualquer natureza: um romance, um filme, um álbum, uma peça de teatro ou mesmo um jogo de futebol. Uma resenha pode ser
descritiva ou crítica .
Resenha Crítica é a apresentação do conteúdo de uma obra, acompanhada de uma avaliação crítica. Expõe‐se claramente e com certos detalhes o conteúdo da obra, o propósito da obra e o método que segue para posteriormente desenvolver uma apreciação crítica do conteúdo, da disposição das partes, do método, de sua forma ou estilo e, se for o caso, da apresentação tipográfica, formulando um conceito do livro.
Consiste na leitura, resumo e comentário crítico de um livro ou texto. Para a elaboração do comentário crítico, utilizam‐se opiniões de diversos autores da comunidade científica em relação às defendidas pelo autor e se estabelece todo tipo de comparação com os enfoques, métodos de investigação e formas de exposição de outros autores e até mesmo de seus produtos e serviços.
7.2
E
STRUTURA DA RESENHA CRÍTICA1. Introdução 2. Descrição do Assunto 3. Apreciação Crítica 4. Considerações Finais 5. Referências Bibliográficas (Caso haja citações de outros autores) 6. Anexos (Quando necessário, o produto que originou a resenha ou trabalhos) que foram bastante citados durante a resenha) Alguns pré‐requisitos para a escrita de uma resenha: 9 O conhecimento completo da obra, não deve se limitar à leitura do índice, prefácio e de um ou outro capítulo. 9 Competência na matéria exposta no livro, bem como a respeito do método
empregado pelo autor.
9 Capacidade de juízo crítico para distinguir claramente o essencial do
supérfluo.
9 Independência de juízo; o que importa não é saber se as conclusões do autor
coincidem com as nossas opiniões, mas se foram deduzidas corretamente.
9 Correção e urbanidade; respeitando sempre a pessoa do autor e suas in‐
tenções.
9 Fidelidade ao pensamento do autor, não falsificando suas opiniões, mas
assimilando com exatidão suas idéias, para examinar cuidadosamente e com acerto sua posição. Evidentemente, uma resenha crítica bem feita pode converter‐se num pequeno artigo científico e até mesmo num trabalho monográfico, podendo ser publicada em revistas especializadas.
A resenha crítica compreende uma abordagem objetiva (onde se descreve o assunto ou algo que foi observado, sem emitir juízo de valor) e uma abordagem subjetiva (apreciação crítica onde se evidenciam os juízos de valor de quem está elaborando a resenha crítica). O cientista formado tem uma capacidade de juízo crítico mais desenvolvida, devido ao acumulo de informações e experiência adqui‐ rida. O estudante esforça‐se para o exercício de compreensão e crítica inicial.
Na introdução o acadêmico deve apresentar o assunto de forma genérica até chegar ao foco de interesse, ou ao ponto de vista o qual será focalizado. Uma vez apresentado o foco de interesse, o acadêmico procura mostrar a importância do mesmo, a fim de despertar o interesse do leitor. Por último, deixa‐se claro, o caminho /método que orienta o trabalho.
A descrição do assunto do livro, texto, artigo ou ensaio compreende a apresentação das idéias principais e das secundárias que sustentam o pensamento do autor. Para facilitar a descrição do assunto sugere‐se a construção dos argumentos por progressão, que consiste no relacionamento dos diferentes elementos, mas encadeados em seqüência lógica, de modo a haver sempre uma relação evidente entre um elemento e o seu antecedente.
A apreciação crítica deve ser feita em termos de concordância ou discordância, levando em consideração a validade ou a aplicabilidade do que foi exposto pelo autor. Para fundamentar a apreciação crítica, deve‐se levar em conta a opinião de autores da comunidade científica, experiência profissional, a visão de mundo e a noção histórica do país.
Nas considerações finais, devem‐se apresentar as principais reflexões e constatações decorrentes do desenvolvimento do trabalho. As referências bibliográficas seguem a NBR‐6023 de 2000 da ABNT sobre referências bibliográficas.
A partir de uma solicitação do Departamento de Educação Básica do Minis‐ tério de Educação de Portugal, neste livro os autores, renomados professores‐pesqui‐ sadores, propõem reflexões para mudanças curriculares para a Matemática no referido nível educativo. Na perspectiva de que todas as pessoas devem tornar‐se matematicamente competentes e ao assumirem a Matemática e sua problemática como um “assunto de todos” os autores acreditam, muito pertinentemente, que a leitura do livro também seja útil a qualquer professor ou formador, aos pais, aos pesquisadores e demais interessados no processo ensino‐aprendizagem.
Vista como o elo entre a teoria e a prática, a pesquisa é muito percebida e evidenciada na obra, na medida em que os autores além de considerarem as tendências curriculares atuais e os resultados – nacionais e internacionais ‐ recentes da investigação em Educação Matemática, demonstram constante preocupação em proporcionar aos professores mais um instrumento para o seu fazer pedagógico.
A obra, de linguagem acessível e leitura muito agradável, está estruturada em quatro capítulos, além da bibliografia. No primeiro, os autores fazem uma apresentação e justificativa para o livro e, no segundo, reacionam sobre o que significa aprender matemática atualmente, apresentam onze idéias fundamentais para a aprendizagem e que são consideradas por eles relevantes no processo de desenvolvimento das competências matemática e, ao final do capítulo, inserem o professor e a sua responsabilidade para a transformação da sala de aula em um ambiente de aprendizagem que favoreça o progresso e o desenvolvimento das competências matemáticas em todos os alunos. Ao afirmarem (p.31) que “o conhecimento de termos e regras não pode ser identificado com a competência matemática, mesmo a um nível elementar, e que esse conhecimento, embora seja parte integrante e um produto inevitável de uma aprendizagem significativa da Matemática ao longo de vários anos, apenas se torna relevante quando está integrado a um conjunto mais amplo de capacidades e atitudes”, no terceiro capítulo os autores apresentam capacidades e atitudes, bem como discutem o seu significado para a Educação Básica. No capítulo 4 são apresentados os grandes e importantes temas matemáticos ‐ números e cálculo; geometria; estatística e probabilidades; álgebra e funções – seguidos de discussões e orientações didáticas que exemplificam e justificam os pressupostos teórico‐filosóficos dos autores para um currículo atento ao desenvolvimento das competências matemáticas.
Concluindo gostaria de ressaltar que apesar de nossas diferentes realidades Ministério da Educação Departamento da Educação Básica A MATEMÁTICA na Educação Básica
ABRANTES, Paulo; SERRAZINA, Lurdes e OLIVEIRA, Isolina. A Matemática na Educação Básica. Lisboa: MEC/Departamento da Educação Básica, 1999. 130p. Coleção Reflexão Participada. ISBN 972‐742‐123‐7
Exemplo de uma resenha elaborada por Marcelo Almeida Bairral
educacionais, as idéias e contribuições desta obra, também para o contexto educa‐ cional brasileiro, sem dúvida muito contribuirão, como os próprios autores enfati‐ zam, para que a Educação Matemática favoreça, “de um modo significativo e insubstituível, a ajudar aos alunos a tornarem‐se indivíduos competentes, críticos e confiantes nos aspectos essenciais em que a sua vida se relaciona com a matemática”. Nesta busca e desafio, destacam Abrantes, Serrazina e Oliveira, compete também “às escolas e aos professores a responsabilidade de tomarem as decisões mais adequadas na gestão do currículo”. Na página seguinte o leitor interessado poderá acessar ao livro, bem como a outras publicações disponibilizadas pelo Departamento de Educação Básica do Ministério de Educação de Portugal: http://www.deb.min‐edu.pt/NewForum/publicacoes.htm TEXTO COMPLEMENTAR: O PROBLEMA DA QUADRATURA DO CÍRCULO12 Por CARLOS SÁ
O problema da quadratura do círculo consiste em, dado um círculo, construir um quadrado que tenha a mesma área.
Julga‐se que o problema é muito antigo: o Papiro Rhind (também conhecido como Papiro de Ahmes), dos começos do milênio II a.C., tem um enunciado que muitos historiadores interpretam como uma proposta de solução do problema da quadratura do círculo: dado um círculo, considera‐se o seu diâmetro; divide‐se o diâmetro em 9 partes iguais; tomam‐se 8 delas; e, finalmente, constrói‐se um qua‐ drado cujo lado são essas oito nonas partes do diâmetro. Esta não é uma solução exata do problema; é uma solução aproximada, que pode servir muito bem para uma questão de natureza agrícola (por exemplo, para construir uma área quadrada que leve tanto cereal como uma dada área circular), mas que dificilmente satisfará um ourives (que queira fazer, por exemplo, duas bandejas de ouro equivalentes, uma quadrada e uma circular...).
Interpretando este documento à luz dos conhecimentos de hoje, pode dizer‐se que os antigos egípcios usavam 256/81 como valor de pi , ou seja, um valor ligeira‐ mente superior a 3,16. Mas nada permite supor que já naquela época se pensasse
num valor de pi , isto é, num fator pelo qual se devesse multiplicar o quadrado do raio para obter automaticamente o valor da área.
Continuando a cometer este abuso histórico de considerar os valores de pi de várias civilizações antigas, é de realçar que os hebreus e os mesopotâmicos pensavam aparentemente mais no perímetro da circunferência do que na área do
12 Fichário da Associação Portuguesa de Matemática, obtido em http://www.apm.pt, acesso em 07/05/ 2007.
círculo; aproximando a circunferência por um hexágono regular nela inscrito (cujo lado é igual ao raio), tem‐se que o sêxtuplo do raio (ou o triplo do diâmetro) é uma aproximação do perímetro, claramente por defeito, mas suficiente para muitas aplicações práticas.
Há duas passagens da Bíblia em que se faz referência a um grande recipiente para água, feito de metal fundido, que existia no Templo de Salomão, em Jerusalém, tendo 10 côvados de diâmetro e 30 côvados de perímetro; por esta razão (e por se pressupor que o recipiente tinha base circular) se diz que 3 é o valor bíblico de pi . Quando se decifrou a escrita da Mesopotâmia, no século XX, encontraram‐se placas de barro com indicações semelhantes e concluiu‐se, um tanto apressadamente, que os mesopotâmios usavam também o valor bíblico de pi ; mais tarde, porém, encon‐ traram‐se outras placas babilônicas contendo melhores aproximações para o perime‐ tro da circunferência e para a área do círculo. Alguns séculos mais tarde, a questão interessou os geômetras da Grécia antiga. Os gregos distinguiam entre soluções exatas e soluções aproximadas de problemas. Independentemente da forma que os agricultores, os ourives, ou outros profissionais tivessem para resolver os problemas práticos com que se deparavam, os geômetras queriam saber como passar dum círculo a um quadrado exatamente com a mesma área.
Esta palavra área presta‐se a equívocos que podem falsear a questão histórica. Dadas uma certa unidade de área (que é arbitrária ‐ por exemplo: um metro quadrado, ou um hectare, ou ...) e uma certa figura plana, nós estamos habituados a associar à figura um número real não negativo, que mede a sua área; por exemplo, dado um círculo com 5 polegadas de raio, dizemos que a sua área vale pi vezes 25 (polegadas quadradas).
Ora, os geômetras gregos não pensavam desta forma; viam no círculo uma certa grandeza (que é uma entidade geométrica, e não medida por um número) e tenta‐ vam construir um quadrado equivalente. (Tentavam construí‐lo geometricamente, e não numericamente).
Embora nunca definissem explicitamente o que entendiam por grandeza (ou por grandezas equivalentes ), formularam alguns axiomas que indicam que apenas esperavam que essa noção se regesse por leis muito sensatas (por exemplo, espera‐se que duas figuras que coincidam tenham a mesma grandeza, assim como, se juntar‐ mos a mesma grandeza a duas grandezas iguais, se espera que obtenhamos gran‐ dezas iguais).
Uma vez aceite este conceito de grandeza, o procedimento grego relativamente à quadratura do círculo pode formular‐se assim: dado um círculo, os geômetras gregos queriam dar‐lhe uma nova forma (queriam transformar uma figura redonda numa quadrada), mantendo‐lhe a grandeza.
Uma observação de passagem: este programa de trabalho é exatamente o oposto do que levava esses geômetras a estudar figuras semelhantes (que são as que têm a mesma forma, mas não necessariamente a mesma grandeza; por exemplo, dois triângulos semelhantes mas não congruentes têm a mesma forma mas têm grandezas
diferentes).
O primeiro nome dum grego associado à questão da quadratura do círculo é o de Hipócrates de Quios, no século V a.C. (não confundir com o médico Hipócrates de Cós, no século seguinte, que deu o nome ao juramento de Hipócrates ).
O trabalho de Hipócrates de Quios é historicamente interessante, porque é o primeiro que se conhece que se insere numa tradição que procura soluções exatas e com uma restrição adicional importantíssima: para além do material de escrita ‐ geralmente um papiro ou uma pele de animal curtida para o efeito (o pergaminho) e uma pena com tinta, ou então uma porção (mais ou menos plana) de chão arenoso e uma vara – só é permitido usar régua (não graduada) e compasso! Outra restrição não menos importante era: só é permitido usar régua e compasso um número finito de vezes! Hipócrates não foi bem sucedido. Mas, na procura de uma maneira de resolver o problema, fez algumas descobertas interessantes. Por exemplo, conseguiu quadrar das figuras a que se chama lúnulas (uma lúnula é uma porção de plano delimitada por dois arcos de circunferência com a concavidade para o mesmo lado; a forma duma lúnula depende das amplitudes dos dois arcos de circunferência que a delimi‐ tam; Hipócrates quadrou algumas delas e mostrou que quadrar outras é equivalente a quadrar o círculo). Aliás, com restrições assim tão drásticas, ninguém conseguiu resolver o proble‐ ma da quadratura do círculo, nem Hipócrates nem nenhum dos outros matemáticos (e foram imensos...) que tentaram durante séculos. As tentativas sérias só terminaram no século XIX, quando os algebristas conseguiram demonstrar que é impossívelresolver o problema da quadratura do círculo usando régua e compasso um número finito de vezes.
Mas nem todos os geômetras gregos quiseram submeter‐se a tais regras. E foram sendo concebidos outros instrumentos (em particular foram sendo inventadas certas curvas, que podem considerar‐se instrumentos matemáticos, embora apenas ideais por só existirem na mente humana) adequados à resolução do problema. No século IV a.C., Dinóstrato de Atenas conseguiu quadrar o círculo com o auxílio de três instrumentos: régua, compasso e uma certa curva (que, por essa razão, ganhou o nome de quadratriz). No século III a.C., Arquimedes de Siracusa fez algo de seme‐ lhante: demonstrou que com régua, compasso e uma outra curva (chamada espiral) também é possível quadrar o círculo. A quadratriz de Dinóstrato por vezes também é chamada curva de Hípias (este foi um matemático anterior a Dinóstrato, que usou a curva para trissectar o ângulo; por esta razão, a curva também tem o nome de trissectriz). Pode ser vista no site http://turnbull.dcs.st‐and.ac.uk/~history/Curves/Quadratrix.html A espiral de Arquimedes pode ser vista no site http://turnbull.dcs.st‐and.ac.uk/~history/Curves/Spiral.html
É também a Arquimedes que se deve um teorema muito importante ligado à questão da quadratura do círculo: todo o círculo equivale (em grandeza) a um triângulo cuja base é igual ao perímetro da circunferência do círculo e cuja altura é igual ao raio do círculo.
Este teorema permite passar dum círculo a um triângulo com a mesma área; passar dum triângulo a um quadrado com a mesma área não é difícil (os gregos sabiam fazer isso); logo, pode passar‐se do círculo ao quadrado.
É claro que, de certa forma, este teorema não é grande ajuda: como é que se constrói a base do tal triângulo? Ou seja, dada uma circunferência, como é que se constrói um segmento de reta igual ao seu perímetro? Este problema chama‐se retificação da circunferência. O que o Teorema de Arquimedes significa é que quem souber resolver um destes dois problemas (quadratura do círculo ou retificação da circunferência) também saberá resolver o outro.
Há outro aspecto do teorema de Arquimedes que é de grande importância teórica; para o explicar será melhor adotar um ponto de vista mais moderno. Pode talvez achar relativamente evidente que as áreas dos círculos sejam proporcionais às áreas dos quadrados cujos lados são os raios (como diz a fórmula conhecida: área do círculo = pi vezes quadrado do raio) e também que os perímetros das circunferências sejam proporcionais aos comprimentos dos diâmetros (como diz a fórmula: perímetro da circunferência = 2 vezes pi vezes raio). Mas quem nos garante que as constantes de proporcionalidade são a mesma?
Ora, o teorema de Arquimedes garante isso: se chamarmos pi à constante de proporcionalidade relativa aos perímetros, então o perímetro duma circunferência de raio R será 2 vezes pi vezes R e, por este teorema, a área do círculo será a área do triângulo da base 2 vezes pi vezes R e altura R, que vale pi vezes o quadrado de R . A constante de proporcionalidade relativa às áreas é pois o mesmo pi .
Convém ainda referir que não foi só na Antiguidade e no século XIX que se descobriram resultados interessantes relativos à quadratura do círculo.
Também no Renascimento, por exemplo, se investigou a questão. No número 66, de Janeiro /Fevereiro de 2002, da revista Educação Matemática, da Associação de Professores de Matemática, pode ler‐se um artigo da autoria de Luís Reis sobre este assunto, intitulado O Segredo de Leonardo . Aí se explica como a obra O Homem de Vitrúvio de Leonardo da Vinci (um dos maiores artistas de sempre) poderá com‐ ter a idéia que permite obter uma solução aproximada da quadratura do círculo por meio duma seqüência infinita de construções que usam apenas uma régua e um compasso.
Uma última questão pode ainda ser pertinente: porquê esta idéia de mudar a forma das figuras mantendo‐lhes as grandezas? Em particular, porquê transformar figuras em quadrados? A resposta poderá ser mais uma tarefa para antropólogos do que para matemáticos ou para historiadores.
Mas há aspectos da questão que a matemática pode ajudar a compreender. Imaginemos duas figuras bem irregulares, de tal modo que não se perceba imedia‐ tamente se são ou não iguais e, no caso de serem diferentes, qual delas é maior. Se as
transformarmos em quadrados, a comparação das figuras torna‐se muito mais fácil: é maior a que corresponde ao quadrado com maior lado. A figura quadrada parece ser, de algum modo, privilegiada pelo gênero humano...
Nesta hipótese, o teorema de Pitágoras (que, à primeira vista, parece tão estra‐ nho... porque é que alguém havia de se lembrar de somar dois quadrados e obter outro quadrado?!) ganha uma razão de ser inteiramente nova: permite‐nos adicionar ou subtrair as duas figuras e, ainda por cima, a soma e a diferença vêm já no formato normalizado , isto é, no formato quadrado!
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“Os poderes miraculosos dos cálculos modernos se devem a três invenções: a notação arábica, as frações decimais e os logartimos”. Florian Cajori “Os sinais + e ‐ modificam a quantidade diante da qual são colocados como o adjetivo modifica o substantivo”. Cauchy “Os números são as regras dos seres e a Matemática é o Regulamento do Mun‐ do”. F. Gomes Teixeira “Zero, esse nada que é tudo”. Laisant
CAPÍTULO 8
FICHAMENTOS
8.1
O
QUE ÉF
ICHAMENTO?
Fichamento é um recurso de memória imprescindível, sobretudo na elaboração de projetos de monografias. É usado também em seminários e aulas expositivas. Para monografia, usa‐se o fichamento após a leitura reflexiva e crítica de um texto, respon‐dendo os itens abaixo e anotando, em cada informação, a página do documento lido e o nome do autor.Em outras palavras, fichamento consiste em armazenar em fichas informações relevantes para a pesquisa. Ao conjunto de fichas denominamos arquivo.
Este trabalho pressupõe a anotação. Anotação é um procedimento de seleção de dados para futura utilização. Uma das características marcantes de uma anotação adequada é permitirem a redação. Deste modo, elas não podem ser sintéticas demais, a ponto de serem incompreensíveis. Muitas vezes queremos reduzir a informação e usamos códigos que não são lembrados posteriormente, inviabilizando a escritura a partir deles. As fichas compreendem: cabeçalho, corpo da ficha e referência bibliográfica. O cabeçalho engloba título genérico ou específico e letra indicativa da seqüência das