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BÖLÜM: DURUM ANALİZİ

Belgede T. C. ÇATALCA KAYMAKAMLIĞI (sayfa 8-22)

No sétimo encontro, ocorrido no dia 18/05/2015, utilizamos duas aulas de 50 minutos cada. Na ocasião, distribuímos para os alunos-participantes o artigo de opinião de nº 5 (Anexo 05) da coletânea que compõe esta pesquisa, cujo título é: “Maioridade penal e discernimento”, de autoria de Rogério Gandra Martins, publicado no jornal Folha de São

Paulo.

Com a leitura deste artigo de opinião, pretendíamos, de acordo com a concepção de gênero de Bakhtin (1989), desenvolver nos alunos-participantes a habilidade de identificação do estilo do articulista neste gênero do discurso.

Para isso, anexamos à folha contendo o artigo de opinião lido neste encontro, algumas questões-guia, objetivando levar os alunos-participantes a identificarem os seguintes aspectos acerca da atuação do articulista: se ele fez alguma implicação emocional na abordagem do tema, ou seja, se deixou transparecer, pela linguagem empregada, seu estado de espírito; se empregou, intencionalmente, termos desencadeadores de efeitos de sentido, ou seja, com tom de denúncia, ironia, inconformismo, insatisfação, dentre outros, e quais seriam; se o articulista usou expressões que estimulam a ativação dos conhecimentos prévios do interlocutor; se articulista empregou expressões que deixaram pistas sobre qual era a sua área de atuação profissional. As perguntas apresentadas a seguir foram respondidas depois da leitura do artigo de opinião.

Sobre como identificar, no artigo de opinião em foco, o emprego de expressões reveladoras do estado emocional do articulista frente ao tema abordado, elaboramos a seguinte questão: O articulista usou expressões que revelam seu estado d‟alma, ou sentimentos, ao tratar do tema? Quais seriam estes sentimentos? Que trechos do texto evidenciam isso?

Visando facilitar a compreensão deste aspecto estilístico do gênero artigo de opinião e, proporcionar aos alunos-participantes orientações para ajudá-los a responder a essa pergunta, explicamos-lhes brevemente o tema, com base em Coimbra e Chaves (2012).

Respondendo à pergunta supracitada, os alunos-participantes identificaram um trecho no texto que evidencia, pela escolha lexical do articulista, que ele sentia-se indignado ao tratar do tema redução da maioridade penal. O trecho é o seguinte: “É uma esquizofrenia tratar o menor como capaz de entender um contrato, mas incapaz de“discernir plenamente” um homicídio”. O termo que evidencia a expressão desse sentimento é “esquizofrenia”.

Para colaborar na formação da habilidade de identificação do uso de termos capazes de provocar certos efeitos de sentido, produzimos a seguinte pergunta: O articulista empregou expressões com intenção de provocar algum efeito de sentido? Qual efeito de sentido foi pretendido?

Para colaborar com os alunos-participantes na produção da resposta a essa pergunta, tecemos alguns comentários sobre a categoria efeito de sentido, baseando-nos em Coimbra e Chaves (2012). Respondendo à pergunta feita, os alunos-participantes reconheceram que o articulista utilizou-se do referido artifício estilístico no trecho: “Se adotada a medida, as técnicas do crime organizado de usar a infantaria dos “menores inimputáveis” na primeira

linha do front de guerra, a fim de que os “de maior” sejam poupados para operações de

grande vulto, seriam razoavelmente diminuídas”. O efeito de sentido percebido pelos alunos-

participantes foi o da ironia.

A identificação de expressões denotadoras da ativação dos conhecimentos prévios do leitor-interlocutor foi orientada a partir do seguinte questionamento: O articulista empregou expressões que agucem a ativação dos conhecimentos prévios do leitor-interlocutor? Quais são elas?

Antes de os alunos-participantes responderem a essas perguntas, fizemos um breve comentário sobre a importância do conhecimento prévio para compreensão textual, tomando como base as contribuições de Koch e Travaglia (2014). Logo após as explanações, os alunos-participantes responderam que o articulista empregou, num trecho do artigo lido, uma expressão capaz de ativar o conhecimento prévio do leitor-interlocutor e, para confirmarem essa afirmação, citaram a seguinte parte do texto: “Não podemos ser ingênuos a ponto de imaginar que um menor que pratica um ilícito não sabe de todo o aparato de benesses que o espera. No máximo uma condução a um estabelecimento especial, com a aplicação de uma medida socioeducativa, prazo de permanência ínfimo, bem como um período de prescrição

da conduta mínimo”.

A justificativa para confirmarem o uso desse recurso estilístico neste trecho foi o emprego da primeira pessoa do plural, ou do plural de modéstia. Usando desse expediente linguístico, o articulista, além de envolver o leitor-interlocutor na discussão, pressupõe que o mesmo tenha conhecimento sobre o tema tratado e, ao mesmo tempo, procura influenciá-lo a tornar-se seu cúmplice em relação ao posicionamento defendido.

Sobre a identificação da área de atuação profissional do articulista, a partir da linguagem empregada no artigo de opinião, lançamos a seguinte pergunta: É possível a

percepção da área profissional à qual o articulista pertence, pela leitura do artigo de opinião produzido por ele? A que área profissional o autor deste artigo de opinião se filia?

Os alunos-participantes não apresentaram nenhuma dificuldade para responderem ao questionamento feito, pois o artigo lido está repleto de termos que denunciam que o articulista pertencente à área jurídica. Trata-se, dessa forma, de alguém que exerce alguma das funções ligadas ao campo do Direito, como advogado, juiz, delegado de polícia, promotor de justiça, dentre outras. Há no texto o uso do “juridiquês” - jargão ou conjunto de termos próprios do campo jurídico.

Os alunos-participantes, durante a leitura deste artigo de opinião, disseram não conhecer muitas expressões usadas pelo articulista. Foram apontadas, pelos alunos- participantes, como expressões denunciadoras da área de atuação do articulista, as seguintes: “CódigoCivil de 2002”; “inimputabilidade”; “Direito”; “perpetradas”; “legislação penal”.

De fato, constituem termos técnicos do campo semântico do mundo jurídico. Diante disso, orientamos que tentassem descobrir seus sentidos pelo contexto dos enunciados em que se encontravam e, também, que os destacassem no texto. Após a leitura, aproveitamos que possuímos formação em Direito para explicar o sentido das expressões que os alunos- participantes disseram não entender.

Esse módulo, apesar de ter sido um dos que mais exigiu dos alunos-participantes concentração e que a leitura do artigo escolhido fosse repetida algumas vezes, devido à complexidade do texto, foi, sem dúvida nenhuma, um dos momentos mais marcantes da sequência didática. A razão disso se deve ao fato de a maioria dos alunos-participantes terem se sentido desafiados a construir a compreensão e a expor as impressões sobre a leitura do artigo de opinião escrito por um especialista em direito para identificação de aspectos ligados ao estilo, ou seja, as habilidades que prevemos desenvolver nos alunos participantes demandavam muito esforço tanto da nossa parte, orientando-os quanto da deles aplicando as orientações. Foi o que, de fato, ocorreu, pois eles, ao final, conseguiram responder as perguntas a contento.

Belgede T. C. ÇATALCA KAYMAKAMLIĞI (sayfa 8-22)

Benzer Belgeler