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STATÜ KAVRAMI VE KAPSAM

IV. BÖLÜM ÖNERİLER

O desempenho econômico do sistema de destoca envolve o cálculo dos custos operacionais que foram estimados pela metodologia proposta pela FAO (FERNANDES et al., 2013; MACHADO; MALINOVSKI, 1988; SESSIONS, 1987), onde são subdivididos em: custo do equipamento (custos fixos e variáveis), custos de pessoal (mão de obra) e custos de administração.

3.5.1 Custos fixos

Os custos fixos independem do uso da máquina, englobando a depreciação, juros, seguro e taxas.

Para o cálculo do custo fixo utilizou-se a metodologia da American Society of Agricultural Engineering - ASAE (1998), em que para o cálculo são necessários o preço inicial, valor final e a vida útil do equipamento, taxa de juros, alojamento, seguro e taxas, equação 8.

�� =Vi x [ − Vf + ( + ��) x i + AST]��ℎ

���

(8)

Em que:

CF = Custo fixo anual, em R$ h-1;

Vi = Valor inicial do sistema mecanizado, em R$; Vf = Valor final do sistema mecanizado, em decimal; i = taxa de juros, em decimal;

AST = alojamento, seguros e taxas, em decimal; Vuh = Vida útil dos equipamentos, em horas (h); Vua = Vida útil dos equipamentos, em anos.

3.5.2 Custos variáveis

Os custos variáveis oscilam de acordo com a produção e refletem os gastos com combustível, lubrificantes, reparos e manutenção, equação 9.

CV = CCi + Crm (9)

Em que:

CV = Custo variável anual, em R$ h-1;

CCi = Custos do insumo (combustível ou lubrificante), em R$ h-1;

Crm = Custo com reparo e manutenção, em R$ h-1.

Os custos com insumos, como combustível e lubrificantes, variam de acordo com a potência do motor, tipo do combustível ou lubrificante, local de trabalho, habilidade do operador, regulagem da máquina, preço do litro, entre outros, equação 10.

Os consumos médios, de combustível e lubrificantes, foram obtidos diretamente por meio dos registros da empresa referente ao ensaio realizado.

CCi = Ci x Pi (10)

Em que:

CCi = Custos do insumo (combustível ou lubrificante), em R$ h-1;

Ci = Consumo do insumo, em L h-1;

Pi = Preço do litro do insumo, em R$ L-1.

Os custos com reparos e manutenção são essenciais para garantir o desempenho e confiabilidade de um equipamento, envolvendo os gastos referentes as peças e mão de obra para reparo do equipamento. A ASAE (1998) propõe uma porcentagem em relação ao valor inicial que o equipamento vai despender ao longo da vida útil, equação 11.

Em que:

Vi = Valor inicial do equipamento, em R$;

Frm = Fator de reparos e manutenção, em decimal; Vuh = Vida útil estimada do equipamento, em horas (h).

Para o equipamento escavadora hidráulica adotou-se um fator de reparos e manutenção de 0,50, para o caminhão basculante 0,30 e para o picador 0,70. Estes valores foram baseados em operações similares utilizadas pela empresa.

3.5.3 Custos com mão de obra

Os custos com mão de obra são formados pelos custos diretos e indiretos com o operador da máquina, representado pela equação 12.

CMO = 12 x Sm (1 + e) / Hef (12)

Em que:

CMO = Custo com mão de obra, em R$ h-1;

Sm = Salário mensal, em R$ mês-1;

e = Fator de encargos sociais (80%);

Hef = Horas efetivas de uso anual, em horas (h).

3.5.4 Custos de Administração

Os custos com administração são custos indiretos relacionados com a administração do trabalho como, por exemplo, equipe para supervisionar a operação, saúde e segurança do trabalho, entre outros, equação 13.

CAD = CMO x K (13)

Em que:

CAD = Custo com administração, em R$ h-1;

3.5.5 Custo Total

O custo total obtido é o somatório dos custos de equipamento (fixos e variáveis), pessoal (mão de obra) e de administração em horas efetivas, obtidas pela equação 14.

CT = CF + CV + CMO + CAD (14)

Em que:

CT = Custo Total, em R$ h-1.

3.5.6 Custo de Operação ou Produção

A Tabela 4 apresenta um resumo geral dos valores considerados para cada equipamento em cada operação. Estes valores foram baseados em informações de mercado sobre os equipamentos, preços de insumos praticados na região e informações da empresa. Todas essas informações foram utilizadas nas equações citadas anteriormente para cálculo dos custos fixos, variáveis, mão de obra e administração, que posteriormente geram o custo total.

Tabela 4 – Resumo geral dos valores considerados para cada operação

Valores considerados para as operações

Item Unidade

Destoca Baldeio Processamento

Escavadora +

stump shear garra florestal Escavadora + basculante Caminhão garra florestal Escavadora + Picador

Valor Inicial R$ 950.000 840.000 100.000 840.000 2.300.000

Valor Residual % 20 20 10 20 20

Vida Útil Equipamento h 25.000 25.000 25.000 25.000 25.000

Fator de Repar. e Manut. % 50 50 30 50 70

Preço combustível R$ L-1 2,52 2,52 2,52 2,52 2,52

Consumo combustível L h-1 28,0 20,0 4,5 20,0 62,9

Preço lubrificantes R$ L-1 15,00 15,00 7,00 15,00 15,00

Consumo lubrificantes L h-1 0,56 0,24 0,23 0,24 0,23

Taxa de juros % 10 10 10 10 10

Seg., Licença e Taxas % 5 5 5 5 5

Salário Operador R$ mês1 - 2.600 2.600 2.600 2.600 2.600

Nº de operadores/turno # 1,2 1,2 1,2 1,2 1,2

Encargos Sociais % 80 80 80 80 80

O custo de operação ou produção é obtido pela divisão dos custos totais (R$

h-1) pela capacidade de campo ou produção operacional (CCO, em ha h-1 ou t h-1),

equação 15:

CO = CT / CCO (15)

Em que:

CO = Custo operacional, ou produção, em R$ ha-1 ou em R$ t-1;

CT = Custo total, em R$ h-1;

CCO = Capacidade de campo, ou produção, operacional, em ha h-1 ou em t h-1.

3.5.7 Análise de viabilidade econômica

Para analisar a viabilidade econômica do projeto foram utilizados os seguintes parâmetros: Valor Presente Líquido (VPL), Payback (ou tempo de recuperação do capital investido) e Taxa Interna de Retorno (TIR).

O Valor Presente Líquido (VPL) representa a diferença positiva entre receitas e custos, atualizado de acordo com determinada taxa de desconto. O projeto será economicamente viável quando o VPL for maior do que zero, equação 16.

VPL = - C0 + ∑�í=1 1+��� (16)

Em que:

VPL = Valor Presente Líquido, em R$;

C0 = Fluxo de caixa no período 0, em R$;

Ci = Fluxo de caixa no período i, em R$; i = período, em anos;

r = taxa de desconto, em decimal.

O Payback indica o tempo necessário para que se iguale o valor inicial do investimento com o lucro líquido acumulado. O Payback deve ser positivo para o projeto ser viável e quanto menor o seu número, mais rápido o retorno é praticado.

A Taxa Interna de Retorno (TIR) é a taxa aplicada a um fluxo de caixa para trazer os valores das despesas em valor presente. O projeto será economicamente

atrativo quando a TIR for maior do que a Taxa Mínima de Atratividade (TMA). Neste trabalho adotado como 10,20%, equação 17.

VPL = 0 = Invest. Inicial + ∑ ��

1+����

�=1 (17)

Em que:

TIR = Taxa Interna de Retorno, em decimal ou porcentagem.

Benzer Belgeler