1.2. Azeri Kamançası’nın Organolojisi
1.2.2. Azeri Kamançası’nın Yapısal Özellikleri
O número de matrículas no Ensino Superior nas últimas décadas, como nos mostra a Tabela 3, cresceu não apenas em números absolutos, mas também relativos à população.
Tabela 3: Crescimento populacional e freqüência ao Ensino Superior em alguns anos. Ano População Estimada Crescimento da população com base em 1968 Número de matrículas Crescimento da matrícula com base em 1968 Porcentagem da população matriculada 1968 89.376.000 100 278.295 100 0,31% 1978 116.393.100 130 1.225.557 440 1,05% 1988 144.427.600 162 1.503.555 540 1,04% 1998 158.232.252 177 2.125.958 764 1,34% 2001 169.369.557 189 3.030.754 1089 1,79%
Fonte: MEC/INEP, Evolução do Ensino Superior 1980-1998; IBGE, Anuário Estatístico do Brasil 1968/1978/1989; Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar, 1998/2001.
Esse crescimento só foi possível devido ao crescimento do nível médio, como observável na Tabela 1. Em ambos os casos, houve uma maior parcela da população atendida. Desta forma, confirma-se o que Beisiegel (1986) já havia constatado como um fenômeno nacional: o deslocamento das aspirações sociais para os níveis mais elevados de ensino e a conseqüente democratização.
As universidades, as faculdades integradas e os centros universitários têm sido os principais responsáveis pelo crescimento da matrícula no período analisado. Isso pode ser observado na Tabela 4.
Tabela 4: Ensino Superior - evolução da matrícula em cursos de graduação presencial por organização acadêmica 1988/2001.
Ano Universidades Fac. Integradas e Centros Universitários Estabelecimentos Isolados Total 1988 770.240 201.744 531.571 1.503.555 2001 1.956.542 504.435 569.777 3.030.754 Cresc.(%) 154,0% 150,0% 7,2% 101,6%
Fonte: MEC/INEP, Evolução do Ensino Superior 1980-1998; MEC/INEP, Sinopse Estatística do Ensino Superior, 2001.
A distinção do número de matrícula entre faculdades integradas e centros universitários ainda não existia em 1988; mas na Sinopse Estatística do Ensino
Superior 2001, os centros universitários são responsáveis por 11,2% do total dos
estudantes, enquanto as faculdades integradas respondem por 5,48%.
Apesar do crescimento da matrícula em estabelecimentos públicos, a Tabela 5 indica que o particular ainda é o principal responsável pela expansão das vagas.
Tabela 5: Ensino Superior - evolução do número de vagas no vestibular em cursos presenciais de graduação por dependência administrativa 1988/2001.
Ano Federal Estadual Municipal Particular Total
1988 68.370 52.480 28.943 313.946 1.503.555
2001 123.531 101.805 31.162 1.151.994 3.030.754
Cresc. (%) 80,7% 93,9% 0,8% 266,9% 101,6%
Fonte: MEC/INEP, Evolução do Ensino Superior 1980-1998; MEC/INEP, Sinopse Estatística do Ensino Superior, 2001.
Na Tabela 6 fica claro que o setor privado expande-se principalmente através das universidades; as faculdades integradas, centros universitários e estabelecimentos isolados até se multiplicam, mas o grande contingente de matriculados está concentrado nas organizações mais complexas.
Tabela 6: Ensino superior privado por organização acadêmica, número de unidades e matrícula 1988/2001.
Ano Universidades Fac. Integradas e Centros Universitários
Estabelecimentos isolados
Unidades Matrículas Unidades Matrículas Unidades Matrículas
1988 31 318.812 66 200.779 541 398.613
2001 85 1.139.629 161 493.538 962 458.362
Fonte: MEC/INEP, Evolução do Ensino Superior 1980-1998; MEC/INEP, Sinopse Estatística do Ensino Superior 2001.
No inciso IV do Art. 53 da atual LDB, é regulamentada a autonomia que prevê o direito da universidade de “fixar o número de vagas de acordo com a capacidade institucional e as exigências de seu meio”. Com isto, a expansão de vagas num mesmo curso deixa de ser regulamentada por normas gerais da União ou do respectivo sistema de ensino, embora a criação de novos cursos ainda dependa de autorização externa quando assim regulamentado.
Para Schwartzman, isso se tornou um atrativo para as IES particulares:
Esta maior autonomia levou a um grande movimento das instituições isoladas do setor privado para conquistar o status universitário, pelo cumprimento dos requisitos mínimos definidos pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Hoje a grande maioria dos estudantes brasileiros está matriculada em algum tipo de universidade, mas a distinção entre instituições universitárias e não universitárias, como critério para identificar qualidade acadêmica e de formação profissional, continua fazendo pouco sentido e se tornou ainda mais difusa com a criação de novas categorias intermediárias, como “centros universitários” e “faculdades integradas”. (Schwartzman, 1999, p.3)
Assim, o decréscimo da matrícula em instituições isoladas e a quase estagnação nas faculdades integradas e centros universitários podem ser explicados pela criação das universidades particulares a partir da agregação destes dois tipos de estabelecimento.
A Tabela 7 retrata a evolução das universidades no período de 1988-2000. Há um grande incremento das instituições estaduais e particulares, enquanto as instituições federais têm um crescimento tímido.
Tabela 7: Ensino Superior – evolução do número de universidades por dependência administrativa 1988/2001.
Ano Federal Estadual Municipal Particular Total
1988 35 15 2 31 83
2000 39 30 2 85 156
Cresc. (%) 11,4% 100,0% 0,0% 174,2% 87,9%
Fonte: MEC/INEP, Evolução do Ensino Superior 1980-1998; MEC/INEP, Sinopse Estatística do Ensino Superior, 2001.
As instituições municipais são poucas e representam uma pequena parcela de matrículas. Suas características são analisadas por Carlos Benedito Martins:
Municípios que ainda não conseguiram oferecer, a contento, uma educação fundamental para a sua população, assim como outros serviços públicos elementares, embarcaram neste empreendimento academicamente incerto, porém rentável sob o ponto de vista da conquista ou da conservação do poder político. Diga-se de passagem que, apesar de ostentarem um estatuto de instituição pública, muitos desses estabelecimentos cobram mensalidades escolares e estão sob o controle de uma aliança de grupos político-partidários e empresários da educação. (Martins, 1993, p.56)
A criação de novas universidades estaduais está aliada à reformulação das Constituições Estaduais ocorrida após a promulgação da Carta Magna de 1988. Oliveira e Catani mostram que várias destas Constituições previam a abertura de cursos:
Sobre o Ensino Superior, fica clara a preocupação em expandir a rede pública, quer pelo desdobramento e ampliação de vagas em universidades já existentes, quer pela criação de novas. O que não fica claro é se os Estados avaliaram corretamente suas possibilidades de manter bom padrão de ensino, pesquisa e extensão criando novas universidades, provavelmente acima de suas condições financeiras. (Oliveira & Catani, 1993, p.121)
Apesar da abertura de novas universidades federais estar praticamente estagnada nessa década, houve uma ampliação das vagas, principalmente no período noturno, conforme indica a Tabela 8.
Tabela 8: Ensino Superior – matrícula do turno noturno, segundo natureza e dependência administrativa. Brasil 1991/ 2001.
Vagas Noturnas em 1991 Vagas Noturnas em 2001 Crescimento (%) Federal 50.196 123.603 146,2% Estadual 94.087 158.502 68,5% Municipal 66.805 60.010 -10,2% Privada 650.688 1.392.721 114,0% Total 861.776 1.734.936 101,3%
Fonte: MEC/INEP, Evolução do Ensino Superior 1980/1998; MEC/INEP, Sinopse Estatística do Ensino Superior, 2001.
Os cursos noturnos nas universidades federais, que em 1991 representavam apenas 15,7%, crescem para 24,6% do total das matrículas efetuadas. A expansão noturna, quando realizada em cursos existentes, pode representar economia de investimentos, uma vez que já há infra-estrutura (prédios, bibliotecas, laboratórios etc.) e quadro de professores, tendo-se apenas de realizar alguns ajustes nos regimes de trabalho, contratação de docentes e funcionários.
Apesar do crescimento geral do Ensino Superior no período analisado, Sampaio, Limongi e Torres, observando a presença do jovem de 18 a 24 anos neste nível, constatam que poucos chegam a se matricular, mas que muitos deles podem ou poderão se candidatar ao superior em breve:
Cabe destacar, porém, que outra parcela importante de jovens poderia vir a ingressar no Ensino Superior, constituindo a clientela potencial do Ensino Superior; essa importante parcela engloba os 2,5 milhões de jovens que concluíram o Ensino Médio (onze anos de estudo) e que não estão atualmente estudando e os 2,3 milhões de jovens que, na faixa de 18 a 24 anos, ainda estão cursando o Ensino Médio (oito a dez anos de estudo). (Sampaio, Limongi &Torres, 2000, p.15)
O Ensino Superior cresce principalmente através de universidades particulares e parece ser improvável que o setor público invista maciçamente na abertura de novas universidades ou cursos isolados; a expansão da oferta pública tende a se concentrar no período noturno de cursos já estruturados.