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AYRICALIKLI BİR TATİL İLE TANIŞIN

Belgede MUTLULUĞUN GELENEKSEL TARİFİ (sayfa 36-39)

Airton Mota Bastos Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará [email protected] Fábio Perdigão Vasconcelos Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará Luana Karla Bezerra Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará Francisco Leorne de Sousa Cavalcante Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará Renata do Nascimento Martins Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará

RESUMO

Fortaleza, metrópole cearense, a qual realizou no ano de 2006 o seu Plano de Gestão Integrada da Orla Marítima – PGI, encontra-se totalmente urbanizada, possui concentração populacional de 2.452.185 habitantes, com diferença acentuada para o segundo maior município, que é Caucaia, com 325.441 habitantes IBGE (2010). Para a vivência do cotidiano da área a ser estudada, bem como para a apreensão de forma complexa do espaço vivido pelas pessoas do lugar, a fim de observar elementos como o desenvolvimento socioeconômico local, a participação da comunidade, a gestão participativa ou integrada, utilizamos a Pesquisa Social, como uma das ferramentas de análise. Para a fundamentação teórica foram utilizados, dentre outros autores, Vasconcelos e Meireles (2009), para a fundamentação teórico-metodológica. Além dos preceitos da Gestão Integrada da Zona Costeira – GIZC UNESCO (2016) e os Manuais do Projeto Orla MMA (2006). Este trabalho fez uma análise do Plano de Gestão Integrada da Orla Marítima de Fortaleza a partir da Unidade da Sabiaguaba (o Parque Natural Municipal das Dunas de Sabiaguaba e a APA de Sabiaguaba) e seu entorno. Desta análise, as unidades geoambientais e os principais ecossistemas da área foram identificados, bem como suas potencialidades e fragilidades. Foram levantados os principais impactos ambientais ocorrentes na área e, por fim, propostas algumas medidas de gestão e manejo com vistas à conservação da natureza e dos recursos ambientais para o usufruto desta e das próximas gerações. Foram constatados alguns problemas como o acúmulo de lixo e esgoto a céu aberto em áreas de APP, mineração indiscriminada de areias do campo de dunas e construções irregulares. Assim sendo, percebeu-se que a legislação ambiental brasileira não é obedecida e a população local ainda não tem uma educação ambiental suficiente para continuar exigindo uma gestão participativa.

Palavras-chave: Gestão Costeira, Desenvolvimento Sustentável, Participação

Comunitária e Gestão Ambiental

Fortaleza, metrópole cearense, que se encontra totalmente urbanizada, possui concentração populacional de 2.452.185 habitantes, com diferença acentuada para o segundo maior município, que é Caucaia, com 325.441 habitantes IBGE (2010). A capital é fortemente marcada por processos de desenvolvimento desigual, diferenciação nas respostas às demandas, concentração de investimentos públicos em áreas de interesse do capital e produção de espaços periféricos, cada vez mais distantes do centro. A incorporação de novos espaços à malha urbana estende as dimensões da metrópole, produzindo vazios urbanos, áreas deprimidas e cria problemas de mobilidade da população. A metrópole consolida-se como núcleo receptor do turismo nacional, conta com razoável equipamento de meios de hospedagens, de restauração e espaços de lazer, concentrados em áreas turistificadas, em especial na orla leste. Esse crescimento expande-se em direção a leste, área ocupada por comunidades tradicionais de pescadores artesanais de baixo poder aquisitivo, com ocupações irregulares em dunas, margens dos rios e manguezais, que sofrem intensa pressão do mercado imobiliário crescente em sua direção, inclusive gerando risco de desacordo com a legislação ambiental que definem as áreas ambientalmente protegidas (Área de Preservação Permanente e Unidades de Conservação). A orla leste ocupada por famílias de trabalhadores passa por reestruturações, com remoção de parte da ocupação, para abertura de eixo viário com ampliação da Avenida Beira Mar. A alocação de empreendimentos turísticos na área, considerada de grande atrativo natural pela presença de Rio Cocó, manguezais e praias, cresce de modo acelerado.

Figura 1 – Localização do bairro Sabiaguaba no litoral de Fortaleza e suas limitações

(Fonte: Elaboração Dr.Fábio Perdigão Vasconcelos,2016)

A reprodução da metrópole se realiza enquanto explosão da cidade, como extensão do tecido urbano pela generalização da urbanização revelada enquanto prática na vida cotidiana. No contexto neoliberal, como política pública, é bastante contraditória, pois se diz liberal, mas, em relação às empresas, aplica medidas protecionistas,

produz a estrutura a elas necessária; por outro lado, mantém empresas estatais, privatiza alguns órgãos públicos e, em relação às questões sociais, posiciona-se como neoliberal, deixando os problemas sociais sob a tutela da sociedade, ou seja, é interventor ou liberal, de acordo com as conveniências da sua concepção política. Grande parte das mudanças, que ocorrem na orla da metrópole cearense, principalmente com relação à infraestrutura, deve-se aos novos padrões globais de competitividade das cidades e das empresas, sobretudo, dos serviços turísticos. O processo de transformação estabelece nova divisão espacial do trabalho com emergência de setores especializados, como bairros gastronômicos como o da Varjota e hoteleiros de padrão internacional na Beira Mar.

A exigência de novas atividades, que especializam, ao mesmo tempo, que privatizam espaços, intensifica o processo de urbanização da orla fortalezense. Estando o espaço privatizado, toda intervenção, mesmo por meio de políticas públicas, tende a passar pelo mercado, pois a propriedade privada é condição de existência para sociedades capitalistas. A partir daí eclodem conflitos de classes pelo uso e ocupação da terra e a contradição se instala, pois o Estado, enquanto mediador entre sociedade e mercado, prioriza o crescimento econômico de setores específicos, estratégicos para obtenção de lucro, o que acaba envolvendo estratagemas que vão para além da política e da ética. Estamos diante da produção do espaço pela sociedade, e que, sob a égide do Estado, esta produção ganha um caráter estratégico. O Estado regulador impõe as relações de produção enquanto modo de dominação do espaço, imbricando espaços dominados/dominantes para assegurar a reprodução da sociedade existente. Conflitos e contradições decorrentes do uso e ocupação da terra envolvem interesses tanto da sociedade civil, que materializa o direito à propriedade privada, quanto do Estado, no exercício do poder público de normatização do espaço. Mas a contradição entre a produção e reprodução social do espaço e a apropriação privada está no entendimento do espaço como mercadoria por parte de uma sociedade fundada na troca. Deste modo, a base física na qual se desdobram as relações sociais, tida como condição material inexorável ao desenvolvimento das atividades humanas, toma cada vez mais a forma de mercadoria, sofrendo interferências, readaptando usos e funções, para servir às necessidades da acumulação. Nesse contexto, a orla fortalezense, transformada para atender ao mercado, entra no circuito da troca e atrai investimentos que se espraiam pelo espaço, criando novas atividades produtivas, que entram em contradição com as que eram exercidas pelas comunidades tradicionais dos lugares cooptados.

As empresas capitalistas (notadamente da indústria e do turismo) avançam pela periferia da metrópole, com infraestrutura e urbanização necessárias, sem serviços básicos e infraestrutura para a população, que continua carente em quantidade e em qualidade de atendimento cotidiano das necessidades básicas. A produção do espaço, no contexto do turismo de sol e praia, realiza-se, pela apropriação privada do solo vendido em lotes, onde a segmentação espacial favorece a negociação comercial da orla e a consequente desagregação das relações de vizinhança. Assim, as possibilidades de ocupação se redefinem opondo, paradoxalmente, a carência de terra para uns e a aquisição abundante via mercado imobiliário para outros. O processo de reprodução do espaço na metrópole apresenta como tendência a destruição dos referenciais urbanos, isto porque a busca do incessantemente novo - como imagem do progresso e do moderno - transforma a cidade em um instantâneo, onde novas formas urbanas se constroem sobre outras, com profundas

transformação. Nesse contexto, as práticas urbanas são invadidas/paralisadas, ou mesmo cooptadas, por relações conflituosas que geram, contraditoriamente, estranhamento e identidade, como decorrência da destruição dos referenciais individuais e coletivos que produzem a fragmentação do espaço (realizando plenamente a propriedade privada do solo urbano) e, com ele, da identidade, enquanto perda da memória social, uma vez que os elementos conhecidos e reconhecidos, impressos na paisagem da metrópole, se esfumam no processo de construção incessante de novas formas urbanas. Esses conflitos explicam ações de grupos de resistência, como a apropriação de espaços públicos, ou mesmo privados por políticas alternativas, executadas por comunidades para autoprovimento daquilo que, em regra, de e ser garantido pelo Estado. As políticas públicas, que deveriam ser realizadas em atendimento à população, também beneficiam grandes empreendimentos.

Parte da população desassistida, por necessidade, cria estratégias de sobrevivência e políticas alternativas de habitação que, muitas vezes, divergem das leis de uso e ocupação do solo, tais como as favelas, políticas de trabalho como biscateiros e vendedores ambulantes. Nos lugares apropriados pelas políticas alternativas instalam-se residências precárias, comércios e locais de lazer. Essa lógica de apropriação do espaço reproduz-se nos interstícios das leis e ordenações espaciais de planos diretores. São resistências sociais com relação ao processo de cooptação espacial por grupos empresariais, com uso e ocupação visivelmente distintos com relação ao restante da orla marítima.

2. METODOLOGIA

A zona costeira pode ser definida através do ponto de vista espacial e da gestão. O primeiro corresponde a uma estreita faixa de transição entre o continente e o oceano. E o segundo, consiste num palco onde se acentuam os conflitos de uso, se aceleram as perdas de recursos e se verificam os maiores impactos ambientais devido a grande concentração demográfica e aos crescentes interesses econômicos e pressões antrópicas.

De acordo com o Projeto Orla MMA (2006), a orla marítima é definida como “unidade geográfica inclusa na zona costeira, delimitada pela faixa de interface entre a terra firme e do mar”. Sendo que os seus limites encontram-se delimitados em zona marinha e área terrestre.

A Resolução CONAMA nº 306, de 5 de julho de 2002 no anexo I, define gestão ambiental como: “condução, direção e controle do uso dos recursos naturais, dos riscos ambientais e das emissões para o meio ambiente, por intermédio da implementação do sistema de gestão ambiental”. Portanto, a gestão ambiental tem um importante papel no manejo e gerenciamento de Áreas de Proteção Ambiental. A criação da APA no território nacional brasileiro tem sido utilizada com um instrumento de correção e contenção da degradação ambiental. Portanto, o fato de transformar uma área em APA não é suficiente para controlar o processo de degradação já iniciado, necessitando exercer sobre o espaço um conjunto de ações de planejamento e gestão ambiental.

Atualmente são grandes as preocupações a nível global sobre a relação dos seres humanos com seu meio ambiente. Para Camargo (2003), o mundo encontra-se numa crise ambiental complexa, e que se está chegando a um momento decisivo para os

indivíduos, a sociedade e para a civilização em geral. “Há sinais evidentes de uma crise de insustentabilidade ecológica e social que se arma em todo planeta”, que é conseqüência do modo de produção/consumo iniciado com a Revolução Industrial, premeditadamente acentuado pelos capitalistas após a Segunda Guerra Mundial, e que se destaca entre as suas limitações “o fato de ele atender às necessidades humanas apenas de forma parcial e ainda degenerar sua base de recursos.”

Os limites da natureza com relação à atual gestão dos seus recursos, empreendido pela sociedade contemporânea é considerado por muitos pesquisadores como insustentável. Segundo Odum (2007), a conceituação de sustentabilidade deve ser diretamente relacionada com a concepção de capacidade de suporte. “O termo sustentabilidade é cada vez mais usado como um guia para futuro desenvolvimento, pois muito do que os humanos estão hoje fazendo na área de gestão de consumo e ambiente é obviamente insustentável”. Desta forma, para que se seja sustentável é necessário não comprometer a capacidade de suporte dos recursos naturais do planeta, ou seja, que a humanidade respeite os limites da natureza na atualidade e para o futuro. Conforme Drew (1986), o homem “vem procurando, em ritmo acelerado, modificar o ambiente para se contentar a si mesmo, em vez de mudar seus hábitos para melhor se adaptar ao ambiente”, daí a relevância de conceitos como o do uso sustentável.

A concepção de desenvolvimento sustentável surge durante a década de 1980, como conseqüência de intensas discussões e de criticas referentes ao modelo de crescimento econômico vigente. Ainda de acordo com Camargo (2003), essa nascente concepção “revelou-se uma nova maneira de perceber as soluções para os problemas globais, que não se reduzem apenas à degradação ambiental, mas incorporam também dimensões sociais, políticas e culturais”. Enquanto conceito, o desenvolvimento sustentável tem evoluído, desde o seu aparecimento, de maneira a abranger em si todas as questões que envolvem a relação desenvolvimento humano e meio ambiente. O desenvolvimento sustentável possui a dimensão crítica da necessidade de coexistência e coevolução dos seres humanos e entre si e com as demais formas de vida do planeta. Como sinônimo usa-se também o termo ecodesenvolvimento em diversos países latino-americanos, europeus e asiáticos, podendo igualmente ser definido como o desenvolvimento socialmente desejável, economicamente viável e ecologicamente prudente.

O conhecimento sobre o contexto socioambiental de uma área e dos impactos a esta relacionada são essenciais, pois segundo Meireles (2009), “deverão ser sistematizados de modo a assegurar ações que elevem a diversidade biológica, o manejo das unidades de conservação e a qualidade ambiental das áreas protegidas, aliada às necessidades socioeconômicas e culturais da população local”.

A partir das considerações que foram apresentadas, o projeto de pesquisa que tem como objeto de estudo a Gestão Ambiental e o Ordenamento Territorial da Zona Costeira com a implementação do Projeto Orla no município de Fortaleza-CE, mais especificamente na Unidade de Paisagem que vai da margem esquerda do Rio Pacoti até a Foz do Rio Cocó, pretende analisar as condições ambientais e socioeconômicas do local e uma análise quanto ao seu uso sustentável e ordenamento territorial. Para isso conta com o apoio institucional de órgãos como a Prefeitura Municipal Fortaleza, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente – SEMACE, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SEMA, o Ministério do Planejamento através da Secretaria do Patrimônio da União-SPU, do Instituto Chico Mendes de Conservação da

destacado o compromisso existente de atuação direta da Prefeitura, da SEMACE, do SEMA e dos diferentes segmentos da sociedade civil na viabilização dos trabalhos necessários ao estudo da questão.

3. CONTEXTUALIZAÇÃO

Em todo o litoral brasileiro, essa problemática se faz presente tendo em vista que a valorização acelerada de certos lugares no litoral parece ter escapado a todo tipo de orientação e controle, suscitando conflitos de interesse, destruição de paisagens e desequilíbrios ecológicos, fomentados pela ação social no espaço.

O Projeto Orla é o instrumento para resolução dos problemas relacionados ao ordenamento territorial da zona costeira, os conflitos fundiários existentes, sobretudo pela expansão das áreas turísticas nas regiões litorâneas e os consequentes impactos socioambientais e culturais, mas, principalmente, oferecendo a oportunidade de diálogo entre todas as partes envolvidas na busca de uma pactuação nas decisões tomadas coletivamente, embora não exista unanimidade em todas as questões. Hoje as visitações periódicas ao litoral de Fortaleza, em busca da sua principal atração, que é o seu patrimônio ambiental e cultural, vem ocorrendo sem o manejo apropriado, necessário para prevenir e mitigar possíveis impactos que advenham do uso turístico destes recursos naturais. Daí a emergência do ordenamento territorial e da conservação deste patrimônio pertencente a todos os brasileiros, que pode sim, ser usufruído turisticamente de forma adequada, através de um projeto de uso sustentável, e contemplando a dimensão holística desta importante concepção, que possibilite a inclusão da comunidade local, gerando para estes um real desenvolvimento sustentável, que seja economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto.

Esse trabalho fomenta a gestão integrada da orla marítima do município de Fortaleza- CE, através da implementação do Projeto Orla, com foco na sua principal questão: a gestão ambiental e o ordenamento territorial – na preservação do ambiente do Estuário do Rio Cocó e das Dunas de Sabiaguaba e verificar a efetividade da proposta de uso sustentável desta área, ancorado principalmente na gestão participativa e sustentável, sendo desenvolvido pela comunidade local, tendo como base este projeto de pesquisa de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UECE – ProPGeo e contando com o envolvimento de instituições governamentais fundamentais, que tem manifestado interesse nesta ação como a Prefeitura Municipal de Fortaleza – PMF, através da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente – SEUMA, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente – SEMACE, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará – SEMA, o Ministério do Planejamento através da Superintendência do Patrimônio da União – SPU/CE, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio e toda a sociedade civil envolvida.

O presente trabalho busca fazer uma análise do Projeto Orla no litoral de Fortaleza- CE, através de uma reflexão sobre os desafios que envolvem a gestão da zona costeira no Ceará, tendo como foco o Município de Fortaleza, um território apropriado pelo turismo de massa, característica do turismo litorâneo, onde a sustentabilidade ambiental e as questões relacionadas aos conflitos socioambientais e territoriais são emergentes. Tendo em vista que em torno da relação homem x natureza e na tentativa de se compreender os processos, notadamente nos casos em que o turismo é

protagonista e desencadeador, e nos quais estruturam a produção dos espaços em que a natureza é urbanizada e integrada aos espaços construídos.

Tais processos expressam não somente as formas reais de apropriação pelas quais a natureza é transformada, mas também as formas simbólicas – o pensamento sobre estas apropriações e transformações.

Compreender estes processos passa também pelo pressuposto que os problemas referentes à natureza também dizem respeito às relações dos homens entre si, em suas relações sociais e culturais, observando a existência e as contradições dessas classes sociais as quais se relacionam diretamente às formas como o homem em sociedade se apropria da natureza gerando impactos.

Para esse propósito, elegeu-se como estudo um dos destinos turísticos mais famosos do Estado do Ceará, a zona costeira do município de Fortaleza, onde a dinâmica dos processos naturais e as transformações espaciais promovidas pela sociedade eclodem em um território em conflito.

Entender como se dá a relação entre a gestão costeira, a participação comunitária e a gestão ambiental de unidades de conservação no município de Fortaleza-CE e quais os conflitos socioambientais decorrentes dessa relação é o objetivo maior deste estudo. O propósito maior da pesquisa não se limita a identificar os conflitos socioambientais, mas explicar a origem desses conflitos e sugerir possíveis soluções. Entende-se por metodologia o caminho do pensamento e a prática exercida na abordagem da realidade. É articulação de conteúdos e pensamentos, incluindo concepções teóricas de abordagem, conjunto de técnicas utilizado e o potencial investigativo do pesquisador. Teoria e metodologia caminham juntas, intrincavelmente inseparáveis. Os principais conceitos a serem utilizados são os de zona costeira (orla marítima), gestão ambiental, unidades de conservação e desenvolvimento sustentável. Além dos preceitos da Gestão Integrada da Zona Costeira – GIZC, UNESCO (2016) e os Manuais do Projeto Orla MMA (2006).

A metodologia a ser adotada nessa pesquisa pretende estar calcada nos conceitos da Geografia Crítica e fazer um esforço em tentar eliminar a dicotomia entre Geografia Física e Geografia Humana, uma vez que se entende que o físico não tem sua razão de ser sem o humano e vice-versa.

A relação entre os aspectos sociais e do espaço será trabalhada a partir da totalidade, da análise das partes, do todo e das diferentes relações existentes entre o todo e a parte a partir da complexidade das relações.

É de fundamental importância o estudo da natureza de forma integrada. Baseado nessa compreensão, utilizaremos a Teoria Geral dos Sistemas, servindo de referencial para posterior surgimento das definições de geossistemas que hoje é fundamento para os estudos do espaço geográfico.

A Teoria da Complexidade pode ser vista como um método que não se propõe a elaborar fórmulas ideais para o entendimento dessas relações complexas que ocorrem entre o homem e a natureza.

Para a vivência do cotidiano da área a ser estudada, bem como para a apreensão de

Belgede MUTLULUĞUN GELENEKSEL TARİFİ (sayfa 36-39)

Benzer Belgeler