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Em entrevista a Sinzato (2014) pela revista Embanews, Carlos Alberto Lancia presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais - Abinam, afirma que o mercado de águas minerais continuará crescendo e que em cinco anos estará maior que o de refrigerantes. Segundo ele, a categoria de refrigerantes já está sofrendo com a redução de investimentos, enquanto que o setor de águas minerais investe na categoria. No ano de 2013 o crescimento da categoria foi de 14% em volume e que para 2014 projeta alta de 20%.

De acordo com pesquisa Nilsen, onde foram analisados e comparados os anos 2012 x 2011 e 2013 x 2012, o cenário atual do Brasil é de retração em relação à cesta de bebidas não alcoólicas. Na Figura 18 mostra que a principal categoria que reflete essa retração é o refrigerante. Enquanto que categorias como água mineral, suco pronto e chá líquido, crescem na casa dos 10%.

Figura 18 – Ranking das categorias - importância em faturamento em total de cestas

Segundo Carlos Alberto Lancia em entrevista a Sinzato (2014), as novas gerações não tomam refrigerantes e a categoria de bebidas açucaradas está sendo bombardeada pela cultura, que está valorizando o consumo de água mineral. Essa mudança de hábito pode ser vista no mundo.

Figura 19 – Variação de volume e penetração de produtos saudáveis

A Figura 19 mostra como a mudança de hábito influenciou o aumento do volume e penetração de água mineral.

Um estudo global sobre o comportamento do consumidor, feito pela Nilsen em 2012, mostrou que os consumidores estão cada vez mais preocupados com seu bem estar e que a saúde foi o fator mais relevante no momento da compra entre os cinco levantados. Os fatores foram: preço; custo de transporte; saúde; melhor nutrição e informação nutricional. Dos entrevistados, 76% responderam que a saúde foi o fator que mais impactou nas decisões de compra.

Para Carlos Alberto Lancia em entrevista a Sinzato (2014), o apelo de um produto 100% natural, orgânico, sem tratamento, sem nenhum conservante e sem cloro é outro fator que tem colaborado para o crescimento do consumo de água mineral. O que coloca a água mineral na cesta de alimentos saudáveis da geração saúde, que vem se tornando uma ampla faixa da população.

A Figura 20 mostra como o brasileiro está mais preocupado com equilíbrio no trabalho e com a saúde. Já considerando a América Latina o resultado é outro.

Figura 20 – As maiores preocupações dos consumidores

No Brasil com o fortalecimento da ideia do estilo de vida saudável, onde as pessoas estão mais preocupadas com a saúde, mudaram seus hábitos alimentares e praticam mais atividades físicas, o reflexo é o crescimento da categoria de água mineral em 2013 em relação a 2012, de 3,1% dentro do canal Bar, 8,1% no canal Tradicional – TRAD (lojas de 1 – 4 check outs) e 2,2% no Autosserviço – AS (lojas de mais de 5 check outs). A Figura 21 mostra o crescimento dos produtos dentro dos canais na categoria não alcoólicos.

Figura 21 – Crescimento dentro dos canais – Categoria não alcoólicas

De acordo com uma pesquisa feita pela Homescan e Retail Index e apresentada em 2014 pela Nilsen, a categoria de água mineral cresce em valor 15,1% na comparação com o ano de 2012. Além disso, a categoria ganha penetração em domicílio e varejos, onde em 2012 a água mineral estava presente em 44,6% dos lares e passou a estar em 47,9%. Os consumidores estão indo menos vezes aos pontos de vendas, mas estão comprando mais litros de água em cada compra.

Figura 22 - Água Mineral – penetração nos domicílios e varejos

As diferentes ocasiões de consumo estão impulsionando o crescimento do consumo Fonte: NILSEN (2013)

A Figura 22 mostra como está o cenário da presença de água mineral nos lares e como estão comprando os consumidores de água mineral no Brasil. Isso se deve ao fato de existirem vários tipos de embalagens, uma para cada ocasião. As empresas já perceberam a necessidade de investirem em novos produtos e embalagens para a composição dos seus mix. Na Figura 23 será possível observar o ganho de importância no mercado de cada embalagem de água mineral nos anos de 2011, 2012 e 2013.

Figura 23 – Importância das embalagens (Valor) nos últimos três anos

A embalagem 20 litros representa economia para o consumidor, ela cresceu em importância de valor por embalagem no ano de 2013. Deixando no terceiro lugar em importância de valor as embalagens descartáveis que variam entre 1,5 litros e 1,9 litros. As embalagens que variam de 500 mililitros a 599 mililitros representaram 52,6% da importância de valor das embalagens da categoria de água mineral. Essas embalagens são as mais vendidas no mercado.

Em entrevista a Sinzato (2014), o presidente da ABINAM, Carlos Alberto Lancia afirma que a embalagem mais consumida dentro da categoria, continua sendo o garrafão de 20 litros. Atualmente a embalagem representa 55% do total de volume vendido, onde no passado essa embalagem representava 60%, mas embalagens menores, como a de 500 mililitros e 1,5 litros, estão sendo cada vez mais demandadas, pois as pessoas estão transitando e viajando

mais e passaram a levar a garrafa junto. As outras embalagens que tem sua demanda aumentada nos últimos anos são os garrafões de 5 litros, 6 litros e 10 litros, pois mais pessoas passaram a morar sozinhas e houve um aumento da longevidade. Os consumidores dessas embalagens são pessoas com maior dificuldade para manusear os garrafões de 20 litros, e estão provocando mudanças de hábitos.

O mercado de águas minerais está em constate crescimento. E o que as empresas do setor estão fazendo para conquistar a preferência do consumidor? Quem pode responder melhor essa pergunta é o próprio consumidor. Esse trabalho se propõe a mostrar o que mais influência os consumidores no momento de comprar uma água mineral, o que interfere na sua decisão de compra. A seção que se segue abordará os aspectos metodológicos que serviram de base para a elaboração desse trabalho.

Benzer Belgeler