2.3. MERKEZ BANKALARININ BAĞIMSIZLIĞI
2.3.2. Avrupa Merkez Bankası (ECB)'nın Bağımsızlığı
Dentre outras esferas sociais já citadas, encontra-se a Unidade de Saúde da Família Olavo Medeiros, denominada Unidade de Felipe Camarão II, fazendo parte da SMS. Além desta, existem mais duas Unidades de Saúde no bairro: a Unidade Mista de Felipe Camarão I e a USF Felipe Camarão III, localizadas em outros espaços do bairro. Especificamente, essa área da USF, na qual foi desenvolvido este estudo, compreende os conjuntos residenciais Promorar I, II, III, a Favela do Fio, limitando-se com o bairro de Cidade Nova, com as dunas (localiza-se a Estação de Passagem, antigo lixão da cidade de Natal), o fio de alta tensão da CHESF, linha divisória entre as outras unidades de saúde do PSF e o conjunto Jardim América.
O PSF instituído no município de Natal no ano de 1998, teve na Unidade de Saúde da Família, uma das três pioneiras na implantação desse programa. O seu objetivo que foi de
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Também denominado de calungueiros – arte de fazer o joão-redondo- um teatro rústico de bonecos que começou nos velhos países do oriente,China, Turquia. Imigrando para Europa sofreu um processo de ascensão cultural. Trazido para o Brasil, o joão-redondo retornou sua forma rústica e faz parte do folclore nordestino. (GURGEL, 1999).
5 O Mestre Manoel Marinheiro responsável pela dança folclórica oi de Reis- também denominado bumba-meu-
boi ou boi-calemba é considerado o principal folguedo popular tradicional do Brasil. Essa dança tem influências portuguesas nas cantigas e no elenco dos personagens. É composto por integrantes denominados de Mascarados e Enfeitados, além das figuras dos bichos, destacando-se o boi, o bode, a burrinha, o gigante e o jaraguá. O núcleo central do drama é a morte de um boi no final da dança. Atualmente o auto limita-se aos cantos iniciais de louvação, saudações, benditos e baianos, encerrando-se com cantos de despedidas cantados por todos (GURGEL, 1999).
reorganizar a atenção básica instituída pelo MS seguindo os princípios e diretrizes do SUS, sendo nela instaladas quatro equipes de saúde, compostas por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde, advindos do PACS, já existente antes do PSF. De acordo com Costa, Moeda (2001), consiste na intersetorialidade das ações, no planejamento e programação local, hierarquização, adstrição do território e a co- responsabilidade da equipe de saúde e a população. Corroborando essas afirmações Sousa (2002, p. 105) acrescenta “a responsabilidade de cuidar da saúde da família de forma universal, integral, equânime e contínua, faz do PSF o caminho que completa a Reforma Sanitária.”
No ano seguinte, foi implantada mais seis (06) equipes na Unidade Mista de Felipe Camarão II, e somente em 2003 o PSF foi ampliado com mais quatro equipes da USF Felipe Camarão III, atingindo 100% de cobertura do bairro.
O estudo de campo aconteceu no próprio contexto familiar dos idosos residentes na área adscrita da USF Felipe Camarão II, cuja população atual é de 14.279 (quatorze mil, duzentos e setenta e nove) habitantes (Sistema de Informação de Atenção Básica – SIAB / 2005), e com um universo de pessoas idosas6 num total de 762 (setecentos e sessenta e dois), destes 322 (trezentos e vinte e dois) idosos são do sexo masculino e 440 (quatrocentos e quarenta) do sexo feminino. A escolha desse campo de investigação aconteceu por se tratar de local de trabalho em que é vivenciada uma co-relação entre profissionais e usuários, como também pelo envolvimento dos grupos operativos direcionados a pessoa idosa e pelo interesse de estudar-se esta temática.
Para busca das informações necessárias, foram utilizados três instrumentos de coleta: a técnica de observação participante, a entrevista semi-estruturada e o diário de campo. O primeiro instrumento permite que o observador se ligue aos aspectos que envolvem a situação, podendo registrá-los e analisá-los (SPRADLEY, 1980). O segundo, possibilita ao entrevistado falar do tema, sem necessariamente dar respostas ou condições prefixadas pelo pesquisador, “num processo que é construído duplamente pelo pesquisador e pelos atores sociais envolvidos” (MINAYO, 2004, 143). Já o diário de campo permite dados que não estão inseridos no roteiro da entrevista: as conversas informais, expressões, comportamentos, gestos, tudo que se relacionar com o tema da pesquisa.
Na observação participante, de acordo com Malinowski (1975), considera-se que o observador cientista deverá estar preparado para se colocar sob o ponto de vista do grupo ou
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da comunidade estudada, através da abertura com o grupo, da sensibilidade para sua cultura e sua lógica, como também da enfatização do que é primordial na interação social e na situação de pesquisa. Nessa perspectiva, Malinowski (1975, p.137) afirma:
“Há uma série de fenômenos de grande importância que não podem ser registrados através de perguntas, devem ser observados na sua realidade. Incluem-se a rotina de um dia de trabalho, os detalhes do cuidado com o corpo, da maneira de comer e preparar as refeições; o tom das conversas e da vida social das casas da aldeia, a existência de grandes amizades e hostilidades e de simpatias e antipatias entre as pessoas; a maneira sutil mas inquestionável em que as vaidades e ambições pessoais se refletem no comportamento dos indivíduos e nas reações emocionais dos que os rodeiam”.
Entre as práticas realizadas, dentro da observação participante, encontram-se a observação, a descrição detalhada de todas as ações e circunstâncias. No caso específico dessa investigação, as situações observadas descritas incluíram desde a maneira de como o idoso se encontrava, a sua forma de sentar, com quem estava no momento da chegada do pesquisador, seus gestos, as manifestações de alegria ou tristeza, suas pausas ao falar, o modo como se referia aos seus familiares e sua relação com profissionais da USF, o seu olhar, o modo de vestir, considerando o seu ambiente no lar, nos lugares de encontros dos idosos e da própria Unidade de Saúde, descrevendo ainda os objetos que estavam ao seus redor e as pessoas envolvidas. As conversas foram gravadas e transcritas, para se preservar o material etnográfico.
A tarefa da antropologia, investigando a importância não-aparente das coisas, é tornar possíveis descrições minuciosas por meio de um vocabulário que possa expressar os comportamentos como atos simbólicos. E, durante a pesquisa de campo, situando-se no contexto estudado, trata-se “muito mais do que simplesmente falar com os nativos mas dialogar com eles” (Geertz, 1989:24).
Um outro instrumento utilizado foi a entrevista, considerada esta um recurso privilegiado de informações, por revelar a fala e representações de determinados grupos nas suas condições históricas, sociais, econômicas e culturais (MINAYO, 2004). A entrevista é sempre uma interação entre pesquisador e pesquisado, e pode ser afetada pela natureza de suas relações com o pesquisador (ANDRÉ,1995; LUDKE E ANDRÉ, 1986, MINAYO, 2004). No caso específico deste estudo, utilizou-se a entrevista semi-estruturada que, segundo Honningmann apud Minayo (2004, p.108), “é aquela que combina perguntas fechadas (ou estruturas) e abertas, onde o entrevistado tem a possibilidade de discorrer o
tema proposto, sem respostas ou condições prefixadas pelo pesquisador”
Aproximadamente 60 encontros entre os idosos e familiares foram realizados, nos quais aconteceram as entrevistas, a observação participante e, em seguida, a cada um deles, o registro no diário de campo. Num constante movimento de idas e vindas aos seus domicílios, da mesma forma ocorreu com os seus familiares, ressalta-se, porém, que o número de familiares participantes é menor que dos idosos, devido a duas razões, uma das quais é que havia para cada casal de idoso apenas um familiar, e, ainda, não foi encontrado para uma idosa específica, um familiar ou outro membro que pudesse se inserir na pesquisa. Também foram efetivadas algumas entrevistas em reuniões semanais da USF, nos grupos de Idosos, festas, aniversários, na feira e na USF.
3.3. Aspectos éticos
Segundo Baztán (1995), o trabalho etnográfico deverá ser conduzido por um código ético, considerando que o pesquisador está interagindo com pessoas, adentrando em suas casas, conhecendo seu cotidiano, escutando e percebendo suas ações e seus sentimentos. Assim sendo, é de suma importância resguardar esse indivíduo de quaisquer situações que possam advir. Rowles citada por Menezes (1999, p.115) estuda os preceitos éticos relacionados com a pessoa idosa e aponta a necessidade de haver um cuidado especial ao lidar com as pessoas desta faixa etária, pois muitos deles podem acreditar que a pesquisa trará soluções para seus problemas. A linguagem deve ser de fácil acesso, o pesquisador deverá falar pausadamente, explicar quantas vezes for necessário, para que o idoso possa captar, da melhor forma possível, os objetivos da pesquisa, e, dessa forma garantir interação e confiabilidade entre pesquisador e pesquisado.
Esta pesquisa seguiu os preceitos éticos estabelecidos pelo MS, através da Resolução do Conselho Nacional de Saúde, nº 196, de 10 de outubro de 1996, norteada pelo Código de Nuremberg de 1947 (BRASIL, 1997). Outrossim, o presente estudo foi encaminhado à Comissão de Ética da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o qual foi protocolado, recebendo o número de 188/05 (Anexo A). Previamente, encaminharam-se as solicitações de autorização (Apêndice C e D) para a pesquisa às três instâncias da SMS: Secretário; Gerente do Distrito Sanitário Oeste da região administrativa de saúde, no qual está inserida a USF II de Felipe Camarão; Gerente local da USF.