Um ser humano nos primeiros meses de vida é capaz de construir um conjunto de informações acerca do mundo externo pois a maior parte dos seus sentidos funciona a partir do nascimento.
Segundo Rocha (2004), o recém-nascido consegue segmentar os sons de qualquer língua nas unidades básicas dessa língua, tornando-se rapidamente apto para todas as línguas, contudo, permanece limitado aos sons da comunidade linguística em que vive. Ao aprender a capacidade de responder a qualquer linguagem, a criança vai ganhando, em
troca, uma crescente aptidão para diferenciar os sons e as cadeias sonoras da língua que ouve no dia-a-dia, terminando a primeira infância, com a aquisição da linguagem, cerca dos dez anos de idade.
A criança que tem um processo de desenvolvimento normal adquiriu a linguagem de uma forma espontânea e natural, tornando-se desde muito cedo, o principal vetor do processo de comunicação.
A interação entre a criança e os pais possibilita o desenvolvimento de uma primeira linguagem, com bases sócio-afetivas, muito eficazes no ato de comunicação. As repetições maternas, por exemplo, facilitam a entender a mensagem.
As reformulações são importantes porque dão à criança a oportunidade de comparar uma estrutura que já existe no seu repertório linguístico, com outras sintaticamente novas.
Estudos sobre a aquisição da linguagem mostram que o ambiente linguístico da criança, geralmente a experiência de ouvir uma língua falada é, suficiente, para levar a criança a falar essa língua. Os pais nem sempre se apercebem do papel fundamental que desempenham como professores da língua; contudo, são eles que proporcionam os modelos adequados à progressiva aquisição da linguagem dos filhos.
A eficaz colaboração da família e dos professores no diagnóstico e futuro tratamento da Dislexia, tendo em conta a motivação e o aumento da autoestima, como fatores de vital importância na manutenção e o êxito do tratamento, é elemento fundamental para a rápida consecução de uma terapia. A falta de continuidade e de trabalho terapêutico dificultam os diversos tipos de desenvolvimento do mesmo. Para os profissionais do ensino é importante detetar os problemas de Dislexia, se querem contribuir para a solução e não aumentar os problemas que estas crianças têm nesta área de aprendizagem, tão crucial no nosso sistema de ensino.
Como então identificar? Segundo o modelo de Shaywitz (2008), há a ter em conta dois fatores de identificação, que são:
• Uma fragilidade no acesso aos sons que constituem as palavras; • Pontos fortes no campo do pensamento e do raciocínio.
A primeira pista indicadora de dislexia pode ser um atraso na linguagem falada. Se a criança começar a falar tardiamente esse pode a vir a ser o primeiro indício de dislexia. A partir destes primeiros indícios e com a atenção redobrada começa-se a verificar características comuns nos alunos disléxicos, como dificuldades para elaborar e estruturar corretamente as frases, para estruturar relatos e para expor conhecimentos de forma autónoma, o que lhe dificultará expressar-se com termos precisos. Verifica-se também dificuldades no uso adequado dos tempos verbais. Em geral, continua a pobreza da expressão oral. A compreensão verbal continua em desnível com a capacidade intelectual.
Na leitura é frequente caírem num nível vacilante e mecânico, não obtendo prazer na leitura como distração ou complemento. O esforço da criança, quando o faz, perde-se em grande parte em decifrar as palavras, cansa-se, tem grande dificuldade para abstrair o significado do que lê.
Em certas ocasiões deteta-se que a leitura silenciosa, por si, resulta mais eficaz que a leitura em voz alta, onde as dificuldades se manifestam de forma mais patente.
Permanece a dificuldade das seriações. Isto manifesta-se na dificuldade do uso do dicionário. Custa-lhes a aprender a ordenação alfabética das letras. Outra dificuldade prende-se com a aprendizagem da ordenação das letras dentro da palavra, o que associado às dificuldades ortográficas dá uma leitura com troca de letras e sílabas e o desrespeito pela pontuação.
Na competência da leitura, observam-se dificuldades que estão relacionadas com as características descritas, como a desorientação espácio-temporal. Verifica-se, no caso da disciplina de História, uma certa inaptidão e dificuldade em captar a sucessão temporal e a duração dos períodos, assim como, a sua contextualização. Em Geografia, têm grande dificuldade para localizar e em especial para estabelecer as coordenadas geográficas e os pontos cardeais. Pese a reeducação em alguns casos da dislexia de forma atenuada até à idade adulta, custa-lhes automatizar as noções espaciais e temporais, a sua leitura não chega a alcançar nunca uma grande rapidez e a sua expressão oral não é muito fluída. Isto não impede o desenvolvimento profissional, inclusive a nível universitário.
As incapacidades fono Os défices fonológicos o (Antunes, 2012). Existem desenvolvimento da alfabet da linguagem. A evidênc dificuldade por défice de genética compartida.
Figura 12: Uma visã
Mais tarde, estas DA provas estandardizadas de expressão escrita estão sub escolaridade. É com este c todas as condutas e atividad observação e outro registo d deixarão registadas as dificu
Posteriormente deixar- escola ou de serviço extern necessidade de uma avaliaç bateria de testes.
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e atenção com hiperatividade também suste
isão moderna das redes corticais da leitura (Deheane, 20
podem diagnosticar-se quando o rendimento de aplicação individual para avaliar a leitu substancialmente abaixo do esperado para a i
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-se-á a cargo do departamento psicopedag rno, caso ele seja inexistente na escola, inform iação completa da criança e das suas dificulda
ológicos e genéricos. ura são hereditários de componentes do e a capacidade geral e na leitura com a stenta uma etiologia
2007, p. 97)
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