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Avı İktisap Etmek İsteyen Kişide Aranan Şartlar

1. İHRÂZ

1.2. Muhrez Malın Çeşitleri

1.2.1. AVCILIK (SAYD)

1.2.1.3. Avın Meşruiyeti İçin Gereken Şartlar

1.2.1.3.1. Avı İktisap Etmek İsteyen Kişide Aranan Şartlar

Esta investigação visa a contribuir para os debates sobre o estatuto epistemológico da Ciência da Informação e para uma melhor apreciação das construções teóricas referentes à interdisciplinaridade e à transdisciplinaridade no contexto brasileiro da pesquisa na área. Diversos aspectos relativos a esses temas evidenciam-se importantes para sua ampla compreensão, sendo, portanto, elegíveis para fins de investigação: as publicações brasileiras; os pesquisadores e suas pesquisas; as organizações de cunho interdisciplinar e transdisciplinar e seus enfoques; as agências oficiais de avaliação e fomento da pesquisa e da pós-

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graduação. Como a abordagem de todos esses aspectos seria algo amplo demais como escopo de uma única investigação, e considerando o fato de outras pesquisas do mesmo Programa também abordarem aspectos dessa temática,8 optamos por um recorte que contempla parcialmente os dois primeiros aspectos mencionados.

Assim, nesta tese, tomamos como objeto de investigação o discurso sobre interdisciplinaridade e transdisciplinaridade explícito nos artigos apresentados no âmbito do Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB), entre os anos 2003 e 2005. Desse modo, buscamos trabalhar com um conjunto de publicações representativo da pesquisa realizada na área como um todo, no contexto brasileiro, e que apresenta um caráter “fechado”, no sentido de conter um número definido — e suficientemente amplo — de publicações do tipo artigo

científico, abrangendo temáticas que estão entre as mais significativas para a área.

De um lado, isso torna possível identificar questões, problemas e tendências de caráter temático relevantes no contexto da área como um todo, no Brasil. De outro lado, a existência de um microcosmo de pesquisadores ligados a essas publicações, na condição de autores, dá margem à identificação de relações significativas entre eles e de formas de ação às quais se vinculam, individual ou coletivamente. Essa possibilidade contribui para a melhor compreensão de eventuais padrões teóricos e pragmáticos presentes no campo brasileiro da Ciência da Informação, em torno da temática investigada na tese e desse universo de trabalhos e autores.

Também contribuem para justificar a opção pelo ENANCIB as aspirações associadas, pelas representações da comunidade brasileira da área, à criação e à manutenção de tal fórum de pesquisa e debate. A esse respeito, Marteleto e Lara (2008) destacam o evento como uma importante atividade da ANCIB, em seu papel de sociedade científica, para garantir adequado espaço de expressão e discussão às questões políticas, científicas e epistemológicas geradas pela atividade de pós- graduação, refletindo o estado da arte da pesquisa da área em nosso país. A itinerância pelas instituições que abrigam os PPGCIs e a tendência consistente de ampliação do número de trabalhos publicados nos anais do evento, conforme se observa no QUADRO 2, indicam a expressividade que o ENANCIB assumiu, ao longo de uma década e meia de história.

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Assim, por sua potencial representatividade é que o ENANCIB foi escolhido como fonte do material empírico investigado nesta tese. Entretanto, mais do que tomar as aspirações associadas ao evento como ponto pacífico e expressão da realidade, cabe tomá-las como ponto de partida, para um cotejo com aspectos, facetas e indícios de realidades perceptíveis por meio da análise dos artigos, tomados como valiosos registros referentes a processos em curso no âmbito brasileiro da Ciência da Informação.

O período do ENANCIB focalizado na pesquisa abrange da quinta à nona edições do evento, realizadas entre os anos de 2003 e 2008, com exceção de 2004. A opção de não incluir as quatro primeiras edições (1994, 1995, 1997, 2000) teve duas motivações. A primeira delas diz respeito às três primeiras edições e decorre da verificação, por meio de uma vistoria global dos anais, de que eram ainda raras, naquele período, as discussões sobre questões teórico-epistemológicas da área, especialmente a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade.

QUADRO 2

Dados históricos gerais sobre o ENANCIB

ENANCIB Ano Instituição Cidade Trabalhos

I 1994 UFMG Belo Horizonte 23 (i) 9

II 1995 PUCCAMP Campinas 56 (i)

III 1997 IBICT/UFRJ Rio de Janeiro 135 (i)

IV 2000 UnB Brasília ~250 (i) (ii) 10

V 2003 UFMG Belo Horizonte 139 (ii)

VI 2005 UFSC Florianópolis ~125 (ii) 11

VII 2006 UNESP Marília ~110 (i) (ii) 12

)

VIII 2007 UFBA Salvador 170 (ii

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IX 2008 USP São Paulo 151 (ii)

X 2009 UFPB João Pessoa 155 (ii)

Fonte: síto da ANCIB (i), anais eletrônicos dos ENANCIBs (ii)

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No web-sítio da ANCIB, é esclarecido que nem todos os trabalhos apresentados constam dos anais. Disponível em: <http://www.ancib.org.br/enancib/historico-do-enancib/>. Acesso em: 25 jun. 2010.

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O número parece aproximado: nos anais, 24 palestras e 198 trabalhos totalizam 222 contribuições.

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O número parece aproximado: os anais registram 122 trabalhos.

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O número parece aproximado: os anais registram 107 trabalhos.

13Como foram considerados exclusivamente artigos apresentados em GTs, o levantamento não inclui

Quanto a esse aspecto, vale destacar uma comparação quantitativa global mais precisa que foi possível realizar, com a aplicação de recursos de busca automática aos anais publicados digitalmente, abrangendo o período entre 2000 — início do uso desse formato — e 2008. Na TAB. 1, registra-se o número de ocorrências dos termos interdisciplinaridade, transdisciplinaridade e variações nos anais de cada edição. Esses conjuntos de termos são resumidamente denotados como INTER e TRANS.

TABELA 1

Ocorrências de termos INTER e TRANS em anais do ENANCB

ENANCIB Ano Termos

INTER Termos TRANS IV 2000 44 7 V 2003 219 121 VI 2005 216 12 VII 2006 325 29 VIII 2007 460 51 IX 2008 431 63

Nota-se que o número de ocorrências dos termos INTER nos anais do IV ENANCIB (2000) é substancialmente inferior ao verificado no período 2003-2008. Também as ocorrências dos termos TRANS apresentam número inferior, notadamente se comparadas às do evento de 2003, mas também em relação às edições subsequentes. A edição de 2003 apresenta, certamente, um salto quantitativo atípico, provavelmente devido ao estímulo ligado à inserção da transdisciplinaridade no tema do evento. Ainda assim, percebe-se uma tendência de crescimento quantitativo consistente, nas edições subsequentes, partindo de um patamar que é quase o dobro do verificado no evento de 2000.

Esses dados corroboram a avaliação obtida com a vistoria dos anais das três primeiras edições, mostrando que a abordagem dos dois temas teóricos focalizados nesta tese passou a um patamar diferenciado a partir do ENANCIB de 2003. Isso é evidenciado mais nitidamente pelas contagens de ocorrências referentes à interdisciplinaridade. A evidência de que tais ocorrências passaram a ser bem mais expressivas, a partir de 2003, justifica a opção de não incluir na pesquisa as edições anteriores a esse ano.

No entanto, ainda foi necessário lidar como o fato de a quarta edição do ENANCIB ter representado um marco histórico importante, num aspecto significativo para a temática investigada: o GT de Epistemologia da Ciência da Informação (então GT8) funcionou pela primeira vez nessa edição, conforme o histórico disponível no sítio-internet da ANCIB.14 Foi também a partir dessa edição que os anais passaram ao formato eletrônico, possibilitando o uso de recursos de busca automática. Uma verificação adicional realizada exatamente com esses recursos reitera a percepção de que a abordagem dos nossos temas de interesse parecia ainda estar em vias de conquistar um destaque mais significativo.

A TAB. 2 traz registro do número de textos com ocorrências dos termos INTER e TRANS no IV ENANCIB, ordenados por frequência. Os termos constam de 30 textos dentre as 24 palestras e os 198 trabalhos apresentados no evento,15 com coocorrências em quatro deles.

TABELA 2

Ocorrência de termos INTER e TRANS nos trabalhos do IV ENANCIB

Termos INTER Termos TRANS

Frequência Textos % Textos % 1 20 71,4 5 83,3 2 3 10,7 1 16,7 3 4 14,3 — — 4 — — — — 5 — — — — 6 1 3,6 — — TOTAL 28 100,0 6 100,0

Verifica-se que a grande maioria dos textos apresenta apenas uma ocorrência dos termos de interesse, em ambos os casos. Dentre aqueles poucos a ultrapassar esse patamar, apenas um registra 6 ocorrências, autorizando alguma expectativa de aprofundamento.16 17 Entretanto, esse raciocínio qualiquantitativo

14

Disponível em: <http://www.ancib.org.br/enancib/historico-do-enancib/>. Acesso em: 01 maio 2010.

15

O histórico publicado no sítio-web da ANCIB traz menção a um total de 250 trabalhos.

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A abordagem mais intensa é encontrada na palestra “Metodologia da Pesquisa no Campo da Ciência da Informação”, de Maria Nélida González de Gómez, que foi adaptada para publicação na forma de artigo (Revista de Biblioteconomia de Brasília, v. 23/24, n.3, p. 333-346, especial 1999/2000). A autora propõe a noção de que a Ciência da Informação possui um caráter poliepistemológico, mais do que interdisciplinar ou multidisciplinar. A noção alcançou uma repercussão significativa, sendo citada em artigos posteriores do ENANCIB e em outras publicações.

deve ser aplicado com parcimônia ao IV ENANCIB. A razão é que os anais não apresentam padronização homogênea: a publicação contém resumos ou resumos expandidos das 24 palestras, com extensão variando de 1 a 32 páginas (média de 10 páginas), e resumos dos 198 trabalhos, com extensão variando de 1 parágrafo médio a 2 páginas. Essa característica dificulta a comparação qualitativa dos textos tanto entre si quanto com aqueles que compõem os anais dos eventos posteriores.

A forma de comparação possibilitada pela homogeneidade de formato está na base da segunda motivação para a opção de não incluir as quatro primeiras edições do ENANCIB em nossa pesquisa. A partir de 2003, os anais passaram a ser publicados com os textos completos dos trabalhos apresentados. Esse novo padrão possibilita uma análise direta dos artigos muito mais consistente e estabelece maior comparabilidade entre esses documentos em todas as edições do período 2003- 2008, abordado na pesquisa.

Assim, a escolha do período 2003-2008 tomou por base a expectativa de que a abordagem dos temas interdisciplinaridade e transdisciplinaridade já se encontrasse em um curso de intensificação mais consistente, juntamente com a disponibilidade dos anais em suporte eletrônico e com uma padronização de formato que possibilita maior comparabilidade. Por sua vez, a não inclusão do X ENANCIB (2009) nesse conjunto deveu-se a uma razão de caráter prático: o trabalho de levantamento e análise preliminar dos dados foi realizado antes de ficarem disponíveis os anais dessa edição.

Outro aspecto importante de esclarecer, quanto às opções metodológicas, é a forma pela qual agrupamos os artigos analisados. Foi necessário contornar a seguinte dificuldade: os Grupos de Trabalho (GTs) passaram por mudanças, em termos de número e nomes, no período 2003-2008, como resultado de propostas da direção da ANCIB e de sugestões dos participantes. Como a ausência de homogeneidade impossibilitava obedecer aos agrupamentos originais, foi necessário proceder a um reagrupamento temático do material.

Para tanto, foram identificadas onze áreas temáticas às quais se vincularam os GTs que funcionaram ao longo do período estudado. A correspondência entre GTs e áreas temáticas foi o critério usado no reagrupamento, conforme sistematizado no QUADRO 3.

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O reagrupamento dos GTs em áreas temáticas possibilitou analisar de modo mais consistente o material empírico investigado, na perspectiva de alcançar maior compreensão de quando, onde, quanto e como os temas interdisciplinaridade e transdisciplinaridade foram abordados, no âmbito do ENANCIB. Esses aspectos relacionam-se às análises quantitativa e qualitativa dos artigos enquadrados nas diversas áreas temáticas.

QUADRO 3

Correspondência entre áreas temáticas e grupos de trabalho no ENANCIB, de 2003 a 2008

Área temática 2003 2005 2006 2007 2008

1 História e Epistemologia GT8 GT1 GT1 GT1 GT1

2 Organização e Representação GT2 GT2 GT2 GT2 GT2 3 Mediação, Circulação e Uso GT4 GT3 GT3 GT3 GT3

4 Gestão — GT4 GT4 GT4 GT4

5 Política e Economia — GT5 GT5 GT5 GT5

6 Informação e Trabalho GT6 GT6 GT6 GT6 GT6

7 Diagnóstico, Mapeamento e Avaliação — GT7 GT7 — —

8 Tecnologia GT1 — — — GT8

9 Produção e Comunicação GT5 — — GT7 GT7

10 Novas Tecnologias/Redes de

Informação/Educação à Distância GT3 — — — —

11 Planejamento e Gestão de Sistemas GT7 — — — —