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ATP lüminesansı ile Asimile Edilebilir Organik Karbon (AOK) ölçüm yöntemi ve

4. BULGULAR ve TARTIŞMA

4.4. Su Örneklerinde Asimile Edilebilir Organik Karbon (AOK) Miktarının ATP

4.4.2. ATP lüminesansı ile Asimile Edilebilir Organik Karbon (AOK) ölçüm yöntemi ve

De modo a abordar a intervenção do Educador de Infância na organização de um ambiente educativo promotor do brincar, importa, primeiramente, definir o conceito de espaço educativo: “[…] o espaço não é algo que emoldure, não é simplesmente físico, mas atravessa as relações, ou melhor, é parte delas” (Horn, 2004:9), estando, por isso, intimamente ligado ao ambiente educativo que “[…] diz respeito ao conjunto desse espaço físico e às relações que nele se estabelecem” (idem:35). Esta perspetiva remete para a ideia de que “[…] o espaço físico e social é fundamental para o desenvolvimento das crianças, na medida em que ajuda a estruturar as funções motoras, sensoriais, simbólicas, lúdicas e relacionais” (Barbosa & Horn, 2001:73).

Por sua vez, Kishimoto (2003:139) defende que “[…] os conteúdos veiculados durante as brincadeiras infantis, bem como os temas de brincadeiras, os materiais para brincar, as oportunidades para interações sociais e o tempo disponível são fatores que dependem basicamente do currículo proposto [pelo Educador] […]”. Assim, é função do Educador dedicar-se à organização espacial e temporal com o intuito de promover o brincar das crianças, tal como contemplado no Perfil Específico de Competências do Educador de Infância (2001:3): o Educador “[…] organiza o espaço e os materiais, concebendo-os como recursos para o desenvolvimento curricular, de modo a proporcionar às crianças

experiências educativas integradas”. Nesta perspetiva, Zabalza (1992:120) argumenta que “[…] o espaço na educação constitui-se como uma estrutura de oportunidades”. Nesta linha de pensamento, a organização especial da sala assume um papel preponderante no apoio à iniciativa da criança e permite-lhe experienciar o mundo de várias perspetivas, devendo promover a ação auto iniciada e espontânea. Como tal, o Educador deve ter em consideração que a “[…] reflexão sobre o espaço, materiais e sua organização é condição indispensável para evitar espaços esterotipados e padronizados que não são desafiadores para as crianças” (Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE), 1997:38). Dito de outro modo, deve organizar o espaço e os materiais da sala, refletindo sobre os interesses e motivações das crianças, evitando que as suas ações sejam limitadas pelo tipo de organização presente, de modo a que o espaço seja pensado para elas e, sobretudo, com elas.

Neste âmbito, a criação de áreas de interesse assume um papel elementar, permitindo que as crianças desenvolvam brincadeiras diversificadas, em diferentes contextos e com diferentes materiais. De acordo com o ponto de vista de Shure (1982), referido por Dempsey e Frost (2010: 692),

[…] uma prática fundamental na educação de infância é o uso de áreas específicas, ou áreas de aprendizagem, para os diferentes tipos de atividades […] A investigação confirma a razão de ser implícita destas áreas separadas: as crianças agem – ou brincam – de maneira diferente nas diferentes áreas dentro da mesma sala de atividades.

O Educador deve, assim, empenhar-se na criação de um ambiente educativo em que o brincar assuma relevo e, para tal, este deve ser um ambiente acolhedor, que proporcione tempo para brincar, bem como uma diversidade de oportunidades e de experiências e, sobretudo, que seja promotor da segurança física e emocional das crianças, em que a dimensão afetiva assuma um papel preponderante, para que a criança se sinta confiante em explorar o que a rodeia. Kishimoto (2010:4-5) defende, ainda, que “[…] o vínculo afetivo e carinhoso com o adulto é a primeira condição […]” para que a criança se sinta segura em iniciar as suas explorações. A mesma autora alerta para alguns atributos que os brinquedos devem ter, como “[…] atender à diversidade racial, não conter preconceitos de gênero, classe social e etnia, não estimular a violência” (idem:4), entre outros.

No que se refere à promoção do brincar [social] espontâneo através da organização espacial da sala, torna-se relevante salientar que as áreas de interesse, nomeadamente as do faz-de-conta, não devem manter-se iguais durante todo o ano. Assim, o Educador deve estar atento ao modo como as crianças se apropriam do espaço e dos materiais, para que possa, gradualmente, ampliar e modificar as áreas conforme as brincadeiras vão progredindo. Brickman e Taylor (1991:53) alertam mesmo que “[…] o número de áreas que os adultos decidirem criar […] deve basear-se nas necessidades e interesses do seu grupo”.

Um aspeto fundamental a salientar é que as crianças devem assumir uma participação ativa na organização ou modificação espacial da sala, uma vez que, como referem as OCEPE (1997:37), “[…] o processo de aprendizagem implica também que as crianças compreendam como o espaço está organizado e como pode ser utilizado e que participem nessa organização e nas decisões sobre as mudanças a realizar”. Para além disto, “[…] a organização do espaço em áreas com os seus respetivos materiais […] é uma forma poderosíssima de passar mensagens implícitas às crianças” (Oliveira- Formosinho, 2013:85).

É, também, importante que se insiram novos elementos e materiais, uma vez que a criança necessita que lhe seja proporcionada uma diversidade de situações de brincadeira que contribua para a sua evolução, de acordo com os seus interesses e necessidades. Outro aspeto a salientar é que os materiais devem estar acessíveis às crianças, para que tenham oportunidade de realizar as suas escolhas sobre as brincadeiras que querem desenvolver. Apoiando-me na perspetiva de Dempsey e Frost, (2010:688), “[…] o ambiente diz à criança se a julgamos capaz de ter sucesso […] e os materiais importantes ao alcance da criança comunicam-lhe a nossa confiança na sua capacidade para fazer escolhas bem sucedidas”, transmitindo-lhe, assim, um sentimento de valorização pessoal imprescindível à construção da sua autoimagem e, consequentemente, da sua autonomia. Dito de outro modo, a forma como o espaço e os materiais estão organizados pode promover a autonomia da criança face ao adulto ou, por outro lado, cerceá-la, por exemplo, no que se refere ao apoio à iniciativa e livre escolha da criança.

Em última análise, a organização do espaço assume um papel essencial na promoção das dinâmicas em contexto de sala, nomeadamente no que se refere ao brincar das

crianças, podendo, por outro lado, condicioná-las. Como tal, é fundamental que o Educador observe as dinâmicas da sala, o modo como as crianças se apropriam dos espaços e dos materiais, os interesses e necessidades que manifestam e, sobretudo, que reflita sobre as intencionalidades educativas que presidem a esta organização, sempre que possível, em conjunto com as crianças, para que se proceda a uma organização do espaço significativa para aquelas crianças em particular. Citando Oliveira-Formosinho (2007:26),

[…] a primeira tarefa do educador é a de pensar o contexto educativo e organizá-lo para que se torne um ‘segundo educador’. Ao educador pedimos que crie espaço de participação para as crianças, o que começa por criar um contexto que participe. Num contexto que participa, a estrutura, a organização, os recursos e as interações são pensados para criar possibilidades múltiplas a fim de que a escuta ativa da criança tenha reais consequências nos resultados de aprendizagem.

No que se refere à organização temporal da sala, no âmbito do brincar, o Educador deve possibilitar, na rotina, a existência de tempo para a criança desenvolver as suas brincadeiras espontâneas e incentivar as suas explorações, tendo em conta que “[…] a quantidade de tempo disponível afecta as dimensões lúdicas do contexto” (Dempsey & Frost, 2010:701). Sem desprimor para as atividades propostas pelo adulto, o Educador deve ter a preocupação de que estas não se sobreponham ao brincar, não o relegando para segundo plano, dado que “[…] os comportamentos lúdicos complexos […] requerem uma quantidade de tempo razoável” (idem:701-702).

Enquanto futura Educadora de Infância, creio que a capacidade flexibilizar a organização temporal da sala, dando tempo às crianças para brincar e prolongando esse tempo quando necessário, é crucial, uma vez que permite que se mantenham, durante mais algum tempo, concentradas na sua brincadeira e, consequentemente, agindo de acordo com os seus interesses e motivações. Citando Oliveira-Formosinho e Andrade (2011:72), a rotina diária deve ser “[…] respeitadora dos ritmos das crianças, tendo em conta o bem-estar e as aprendizagens […]”.

Devo, ainda, referir que acredito ser absolutamente necessário brincar com e para as crianças. É necessário “perder” (reiterando as aspas) esse tempo, ganhando-o, uma vez que, na minha conceção, quando o Educador não está presente nas brincadeiras, perde a noção do processo de construção do conhecimento das crianças.

Barbosa e Horn (2001:67) dedicaram-se ao estudo da organização do espaço e do tempo na Educação de Infância e defendem que:

[…] organizar o cotidiano das crianças da Educação Infantil pressupõe pensar que o estabelecimento de uma sequência básica de atividades diárias é, antes de mais nada, o resultado da leitura que fazemos do nosso grupo de crianças, a partir, principalmente, de suas necessidades. É importante que o educador observe o que as crianças brincam, como estas brincadeiras se desenvolvem, o que mais gostam de fazer, em que espaços preferem ficar, o que lhes chama mais atenção, em que momentos do dia estão mais tranquilos ou mais agitados. Este conhecimento é fundamental para que a estruturação espaço-temporal tenha significado. Ao lado disto, também é importante considerar o contexto sociocultural no qual se insere e a proposta pedagógica da instituição, que deverão lhe dar suporte.

Em suma, existem cinco fatores essenciais ao papel do Educador no brincar das crianças: as estruturas, os materiais, o tempo, o próprio Educador e a sua intervenção. É crucial que o Educador encare os momentos de brincar como momentos de aprendizagem por excelência, criando condições para que se desenvolva tendo por base as intencionalidades pedagógicas, intencionalizando, assim, o brincar. Dito de outro modo, deve criar meios para tornar o brincar espontâneo num brincar com valor pedagógico, utilizando o espaço e o tempo como recursos de inigualável valor. Deve, ainda, observar estes momentos, de modo a conhecer a criança e a sua identidade, refletindo retrospetivamente acerca do que observou e também prospetivamente, para que possa refletir sobre a sua intervenção em brincadeiras futuras e tendo sempre a consciência de que, acima de tudo, o brincar é “[…] a essência da infância” (Silva, 2010:11).

Capítulo II – Metodologia