BÖLÜM 1: SANAT YAŞAMI VE ESERLERİ
1.7 ATLAR ve HATLAR (1991-2010)
Quando se estuda a biografia de Piaget percebe-se como sua vida influenciou a construção de sua teoria. Jean Piaget nasceu em Neuchâtel (Suíça), em 9 de agosto de 1896 e faleceu em Genebra, em 16 de setembro de 1980. Inicialmente estudou biologia e, posteriormente, se dedicou a filosofia e a psicologia. Os estudos iniciais em biologia levaram o autor a acreditar que o desenvolvimento humano devia-se a interação com as variáveis ambientais, além da maturação e hereditariedade. Assim, as experiências anteriores contribuíram para a visão de que o desenvolvimento mental é um processo de adaptação ao meio, sendo uma extensão do desenvolvimento biológico (BARRETO, 2010).
As leituras filosóficas incitaram seu interesse pelo estudo dos problemas epistemológicos e ao mudar-se para Zurique, em 1919, assistiu a cursos de Eugen Bleuler, psicólogo clínico, com estudos na área de doenças mentais. Posteriormente, mudou-se para Paris e trabalhou com Simon na padronização de testes de raciocínio de Burt.
Esse trabalho foi fundamental para a Piaget, pois ao estudar o teste verificando o número de sujeitos que cometiam erros e acertos, uma questão chamou sua atenção: os erros eram sistemáticos, algumas crianças apresentavam dificuldades para resolver alguns problemas. Esta lógica existente nas respostas infantis levou Piaget a se questionar sobre as causas dos erros e sua relação com a forma de pensamento das crianças. Destas reflexões, concluiu que os erros das crianças não eram devido ao desconhecimento ou ignorância, mas sim que as estruturas do pensamento infantil eram diferentes das do adulto. A partir disso, o autor percebe a necessidade de construir um método próprio de pesquisa a fim de apreender o processo do pensamento infantil, assim, acaba desenvolvendo o Método Clínico.
Para Piaget, o sujeito é ativo em seu processo de construção de conhecimento. A criança constrói conhecimento agindo sobre o mundo e interagindo com as pessoas. Para Piaget, o conhecimento é um processo contínuo, construído lentamente durante toda a vida do sujeito. Desta forma, o desenvolvimento cognitivo é um processo de mudanças sucessivas das estruturas cognitivas, sendo que cada estrutura provém de outra anterior e é incorporada a esta, resultando numa mudança qualitativa (BARRETO, 2010).
Assim, Piaget organizou o processo do desenvolvimento cognitivo em estágios, sendo que cada estágio é uma forma particular de equilíbrio, evoluindo sempre no sentido de uma equilibração mais completa. Os estágios de desenvolvimento descritos por Piaget podem ser divididos em quatro períodos principais na seguinte seqüência: Sensoriomotor (de 0 a 2 anos); Pré-Operatório (de 2 a 6 anos); Operatório Concreto (de 7 aos 12 anos) e Operatório Formal (a partir de 12 anos). Cada estágio se caracteriza pelo surgimento de estruturas originais que diferem das estruturas anteriores pela natureza de suas coordenações e pela extensão do campo de aplicação. Estas estruturas correspondem a características momentâneas que são alteradas pelo desenvolvimento subseqüente, em função da necessidade de uma melhor organização. Para Piaget, os estágios obedecem a três critérios básicos:
1. A ordem de sucessão é constante, embora as idades médias que as caracterizam possam variar de um indivíduo para outro, conforme o grau de inteligência, ou de um meio social a outro; 2. Cada estágio é caracterizado por uma estrutura de conjunto em função da qual se explicam as principais reações particulares; e, 3. As estruturas de um conjunto são integrativas e não se substituem uma às outras: cada uma resulta da precedente, integrando-a na qualidade de estrutura subordinada e prepara a
seguinte, integrando-se a ela mais cedo ou mais tarde. (PIAGET;
INHELDER, 1978, apud FERRACIOLI, 1999, p. 182 e 183)
Segundo Piaget, quatro fatores principais influenciam o processo de desenvolvimento, são eles: maturação e hereditariedade, exercício e experiência, interações e transmissões sociais e equilibração. A maturação e hereditariedade são condições necessárias, já que possibilitam o aparecimento de certas condutas, mas não são suficientes para o desenvolvimento. A experiência pode ser de dois tipos: física, que está relacionada a conteúdos assimilados, consistindo em agir sobre os objetos para abstrair suas propriedades, partindo dos próprios objetos; e lógico- matemática, que consiste em agir sobre os objetos para abstrair suas propriedades. A transmissão social ocorre pela linguagem, contatos educacionais ou sociais, sendo um fator necessário, contudo insuficiente para promover o desenvolvimento, já que uma criança só assimilará informações que estiverem de acordo com o conjunto de estruturas relativas ao seu nível de pensamento. A equilibração é considerada por Piaget como o principal fator, já que a evolução ocorre sempre na direção de um equilíbrio, sendo que este depende da ação do sujeito ativo sobre os eventos externos e, ao mesmo tempo, da ação desses sobre aquele (BARRETO, 2010).
A afetividade, apesar de não ser um fator do desenvolvimento, influencia este processo já que o desenvolvimento intelectual tem sempre um componente cognitivo e outro afetivo. Este componente, embora não possa alterar as estruturas, influencia quais estruturas serão modificadas. O aspecto afetivo está relacionado a motivação e a seleção, assim o aspecto afetivo influencia o desenvolvimento intelectual já que dependendo da motivação e da seleção serão determinados quais conteúdos a atividade intelectual se concentrará (BARRETO, 2010).
Piaget acredita que a criança constrói conhecimento através de sua ação, que é a interação com o mundo físico e social, logo, todo conhecimento é uma construção que resulta das ações da criança. Para este autor há três tipos de conhecimento: físico, lógico-matemático e social. O conhecimento físico é o conhecimento das propriedades físicas de objetos e eventos, e a criança o adquire ao manipular com seus sentidos. O conhecimento lógico-matemático é construído pela criança quando esta pensa sobre as experiências com objetos e eventos e também necessita da ação da criança sobre os objetos. Ao contrario dos outros tipos de conhecimento, o conhecimento social se origina do meio sociocultural e não pode ser extraído apenas da ação sobre o ambiente, mas deriva das trocas realizadas com outros indivíduos
através de interação e de transmissões sociais estabelecidas durante toda a vida. Desta forma o conhecimento social é construído a partir de formas mais simples na infância e alcança formas mais elaboradas quando o indivíduo atinge o pensamento formal (BARRETO, 2010).