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4. SONUÇLAR

4.1. Aspir Tohumu İle İlgili Bazı Fiziksel Özellikler

A Constituição de 1988 e o Estatuto da Cidade promoveram importantes diretrizes gerais na política de gestão urbana do país, dando caráter normativo e de âmbito nacional, envolvendo agentes públicos e privados, além da abrangência das três esferas de poder – Legislativo, Executivo e Judiciário.

Segundo o Art. 182 da Constituição de 1988:

A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem estar de seus habitantes.

O Estatuto da Cidade define dois princípios fundamentais da política urbana: o princípio da função social da cidade e da propriedade urbana. Esses princípios visam o pleno desenvolvimento do direito a uma cidade sustentável do ponto vista social, econômico e ambiental, ou seja, o direito à terra urbana, à moradia digna, ao saneamento básico, ao transporte público de qualidade, ao trabalho e ao lazer.

O Estatuto da Cidade, Lei Federal nº 10.257 de 10 de Julho de 2001, que regulamentou os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabeleceu as diretrizes de planejamento e gestão territorial urbana na definição das bases para elaboração do Plano Diretor para os municípios com mais de 20 mil habitantes em área urbana e para municípios de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, além daqueles com áreas de especial interesse turístico e de influência de empreendimentos ou atividades com significativo impacto ambiental.

O Estatuto da Cidade incorpora as demandas sociais presentes no processo de redemocratização da sociedade brasileira, formulando um conjunto de orientações urbanísticas e ambientais que buscam definir parâmetros para minimizar os impactos ambientais urbanos como a degradação de importantes áreas de disponibilidade de recursos hídricos para o abastecimento público, a supressão de fragmentos de cobertura vegetal e as questões de ordem social como a falta de moradia, entre outros.

As políticas urbanas e regionais, segundo a Constituição Federal, são de responsabilidade dos três níveis de governo – Município, Estado e União.

Kato (2009, p. 5) afirma que,

Conforme a Constituição Federal de 1988 cabe ao município a responsabilidade da política urbana, principalmente com relação ao desenvolvimento e à organização territorial, a ser definida por meio do Plano Diretor (que regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição), e ao Estado, a organização regional e as políticas de caráter intermunicipal (conforme o artigo 25 da Constituição Federal). Por outro lado, as políticas ambientais e as hídricas são políticas concorrentes, ou seja, são competências comuns dos três níveis de governo; desse modo devem, quando a área em questão corresponder a dois ou mais municípios do mesmo Estado, se sujeitar ao Estado e, no caso de corresponder a municípios que estão em estados diferentes sujeitar-se à União.

O Estatuto da Cidade também estabelece que:

Apropriedade urbana cumpre sua função social quando atende

às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no Plano Diretor, assegurando o atendimento das necessidades quanto à qualidade de vida, à justiça social e ao desenvolvimento das atividades econômicas (Artigo 39).

A consequência na aplicação dessa norma, respeitando o direito de propriedade privada e reconhecida a sua individualidade, estabelece que os interesses sociais envolvidos na elaboração da política do plano diretor - a partir de regras legais - determinarão a concepção de propriedade social baseado em suas potencialidades de uso, ou seja, um direito sem conteúdo predeterminado.

Os instrumentos constituintes do Plano Diretor capazes de garantir a função social da propriedade e da cidade são os instrumentos reguladores de parcelamento, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo no tempo, o direito de preempção, a outorga onerosa, as operações urbanas consorciadas e a transferência do direito de construir.

Além desses procedimentos legais, o Estatuto da Cidade estabelece o plano plurianual de investimentos, a lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento anual como peças orçamentárias para viabilizar financeiramente o plano diretor.

Finalmente, o Estatuto da Cidade, reforça o caráter democrático de participação social ao estabelecer a exigência da municipalidade de instituir as audiências públicas e os debates com a presença da população e de associações representativas dos diversos segmentos da sociedade, além da publicidade e acesso de qualquer interessado aos documentos e informações produzidos.

Por outro lado, o Estatuto da Cidade, em seus muitos princípios definidores da política urbana nacional, busca nortear a atuação do poder público na obrigatoriedade normativa de assegurar ao conjunto da sociedade os direitos de uma cidade social, econômica e ambientalmente sustentável.

Nesse sentido, a busca pela distribuição justa de benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização, garantindo que todos os cidadãos tenham acesso aos bens e serviços oferecidos pela administração pública, torna-se um imperativo a ser alcançado na luta cotidiana de todos os moradores do território da cidade.

O Estatuto deixa claro que cabe ao Município, o dever de promover o ordenamento territorial mediante o planejamento e controle do uso, parcelamento e ocupação do solo e, mediante a formulação e implantação do Plano Diretor, estabelecer as diretrizes capazes de dar acesso à moradia, aos serviços e equipamentos urbanos, ao transporte público de qualidade, ao saneamento básico, à saúde, à educação pública e gratuita, à cultura e ao lazer.

Em síntese, a elaboração e implementação do Plano Diretor atendendo as diretrizes propostas pelo Estatuto da cidade, representa um instrumento de gestão ambiental urbana que busca aperfeiçoar a regulação do uso e ocupação do solo urbano e promover o ordenamento do território, além de promover o

desenvolvimento institucional e o fortalecimento da capacidade de planejamento e gestão democrática da cidade. (BRAGA, 2001).

Benzer Belgeler