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Askeri Görevlere Đlişkin Nedenler

5.4 Fornecedor - Atendimento do pedido 5.5 Centro de distribuição 5.6 Loja Analítico / explanatório 5.7 Análise dos resultados – Empresas A Capítulo 6 - Empresa B

Contexto Descritivo dos processos

6.1 Caracterização da

Empresa B

6.3 Compras

6.2 Caracterização da base de fornecedores

6.4 Fornecedor - Atendimento do pedido 6.5 Centro de distribuição

6.6 Loja

Analítico / explanatório

6.7 Análise dos resultados – Empresas B

5 EMPRESA A

Neste capítulo, são apresentados os resultados do estudo de caso realizado na Empresa

A. Inicialmente, é apresentada a caracterização da empresa, seguida da caracterização da base

de fornecedores dos itens de hortifruti da Empresa A. A caracterização da empresa e da base de fornecedores apresentam o contexto onde o processo ciclo do pedido e reposição está inserido. As atividades do ciclo de pedido e reposição na Empresa A são descritas de forma a fornecer os elementos para a discussão dos resultados.

5.1 Caracterização da empresa

A Empresa A é uma rede varejista que ocupou em 2009 umas das vinte primeiras posições do ranking de empresas do varejo supermercadista (RANKING ABRAS, 2010). Composta por um CD, 22 lojas, no formato supermercado, a empresa teve faturamento acima de 800 milhões de reais em 2009. O CD da Empresa A é responsável pela distribuição de frutas e legumes e dos itens de mercearia seca para as 22 lojas distribuídas em um raio de até 150 km de distância.

Entre as unidades de análise que compõem o caso da Empresa A estão o setor de hortifruti das lojas no formato supermercado, a área responsável pela compra dos itens de hortifruti, o CD e um fornecedor. Cada uma das unidades de análise será detalhada ao longo deste capítulo. Durante a coleta de dados foram realizadas quatro visitas às lojas, duas visitas à área de compras, e uma visita ao CD para observação direta.

Além da observação direta dos processos, foram realizadas oito entrevistas que ao total duraram 6horas e 30 minutos. O cargo dos entrevistados e unidade de análise da qual cada entrevistado faz parte são apresentados no Quadro 15. Os dados foram coletados no período de 21 de outubro de 2010 a 10 de fevereiro de 2011.

Unidade de Análise: Compras

Número de entrevistas: 1

Cargo do entrevistado: Comprador Sênior

Unidade de Análise: CD

Número de entrevistas: 2

Cargo dos entrevistados Encarregado de recebimento e separação Encarregado de Expedição

Unidade de Análise: Fornecedor

Número de entrevistas: 1

Cargo do entrevistado Responsável pela compra e venda de mercadorias

Unidade de Análise: Loja Loja – Supermercado

Número de entrevistas: 4

Cargo dos entrevistados Gerente da loja

Encarregado do setor de hortifruti Repositor de mercadoria de hortifruti

Responsável pelo recebimento e gestão de estoque

Quadro 15: Entrevistados da Empresa A por unidade de análise. (Fonte: Elaborado pela autora)

5.2 Caracterização da base de fornecedores da Empresa A

Estima-se que aproximadamente 70% dos fornecedores de itens de hortifruti da

Empresa A são produtores ou outros intermediários que não o CEASA, e esta proporção se

repete no volume de mercadorias, ou seja, cerca de 70% das mercadorias compradas são negociadas diretamente com o produtor, ou um intermediário que tenha contato direto com os produtores e 30% das mercadorias são negociadas no CEASA.

Esta proporção de mercadorias fornecidas do CEASA e de fornecedores externos ao CEASA é recente. Até menos de um ano antes do início da pesquisa, aproximadamente 80% dos itens eram negociadas com fornecedores localizados no CEASA. No entanto, a empresa tem buscado migrar a compra dos itens de hortifruti para o mais próximo possível do produtor rural. O motivo para isso é redução de um intermediário (o atacadista presente no CEASA) na cadeia de suprimentos de frutas e legumes. Ao eliminar, ou reduzir ao máximo, a presença do atacadista, a empresa ganha, pois pode aumentar as margens de contribuição, pode oferecer melhores preços aos produtores e ainda reduzir o tempo entre a colheita e a exposição do produto na gôndola do supermercado.

A Empresa A tem buscado fornecedores e produtores de pequeno e médio porte, de forma a haver equilíbrio no poder de barganha, ou para que a Empresa A seja o elo forte na negociação. Os entrevistados alegam que se comprassem de grandes produtores, com capacidade para fornecer para os maiores varejistas do país, estariam em desvantagem no

momento da negociação. Isso porque como o volume necessário para atender a demanda da

Empresa A é pequeno quando comparado ao volume demandado pelas grandes redes ou à

quantidade produzida e comercializada pelos grandes produtores. A Empresa A busca, na verdade, fornecedores que os considerem cliente estratégico e assim espera ter prioridade no atendimento dos seus pedidos.

No entanto, ao optar por comprar de pequenos e médios produtores, a Empresa A também está optando pela presença de agentes intermediários (por exemplo packing houses) que fazem o trabalho de colheita, classificação e embalagem das mercadorias. Isso porque a maioria dos pequenos e médios produtores não alcança escala suficiente para oferecer tais serviços. Alguns destes agentes intermediários trabalham como prestadores de serviços para os produtores, enquanto que outros atuam como intermediários.

No caso dos intermediários, esses fornecedores são responsáveis pelo mapeamento da produção e captação de mercadoria no padrão exigido pela Empresa A. Pode-se citar, por exemplo, o caso do tomate e da laranja, que são produtos fornecidos para a Empresa A por intermediários localizados próximos às regiões produtoras. Esses intermediários compram os produtos dos agricultores de pequeno porte, agregam os serviços de colheita, classificação e embalagem e revendem para o varejista.

Outro aspecto relevante na caracterização da base de fornecedores é que, no geral, quanto menor o produtor menos atualizado quanto às tecnologias de informação ele é. Em outras palavras, maior a incompatibilidade tecnológica, e em alguns casos organizacional também. Por isso, em alguns casos, os compradores precisam oferecer orientação sobre como utilizar computador e/ou sistemas de emissão de nota fiscal eletrônica. A informatização dos produtores é uma necessidade que a Empresa A tem, pois está começando a utilizar sistemas de informação nas atividades de emissão de documentos fiscais, envio de pedidos e tem-se aumentado o uso do email para a troca de informações.

Benzer Belgeler