• Sonuç bulunamadı

3. MATERYAL VE YÖNTEM

3.4. Asfalt Kaplamalarda Kullanılan Malzemeler

Era mais outro sábado de viagens, aulas e conversas sobre formação, experiência docente, atitudes diante do inesperado e continuação na formação de professores. O dia seguiu seu percurso e mais uma vez fomos à Nova Cruz.

Chegamos no horário de sempre – catorze horas. O Campus de Nova Cruz encontrava-se fechado. Aguardamos a chegada dos participantes sentados na calçada do prédio. Francisca chegou por primeiro. Estava exausta pela caminhada e o calor daquela tarde. Desculpou-se pela ausência na reunião anterior, mostrando- se disposta a retomar o que havia perdido. Outro a chegar foi João, pedagogo, supervisor escolar na Rede Pública Estadual, professor – tutor da Licenciatura em Matemática na Educação a Distância da Secretaria de Educação a Distância da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – SEDIS – UFRN que funciona nesta cidade. Sucessivamente foram chegando Pedro - Coordenador Geral do Campi,

também professor de Matemática da Rede Pública. Franciele42 chegou em seguida trazendo o lanche, conforme combinado na reunião anterior.

Ficamos por quase uma hora e trinta minutos à espera dos demais participantes que não chegaram. Só contávamos com quatro e os outros quatro não compareceram. Em conversa informal foram levantadas várias hipóteses que motivaram essas ausências: não vieram porque tinham que entregar a escrita do memorial pronto; estavam com outras atividades paralelas; não conseguiram entender o que havia sido solicitado para entregar naquela tarde; não vieram porque tinham que ler em voz alta a escrita de si, ou seja, tinham que torná-la pública. Sem querer saber de muitas explicações fui dizendo que esperava o restante do grupo até as 14h30min e, se caso ninguém viesse, iríamos embora. Esta atitude repentina e sem reflexão sobre o que representava sair e deixar o trabalho, quase colocava a perder os quatro meses de conquista e adesão na atividade de pesquisa.

Diante desta situação de instabilidade vivida por alguns segundos, imediatamente foi pensada outra estratégia para reestabelecer o grupo. Foi então, que o Professor Sebastião com sua experiência profissional, os laços de confiança, a sensibilidade e o interesse pela valorização e qualificação dos participantes neste trabalho, bem como o respeito, o interesse pela pesquisa e disponibilidade para com a pesquisadora e o seu orientador, usou de sua liderança, intermediação e intervenção para recuperar o equilíbrio novamente do grupo. Assim aconteceu a reunião com vistas à negociação para a continuidade ou não do trabalho que vinha sendo desenvolvido com o grupo dos professores de Matemática.

Neste sentido, o professor Sebastião refletiu sobre por que e como surgiu o interesse em realizar o trabalho com os professores de Matemática de Nova Cruz. Também deixou claras, as perspectivas advindas do trabalho proposto por mim, caso o grupo se fortalecesse e quisesse seguir adiante. Neste momento, vimos a necessidade de retomar os mesmos argumentos utilizados nas primeiras reuniões de sensibilização e adesão à pesquisa. Na verdade, o que queríamos era que o grupo entendesse que não era apenas o interesse de concluir uma tese de Pós- Graduação, mas, existiam outros interesses presentes na constituição do processo de (auto)formação continuada, como detalhamos em reuniões anteriores.

42 Todos os nomes dos sujeitos-autores são fictícios neste estudo para preservar a identidade dos

E para maior compreensão e clareza acerca da proposta de trabalho foram feitas várias intervenções entre os participantes e a equipe. Novamente foi retomada a questão sobre o que motivou as ausências dos demais participantes. A escuta das narrativas escritas era um momento a ser vivido naquela tarde. O mal entendido e a atitude de recolhimento para não participar da atividade programada demonstrou que o comportamento apresentado pelos ausentes se mostrou parecido e/ou igual aos dos alunos em dia de avaliação – resistentes.

Outra reflexão foi de que ainda não eram suficientes os argumentos usados para fazer com que os participantes se libertassem e aceitassem narrar a escrita de si e alcançar uma consciência de respeito, seriedade, privacidade, liberdade, comunhão, partilha, resiliência, ética e transparência nas regras que norteariam a prática do grupo de trabalho.

Esses caminhos e descaminhos serviram para eu perceber que não é uma tarefa fácil constituir um grupo coeso, interessado e participativo em pesquisas dessa natureza, bem como para se constituir um processo análogo ao que se denomina de antropologia da (auto)formação43. Para isso foram vividas diversas etapas para alcançar a constituição do grupo de pesquisa e formação.

No planejamento dessas etapas se refletiu sobre algumas questões como: onde constituir, o que abordar, quais estratégias de produção dos conhecimentos poderão aproximar e interessar a adesão na pesquisa, quais relações estabelecer – de negociação ou de hierarquia, o que reconhecer nas identidades – o saber ou o fazer, o saber-fazer, como manter acesa a chama da paixão pelo e com os participantes para participarem e se tornarem sujeitos – atores – colaboradores na pesquisa.

Quando reunido o grupo para elaboração, narrativa e escuta das histórias de vida mediante os blocos temáticos apresentados gradativamente é que se constituíram, de fato, as práticas dos ateliês (auto)formativos. O desenvolvimento da proposta se deu mediante as atividades programadas que compreenderam dois momentos: os ateliês (auto)formativos e as atividades que envolvem as práticas pedagógicas e o ensino da Matemática. Estes dois momentos são complementares

43O termo antropologia da (auto)formação está designando um ato investigatório para a produção de

conhecimentos com base nas memórias, lembranças, registros de vida do movimento que estão engajados pelos laços familiares, sociais, culturais, políticos, econômicos e educacionais dos professores.

e transversalmente interdependentes porque se articulam entre si, pois a vida pessoal não é isolada da acadêmica e nem da vida profissional.

Neste sentido os ateliês (auto)formativos como disposto de práticas formativas tiveram como eixo de funcionalidade ocupar os espaços e tempos com as narrativas orais e escritas, memórias, lembranças, arquivos pessoais na perspectiva do desenvolvimento profissional a se investir como uma política de formação capaz de colocar no centro das reflexões e discussões a trajetória de vida pessoal, acadêmica e profissional.

Os momentos que se desenvolveram nas práticas pedagógicas tiveram a compreensão de empreender várias dinâmicas histórico-metodológicas com base na Matemática e suas diversas tendências. No final houve a recolha de depoimentos e narrativas para análise, interpretação sobre o que poderia emergir dessas reflexões, discussões, produções individuais e coletivas do grupo pesquisado.

Benzer Belgeler