C- DOĞALGAZ İLE ISITILAN KALORİFERLİ BİNALAR (MERKEZİ SİSTEM VEYA KOMBİ)
6- ASANSÖRLÜ BİNALAR (ASANSÖR BAŞINA)
De acordo com Paula & Guibu (2007), a realização do teste de gravidez na própria unidade de saúde agiliza o diagnóstico e vincula o início do pré-natal a este serviço. No entanto, na presente pesquisa verificou-se que nenhuma USF realiza o teste de gravidez, apesar de ser um procedimento de fácil execução e baixo custo, sendo necessário encaminhar as mulheres para um laboratório da rede, via regulação (sistema de marcação de consultas e exames), dificultando o acesso e retardando o diagnóstico e, consequentemente, o início do pré-natal.
Inclusive, vale ressaltar que o acompanhamento da realização do teste de gravidez possibilita a identificação de situações de vulnerabilidade da paciente, como relações sexuais desprotegidas, violência, entre outras, mesmo que o resultado seja negativo (Paula & Guibu, 2007). Ou seja, esse passa a ser um instrumento de identificação de situações que em outros momentos não são possíveis de serem enxergadas pelo profissional de saúde, gerando uma oportunidade de ampliação das práticas de cuidado e prevenção.
Quando indagadas sobre a disponibilidade de métodos contraceptivos, todas as USF referiram a disponibilidade da pílula, como pode ser visto na tabela a seguir, com os demais métodos:
Tabela 5 – Disponibilidade dos Métodos Contraceptivos nas USF Métodos Contraceptivos Sempre Tem Às vezes
tem Nunca tem Não tem Pílula 19 - - - Minipílula 14 2 1 2
Pílula do Dia Seguinte 14 3 1 1
Injetável 17 1 - 1 DIU - - 19 - Diafragma - - 19 - Espermicida 17 - - 2 Preservativo Masculino 18 1 - - Preservativo Feminino 3 2 14 -
Apesar da garantia de uma dupla proteção pelo preservativo, os métodos de uso feminino, em especial a pílula, tornam-se mais evidentes, e, por isso, estão mais disponíveis para a população nos serviços de saúde, visto que a demanda é maior. Isto acontece porque, conforme observado por Pereira (2009) com a população adolescente, a responsabilização pela contracepção acaba sendo maior para as mulheres, ou seja, elas que são responsáveis em participar do planejamento familiar e de se protegerem, visto que, segundo Duarte (1998), são elas que engravidam, sofrem as consequências e riscos de uma gestação e assumem o maior cuidado dos filhos. O próprio conhecimento dos métodos, com evidência para os de uso feminino, é maior nas mulheres, de acordo com a pesquisa de Pereira (2009), mostrando essa responsabilização e, consequentemente, culpabilização por uma possível gestação não planejada/desejada.
Além disso, convencer o parceiro a utilizar o preservativo torna-se oneroso para a mulher, principalmente nos relacionamentos estáveis (namoro, casamento), provocando sentimento de desconfiança em relação à fidelidade do casal. Neste sentido, a confiança no parceiro torna-se uma das principais razões para que se elimine o comportamento
preventivo (Cruz & Brito, 2000), o que leva ao maior uso da pílula, visto que depende exclusivamente da mulher, porém sem gerar a prevenção às DST/Aids.
Percebe-se, assim, conforme aponta Pereira (2009), a necessidade de desconstrução de discursos e práticas que legitimam e reproduzem as ideias dos primeiros programas de planejamento familiar, que focavam na mulher o direito às informações sobre contracepção, responsabilizando-a e, consequentemente, excluindo o homem desse processo, por acreditar que esta temática não seria relevante para eles.
É importante também a integração dos programas e atividades de prevenção às DST/Aids e gravidez, reforçando o uso do preservativo enquanto um método que promove uma dupla proteção, enfatizando e garantindo a sua distribuição gratuita e livre nos serviços de saúde. Afinal, conforme apontam Paula & Guibu (2007), foi por intermédio desse insumo que a prevenção às DST/Aids chegou na AB, logo, torna-se evidente a necessidade de continuar intensificando as campanhas que estimulem o seu uso, inclusive para prevenir a gravidez.
Com relação ao início do pré-natal para as mulheres que buscam a unidade já com o resultado do teste de gravidez positivo, 15 USF referiram iniciar o acompanhamento no mesmo dia, já realizando as primeiras orientações e o cadastro dessa gestante no SISPRENATAL – Sistema de Acompanhamento do Programa de Humanização no Pré- Natal e Nascimento. Porém, 4 USF referiram realizar o agendamento para o início do pré- natal, não captando essa gestante logo naquele momento, o que protela o início do acompanhamento e dificulta, conforme apontam Paula e Guibu (2007), o diagnóstico precoce de doenças que podem colocar a saúde da mãe e do filho em risco, mesmo que essa mulher chegue no primeiro trimestre da gestação.
Assim, aponta-se, além da realização do teste de gravidez na própria USF, mas também o início prontamente do pré-natal como práticas de cuidado que possibilitam
medidas de intervenção para o diagnóstico e tratamento de eventuais agravos, havendo tempo até de impedir a transmissão de doenças para o bebê, impedindo, por exemplo, novos casos de sífilis congênita e infecção pelo HIV (Paula & Guibu, 2007).
Para tanto, na realização desse pré-natal, exames para detecção desses agravos devem ser solicitados para as gestantes. Então, perguntou-se nas USF sobre a solicitação de testes de HIV, sífilis e hepatite às gestantes e todas as USF disseram que esta é feita, visto, também, que a realização dos mesmos está preconizada pelo Ministério da Saúde (Brasil, 2005b) para o cuidado das gestantes durante o pré-natal, já na primeira consulta. Mesmo que o resultado desses exames seja negativo, é importante que o profissional reforce as orientações sobre medidas de prevenção, evitando futuras exposições de risco. Isso porque a sensação de alívio nesse momento pode desvalorizar a adoção de práticas seguras pela gestante (Brasil, 2010a).
Quando estendida a realização do teste anti-HIV para o parceiro, importante conduta de prevenção da transmissão vertical, principalmente quando se leva em consideração a janela imunológica, 11 USF indicaram realizar só em casos de necessidade, 6 nunca realizam e 2 não souberam responder. De acordo com o Ministério da Saúde (Brasil, 2010a), esse deve ser um momento para aproveitar a oportunidade de conhecer a condição sorológica do parceiro da gestante, convidando-o a participar do aconselhamento e da testagem, ampliando as condutas profiláticas.
Segundo o Ministério da Saúde, incluir o parceiro na discussão de medidas preventivas junto à gestante, como o uso do preservativo em todas as relações sexuais, torna-se importante em todas as oportunidades que o profissional de saúde tiver, encorajando também esse parceiro a realizar os testes sorológicos. A troca de parceiros também deve ser discutida com essa gestante, uma vez que isso pode aumentar o risco de
infecção pelas DST/Aids e, consequentemente, a transmissão para o neonato (Brasil, 2010a).
No caso da gestante ter DST/Aids e não comparecer durante o pré-natal, 13 USF afirmaram fazer a busca ativa através da própria unidade, enquanto as demais (N=6) não souberam o procedimento a ser tomado. Já com relação ao parceiro de gestante com DST/Aids, perguntou-se se a USF realiza alguma ação para o comparecimento do mesmo e 12 USF afirmaram que sim, citando a busca ativa e o convite pela gestante como principais condutas, enquanto uma USF não realiza nenhuma ação e 6 afirmaram não saber.
Quando indagadas sobre a presença de gestantes com HIV no ano anterior (2010), 2 USF afirmaram que houve uma gestante (cada) nessa condição sorológica, já com relação a outras DST, 6 afirmaram ter uma gestante (cada) e 2 afirmaram ter duas gestantes (cada), totalizando oito gestantes com DST. Sobre os tipos de DST com a respectiva quantidade de gestantes que as apresentaram, verificou-se: sífilis (4), hepatite C (2), HPV (1) e gonorréia (1).
Apesar dos esforços em busca da diminuição dos casos, ainda observa-se aumento de casos de transmissão vertical do HIV e de sífilis congênita na cidade de João Pessoa em alguns dos últimos anos, a partir de 2003, segundo relatório da Vigilância Epidemiológica sobre o estado da Paraíba (Brasil, 2009d). Portanto, conclui-se que é necessário continuar intensificando o diagnóstico precoce desses agravos, aproveitando também o contexto da gestação como oportunidade de identificação de situações de vulnerabilidade, possibilitando medidas de cuidado e prevenção às DST/Aids na população.