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Maddeler Arasındaki Uyumluluğun Ortaya Konması İçin Madde Toplam Puan Korelasyon Analizlerinin Yapılması Puan Korelasyon Analizlerinin Yapılması

HEMŞİRELERİN ELEŞTİREL DÜŞÜNME DÜZEYLERİNİN

3.7. Araştırmanın Etik İlkeleri

4.2.2. Maddeler Arasındaki Uyumluluğun Ortaya Konması İçin Madde Toplam Puan Korelasyon Analizlerinin Yapılması Puan Korelasyon Analizlerinin Yapılması

Arcoverde Albuquerque Maranhão e Maria Cota, que deixaram o

cargo logo depois, respectivamente em fevereiro e abril do mesmo ano, e ainda Dagmar Rodrigues de Oliveira que permaneceu na entidade durante longos anos, até sua aposentadoria.

Yolanda Lindenberg Lima, contratada como instrutora da

Escola nessa mesma ocasião, no ano seguinte passou a professora designada apenas para lecionar Nutrição e Arte Culinária, em vir- tude de não dispor de muito tempo para dispensar à instituição — a função de instrutora exigia dedicação integral ao ensino das disciplinas de enfermagem, com a orientação do estágio corres- pondente no campo hospitalar ou de saúde pública, o que ela não poderia fazer.

Em virtude de ser obrigatório o internato para as alunas, mesmo para as residentes em São Paulo, desde logo tomou-se a iniciativa de contratar uma pessoa para se responsabilizar pela parte social da residência. A escolha recaiu em Maria Lúcia Sampaio Pinto, que iniciou suas atividades nos primeiros meses

de 1943. A programação das atividades extracurriculares e a mi- nistração das aulas de educação física constituíram sua função primordial. Na qualidade de Diretora Social auxiliou a Escola em seus contatos com a comunidade, especialmente no que dizia res- peito ao recrutamento de candidatos ao curso, levado a efeito na Capital e no Interior do Estado. Consta do primeiro relatório apresentado por Edith Fraenkel que a Diretora Social planejou e levou a cabo diversas excursões e sessões dançantes, " c o m o parte do programa da vida social das estudantes e indispensável à ma- nutenção do equilíbrio mental".

Iracema Isabel Niébler, enfermeira-chefe do Instituto de

Higiene, passou a auxiliar na preparação de programas e aulas com o especial consentimento do diretor do Instituto, enquanto aguardava sua nomeação. Não chegou a ser funcionária da Es- cola, mas com ela colaborou em 1943 e 1944, ministrando o curso de Higiene Individual, além de outras tarefas que lhe couberam.

Clarice Delia Torre Ferrarini, diplomada pela Escola Ana

Neri em fins de 1943, de volta a São Paulo foi contra- tada pelo Hospital que, não tendo entrado ainda em funciona- mento, colocou-a à disposição da Escola. O livro de ponto desta entidade contém sua assinatura até junho de 1944, o que significa que, mesmo atuando no HC após sua inauguração em abril desse ano, continuou a colaborar na supervisão das estudantes em está- gio nas clínicas em funcionamento.

Em julho a secretaria passou a contar c o m a colaboração da

Risoleta Riedél, professora do magistério primário posta à dispo-

sição da Escola pelo Governo do Estado e que funcionou como auxiliar de secretaria até 1947, quando deixou a instituição.

Do pessoal administrativo contratado no decorrer de 1943, merecem menção aqueles que dedicaram grande parte de suas vidas aos trabalhos da entidade, desenvolvendo as respectivas ativi- dades com exação, zelo e até carinho, muitas vezes em condições adversas relativamente a ambiente e salários. São elas, por ordem de contratação: Odysse Fonseca, que entrou como auxiliar de mordoma e posteriormente passou a responsável pelos serviços de copa e cozinha — aposentou-se na década de sessenta; Maria

Conceição Carneiro e Maria José de Camargo Moura, contratadas

em agosto como "auxiliares de escrita", trabalharam na Escola durante muitos anos (a segunda até sua aposentadoria), em fun- ções diversas que as levaram a cargos de chefia, respectivamente na secretaria e na contabilidade; ainda como "auxiliares de escri- ta", iniciaram em setembro Helena de Barros Silveira e Orlando

Lopreato; este último permaneceu na entidade até aposentar-se, no

Helena de Barros Silveira afastou-se para tratamento de saúde após 36 anos de invulgar dedicação à Escola, 27 dos quais no cargo de Secretária, responsável por toda a parte administrativa. O interesse e o amor que sempre demonstrou pelo trabalho e pela instituição fizeram-na credora da gratidão dos que por aqui passa- ram na qualidade de dirigentes, servidores ou de membros dos corpos docente e discente.

Construção do edifício

O Serviço Especial de Saúde Pública ( S E S P ) , que funcionava junto ao Ministério de Educação e Saúde e era mantido no seu início, em 1 9 4 2 q u a s e que exclusivamente por verba norte- americana, decidiu construir o edifício para a instalação de uma das escolas de enfermagem recém-criadas ou cuja criação estivesse sendo planejada.

Vista da Escola

16 O SESP surgiu do um contrato firmado pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos em 17 de julho de 1942. Uma das cláusulas do contrato determinava constituir uma de suas finalidades «o preparo de profissionais para o trabalho de saúde pública, incluindo médicos, engenheiros sanitaristas, enfermeiros de saúde iníblica o outros técnicos . . . »

Por interferência do Dr. Bernard Mc. D . Krug, médico paulis- ta exercendo a superintendência do SESP, a Escola de Enfermagem de São Paulo foi a escolhida e em junho de 1943 era assinado um contrato entre aquele Serviço e o Governo do Estado de São Paulo. Esse contrato estabelecia as condições do empreendimento, deter- minava as responsabilidades do SESP e do Governo do Estado e previa a constituição de uma Comissão de cinco membros esco- lhidos pelos representantes do SESP e da Faculdade de Medicina, a fim de "elaborar os planos do edifício, aprovar contratos de construção e instalação e superintender a execução do projeto". A íntegra do Termo de Contrato acima encontra-se no Anexo II. Pelo contrato, o SESP deveria contribuir com a importância de US$ 200.000,00 (duzentos mil dólares), o que eqüivalia, na época, a cerca de quatro milhões de cruzeiros; o Governo do Esta- do deveria ceder uma área para a construção do edifício e contri- buir com a importância de aproximadamente US$ 100.000,00 (cem mil dólares), que correspondiam a dois milhões de cruzeiros.

De acordo com o Relatório do ano de 1944 (Anexo I ) , elabo- rado pela Diretora da Escola, a contribuição do Governo do Estado foi de dois milhões de cruzeiros para instalação e equipamento, além de milhão e meio para auxiliar na construção do prédio.

Os planos preliminares para o prédio foram apresentados por Peter Pfisterer, arquiteto-chefe do SESP. Para a supervisão da construção foi organizada a seguinte Comissão: Prof. Benedito Montenegro, representando a Secretaria da Educação e Saúde Pú- blica; Dr. Alfredo de Barros Amaral, representando a Secretaria de Viação; Dr. H. G. Baity, engenheiro-chefe do SESP; Sra. Edith de Magalhães Fraenkel, diretora da Escola e Dr. H. D . Chope, re- presentante da Fundação Rockefeller. Para representar o SESP na parte de enfermagem foi indicada enfermeira Gertrudes Hodgman, consultora junto àquela entidade.

Edith de Magalhães Fraenkel 1941-1955

Foi uma figura extraordinária de mulher, merecidamente escolhida para criar as bases sobre as quais seriam alicerçados a Escola de Enfermagem de São Paulo e o Serviço de Enfermagem do Hospital das Clínicas.

Nascida no Rio de Janeiro no dia 9 de maio de 1889, filha de Carlos Fraenkel e Aldina Botelho de Magalhães Fraenkel, pelo lado materno era neta do insigne brasileiro Benjamin Constant Botelho de Magalhães, um dos fundadores da República do Brasil.

Edith de Magalhães Fraenkel Organizadora e ./• Diretora da Escola

Em virtude dos cargos exercidos pelo pai, de consul brasileiro na Alemanha, Suécia e Uruguai, fez seus primeiros estudos nesses países; ao retornar ao Brasil dominava já os idiomas alemão, sueco e espanhol. Conjuntamente com os estudo? particulares que reali- zou no Rio e que a habilitaram ao exercício do magistério primário, aprendeu inglês, francês e italiano.

Sua primeira atividade foi de professora primária, função que exerceu no Rio de Janeiro por um período de seis anos.

Durante a primeira grande guerra, em 1918, fez o curso de samaritana na Cruz Vermelha Brasileira, entidade com a qual cola- borou na assistência aos doentes por ocasião da grande epidemia de gripe que grassou no Rio de Janeiro nesse mesmo ano. Rece- beu o título de Sócia Remida da Cruz Vermelha Brasileira pelos relevantes serviços prestados nessa ocasião.

Em 1920 fez o curso de visitadora na Inspetoria de Tuber- culose do Departamento Nacional de Saúde Pública. N o ano se- guinte foi nomeada enfermeira-chefe do Serviço de Tuberculose desse Departamento. Foi nessa qualidade que teve conhecimento de que a Fundação Rockefeller estava oferecendo uma bolsa de estudo para quem se interessasse em fazer o curso de enfermagem nos Estados Unidos.

Edith Fraenkel candidatou-se, foi aceita e em 1922 matriculou- se na Escola de Enfermagem do "Philadelphia General Hospital", pela qual se diplomou em outubro de 1925, após completar sua formação, ainda sob os auspícios da Rockefeller, com cinco meses de instrução e experiência em administração de unidades de enfer- magem e ensino e supervisão de estudantes de enfermagem.

De volta ao Brasil, nesse mesmo ano passou a lecionar na Escola Ana Neri, onde permaneceu de 1925 a 1927, na qualidade de instrutora v coordenadora do ensino. Devido a essa situação pode influir decisivamente, em 1926, na criação da Associação Nacional de Enfermeiras Diplomadas Brasileiras, hoje Associação Brasileira de Enfermagem ( A B E n ) , da qual foi a primeira presi- dente eleita, após o término da gestão da diretoria provisória indi- cada naquele ano. Exerceu o cargo de Presidente de 1927 a 1938.

Em 1927 foi nomeada enfermeira-chefe do Departamento Nacional de Saúde Pública e, no ano seguinte, diretora da Divisão de Enfermeiras de Saúde Pública desse mesmo Departamento. E m 1931 passou a Superintendente Geral do Serviço de Enfermeiras do Departamento.

Na qualidade de presidente da Associação de classe represen- tou o Brasil no Congresso do Conselho Internacional de Enfermei- ras ( I C N ) , realizado em 1929 nos Estados Unidos e Canadá, oca- sião em que o Brasil filiou-se a essa organização. Dessa viagem Edith Fraenkel trouxe os planos para a criação de um órgão de publicidade, tornado realidade pela publicação, em 1932, do primei-

ro número da Revista Anais de Enfermagem, hoje Revista Brasi- leira de Enfermagem. Foi editora da Revista de 1932 a 1938.

E m 1934 organizou, no Rio de Janeiro, o Serviço de Obras Sociais (SOS), destinado a completar o trabalho das enfermeiras de saúde pública junto à população pobre dos morros e favelas, com auxílio em forma de alimentação, medicamentos, hospitali- zação, escolas ou orfanatos para as crianças, abrigo provisório, trabalho para os desempregados ou egressos de prisões, entre outros.

Dois anos após, em 1936 fundou no Rio de Janeiro a primeira Escola de Serviço Social a funcionar no Brasil.

E m 1939 foi convidada pela Fundação Rockefeller para orga- nizar e dirigir a Escola de Enfermagem a ser criada em São Paulo. Aceito o convite, seguiu para os Estados Unidos e Canadá, como bolsista da Rockefeller, para observar e estudar a organização de escolas de enfermagem nesses dois países.

A par da grande cultura geral e do preparo específico na área de enfermagem, possuía uma personalidade marcante em que o dinamismo, a eficiência e o idealismo misturavam-se com a com- preensão, o altruismo e o espírito humanitário. Enérgica e auto- ritária na defesa dos interesses da Escola e da enfermagem brasileira sabia, entretanto, ser amiga de suas alunas às quais transmitiu o apreço pela profissão e pela associação de classe.

Sua sábia e eficiente direção levou a Escola de Enfermagem de São Paulo a atingir, em poucos anos, padrão de ensino compa- rável ao das melhores instituções congêneres dos Estados Unidos. Os treze anos que dedicou a esta instituição frutificaram através de suas alunas, discípulas que a recordam c o m respeito e carinho e que, espalhadas por todo território nacional perpetuam, por meio de sua atuação no campo da enfermagem, a verdade de ontem, de hoje e de sempre — o dever primeiro do profissional de enferma- gem consiste em, através de sua contribuição pessoal, melhorar " o bem-estar da coletividade o de seus membros, conjugando a função de educador sanitário com a de agente de cura".

Ill

PRIMEIROS TEMPOS: 1943-1946