1.2. Arap Baharı ve Ülkeler Tecrübesi
1.2.4. Arap Baharı ve Suriye
Os blocos vazados de concreto possuem dimensões de 140 x 190 x 390 mm, com área líquida de 30663 mm², o que corresponde a aproximadamente 56% de sua área bruta. A espessura das paredes longitudinais e dos septos transversais é de 28 mm, com exceção do septo transversal central que possui 30 mm de espessura, conforme ilustra a Figura 4.1a. Os vazios dos blocos são definidos pela inserção de dois prismas de EPS (poliestireno expandido) escolhidos por prevenirem eventuais fissuras decorrentes do efeito de retração do concreto às primeiras horas, já que estes ficam em contato com as fôrmas por 24 h. Ensaios de absorção realizados previamente indicam que a quantidade de água absorvida por estes elementos não alteram a relação a/c original do traço de concreto.
Na Figura 4.1b ilustra-se a fôrma dos blocos (constituídas por chapas metálicas e parafusadas entre si), os prismas de EPS e a barra de travamento superior.
Produz-se também o “meio-bloco” (Figura 4.2), elemento utilizado na construção de paredes a fim de permitir a alternância das juntas verticais. Em cada fôrma são produzidos dois meio-blocos utilizando-se núcleo de EPS com menor largura a fim de que os septos transversais dos “meio-blocos” tenham de 28 mm.
(a) (b) Figura 4.1 – Dimensões do bloco de concreto em centímetros (a) e fôrma para sua produção (b).
(a) (b) Figura 4.2 – Geometria do meio-bloco com dimensões em centímetros (a) e fôrma utilizada na
sua produção (b).
As fôrmas são seqüencialmente preenchidas com concreto sobre mesa vibratória, recebendo posteriormente o acabamento da face superior. Decorridas 24 horas, os blocos são desmoldados e levados à câmara úmida onde permanecem sob umidade relativa constante de aproximadamente 95% por, pelo menos, sete dias. Antes da colocação em câmera úmida, os EPS são retirados dos blocos.
Após a cura dos blocos, procede-se a regularização do topo e base por processo mecânico (retífica) para que estas se tornem planas e paralelas, de modo que não seja necessária a utilização de algum tipo de capeamento para sua regularização. Na Figura 4.3 está apresentado o bloco durante e após o processo de retífica.
(a) (b) Figura 4.3 – Processo de retífica do bloco (a) e acabamento final de suas superfícies (b).
A etapa seguinte compreende a marcação dos pontos de instrumentação nos blocos para a fixação de extensômetros mecânicos, transdutores de deslocamento e relógios comparadores. Objetiva-se, dessa forma, obter os deslocamentos longitudinais e transversais ao longo das paredes dos blocos. Dois transdutores de deslocamento são utilizados para medir o deslocamento da placa-padrão, um em cada lado do bloco. A Figura 4.4 apresenta o detalhe
da instrumentação. Os ensaios com blocos são realizados próximo aos 14 dias após a concretagem.
Figura 4.4 – Instrumentação utilizada nos ensaios de blocos vazados de concreto: extensômetros mecânicos (vertical) e transdutores de deslocamentos (horizontal). Vista frontal (F), lateral
direita (D), vista posterior (T) e lateral esquerda (E) 4.3.2 Prismas constituídos por três blocos
São elementos formados por três blocos interligados por juntas de argamassa assentadas sobre os septos transversais e paredes longitudinais. As juntas têm espessura de 10±3 mm conforme recomendação da NBR 8215 (1983), portanto, a altura total dos prismas é de 590 mm.
O processo de produção dos blocos que constituem os prismas segue a metodologia anteriormente descrita. Entretanto, não há a necessidade do acabamento do topo e base do bloco já que este possui uma das superfícies plana que fica em contato com o fundo da fôrma metálica. Desta forma, os blocos extremos do prisma têm estas superfícies em contato com as placas de ensaio e as superfícies irregulares em contato com a junta de argamassa.
A construção dos prismas, cuja seqüência é apresentada na Figura 4.5, ocorre aproximadamente no sétimo dia decorrido da concretagem e o ensaio sete dias após sua construção. Utilizam-se nestes ensaios os mesmos aparelhos de medição adotados nos ensaios com blocos vazados, porém, com uma disposição diferenciada (Figura 4.6). Assim, procura-se analisar o comportamento global do prisma utilizando-se instrumentos com maior base de medição e o comportamento do bloco central com instrumentação específica para este. Para
aferir o deslocamento da placa de ensaio, utiliza-se um relógio comparador de cada lado, próximo à região central do elemento.
Figura 4.5 – Etapas da construção dos prismas.
Figura 4.6 – Instrumentação utilizada nos ensaio dos prismas: extensômetros mecânicos (vertical), transdutores de deslocamento (vertical e horizontal) e relógios comparadores (vertical). Vista frontal (F), lateral direita (D), vista posterior (T) e lateral esquerda (E).
4.3.3 Miniparedes
Estes elementos, constituídos por blocos e meio-blocos de concreto, foram idealizados para substituir os modelos prescritos pela NBR 8949 (1985). A vantagem da redução das dimensões é o custo mais baixo devido à redução de mão-de-obra e material, permanecendo a representação satisfatória do modelo normalizado. As miniparedes possuem dimensões de 790 x 790 mm e a disposição das unidades e juntas de argamassa está ilustrada Figura 4.7. Além das juntas horizontais de argamassa, as miniparedes possuem juntas verticais respeitando também a espessura de 10±3 mm.
Figura 4.7 – Detalhe da miniparede de blocos de concreto.
A execução das miniparedes e o seu ensaio ocorrem, respectivamente, no 7º e 14º dia após a concretagem dos blocos. Com a instrumentação apresentada na Figura 4.8, possibilita- se a análise do comportamento global da miniparede e do comportamento do bloco isolado.
Figura 4.8 – Disposição dos instrumentos de medição utilizados nos ensaios de miniparedes: extensômetros mecânicos (vertical), transdutores de deslocamento (vertical e horizontal) e relógios comparadores (vertical). Vista frontal (F), lateral direita (D), vista posterior (T) e
lateral esquerda (E). 4.3.4 Corpos-de-prova
Paralelamente à produção dos blocos de concreto e execução dos prismas e paredes, são moldados corpos-de-prova de concreto e argamassa.
Os corpos-de-prova cilíndricos de 100 x 200 mm (diâmetro x altura) e vigas com 150 x 150 x 500 mm (largura x altura x comprimento) são produzidas com o concreto do mesmo lote de mistura utilizado na moldagem dos blocos, adensados sobre mesa vibratória (Figura 4.9a e Figura 4.9b). Os CP’s cilíndricos são destinados aos ensaios de compressão axial e compressão diametral, determinando-se a resistência à compressão, resistência à tração e o módulo de elasticidade do material. Realizam-se ensaios à flexão de três pontos em vigas de concreto com entalhe, obtendo-se o valor da resistência à tração e a energia de fraturamento.
(a) (b) (c) Figura 4.9 – Moldagem de corpos-de-prova de concreto (a e b) e argamassa (c).
Os corpos-de-prova de concreto permanecem em câmara úmida por sete dias e são retirados juntamente com os blocos. O acabamento das superfícies de ensaio dos CP’s cilíndricos também é feito por meio do processo de retífica, conforme ilustra Figura 4.10. Após a retirada das vigas da câmara úmida, executa-se um entalhe na parte inferior, ao longo de sua largura e com profundidade de 25 mm (Figura 4.11a).
(a) (b) Figura 4.10 – Processo de retífica nos corpos-de-prova (a) e detalhe do acabamento (b).
Para a obtenção das propriedades mecânicas relativas à argamassa utilizada na construção de prismas e paredes, moldam-se corpos-de-prova cilíndricos 50 x 100 mm e vigas 150 x 150 x 500 mm. O adensamento dos elementos também é realizado sobre mesa vibratória (Figura 4.9c). Os corpos-de-prova de argamassa permanecem em cura ao lado dos respectivos prismas e paredes, em ambiente de laboratório, conforme ilustra a Figura 4.11b.
(a) (b) Figura 4.11 – Execução do entalhe nas vigas (a) e posterior armazenagem dos corpos-de-prova
de argamassa ao lado dos prismas (b).
Os corpos-de-prova cilíndricos são instrumentados com dois extensômetros mecânicos, para obtenção dos deslocamentos longitudinais, com base de medida correspondendo à metade da altura do corpo-de-prova. Utilizam-se ainda, em alguns CP’s, extensômetros elétricos de resistência para a obtenção da deformação longitudinal e transversal, no centro, topo e base do CP, conforme ilustra a Figura 4.12.
Figura 4.12 – Instrumentação utilizada nos corpos-de-prova cilíndricos de concreto. O ensaio à flexão das vigas é realizado com controle de abertura do entalhe por meio de um extensômetro mecânico, tornando o ensaio mais estável. Mede-se ainda o deslocamento vertical do plano de carregamento com um relógio comparador conforme esquema apresentado na Figura 4.13.
(a) (b) (c) Figura 4.13 – Ensaio de vigas de concreto ou argamassa e instrumentação no entalhe da viga (a),
relógio comparador para a medição do deslocamento da linha de carga (b) e sistema para aplicação de força (c).