BÖLÜM I: GİRİŞ
1.6. KAVRAMSAL ÇERÇEVE
1.6.3. Fen Öğretiminde Araştırma ve Sorgulamaya Dayalı Öğrenme Yaklaşımı
1.6.3.2. Araştırmaya ve Sorgulamaya Dayalı Öğrenmede Öğrenci ve Öğretmenin
O município de Belém, fundado em 12 de janeiro de 1916, está situado nas proximidades da linha do Equador (-01º27’21’’). Possui um território com a extensão de 505,82 Km2, sendo 34,36% (173,78 Km2) de área continental e 65,64% (332,04 Km2) de área insular, composta por 43 ilhas59. A zona urbana de Belém inclui quase todo o território
59 As principais ilhas de Belém são Mosqueiro, Caratateua e Cotijuba. Martins (2000, p. 11) comenta que as
ilhas são de tamanhos bastante variados, em alguns casos de poucos metros (não podendo ser identificada por imagem de satélite) e até perfazendo 215,5 Km2, como é o caso da ilha de Mosqueiro (a maior ilha de Belém).
continental e a faixa litorânea da Ilha de Mosqueiro, sendo o restante do território, considerando zona rural (MARTINS, 2000, p.11). O Município é banhado ao sul, pelo Rio Guamá e a oeste pela Baía do Guajará. Tem como limites, ao norte a Baía do Marajó, ao sul o município do Acará, a oeste as Baías de Guajará e Marajó e a leste os municípios de Santo Antônio do Tauá, Ananindeua, Benevides e Santa Bárbara (BELÉM, 1997).
Além de capital do Estado do Pará, Belém é o município central de sua Região Metropolitana, que compreende os municípios contíguos de Ananindeua, Belém, Benevides, Marituba e Santa Bárbara do Pará60. Por ser a cidade mais populosa da região Norte e principal cidade da maior região metropolitana da Amazônia, é denominada de "Metrópole da Amazônia". Abaixo uma imagem de satélite e um mapa da Região Metropolitana de Belém.
Fotografia 2 – Imagem de satélite da Região Metropolitana de Belém (RMB).
Fonte: Dilermando Cabral Jr.
60 A Região Metropolitana de Belém foi “criada pela primeira lei nacional referente a Regiões Metropolitanas: a
Lei Complementar 14, de 1973, que delimitou a Região Metropolitana de Belém como formada pelos municípios de Belém e Ananindeua. A Lei Complementar 27, de 1995, incorporou à Região os Municípios de Benevides, Santa Bárbara do Pará e Marituba, sendo esses dois últimos criados por desdobramento de Benevides, respectivamente em 1993 e 1997” (MARTINS, 2000, p. 13).
Mapa 1 - Divisão político-administrativa da RMB por Municípios, 2000.
Fonte: Observatório de Políticas Urbanas e Gestão Municipal – IPPUR/UFRJ-FASE, 2002. Equipe Metrodata: Henrique Rezende, Paulo Renato Azevedo, Peterson Leal.
A expressão atribuída a Belém como "Cidade das Mangueiras" ocorre pela abundante arborização urbana em praças e vias públicas por mangueiras, pela influência da administração de Antônio Lemos no final do século XIX (SARGES, 2002). A denominação de "Cidade Morena", diz respeito as característica herdada com a miscigenação de povos nativos, europeus e africanos. Na fotografia abaixo um registro panorâmico da grande Belém.
Fotografia 3 – Visão panorâmica do município de Belém.
Belém é uma das principais entradas da região norte, facilmente alcançada por vias de acesso terrestre (por meio da BR-316 - Nordeste, BR-010 – Belém/Brasília e PA-150 - Alça Viária), aérea (principalmente no moderno aeroporto Internacionl de Val de Cans) e fluvial (pelas baías de Santo Antônio, Guajará e Guamá).
O relevo caracteriza-se pelos baixos platôs e planícies litorâneas. Na zona urbana, grandes áreas estão abaixo da cota de 4 metros, sofrendo influência das marés altas e tendo dificuldade no escoamento das águas das chuvas, denominadas popularmente de “áreas de baixadas” (PARANAGUÁ et al, 2003).
Nas costas inferiores estão os terraços aluviais, com formação típica de várzea (alta, baixa e igapós). Tais características propiciam a formação de bacias hidrográficas em toda a extensão continental do município. As principais bacias são: do Una (36,64 Km2), do Tucunduba (10,55 Km2), da Estrada Nova (9,64 Km2), das Armas e do Reduto (2,74 Km2) e, também, do Comércio (2,11 Km2) (BELÉM, 1997).
A vegetação é composta pela floresta secundária ou capoeiras que passaram a substituir a antiga floresta densa dos baixos platôs. Os mangues e siriúbas acompanham as áreas fluviais e semi-litorâneas do estuário, enquanto a floresta ombrófila segue junto aos cursos d’água e as “baixadas” (BELÉM, 1998).
O clima quente e chuvoso favorece a precipitação média anual, variando entre 2.600 e 3.300 mm/ ano. Existem apenas duas estações no ano: seca e chuvosa. A estação seca vai de junho a novembro e a chuvosa de dezembro à maio. O Município apresenta umidade relativa do ar nunca inferior a 80% e temperatura média anual de 26ºC na classificação climática de Köppen. A área está enquadrada na zona climática Afi, o que corresponde ao clima de floresta tropical, constantemente úmido, sem estação fria (BELÉM, 1997).
Dados do IBGE apontam que em 2000 a população de Belém totalizava 1.280.614 habitantes, enquanto no Pará a população era de cerca de 6.192.307 habitantes. Nas estimativas populacionais do IBGE, é sugerido um crescimento populacional significativo em Belém, que em 2005 passa a totalizar cerca de 1.405.871 habitantes.
Com o objetivo de facilitar a administração pública da extensa área de Belém, foi promulgada a Lei nº. 7.686 de 05 de janeiro de 1994, que dividiu os bairros de município em oito distritos administrativos: Distrito Administrativo de Mosqueiro (DAMOS), Distrito
Administrativo de Outeiro (DAOUT), Distrito Administrativo de Icoaraci (DAICO), Distrito Administrativo do Benguí (DABEN), Distrito Administrativo do Entroncamento (DAENT), Distrito Administrativo da Sacramenta (DASAC), Distrito Administrativo de Belém (DABEL), Distrito Administrativo do Guamá (DAGUA) (BELÉM, 1997). A seguir um mapa dos bairros e ilhas, distribuídos por zonas eleitorais.
Mapa 2 – Bairros e ilhas de Belém, distribuídos em zonas eleitorais.
São expressões significativas da história da sociedade de Belém: a ocupação inicial pelos índios Tupinambás; o confronto de ocupação da foz do Amazonas que ocasionou a criação da cidade em 1616; sua participação na economia das drogas do sertão; o governo populista de Magalhães Barata; a era da borracha em fins do século XIX e início do século XX, que possibilitou a urbanização inicial da cidade com as influências de Antônio Lemos; o movimento revolucionário da Cabanagem, bem como a influência; e impactos dos Grandes Projetos na Amazônia.
Segundo Silva (2000) a história do desenvolvimento urbano de Belém, mostra-nos que o dinamismo social foi preferencial na ocupação do solo, pois a partir de um sítio localizado na confluência do Rio Guamá com a Baia do Guajará, a malha urbana desenvolveu-se, iniciada com a construção do Forte do Presépio (atual Forte do Castelo) pelos portugueses interessados em assegurar a apropriação da terra assediada. Durante o século XVII Belém possuía apenas dois núcleos urbanos, a cidade e a campina, separadas por uma planície alagadiça e pelo vale do Igarapé do Piri. A expansão da cidade ocorreu em 1791 com o aterro do Piri, avançando rumo ao interior a partir da abertura de novas ruas. Tal empreendimento foi uma das primeiras intervenções de grande impacto para Belém, sendo antecedida por chacinas organizadas por portugueses que dizimaram os primeiros habitantes da região, os índios Tupinambás. Após traspassar o Piri, a ocupação firmou-se por terras altas do interior de Belém, passando do território da 1ª légua patrimonial.
Perseguindo o modelo de capital portuguesa, em meados do século XIX, intensificou- se o processo de ocupação e devastação de áreas verdes pelo adensamento populacional, comprometendo áreas que poderiam ser resguardadas para o lazer social. Tal cenário implicou na implantação de um “cinturão institucional” na saída da cidade que resultou na proliferação de vilas e passagens, característica peculiar da ocupação urbana em Belém (FUNVERDE, 2000).
Até metade da década de 1950, a população tinha ocupado quase todas as terras alagadas e não alagáveis dentro da Primeira Légua Patrimonial. Nos anos 1960, inicia-se a ocupação de áreas alagáveis, “de baixadas”, por falta de opção. Com a inauguração da Belém – Brasília, intensificou-se o processo migratório para a capital. As áreas das orlas da baía do Guajará e do Rio Guamá, eram ocupadas por empresas ou pela população de baixa renda. Na década de 70, Belém experimentou um crescimento demográfico três vezes maior
que a média nacional. Pressionadas pelos planos políticos e a crise econômica, a população das orlas passa a vender o direito de posse de terra a empresas que incorporaram várias áreas, construindo grandes barreiras físicas, isolando Belém do seu rio. Nesse período, as políticas públicas federais favoreceram o acesso de um grande contingente populacional vindo principalmente do Nordeste brasileiro. Houve assim, uma nova fase de ocupação do espaço urbano voltada para as áreas alagadas, antes desprezadas, iniciando-se uma rotineira história de conflitos pela posse de áreas dentro do espaço urbano de Belém que ocorrem até os dias de hoje.
Como Metrópole da Região, Belém recebe uma sobrecarga populacional que facilita um verdadeiro inchaço em sua periferia. Esse adensamento é intensificado pela própria mobilidade interna no sentido centro-periferia, causada principalmente por um significativo processo de especulação imobiliária, que tem o espaço urbano como mercadoria geradora de rendimentos e lucros (BELÉM, 1997).
Nas décadas de 70 e 80 a área central de Belém sofreu uma expressiva verticalização e valorização de seus terrenos, estendendo-se também aos bairros formados sobre áreas de baixada, que por estarem mais próximos do centro contam com um melhor nível de atendimento infra-estrutural.
A partir desse período o processo de ocupação passa a ter um caráter de movimento, em virtude da organização dos trabalhadores na luta pelo direito de morar. Surge no cenário da cidade às conhecidas “invasões”, construídas precariamente por incentivo de políticas imediatistas do governo que pretendendo dar respostas de curto prazo ao problema de moradia em Belém, conseguiu agravar a situação. Até 1997, tinham aproximadamente 300 áreas de ocupação desordenada, habitadas por
[...] densos aglomerados populacionais onde as condições de habitabilidade são as mais precárias possíveis. São áreas constituídas desordenadamente, onde a circulação interna permite, via de regra, somente a passagem de pedestres, feita através de estivas de madeira, em geral com péssimo estado de conservação. O saneamento básico inexistente, permite um convívio diário em condições sofríveis de higiene, além do que, há carência de equipamentos urbanos de educação e saúde, e as moradias são quase sempre pequenos cubículos, geralmente com, no máximo, dois cômodos, construídas em madeira de baixíssima qualidade, sobre a lama e o lixo, e sujeiras e constantes alagamentos (BELÉM, 1997, p. 16).
Em relação à população ribeirinha, habitante das ilhas, sabe-se que suas condições de vida são bastante difíceis, a maioria vive em um isolamento geográfico, carente de equipamentos sociais (principalmente os da área da educação e saúde) e vivendo a dificuldade de comunicação e transporte.
Belém experimentou um forte processo de concentração urbana e acelerada elevação de níveis de densidade populacional, enfrentando problemas como “a insuficiência no sistema de saneamento básico, trânsito violento, desemprego crescente, ocupação desordenada na área urbana e violência” (PARANAGUÁ et al, 2003), principalmente a partir do século XX. O aumento da pressão populacional e da pobreza tem reduzido a capacidade da população de utilizar os recursos naturais de forma racional.
O processo de industrialização e a incessante busca pelo crescimento econômico têm levado a cidade a crescer desordenadamente e a criar bolsões de miséria. A situação é agravada pela intensa migração de pessoas que chegam à cidade com a ilusão de renda estável e melhoria das condições de vida, contudo terminam por enfrentar duros entraves como: mercado de trabalho saturado, baixa qualificação, baixa oferta de habitações economicamente acessíveis e serviços de infra-estrutura insuficientes para atender a crescente população.
A formação e sustentação econômica da cidade é estreitamente vinculado a organização econômica da Amazônia, historicamente determinado por um modelo concentrador de renda e exclusão social, imposto ao país desde o período colonial. Como conseqüência, observa-se uma sociedade local caracterizada por intensas desigualdades sociais, onde a maioria empobrecida trabalha em favor de uma minoria rica e poderosa, que mantém seu poder hegemônico (BELÉM, 1997).
A economia de Belém baseia-se nas atividades de comércio, serviços e turismo, embora desenvolva, também, atividades industriais (alimentícias, navais, metalúrgicas, pesqueiras, químicas e madeireiras). Embora reconhecida como metrópole da região, Belém não se transformou em uma cidade propriamente industrial, visto que o setor secundário implantado, além de atender o padrão de acumulação brasileira, caracterizava-se por sua baixa densidade tecnológica voltada em sua maioria para a produção de bens do setor primário, destinados ao mercado externo. Já o mercado interno da cidade, passou a depender cada vez mais dos bens produzidos no centro-sul do país.
Caracterizada, por uma fraca capacidade de geração de emprego e renda e uma crescente demanda de emprego, quase metade da força ativa de trabalho de Belém, encontra-se no setor informal e os índices de desemprego são alarmantes. Somente na indústria, entre 1989 a 1994, registra-se uma redução de cerca de 10.500 empregos. (Programa do Governo do Povo, 1996). Em 1999, a taxa de desemprego atingiu 16% em 1999, sendo a segunda maior taxa registrada entre regiões metropolitanas brasileiras, onde o índice de 15% ficou para Recife, Belo Horizonte e São Paulo, e o índice de 19% com Salvador (IBGE, 2001). Nesse sentido, Paranaguá (2003) afirma que “Belém, é uma metrópole relativamente pobre, cujo PIB em 1999 foi de aproximadamente R$5,3 bilhões” o que corresponde a 32% do PIB do Pará.
Considerando a análise de Paranaguá (2003) e seguintes dados sistematizados pelo IBGE, observo que o PIB de Belém vem diminuindo, pois em 1999 ele correspondia a 32% do PIB do Pará, em 2002 ele ficou em 30,4% e em 2005, decresceu para 28,8%.
Quanto ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que leva em conta a expectativa de vida, nível de educação e renda da população, Belém possui o maior IDH dentre os municípios do Norte, embora Paranaguá et al (2003) aponte com base em análises do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) que ela não tem o maior IDH do Brasil. Em 2003 o IDH de Belém era de 0,806, enquanto o maior IDH que era o Porto Alegre totalizava 0,865.
Nos últimos anos, a situação econômica de Belém foi complicada pelo Projeto Neoliberal, que buscando acelerar o processo de globalização da economia, tem submetido países com economias de capital periférico e tardio, como é o caso do Brasil, em situação de total dependência e crescente empobrecimento da maioria da população (SILVA, 2002).
A situação de crescente pobreza a qual está submetida a maior parte da população, a insuficiência e fragilidade de políticas sociais básicas, o conflito de gerações, a impunidade dos violadores e exploradores dos direitos infanto-juvenis são alguns dos determinantes históricos que tem levado Belém a vivenciar um quadro bastante preocupante em relação a infância, submetida cada vez mais a situações de violência e abandono. Conforme o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONDAC) (BELÉM, 1997, p. 21)
[o]bserva-se ser cada vez maior o elenco de meninos e meninas que fazem da rua seu espaço de moradia e/ou sobrevivência. Espaços como o mercado de Ver-o-Peso, de são Brás, CEASA, Entroncamento, Centro Arquitetônico de Nazaré, Praça da República, Buraco da Palmeira, principais avenidas e semáforos têm sido pontos tradicionais de presença rotineira desse segmento. A pesquisa “Vamos Contar” realizada pela Fundação Papa João XXIII, no ano de 1993, constatou a expressiva existência de cerca de 3.521 crianças e adolescentes em situação de rua, sendo 3.116, ou seja, 88,50% do sexo masculino e 405, correspondente a 11,50% do sexo feminino.
Detentora de um expressivo exército de reserva e de empregados com baixíssimos rendimentos econômicos, em 1997, Belém possuía um grande contingente de crianças e adolescentes submetidos em situações difíceis que apontam para um baixo nível de qualidade de vida. Há um alto índice de crianças e adolescentes na rua, participantes de gangues e galeras, em situação de exploração sexual, de maus tratos, de delinqüência, de drogatidição e de exploração pelo trabalho (BELÉM, 1997). Tal cenário tem exigido uma especial atenção dos promotores de políticas sociais e de captação de investimentos para a situação risco e exclusão social de crianças, adolescentes e jovens.
Na primeira metade da década de 90, a Prefeitura Municipal de Belém, em uma mensagem enviada à Câmara Municipal, caracterizava os principais problemas da cidade, da seguinte forma:
1. áreas de habitação subnormal desordenadamente distribuídas e que obstruem, não raro, o escoamento hídrico, em face do deficiente sistema de macrodrenagem existente;
2. com um sistema viário deficiente o que impossibilita o desenvolvimento do tráfego normal da cidade e prejudica os serviços de transportes coletivos destinados ao atendimento dessas populações;
3. a circulação interna de pedestres, nas áreas de baixada, se faz de forma precária, em geral através de estivas de madeira quase sempre em péssimo estado de conservação;
4. o transporte coletivo que atende às baixadas, se limita a circular, dada a falta de condições para o tráfego interno, em sua periferia, obrigando os moradores de tais áreas a realizar, por vezes, grandes deslocamentos diários, a pé, até os pontos de ônibus;
5. a impossibilidade de implantação de sistema de água potável, esgotos sanitários e de coleta de lixo;
6. a impossibilidade de distribuição de energia elétrica através de redes de alta tensão e, por fim;
7. há carência de equipamentos urbanos de educação e saúde, o que obriga o deslocamento da população, daqueles necessitam, para áreas de cotas mais altas. Constata-se pelo exposto, um quadro geral de grande carência e de precariedade das condições de vida da população residente nas áreas de baixada (BELÉM apud RODRIGUES, 1994).
Ao configurar como um dos principais centros urbanos da Amazônia, Belém enfrenta sérios problemas, por funcionar como ponto de atração para os municípios mais próximos e pobres. Em Belém, os reflexos da insustentabilidade global, podem ser identificados no cenário local por meio de indicadores como: o adensamento da cidade, a verticalização do centro por falta de espaço, o aumento do número de pedintes, o aumento do índice de violência, a utilização de áreas verdes para construção, a ocupação de áreas alagadas, a ultrapassagem do cinturão de áreas institucionais, os processos de invasão, a concentração física de uso e atividade, a falta de saneamento básico, o desmatamento de matas ciliares, o aterramento de recursos hídricos, a transformação de corpos d’água em canais urbanos para recepcionar a água servida e os efluentes sanitários, o acúmulo de lixo em áreas alagadas, a dificuldade de disciplinar o tráfego, a escassez de áreas de lazer e recreação, a saturação da rede de esgoto, o aumento das ilhas de calor, os problemas de abastecimento de água, dentre outros (RODRIGUES, 2000; PARANAGUÁ et al, 2003). A foto abaixo ilustra o cenário de insustentabilidade da Belém urbanizada, com maioria da população vivendo em situação de exclusão e impactada pela ocupação desordenada.
Fotografia 4 – Contradições entre o centro urbano e a periferia de Belém.
Os graves problemas ambientais que desafiam a Sociedade Civil e Política de Belém exigem uma nova ordem de prioridades e maiores cuidados, face aos problemas socioambientais. Há que se mobilizar a população por meio da Educação Ambiental para fortalecer a luta em defesa da qualidade de vida e da proteção do meio ambiente, para que a sociedade civil possa discutir sobre seus problemas, propor conscientemente e trilhar caminhos junto com o poder público para a construção de uma cidade sustentável.