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2.1. Araştırmanın Metodolojisi

2.1.5 Araştırmanın Yöntemi

Após a seleção do caso, a etapa seguinte de acordo com Eisenhardt (1989) é a de elaboração do instrumento de coleta e dos protocolos, e nesse momento, deve-se priorizar a triangulação de dados.

Para tal triangulação, esse trabalho utilizou como fontes de evidência a documentação, entrevistas e observação direta informal (YIN, 2010).

A coleta de dados foi dividida em cinco principais etapas, descritas a seguir:

I. Entrevista preliminar com Rede Asta: a primeira etapa da coleta de dados é referente a uma entrevista preliminar com o representante da Rede Asta em São Paulo, definição feita por conveniência (MALHOTRA, 2006). Essa entrevista foi conduzida a partir de um roteiro semiestruturado (MARTINS e THEÓPHILO, 2007), disponibilizado no Apêndice B, e teve como objetivo validar os critérios adotados para a seleção do caso, caracterizar a organização como uma rede de cooperação, mapear os atores que compõem a iniciativa e identificar próximas pessoas a serem entrevistadas, caracterizando uma amostragem não-probabilística bola-de-neve (MALHOTRA, 2006). Além disso, essa primeira entrevista teve como objetivo dar início à coleta documental. II. Entrevista com representantes Rede Asta: após a entrevista preliminar, foram

dados. Uma nova entrevista foi feita com a representante da organização em São Paulo e uma entrevista foi realizada com a fundadora e diretora executiva da organização no Rio de Janeiro. Essas entrevistas tiveram como objetivo complementar o mapa de atores da Rede Asta e identificar os ganhos competitivos dos artesãos a partir da visão da iniciativa de comércio justo, tendo sido realizadas com um roteiro semiestruturado (MARTINS e THEÓPHILO, 2007) que se encontra no Apêndice C. Também nessa entrevista foi solicitado aos representantes da Rede Asta que indicassem os grupos de produtores a serem entrevistados, visando encontrar aqueles que possam ter maior familiaridade com o mercado e maior percepção dos ganhos competitivos. Essa indicação novamente caracteriza uma amostragem não probabilística bola-de-neve (MALHOTRA, 2006).

III. Entrevista com artesãos: nessa etapa foram entrevistados 3 grupos de artesãos que fazem parte da Rede Asta, com pelo menos um entrevistado por grupo, garantindo a multiplicidade de visões. O instrumento de coleta foi novamente um roteiro semiestruturado (MARTINS e THEÓPHILO, 2007) que se encontra no Apêndice D desse trabalho.

IV. Entrevista com demais atores da Rede Asta: para complementação da análise, foi entrevistada uma conselheira da Rede Asta, atuante com a venda direta dos produtos da organização. Ela foi selecionada por conveniência e o instrumento de coleta também foi um roteiro semiestruturado (MARTINS e THEÓPHILO, 2007) que se encontra no Apêndice E do trabalho. Posteriormente, foi entrevistada uma consumidora da Rede Asta, selecionada por indicação da conselheira entrevistada, o que caracteriza a amostragem não probabilística bola- de-neve (MALHOTRA, 2006). O roteiro de entrevista semiestruturado (MARTINS e THEÓPHILO, 2007) encontra-se no Apêndice F do trabalho. V. Coleta de documentos e observação direta informal: essa etapa não ocorre de

forma dissociada das demais, mas sim de forma transversal. A coleta de documentos e observação direta se deram ao longo das demais etapas, complementando a multiplicidade de dados para a triangulação recomendada por Yin (2010) e Eisenhardt (1989). Os principais documentos levantados foram: o relatório de atividades da Rede Asta do ano de 2012, seu site e uma pesquisa realizada pela Rede Asta com os artesãos. Já a observação direta informal foi realizada a partir das visitas a todos os grupos produtivos de artesãos e também

às unidades da Rede Asta em São Paulo e no Rio de Janeiro. Essa observação não contribuiu diretamente para o cumprimento dos objetivos específicos deste trabalho, mas foi relevante na construção dos roteiros de entrevista e nas suas conduções. Com a observação direta realizada de maneira informal foi possível coletar dados sobre: apresentação dos produtos, organização nos canais de venda, organização nos grupos de artesãos, organização do processo produtivo nos grupos de artesão e disposição de matérias-primas.

É válido destacar que todas as entrevistas foram centralizadas no problema (FLICK, 2004), afim de compreender empiricamente quais ganhos competitivos apresentados pela literatura são proporcionados aos artesãos que fazem parte de uma iniciativa de comércio justo e como os diversos atores que participam dessa iniciativa percebem esses ganhos competitivos. Para isso, utilizou-se perguntas para uma entrada conversacional, induções gerais e induções específicas a partir da condução das entrevistas.

Todos os roteiros, apresentados nos Apêndices B, C, D, E e F tinham questões iniciais que permitiam que os entrevistados falassem sobre si, sobre suas organizações, seu histórico de atuação, seu relacionamento com a Rede Asta e demais atores da cadeia da Rede Asta, e/ou seu principal objetivo ao participarem da Rede Asta. Posteriormente, perguntava-se de forma aberta sobre quais eram, na visão dos entrevistados, os principais ganhos competitivos dos artesãos ao participarem das iniciativas de comércio justo. Por fim, cada ganho competitivo apresentado pela teoria era abordado com questões específicas.

Abaixo é possível visualizar no Quadro 10 como a coleta de dados visa responder os objetivos específicos desenhados para este trabalho.

OBJETIVO COLETA DE DADOS Identificar uma iniciativa de comércio justo de

artesanato e analisá-la como uma rede de cooperação

Entrevista preliminar com Rede Asta; Coleta de documentos e observação direta informal

Mapear os atores que compõem essa iniciativa de comércio justo

Entrevista preliminar com Rede Asta; Entrevista com representantes da Rede Asta; Entrevista com artesãos; Entrevista com demais atores da Rede Asta; Coleta de documentos e observação direta informal

Identificar os ganhos competitivos dos artesãos a

partir da visão da iniciativa de comércio justo Entrevista com representantes Rede Asta; Coleta de documentos e observação direta informal Identificar os ganhos competitivos percebidos pelos

artesãos que integram a iniciativa de comércio justo Entrevista com artesãos; Coleta de documentos e observação direta informal Complementar a análise com a visão de parte dos

demais atores da rede sobre os ganhos competitivos identificados

Entrevista com demais atores da Rede Asta; Coleta de documentos e observação direta informal

Quadro 10. Síntese da coleta de dados para cumprimento dos objetivos Fonte: Elaborado pelo autor (2015)

Para a organização do estudo e das coletas de dados, foi elaborado um protocolo, que se encontra no Apêndice G do trabalho. De acordo com Yin (2010), o protocolo para o estudo de caso deve conter uma visão geral do projeto do estudo de caso, os procedimentos de campo, as questões para coleta de dados e um guia para o relatório do estudo de caso. O protocolo deste trabalho foi elaborado após o agendamento da entrevista preliminar com a Rede Asta e atualizado ao fim da coleta de dados primários, o que permitiu maior clareza das informações necessárias a serem contempladas no documento.

Benzer Belgeler