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Scarparo et al.81 (1995) utilizaram uma escala de alumínio (penetrômetro) com sete degraus, variando entre 4 e 10mm de espessura que servisse de referencial comparativo densitométrico para analisar a densidade óssea na mandíbula por meio de radiografias periapicais digitalizadas de pacientes humanos, do sexo masculino, entre 21 e 38 anos de idade. Conclui que a metodologia apresenta-se viável para as mensurações ósseas quantitativas na mandíbula, necessitando, portanto, de outras investigações seqüenciais para o seu aprimoramento técnico.

Puppin et al.70 (1998) compararam os valores da leitura óptica da densidade óssea na região de molares, dos lados direito e esquerdo em nove mandíbulas maceradas. Foram utilizados filmes periapicais e uma escala de alumínio com oito degraus, variando de 4.0 a 11.0mm de espessura. As imagens digitalizadas foram obtidas utilizando câmera de vídeo e os valores da densidade óssea expressos em milímetros equivalentes de alumínio. Utilizando o teste t-Student verificou- se que não existiram diferenças estatisticamente significativas entre os valores da densidade óssea para os lados direito e esquerdo.

Souza et al.87 (1999) avaliaram a influência de simuladores para tecidos moles na análise óptica da densidade óssea mandibular, por meio de imagens radiográficas digitalizadas. Água, cera utilidade e músculo bovino foram os simuladores utilizados na região retromolar de 15 mandíbulas humanas maceradas. Valores médios das leituras ópticas, expressos em pixels, das referidas regiões mandibulares, foram comparados com e sem a presença dos diferentes simuladores. Além disso, também, foi realizada uma comparação destes valores, entre os lados direito e esquerdo. Os resultados encontrados, utilizando-se testes ANOVA, Tukey e t-Student, revelaram a existência de diferenças

estatísticas significantes entre as médias das leituras ópticas da densidade óssea mandibular, avaliadas com a presença dos diferentes simuladores, porém, não houve diferenças estatisticamente significativas dos valores ópticos da densidade óssea entre os lados direito e esquerdo.

Sarmento et al.77 (1999) realizaram in vitro a análise radiográfica mesiodistal da densidade óptica dos materiais utilizados em diferentes técnicas de obturação endodôntica. Imagens radiográficas de caninos superiores extraídos antes do preparo químico-mecânico do seu sistema de canais radiculares e após a obturação endodôntica foram digitalizadas. Os valores de densidade óptica foram obtidos e comparados e os resultados permitiram concluir que a avaliação da densidade óptica média (DM) e dispersão média da densidade óptica (DP) de canais obturados sobre imagens digitalizadas obtidas em norma vestíbulo-lingual pode demonstrar a homogeneidade e preenchimento tridimensional do canal. Já a mensuração em norma mésio-distal da DM e DP não mostra equivalência à análise vestíbulo-lingual e, portanto, deve ser evitada para analisar a qualidade de uma obturação endodôntica.

Tavano et al.92 (1999) avaliaram por meio da análise da variação na densidade óptica a cicatrização de defeitos em tíbia de coelho por período de 15, 30, 90 e 120 dias. Os animais foram sacrificados em diferentes períodos e obtidas imagens radiográficas digitais das peças utilizando o sistema Digora. A densidade óptica das áreas teste e controle em diferentes períodos foram comparadas com a radiopacidade subjetiva obtida das radiografias convencionais, e concluiu-se que a imagem digital oferece boas condições de visualização para realização da interpretação radiográfica. A análise da densidade óptica digital demonstrou a evolução e o retardo do processo de reparo, tal como ocorre na avaliação subjetiva da imagem radiográfica, mas permite ao profissional a obtenção de dados numéricos para analisar objetivamente a evolução do reparo ósseo.

Silveira et al.83 (2000) compararam por meio de radiografias digitalizadas a densidade óptica de quatro resinas compostas

condensáveis em amostras de diferentes espessuras. Pela análise dos resultados, os autores observaram que os valores de densidade óptica aumentavam juntamente com a espessura da camada de resina e variavam de acordo com a marca da resina utilizada.

Graziottin et al.29 (2001) realizaram um estudo comparando a densidade óptica de quatro resinas compostas compactáveis em diferentes espessuras, utilizando o sistema de radiografia digital indireta do tipo placa de fósforo Digora. Os autores observaram que os valores de densidade óptica cresciam a medida que aumentava a espessura da camada de resina utilizada. Os valores de densidade foram variáveis de acordo com a marca da resina utilizada.

Leal et al.49 (2001) obturaram in vitro o conduto radicular de quarenta dentes caninos humanos superiores, utilizando duas técnicas distintas, com o objetivo de comparar a variação nos valores de densidade óptica obtidos em imagens radiográficas digitalizadas utilizando o scanner DentScan DentView e o sistema de radiografia digital indireta Digora. As médias dos valores de cinza dos condutos obturados foi analisada utilizando teste t-Student. Na análise dos resultados, os autores observaram que, não houve diferença estatística na análise da radiografia digital porém houve diferença estatística na análise das imagens digitalizadas. Nos condutos obturados utilizando cone principal, cimento e cones acessórios, a imagem e a distribuição dos níveis de cinza foi mais uniforme do que no grupo II onde foi utilizado apenas cones acessórios e cimento endodôntico.

Dotto et al.14 (2001) realizaram um estudo in vitro utilizando 32 dentes humanos molares e pré-molares, divididos em dois grupos restaurados com amálgama e resina composta fotopolimerizável, sendo que na metade das amostras o material restaurador foi colocado sobre tecido cariado remanescente, com o objetivo de simular na imagem radiográfica digital indireta (sistema Digora) uma lesão de cárie recorrente sob a restauração. Já a outra metade dos dentes foi restaurada

removendo todo o tecido cariado antes da colocação do material restaurador. Os autores relatam que existiu diferença significativa nos níveis de cinza quando comparados entre si os pré-molares com e sem tecido cariado restaurados com resina composta. Porém entre os dentes restaurados com amálgama e também para os molares, essa diferença não foi significante.