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2. LİTERATÜR ARAŞTIRMASI

2.2 K AVRAMSAL Ç ERÇEVE

2.2.3 Araştırmanın Boyutları

Neste enfoque, concluiu-se que, de um modo geral, os alunos 1, 2, 3 e 4 não realizaram nuanças de dinâmica ou agógica, limitando-se a uma tentativa de equilíbrio sonoro entre as duas mãos, porém, em algumas situações, houve uma intenção agógica (rit.) em direção ao último compasso das peças. Diante destas constatações, percebeu-se que os matizes interpretativos não são contemplados, não por ausência de compreensão musical, mas sim, em virtude das dificuldades técnicas apresentadas pelos envolvidos e doses de concentração empregadas.

O aluno 5 tende a realizar nuanças de dinâmica ou agógica, com equilíbrio sonoro entre as duas mãos e intenções agógicas mais ou menos evidentes. Percebeu-se que, neste caso, estas questões não são tão refinadas ainda, talvez por falta de concentração e não pela carência de habilidade técnica para o instrumento e de compreensão musical.

Em uma análise final dos dados, concluiu-se que, apesar das dificuldades técnicas enfrentadas para a realização das atividades envolvendo a primeira performance, os alunos 1, 2, 3, e 4 demonstraram ter grande interesse pela atividade, porém a qualidade das performances foi pouco refinada. O aluno 5 também evidenciou seu interesse pela atividade, apresentando performances razoavelmente fluentes, a despeito da manifestação de uma certa ansiedade ao tocar.

Apresenta-se uma reflexão relativa à constatação de que a realização de dinâmica e agógica pode ser comprometida pela falta de concentração e pela ansiedade para tocar as notas e o ritmo tal qual se encontram na partitura. Tal afirmativa pode incorrer na seguinte pergunta: como resolver este problema?

Na perspectiva da pesquisadora, a capacidade de concentração e a ansiedade são aspectos do comportamento humano que estão ligados a situações diversas da vida do indivíduo e se refletem na sua existência ordinária, na sua relação com o mundo e igualmente, em seu fazer musical. A potencialização da concentração necessária, para realizar qualquer atividade musical, e o controle da ansiedade não dependem unicamente de procedimentos pedagógicos para solucionar tais problemáticas. Contudo, do ponto de vista pragmático da sala de aula, uma primeira medida que o professor poderia tomar, diante destes fatos, seria auxiliar o aluno na conscientização destas dificuldades e nas suas conseqüências para o processo de aprendizagem.

Posteriormente, uma possível indicação para se deter parte da ansiedade, vem sendo apresentada insistentemente neste trabalho, a criação do hábito da leitura prévia, que pode trazer uma compreensão da peça, minimizando este fator. Sabe-se que um fato desconhecido, seja ele musical ou não, pode causar, normalmente, no indivíduo, um certo desconforto ou uma apreensão que pode conduzir à ansiedade. A leitura prévia proporciona uma familiarização com o texto musical, antes da performance, contudo,

sua prática, apenas no âmbito da sala de aula, não basta. Deve-se instigar o aluno a utilizar tal estratégia, frente a outras situações, isto é, rotineiramente.

A constância e o hábito da realização de atividades que envolvam leitura, análise musical e primeira performance, propiciam segurança para se enfrentarem novas partituras. Pode-se reportar aos testemunhos dos professores entrevistados, citados no capítulo II. Eles explicam que a prática da “leitura à primeira vista” contribui para a compreensão musical e conduz o aluno a “(...) perder o medo de fazer a primeira vez ... ter uma experiência musical válida; (...) o aluno vai ficando mais autoconfiante, ele se sente com mais vontade de se aventurar para outras partituras (...)”.

A concentração pode ser trabalhada, juntamente com o professor, que interage durante uma atividade com determinados comandos, prevendo possíveis hesitações ou erros, como por exemplo, “perceba o fraseado; escute mais o que está tocando; olhe um compasso à frente; prepare-se para o salto intervalar”, dentre outros, pertinentes para cada espécie de exercício. Outra estratégia que pode frutificar em bons resultados é solicitar ao aluno, antes da execução, que ele focalize a sua atenção não apenas no que está escrito, mas, também, no que ele consegue ouvir, durante a sua interpretação. Pode-se sugerir, ainda, que ele procure observar a sua respiração e a posição do seu corpo em relação ao instrumento, aspectos que, devidamente compreendidos, certamente, contribuem para o bom nível de absorção. No entanto, o estudante deve prestar mais atenção em si mesmo e tentar descobrir caminhos, em sua vida corriqueira, para melhorar a sua capacidade de concentrar-se em quaisquer situações.

Percebeu-se também que pode haver um certo desmerecimento para a realização de dinâmicas e agógicas, fatores que podem ser concebidos como “detalhes”, a serem alcançados em um segundo momento da aprendizagem. Tal fato pode decorrer de um posicionamento pouco maduro, do ponto de vista da compreensão de que a habilidade

técnica e os aspectos musicais, em si mesmos, devem coexistir em uma relação dialógica e não fragmentada.

Por mais que a professora esteja instigando e orientando seus alunos para a apreensão desta relação, eles, às vezes, ainda apresentam um comportamento que separa música de técnica, ou seja, primeiro pensa-se em acertar as notas e o ritmo para, depois, ser retido o fato musical em si. Um dos participantes dos projetos, após ter percebido que ele conseguia delinear, tranqüilamente, um fraseado, em uma fase inicial do estudo de uma peça, surpreendeu-se com o próprio sucesso. Relatou, verbalmente, que não imaginava que isso fosse possível de ser assimilado tão precocemente, como, por exemplo, em uma primeira performance. Demonstrou seu contentamento por esta constatação e disse que iria experimentar, com seus alunos de canto, os mesmos procedimentos pedagógicos.

Apresenta-se, no QUADRO 13, a síntese dos resultados da interpretação dos dados obtidos nas performances por partitura, ou seja, a primeira performance a partir da

QUADRO 13

Síntese dos resultados obtidos na primeira performance a partir da leitura prévia

(S) – Habilidades técnicas Primeira performance

Manutenção do pulso

A pulsação pode ser fragmentada por atrasos ou antecipações decorrentes de dificuldades técnicas de leitura e de habilidade motora, de ritmo e de concentração

Repetição de compassos em decorrência de erros ou dúvidas

Aspecto mais recorrente entre os alunos do II período. Apresentam-se as seguintes

recomendações: tocar sem interrupção, olhar adiante do que se está tocando, concentração na regularidade do pulso e controle de ansiedade

Dedilhado empregado em relação às atividades preparatórias para a primeira performance

O emprego do dedilhado foi, muitas vezes, baseado nas atividades preparatórias (música por imitação e por audição). Tendência a empregar o dedilhado escrito, quando há, ou a utilizá-lo de forma lógica

Realização de dinâmica e agógica

De modo geral, estes fatores foram restritos a tentativas de equilíbrio sonoro entre as duas mãos, com certas intenções agógicas no final da peça. Apresentam-se as possíveis causas, descartando- se a falta de compreensão musical: ansiedade, dificuldades técnicas e de concentração

Benzer Belgeler