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4. GEREÇ VE YÖNTEM

4.3. Araştırmanın Amacı ve Hipotezler

Neste anexo analisa-se o comportamento de variáveis importantes na consideração das capacidades relativas dos países num processo de integração regional. Especificamente, analisam-se como essas variáveis se alteraram ao longo do tempo, potencialmente afetando a percepção dos dois principais atores quanto ao processo de integração do Mercosul.

1) Informações Iniciais – Retrato dos países do Mercosul em 2006

Território (Km2) População PIB (current U$ - bilhões) IDH

Brasil 8.514.877 186.757.608 1.067,472 0,800

Argentina 2.766.890 40.301.927 214,241 0,869

Uruguai 176.215 3.460.607 19,308 0,852

Paraguai 406.752 6.158.000 9,275 0,755

Dados: sites do World Bank e PNUD (acessados em 02/2008). 2) PIB

Com relação ao PIB, podemos observar que, nos dois primeiros anos de existência do Mercosul, houve uma relativa queda no percentual da participação brasileira com relação ao PIB do bloco, em favor de um aumento na participação argentina. Nos três anos seguintes, porém, essa tendência se inverte. A partir de 1996, até a crise argentina de 2002, o percentual brasileiro com relação ao total do bloco sofre uma queda suave, mas constante. De 2001 para 2002, na esteira da crise argentina(o PIB argentino caiu, de 2001 para 2002, mais de 50%, segundo dados do Banco Mundial) , a participação do PIB brasileiro com relação ao Mercosul aumentou muito, mantendo-se constante na casa dos 80% do PIB regional. De modo geral, desde a criação do Mercosul, o peso do PIB brasileiro no PIB total do bloco aumentou. Mas esse aumento não se deu de maneira constante e uniforme através do tempo.

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Figura 1: Comportamento dos PIBs de Brasil e Argentina (1990-2006) – como % do PIB total do Mercosul.

Fonte: elaboração própria. Dados: site do World Bank (acessado em 02/2008). 3) Gastos militares

Os gastos militares seguem padrão semelhante ao observado com relação ao PIB, como seria de se esperar. Durante o período de transição, o Brasil tem diminuída sua porcentagem dos gastos militares no total de gastos dessa natureza no Mercosul. Tal porcentagem sobe entre 1993 e 1995 e a partir de 1997 volta a cair, suavemente, até 2002. Em 2002, devido à crise argentina e a queda nos gastos militares desse país, o percentual brasileiro com relação ao Mercosul de gastos militares cresce acentuadamente, permanecendo relativamente constante no patamar de 83% a partir de então.

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Figura 2: Comportamento dos Gastos Militares de Brasil e Argentina (1990-2006) – como % do total de gastos militares no Mercosul.

Fonte: elaboração própria. Dados: site do World Bank (acessado em 02/2008).

4) Comércio

No que concerne às exportações intra-bloco, o percentual brasileiro com relação ao total do Mercosul aumentou de 32% em 1990 para 52% em 2005. Esse aumento ocorreu em detrimento do percentual dos outros membros, e entre eles o da Argentina, que teve seu percentual diminuído de 44% em 1990 para 38% em 2005. Com relação às importações intra-bloco, Brasil e Argentina inverteram em 2005 as posições que tinham em 1990: o Brasil deixou de ser o maior importador do bloco (com 57% das importações, em 1990), posto assumido pela Argentina. Os dados sobre importações e exportações intra-bloco podem ser usados para se avaliar o comportamento das balanças comerciais de Brasil e Argentina no comércio intra-Mercosul. Dessa maneira, podemos observar que a balança comercial argentina apresentou pequeno crescimento do saldo positivo no período de

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transição, para depois cair gradualmente e passar a apresentar saldos cada vez mais negativos. Já para o Brasil dá-se o contrário: o país passa de saldos inicialmente negativos para a construção de saldos crescentemente positivos.

Há que se levantar ressalvas aos resultados, no entanto. Os dados obtidos referem-se a apenas 4 anos, num universo de 18 anos de Mercosul. Dessa forma, não se pode apontar tendências de maneira inequívoca, já que é possível que os dados reflitam, na verdade, um ano atípico inserido numa série de eventos. Porém, baseamo-nos em fontes secundárias para realizar a avaliação das tendências91.

Figura 3: Comportamento de Exportações e Importações (intra-bloco) de Brasil e Argentina (1990-2005) – como % das exportações e importações do Mercosul.

Fonte: elaboração própria. Dados: site da CEPAL (acessado em 02/2008).

91 BAUMANN, Renato e MUSSI, Carlos (2006), RIOS (2003), SANTANA e KASAHARA (2007), SARTI (2001), Série “Informes Mercosul” da Intal, agência do Banco Interamericano de

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Figura 4: Comportamento das Balanças Comerciais (intra-bloco) de Brasil e Argentina (1990-2005)

Fonte: elaboração própria. Dados: site da CEPAL (acessado em 02/2008).

5) Investimento Estrangeiro Direto

No que tange à atração de investimento estrangeiro direto, podemos observar que a tendência também é de favorecimento do Brasil. No período da constituição do Mercosul e durante o período de transição, podemos ver que a Argentina atraía mais investimento estrangeiro direto do que o Brasil. Após 1995, essa situação se inverte, e o Brasil passa a abocanhar uma parcela bem maior de investimentos estrangeiros diretos em relação ao total do Mercosul. Essa tendência é revertida durante um ano, 1999, durante a desvalorização do Real, mas atinge seu ápice em 2002, logo após a crise argentina. Depois de 2002 podemos constatar um leve queda do percentual brasileiro (e leve crescimento do argentino) que, no entanto, ainda deixa o Brasil com folgada liderança no que se refere à atração de investimentos estrangeiros diretos.

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Figura 5: Atração de Investimentos Estrangeiros Diretos (1990-2006) – como % do total de investimentos estrangeiros diretos no Mercosul.

Fonte: elaboração própria. Dados: site do World Bank (acessado em 02/2008).

6) Valor Agregado – Indústria

O comportamento do indicador de valor agregado industrial guarda semelhança com o comportamento apresentado pelas medidas dos PIBs dos países durante o período analisado. De 1990 a 1992, a Argentina consegue aumentar seu percentual de participação no total de valor agregado industrial no Mercosul. Após 1992, e até o final do período de transição, esse percentual cai, mas volta a subir, suavemente, depois de 1994, atingindo seus valores mais altos entre 1999 e 2001. Com a crise de 2002, o percentual de participação no total de valor agregado industrial no Mercosul da Argentina cai de maneira um pouco mais brusca, permanecendo próximo do patamar de 20% desde então. A evolução deste indicador não mostra uma grande diferença da situação atual para a situação vigente antes da criação do Mercosul, embora também

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neste indicador o Brasil apresente-se um pouco melhor no final do que no período inicial.

Figura 6: Valor Agregado Industrial de Brasil e Argentina (1990-2006) – como % do total de valor agregado industrial no Mercosul.

Fonte: elaboração própria. Dados: site do World Bank (acessado em 02/2008).

7) PNB per capita

O indicador de PNB per capita procura refletir mais o nível de desenvolvimento de um país do que a quantidade de riqueza total que o mesmo possui. Neste indicador, podemos observar um desempenho melhor da Argentina, apesar da crise de 2002.

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Figura 7: Comportamento do PNB per capita de Brasil e Argentina (1990-2006)

Fonte: elaboração própria. Dados: site do World Bank (acessado em 02/2008).

8) Expectativa de Vida

As expectativas de vida de Brasil e Argentina aumentaram durante o período considerado (1990-2006), porém podemos perceber que a expectativa de vida brasileira cresceu mais rápido do que a expectativa de vida argentina.

Figura 8: Evolução das Expectativas de Vida Argentina e Brasileira (1990-2006)

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Benzer Belgeler