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5. SONUÇLAR VE ÖNERİLER

5.5. Araştırmada Ulaşılan Genel Sonuçlar

O estágio pedagógico desenvolvido em EB1/PE do Tanque assentou num processo incessante de uma prática reflexiva, de acordo com a metodologia de I-A. Tendo alicerçado numa pedagogia de participação onde os alunos constituíram o meu foco central de todo o processo interventivo. Pretendeu-se que o aluno ampliasse a sua autonomia e responsabilidade na aquisição do conhecimento, tentando se distanciar de uma ensino estandardizado. Esta emergiu essencialmente de acordo com o interesse dos alunos, enquadrado no projeto educativo de sala e no planeamento mensal da professora cooperante, de acordo com o programa do 1.º CEB e respetivas metas curriculares. Neste contexto, o programa propõe “uma oportunidade para que os alunos realizem experiências de aprendizagem activas, significativas, diversificadas, integradas e socializadoras que garantam, efectivamente, o direito ao sucesso escolar de cada aluno” (ME, 2004, p.23). Neste seguimento de ideias, toda a ação pedagógica envolveu atividades orientadas de acordo com os conteúdos programados para os vários domínios curriculares essencialmente, da Língua Portuguesa, do Estudo do Meio e da Matemática. No entanto, saliento que não ficaram descuradas outros domínios, tendo feito parte da interdisciplinaridade, “visando a realização de aprendizagens significativas e a formação integral dos alunos, através da articulação e da contextualização dos saberes” (ME, 2004, p.17). Sempre que possível, procurou-se partir dos conhecimentos prévios dos alunos, de forma a contextualizar e valorizar e promover os seus conhecimentos já adquiridos. Em relação aos manuais escolares foram usados mas não na íntegra, pois por vezes eram limitadores de alguns conteúdos, principalmente na interdisciplinaridade entre os diferentes domínios e de algumas estratégias para a resolução da problemática encontrada.

Após a primeira semana de observação participante e de efetuar uma avaliação diagnóstica foi possível observar alguns pontos mais fracos no grupo e foram nestes que a investigação recaiu de forma a superar os mesmos. Desta forma e como será exposto através das atividades, passou-se a atribuir relevância às exposições orais dos alunos, para fomentar a comunicação verbal e incentivar as várias formas de escrita lúdica. Como forma de criar atividades apelativas e motivadoras foram usados vários recursos didáticos, recorrendo várias

vezes ao uso do computador na sala de aula. As atividades aqui apresentadas possuem planificações que podem ser encontradas nos apêndices deste relatório (ver apêndice A).

5.2.1. Enquadramento do problema

É do conhecimento geral que os alunos revelam muitas fragilidades ao nível da língua portuguesa. E segundo Niza (1998), Portugal continua a revelar níveis de insucesso no domínio da escrita. Para evitar este insucesso deve haver uma maior preparação, imediatamente iniciada no 1.º ciclo, ou seja, deve-se reorganizar e reinventar novas estratégias para melhorar as competências neste domínio. De acordo com o relatório do Gabinete de Avaliação Educacional (G.A.V.E.) de 2013, identificou-se fragilidades na língua portuguesa, sobretudo no domínio da escrita, destacando-se o facto de apenas 39,6% dos alunos do 1.º ciclo conseguirem desenvolver um texto coerente e só 37,8% conseguiremm utilizar um vocabulário adequado. Neste contexto, e sobretudo neste domínio, é essencial uma maior intervenção, mais propriamente ao nível da textualização, sugerindo um reforço de estratégias que promovam o treino da escrita, a revisão e o aperfeiçoamento de textos. E segundo Rebelo (1993):

É amplamente sabido que a aquisição das competências de leitura e da escrita é condicionante essencial de toda a aprendizagem futura. Daí, a mais que justificada relevância atribuída pela escola ao ensino das referidas habilidades e que os alunos, com dificuldades neste domínio, corram o sério risco de se tornarem, a curto termo, produtos inacabados do sistema escolar formal e, a longo prazo, elementos acrescentados ao já longo rol dos adultos analfabetos (p.9).

Neste sentido e ainda de acordo com o autor supracitado, da qual é “razão mais do que suficiente” para elaborar uma investigação sobre as dificuldades da leitura e da escrita e em particular sobre as que ocorrem durante os primeiros anos de escolaridade, pois só desta forma se encontra as causas e se definem estratégias.

No entanto, não é intenção descortinar neste relatório todos os obstáculos encontrados pelos alunos na leitura e na escrita, mas apenas mencionar algumas estratégias que foram promovidas durante o estágio pedagógico, particularmente na fase da descodificação (a compreensão e interpretação de textos), e na escrita a construção frásica através de vários tipos de texto. Tal como refere Sim-Sim (1997), também considera-se que o sucesso de todos os alunos na mestria das componentes da leitura e da escrita deverá ser uma preocupação de qualquer sistema educativo. Ainda de acordo com a autora referida, no que concerne, à realidade nacional ainda são poucos os estudos disponíveis sobre a aprendizagem a nível da

leitura nos nossos alunos, mas a participação portuguesa no estudo internacional Reading

Literacy - que deu origem ao estudo nacional “Como leem as crianças?”, revelou-se que predomina um nível baixo na compreensão da leitura nas crianças que finalizam o 4.º ano de escolaridade.

5.2.1.1. Problemática

Intrínseco à práxis na sala esteve a prática da metodologia de I-A em contexto educativo, já referido previamente no enquadramento teórico. Assim, ao longo da primeira semana de estágio procurou-se aprimorar, através da observação participante, das conversas informais com a professora cooperante e da análise do PEE e do PCG, pontos mais fracos no grupo que fossem necessários trabalhar e através dos quais desenvolveu-se a intervenção pedagógica, na perspetiva de resolver ou melhorar os mesmos, sempre tendo em consideração o desenvolvimento integral do grupo.

A questão primordial surgiu durante a observação participante com a evidente dificuldade que as crianças demonstravam ter na língua portuguesa, quer na oralidade, quer na escrita. Neste seguimento de ideias, durante o estágio, assumiu-se um papel de investigador e após avaliação diagnóstica, surgiu uma questão de partida que consistiu no fio condutor deste projeto de investigação: Como promover a leitura e a escrita lúdica na sala de aula?

Assim, este trabalho de I-A é de natureza qualitativa, interpretativa e teve origem na intervenção de prática pedagógica desenvolvida numa turma do 2.º ano, constituída por 19 alunos, numa escola do 1.ºCEB do concelho do Funchal, com já foi mencionado anteriormente.

O estágio constitui-se como um espaço propício à vivência de experiências, ao diálogo e à reflexão que cooperam no desenvolvimento da identidade pessoal e profissional. A prática educativa de um profissional de educação deverá, ainda, ter por base a reflexão que segundo Zeichner (1993), “os professores que são práticos reflexivos desempenham importantes papéis na definição das orientações das reformas educativas e na produção de conhecimento sobre o ensino, graças a um trabalho de reflexão na e sobre a sua própria experiência” (p. 9).

A formulação da questão de partida para esta I-A deve respeitar a pertinência, a exequibilidade do que procura compreender. Neste contexto, e como investigador irei centralizar a questão, mais especificamente no contexto de sala de aula, mas não descurei todo o meio envolvente em que o grupo estava inserido, só assim consegui compreender as

suas ações e atitudes. Para Bogdan e Biklen (1994), “as acções podem ser melhor compreendidas quando são observadas no seu ambiente natural de ocorrência” (p.48).

Assim, este modelo pretende desenvolver um processo participativo e motivador, que envolve os alunos e o professor/investigador. E foi deste processo interativo ao longo da prática pedagógica que foram recolhidos os dados, que serão aqui explanados neste projeto. E com esses dados recolhidos foi criado um plano de atividades, de forma a resolver a questão de enfoque, respeitando os interesses e ritmos de aprendizagem das crianças. Ao longo da prática pedagógica procurou-se sempre uma prática sustentada nos princípios da pedagogia da participação e no trabalho cooperativo.