3. GEREÇ VE YÖNTEM
3.4. Araştırmada Kullanılan Testler ve Ölçekler
Há milhares de anos atrás a sobrevivência do homem dependia em grande parte da sua condição física. Atividades como a caça, a pesca, a fuga aos animais selvagens contribuíam para que o homem fosse um ser mais ativo (Moreira, 2006).
À medida que a espécie foi evoluindo, o ser humano tentou suavizar a agressividade do meio ambiente onde estava inserido, fazendo com que o seu dia-a-dia fosse mais acessível e que corresse menos riscos (Moreira, 2006). Por conseguinte, segundo o autor supracitado, a AF foi-se tornando progressivamente mais desnecessária, atingindo uma vida com maiores comodidades. O resultado final foi uma diminuição da AF e um aumento do sedentarismo. A sociedade mudou de um trabalho físico acentuado para um tipo de trabalho passivo, maioritariamente “sentado”.
A globalização mundial, o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação e a evolução tecnológica foram também alguns dos fatores que acarretaram muitas mudanças nos hábitos culturais, sociais e económicos da sociedade. Se por um lado, os avanços tecnológicos contribuíram para uma melhoria na qualidade de vida e para uma existência mais facilitada, por outro, evidenciaram um número considerável de doenças hipocinéticas e uma redução na AF, tanto no trabalho, como no dia-a-dia (Cardoso, 2000).
Nas sociedades industrializadas, assiste-se a uma alteração nos modos e nos estilos de vida, onde há uma diminuição do esforço físico e um consequente aumento da sedentarização. Se por um lado as sociedades conquistaram mais tempo livre no seu dia- a-dia, por outro desenvolverem o sedentarismo, aumentando por conseguinte o risco de aquisição de doenças. Maus hábitos alimentares, o tabagismo e as denominadas “doenças da civilização”, tais como o aumento do stress, o aumento das depressões, entre outros, são também alguns dos fatores que contribuíram para esta mudança (Cardoso, 2000).
Com estas alterações de paradigmas, os cuidados de saúde que outrora estavam centrados na doença e consequente tratamento, deram lugar a cuidados que promovam a saúde e o bem-estar. Por conseguinte, a saúde deixou de ser apenas um problema médico para passar a ser um problema de educação (Constantino, 1998; Mota 1997). Neste sentido, para Lee e Paffenbarger (2000), a AF, quando inserida num estilo de vida saudável, permite aumentar a esperança de vida.
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Vasconcelos e Maia (2001), partilham da mesma opinião e referem que com a incrementação da AF no quotidiano das pessoas, mudamos comportamentos e hábitos de risco que afetam a saúde, defendendo que é necessário educar a população para a saúde e incentivar o exercício regular na vida das pessoas.
Por outro lado, constatamos empiricamente que os pais e a família (1ª instância educacional), andam constantemente sobrecarregados de trabalho e delegaram algumas das suas antigas funções às escolas, que por sua vez vêem-se confrontadas com novas realidades e exigências. Deste modo, as crianças são cada vez mais cedo pressionadas para se adaptarem às exigências do mundo adulto, direcionado para a competitividade do mercado de trabalho. Cabe à escola, considerada o pilar de qualquer sociedade e o espaço por excelência, a criação de condições favoráveis, tais como proporcionar o desenvolvimento harmonioso e integral da criança e refletir sobre a importância da promoção da saúde em contextos educativos formais e não formais, a partir do incentivo a práticas adequadas de AF.
Todavia, a tarefa da escola é árdua porque esta compete com poderosos meios de comunicação e sofisticados avanços tecnológicos que vão forçá-la a mudar a sua forma de estar junto dos jovens. Segundo Lombardi (2007), os jovens afirmam que aprendem mais na internet, nos programas de televisão e com os colegas, do que na escola.
Desta forma, as escolas têm de ter uma capacidade permanente de adaptação às mudanças do meio onde estão inseridas, e à evolução das necessidades dos alunos, do pessoal e dos pais, que são os seus principais parceiros (CCE, 2008), com o intuito de preparar os jovens para as alterações económicas e sociais verificadas na Europa, reinventando os seus papéis e as suas formas de funcionamento.
O desenvolvimento individual de cada criança deve ser considerado e centrado para desenvolver competências-chave fundamentais e transversais, baseados numa aprendizagem ativa.
No documento da Comissão das Comunidades Europeias (CCE, 2008) sobre melhorar as competências para o século XXI, reitera-se a necessidade de desenvolver nos jovens um vasto leque de competências, que lhes permitam fazer face às novas oportunidades e enfrentar os desafios de uma economia globalizada e diversificada.
Para melhorar as competências dos jovens é necessário adotar uma abordagem global, ensinar diferentes competências, utilizar novas didáticas e garantir uma plena participação dos vários intervenientes no processo educativo. As escolas devem promover a saúde e o bem-estar dos seus alunos e pessoal (CCE, 2008, alínea 2.5).
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Devem recorrer a abordagens holísticas que reconheçam a interdependência entre o bem-estar físico e o bem-estar intelectual, entre o emocional e o cognitivo. Os ambientes de aprendizagem devem ser flexíveis e capazes de ir ao encontro das diferenças individuais, de forma a satisfazer as necessidades e os interesses das crianças e dos jovens.
Neste contexto, a escola passa a ter de assumir um novo papel, que segundo Félix (2002, p.39), é o de “lugar onde começam as aprendizagens de habilidades, procedimentos e hábitos para a utilização construtiva do lazer”.
Segundo Kickbusch (2012), durante muito tempo a saúde e o bem-estar estavam colocados à parte da escola e da educação, atualmente urge mudar o pensamento, pois a escola é um dos ambientes de aprendizagem que pode e deve ser aproveitado para promover a saúde e o bem-estar das crianças. O autor destaca também a necessidade da criação de ambientes favoráveis à saúde, onde as crianças/ jovens possam participar e fazer escolhas saudáveis. Neste sentido, diversos estudos salientam a relação entre a oportunidade de AF e os níveis de AF (Sallis et al., 2012; Simon et al., 2004).
Diversas estratégias têm sido desenvolvidas em meio escolar, nomeadamente ao nível da alimentação (Rede de Bufetes Saudáveis), no combate às drogas e ao tabagismo e na prática de AF como ocupação dos tempos livres dos alunos, nomeadamente nos recreios e nos períodos de almoço. Estas iniciativas anteriormente referidas contribuem para o desenvolvimento de competências e de criar hábitos de vida ativa e saudável, numa sociedade cada vez mais sedentária.
Para Guardiã (1994), as atividades físicas recreativas, ao intervirem nos domínios biológico, psicológico e social, são as atividades de lazer que mais contribuem para o desenvolvimento coerente e completo do homem.
Partilhamos da opinião da comunidade científica quando defende que as intervenções necessárias para alterar o que está desajustado tem de “passar pela escola, e esta, enquanto estrutura social, como expressão e garante da sociedade, não pode deixar de assumir o papel nesta temática complexa que é a educação da saúde” (Cardoso, 2000, p. 4).