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Bu araştırmada sınıf öğretmenlerinin atama ve yer değiştirmelerine ilişkin sorunları irdelenmiştir Başka bir araştırma ile öğretmenlerin öneriler

SONUÇLAR VE ÖNERİLER

4. Bu araştırmada sınıf öğretmenlerinin atama ve yer değiştirmelerine ilişkin sorunları irdelenmiştir Başka bir araştırma ile öğretmenlerin öneriler

A expansão da grande siderurgia de Minas Gerais continuou ainda após a criação da USIMINAS, sendo o maior passo nesta direção a criação da Aços Minas Gerais S. A. – AÇOMINAS. Empreendimento, também de origem estatal, que ampliou a siderurgia a base de carvão mineral.

Desde a sanção da lei estadual que criara a AÇOMINAS, em 1963, até a inauguração da usina no município de Ouro Branco, região do Vale do Paraopeba, decorreram 22 anos marcados por instabilidades políticas e econômicas que determinaram uma tortuosa trajetória até o início das operações da siderúrgica.

Entretanto, a criação da AÇOMINAS remete a fases ainda muito anteriores do processo de formação da base siderúrgica nacional. Sabe-se que o debate em torno do caso da Itabira Iron gerou variadas manifestações ao longo dos vinte anos em que esteve em pauta, sendo uma a criação de um decreto do então presidente da república Arthur Bernardes em 1924. Em tal decreto, de cunho nacionalista, o presidente sugeria a construção de três usinas siderúrgicas em território nacional com o apoio governamental. Uma na região do Vale do Rio Doce, onde anos mais tarde foi instalada a USIMINAS, outra no Vale do Paraopeba e a última no sul do país, próxima às reservas brasileiras de carvão mineral (SOUZA, 1985; BASTOS, 1959; GOMES, 1983). Posteriormente, durante o debate em torno da localização da CSN, o governo de Minas Gerais reivindicou para o município de Conselheiro Lafaiete, nas proximidades do Vale do Paraopeba, a localização da siderúrgica a ser instalada pelo governo federal (GOMES, 1983). Assim, pode-se dizer que havia entre os mineiros o entendimento que a região do Vale do Paraopeba estava apta, assim como o

Vale do Rio Doce, a receber uma grande usina siderúrgica. Deste modo, logo após a inauguração da USIMINAS e no bojo do processo brasileiro de industrialização via substituição de importações o governo de Minas Gerais se empenharia na instalação de uma grande siderúrgica também no Vale do Paraopeba.

Nesse contexto, em 1961 o governo de Minas criava a Metais de Minas Gerais S. A.- METAMIG uma sociedade de economia mista a qual objetivava atuar nas atividades de exploração, industrialização, exportação e demais formas de aproveitamento dos minérios provindos deste estado (SOUZA, 1985). No ano de 1963 o governo estadual sancionou a lei que criou a AÇOMINAS, entretanto a empresa somente foi constituída 3 anos mais tarde sendo sua incorporadora a METAMIG. O estado de Minas Gerais assumiu o controle da empresa em 1975, detendo participação de 79,6% do capital da siderúrgica. No mesmo ano o CONSIDER, órgão normativo do setor siderúrgico brasileiro, recomendava um processo de expansão das siderúrgicas de participação do governo federal: CSN, USIMINAS e COSIPA. Ainda ficou estabelecido que a USIMINAS deveria apresentar um estudo para a construção de uma nova usina. Este foi o contexto de viabilização da construção da AÇOMINAS.

Deste modo, no final de 1975 a USIMINAS apresentou um estudo de viabilidade para a instalação de uma usina no município de Ouro Branco, sendo esta integrada e com capacidade de produção inicial de 2 milhões de toneladas de aço em lingotes por ano, com possibilidades de expansão para a quantidade produtiva de 10 milhões de toneladas (SOUZA, 1985). Em 1976 a SIDERBRAS, uma empresa holding do sistema siderúrgico estatal, e o governo de Minas assinaram o acordo de acionistas segundo o qual a primeira passava a controlar a AÇOMINAS, marcando a entrada definitiva do governo federal no projeto. Ainda neste ano começaram as obras para a construção da usina de Ouro Branco. O projeto que contou com o financiamento de um grupo de bancos europeus e americanos, liderados por britânicos, se arrastou por nove anos até que fosse inaugurado. Dentre as dificuldades encontradas pela AÇOMINAS em sua fase de construção pode ser feita referência á crise da década de 1980 que teve sérios efeitos sobre a economia brasileira, o que levou à paralisação das obras no ano de 1984. Contudo, após um esforço final do governo federal as obras foram retomadas, sendo a usina inaugurada no ano de 1985 sob o nome de “Usina Presidente Arthur Bernardes”, em referência ao estadista que 61 anos antes indicara a região para abrigar uma grande unidade siderúrgica (SOUZA, 1985).

Da construção da AÇOMINAS cabe destacar dois pontos importantes, sendo o primeiro destes já mencionado: 1) a cooperação da USIMINAS no projeto, atuando esta como consultora durante a fase de implantação da siderúrgica do Vale do Paraopeba; 2) o estabelecimento de um convenio entre a AÇOMINAS e a Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP – que, em 1982, deu origem ao curso de Especialização em Estrutura Metálica, para atender às demandas da usina em construção. Isso mostra algumas peculiaridades relevantes de um sistema de inovação: a cooperação entre as firmas, sendo que, mesmo não detendo um caráter espontâneo, este fator propiciou à AÇOMINAS a desfrutar do conhecimento anteriormente adquirido pela USIMINAS, facilitando alguns aspectos de sua estruturação. A USIMINAS atuou ainda fornecendo para a siderúrgica de Ouro Branco uma série de bens de capital através de sua subsidiária USIMEC (Usiminas Mecânica), que configurou umas das principais fornecedoras de máquinas e equipamentos para a usina em construção. A USIMEC foi um esforço bem sucedido da USIMINAS no seu processo de integração horizontal, com a incorporação da produção de bens de capital. Esta subsidiária atuou de forma positiva no processo de expansão da siderurgia brasileira levando a influência da siderúrgica de Ipatinga sobre os novos projetos siderúrgicos brasileiros, como no caso da AÇOMINAS (DINIZ, 1981). O outro ponto relevante assinalado é a cooperação entre universidade e empresa, o que fez com que os sistemas de ensino e pesquisa e de produção se alinhassem em torno de um projeto comum que traga benefícios para os dois lados. Neste caso, a AÇOMINAS se beneficiou das externalidades causadas pela proximidade da UFOP, que já atuava em atividades de ensino e pesquisa no setor por mais de 100 anos.

A criação da AÇOMINAS veio a consolidar o já relativamente maduro parque siderúrgico de Minas Gerais estabelecendo definitivamente a grande siderurgia a coque mineral neste estado. No ano de 1995, dez anos após sua inauguração, a usina do Vale do Paraopeba produziu 2,4 milhões de toneladas de aço. Em 2000 a AÇOMINAS foi responsável pela produção de 2,6 milhões de toneladas e atualmente a siderúrgica tem condições de produzir cerca de 4,5 milhões de toneladas de aço ao ano (IBS, 2001; 2008). Ou seja, a implantação da AÇOMINAS contribuiu para a continuidade da expansão da produção mineira de aço. Pela tabela apresentada no ANEXO 1 deste trabalho pode-se observar que a produção mineira de aço ganhou um novo impulso após a implantação da usina em Ouro Branco, em 1985, tendo a produção do estado saltado do patamar de 6,5 milhões de toneladas, em 1985, para o de 8,5 milhões, em 1990, e chegando aos 11 milhões de toneladas em 2007.

A implantação da AÇOMINAS constituiu o último grande esforço para a ampliação do parque siderúrgico de Minas Gerais, sendo o início de suas operações fundamental para assegurar a posição do estado como principal produtor siderúrgico do país. Porém, o demorado processo de implantação da usina coincidiu com o esgotamento da participação do estado em projetos de tal monta, que culminou com o processo de privatização das siderúrgicas estatais.

3.9 Privatização e reestruturação do sistema siderúrgico nacional e de Minas