Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana, onde configuramos a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir a satisfação dos consumidores sem comprometer as gerações futuras (MILANEZ, 2003). Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:
• Ecologicamente correto;
• Economicamente viável;
• Socialmente justo;
• Culturalmente aceito.
Colocando em termos simples, a sustentabilidade é prover o melhor para as pessoas e para o ambiente tanto agora como para um futuro indefinido. Segundo o Relatório de Brundtland (1987), sustentabilidade é: "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas próprias necessidades". Isso é muito parecido com a filosofia dos nativos dos Estados Unidos, que diziam que os seus líderes deviam sempre considerar os efeitos das suas ações nos seus dependentes após sete gerações futuras.
O termo original foi "desenvolvimento sustentável," um termo adotado pela Agenda 21, programa das Nações Unidas. Algumas pessoas hoje, referem-se ao termo "desenvolvimento sustentável" como um termo amplo, pois implica em desenvolvimento continuado, e insistem que ele deve ser reservado somente para as atividades de
desenvolvimento. "Sustentabilidade", então, é hoje em dia usado como um termo amplo para todas as atividades humanas. Em economia, crescimento sustentável consiste no aumento de ganhos reais (ajustados à inflação) ou de produção que possam ser sustentadas por longos períodos de tempo.
3.1 Desenvolvimento sustentável
Desenvolvimento Sustentável, segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da Organização das Nações Unidas, é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.
A idéia deriva do conceito de ecodesenvolvimento, proposto nos anos 1970 por Maurice Strong e Ignacy Sachs, durante a Primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Estocolmo, 1972), a qual deu origem ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA.
Em 1987, a CMMAD, presidida pela Primeira-Ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, adotou o conceito de Desenvolvimento Sustentável em seu relatório Our Common Future (Nosso futuro comum), também conhecido como Relatório Brundtland.
O conceito foi definitivamente incorporado como um princípio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Cúpula da Terra de 1992 - Eco-92, no Rio de Janeiro. O Desenvolvimento Sustentável busca o equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico e serviu como base para a formulação da Agenda 21, com a qual mais de 170 países se comprometeram, por ocasião da Conferência. Trata-se de um abrangente conjunto de metas para a criação de um mundo, enfim, equilibrado.
A Declaração de Política de 2002, da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em Joanesburgo, afirma que o Desenvolvimento Sustentável é construído sobre “três pilares interdependentes e mutuamente sustentadores” — desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental. Esse paradigma reconhece a complexidade e o interrelacionamento de questões críticas como pobreza, desperdício, degradação ambiental, decadência urbana, crescimento populacional, igualdade de gêneros, saúde, conflito e violência aos direitos humanos. O PII (Projeto de Implementação Internacional) apresenta quatro elementos principais do Desenvolvimento Sustentável — sociedade, ambiente, economia e cultura.
• Sociedade: uma compreensão das instituições sociais e seu papel na transformação e no desenvolvimento.
• Ambiente: a conscientização da fragilidade do ambiente físico e os efeitos sobre a atividade humana e as decisões.
• Economia: sensibilidade aos limites e ao potencial do crescimento econômico e seu impacto na sociedade e no ambiente, com o comprometimento de reavaliar os níveis de consumo pessoais e da sociedade.
• Cultura: é geralmente omitido como parte do DS (Desenvolvimento Sustentável). Entretanto, valores, diversidade, conhecimento, línguas e visões de mundo associados à cultura formam um dos pilares do DS e uma das bases da EDS (Educação para o Desenvolvimento Sustentável).
O desenvolvimento sustentável engloba três princípios básicos, equidade social, crescimento econômico e equilíbrio ambiental, o conceito amplo de sustentabilidade empresarial deverá considerar essas três variáveis. Assim, uma vez que a questão do
crescimento econômico está presente na competitividade, pode-se concluir que a sustentabilidade de uma empresa dependerá de sua competitividade, da sua relação com o meio ambiente natural e da sua responsabilidade social, conforme ilustra a Quadro 16.
Quadro 16 – Resumo comparativo entre competitividade e sustentabilidade
Competitividade Sustentabilidade
Baseada em fatores econômicos e operacionais Baseada em fatores econômicos, sociais e ecológicos Visão de mundo restrita – empresa contra as forças
competitivas
Visão de mundo mais ampla – parcerias para obter vantagens competitivas
Legislação ambiental = aumento dos custos de produção
Legislação ambiental = promoção da inovação Uso de tecnologias de produção tradicionais Uso de tecnologias limpas de produção Questões do meio ambiente natural geralmente vistas
como ameaças
Questões do meio ambiente natural geralmente vistas com novas oportunidades
Foco na redução de custos e eficiência operacional Foco na inovação
Individualista Cooperação
PORTER, M. E. Vantagem competitiva: criando e sustentando um desempenho superior. Rio de Janeiro: Campus, 1992.
Assim, uma empresa pode ser considerada sustentável se atender aos critérios de ser economicamente viável, ocupar uma posição competitiva no mercado, produzir de forma que não agrida o meio ambiente e contribuir para o desenvolvimento social da região e do país onde atua.
Mas para isto, as empresas devem incluir a preocupação com o meio ambiente natural e a responsabilidade social no seu planejamento estratégico, para que seja possível identificar oportunidades e priorizar investimentos nestas áreas e, ao mesmo tempo, relacioná- las com o seu desenvolvimento econômico. Neste sentido, deve-se analisar a aplicabilidade dos modelos existentes para suprir esta demanda.
As organizações empresariais e governamentais são as grandes responsáveis por trazer um grande potencial de mudar e melhorar o ambiente social, econômico e ecológico, onde os gestores passaram a se preocupar com as pessoas e o meio em que interagem. Desta forma, torna-se necessário uma mudança de paradigma, pois a cada dia as organizações se mostram mais competitivas e abertas, fazendo com que os administradores tenham que se
preocupar com o controle dos impactos ambientais e colocando em suas estratégias, mecanismos e práticas sustentáveis de gerenciamento.
Através de uma prática empresarial sustentável, provocando mudança de valores e de orientação em seus sistemas operacionais, estarão engajadas à idéia de desenvolvimento sustentável e preservação do meio ambiente. Neste novo paradigma, Almeida (2002) diz que a idéia é de integração e interação, propondo uma nova maneira de olhar e transformar o mundo, baseada no diálogo entre saberes e conhecimentos diversos. No mundo sustentável, uma atividade – econômica, social ou ambiental – não pode ser pensada ou praticada em separado, porque tudo está inter-relacionado, em permanente diálogo. No quadro 17, tem-se as diferenças entre o velho e o novo paradigmas:
Quadro 17 – Paradigma cartesiano versus paradigma da sustentabilidade
Cartesiano Sustentável
Reducionista, mecanicista, tecnocêntrico Orgânico, holístico, participativo
Fatos e valores não relacionados Fatos e valores fortemente relacionados
Preceitos éticos desconectados das práticas cotidianas
Ética integrada ao cotidiano
Separação entre o objetivo e o subjetivo Interação entre o objetivo e o subjetivo
Seres humanos e ecossistemas separados, em uma relação de dominação
Seres humanos inseparáveis dos
ecossistemas, em uma relação de sinergia
Conhecimento compartimentado e empírico Conhecimento indivisível, empírico e
intuitivo
Relação linear de causa e efeito Relação não-linear de causa e efeito
Natureza entendida como descontínua, o todo formado pela soma das partes
Natureza entendida como um conjunto de sistemas inter-relacionados, o todo maior que a soma das partes
Bem-estar avaliado por relação de poder (dinheiro, influência, recursos)
Bem-estar avaliado pela qualidade das inter- relações entre os sistemas ambientais e sociais
Ênfase na quantidade (renda per capita) Ênfase na qualidade (qualidade de vida)
Centralização de poder Descentralização de poder
Especialização Transdisciplinaridade
Ênfase na competição Ênfase na cooperação
Pouco ou nenhum limite tecnológico Limite tecnológico definido pela
sustentabilidade
Fonte: ALMEIDA, F. O bom negócio da sustentabilidade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.
A gestão ambiental e da responsabilidade social, para um desenvolvimento que seja sustentável econômica, social e ecologicamente, precisa contar com executivos e profissionais nas organizações, públicas e privadas, que incorporem tecnologias de produção inovadoras, regras de decisão estruturadas e demais conhecimentos sistêmicos (sistema) exigidos no contexto em que se inserem. O desenvolvimento econômico e o meio ambiente estão intimamente ligados. Só é inteligente o uso de recursos naturais para o desenvolvimento caso haja entendimento e responsabilidade no uso dos referidos recursos. Do contrário, a degradação e o caos serão inevitáveis. De acordo com a figura 12, a ordem é a busca do desenvolvimento sustentável, que em três critérios fundamentais devem ser obedecidos simultaneamente: equidade social, prudência ecológica e eficiência econômica.
Fonte: www.copesul.com.br
Os novos tempos, conforme Tachizawa (2002) caracterizam-se por uma rígida postura dos clientes, voltada à expectativa de interagir com organizações que sejam éticas, com boa imagem institucional no mercado e que atuem de forma ecologicamente responsável.
A melhoria das condições de vida, segundo Coelho & Dutra (2000), passa obrigatoriamente por um conjunto de ações que transcende ao importante item de preservação ambiental e se expande para a melhoria das condições de trabalho, assistência médica e social, além de incentivo às atividades culturais, artísticas, bem como à preservação, reforma e manutenção de bens públicos e religiosos.
3.2 Responsabilidade ambiental
Ecologia e empresa eram consideradas dois conceitos e realidades inconexas. A ecologia é a parte da biologia que estuda a relação entre os organismos vivos e seu ambiente. Dessa forma, é entendida como uma ciência específica dos naturalistas, distanciada da visão
da Ciência Econômica e Empresarial. Para a empresa, o meio ambiente que estuda ecologia constitui simplesmente o suporte físico que fornece à empresa os recursos necessários para desenvolver sua atividade produtiva e o receptor de resíduos que se geram (KARKOTLI, 2004).
Alguns setores já assumiram tais compromissos com o novo modelo de desenvolvimento, ao incorporarem, nos modelos de gestão, a dimensão ambiental. A gestão de qualidade empresarial passa pela obrigatoriedade de que sejam implantados sistemas organizacionais e de produção que valorizem os bens naturais, as fontes de matérias-primas, as potencialidades do quadro humano criativo, as comunidades locais e que devem iniciar o novo ciclo, onde a cultura do descartável e do desperdício seja coisa do passado. Atividades de reciclagem, incentivo à diminuição do consumo, controle de resíduo, capacitação permanente dos quadros profissionais, em diferentes níveis e escalas de conhecimento, fomento ao trabalho em equipe e às ações criativas são desafios-chave neste novo cenário (NASCIMENTO, 2005).
A nova consciência ambiental, surgida no bojo das transformações culturais que ocorreram nas décadas de 60 e 70, ganhou dimensão e situou o meio ambiente como um dos princípios fundamentais do homem moderno. Nos anos 80, os gastos com proteção ambiental começaram a ser vistos pelas empresas líderes não primordialmente como custos, mas como investimentos no futuro e, paradoxalmente, como vantagem competitiva.
A inclusão da proteção do ambiente entre os objetivos da organização moderna amplia substancialmente todo o conceito de administração. Administradores, executivos e empresários introduziram em suas empresas programas de reciclagem, medidas para poupar energia e outras inovações ecológicas. Essas práticas difundiram-se rapidamente e logo vários pioneiros dos negócios desenvolveram sistemas abrangentes de administração de cunho ecológico.
Para se entender a relação entre a empresa e o meio ambiente tem que se aceitar, como estabelece a teoria de sistemas, que a empresa é um sistema aberto. Sem dúvida nenhuma, as interpretações tradicionais da teoria da empresa como sistema tem incorrido em uma certa visão parcial dos efeitos da empresa e em seu entorno.
A empresa é um sistema aberto porque está formado por um conjunto de elementos relacionados entre si, porque geram bens e serviços, empregos, dividendos, porém, também consome recursos naturais escassos e gera contaminação e resíduos. Por isto é necessário que a economia da empresa defina uma visão mais ampla da empresa como um sistema aberto.
Neste sentido, Callenbach (1993) diz que é possível que os investidores e acionistas usem cada vez mais a sustentabilidade ecológica, no lugar da estrita rentabilidade, como critério para avaliar o posicionamento estratégico de longo prazo das empresas.
3.3 Ações de sustentabilidade
A sustentabilidade é um posicionamento sério que cria hoje as condições de sobrevivência no amanhã. Quando nós somos considerados isoladamente, ou seja, extraído de seu contexto, qualquer animal vivo é insustentável. A sustentabilidade faz sentido apenas quando se considera todo o conjunto complexo onde este animal está inserido. Sendo o homem um representante do reino animal, não faz sentido falar de indivíduo sustentável a menos que se mapeie toda a sua atividade e influência no mundo. O que parece inegável é que o simples fato de alguém existir já gera algum impacto ambiental e social. Esse impacto pode ser maior ou menor, dependendo de suas decisões e ações como indivíduo.
A proposta desta sessão é relacionar pequenas ações individuais que reduzam os impactos sociais e ambientais da existência de uma pessoa. O que você, como indivíduo,
independentemente de outras pessoas, organizações, leis ou governos pode fazer em sua casa, em seu escritório, na rua, na escola e em todos os lugares onde esteja?
Quadro 18 – Pequenas ações de sustentabilidade
Tipo Ação
Transporte
O uso racional dos automóveis, o investimento em transporte coletivo e o fomento do uso de meios de transporte alternativos como a bicicleta são algumas dessas ações.
• Ande menos de carro e mais de ônibus ou outro coletivo qualquer, como o metrô; • Se puder, vá de bicicleta ou mesmo a pé, ambos um ótimo exercício;
• Se não for possível deixar o carro em casa, troque-o por um “flex” e utilize ao máximo o etanol como combustível. Este será o combustível de transição da nossa matriz energética atual para os carros elétricos ou movidos a energia solar de um futuro próximo.
Água
• O vaso sanitário é o maior vilão, representando cerca de 50% do consumo de água de uma residência. São 10 a 14 litros em apenas 6 segundos de acionamento;
• Tome banhos mais rápidos: 15 minutos consomem 243 litros de água; • Feche a torneira: 5 minutos correspondem a 80 litros de água; • Economize água de banho
o Compre um balde de 10 litros, que custa cerca de R$ 6,50;
o Deixe-o no box do banheiro. Quando for tomar banho, deixe a água fria encher o balde ao invés de deixá-la correr pelo ralo;
o Ao terminar o banho, despeje a água na máquina de lavar roupas;
o Acha inútil? Se metade de uma cidade com 1 milhão de habitantes fizer isso, a economia é de 5 milhões de litros por dia, o suficiente para abastecer as residências de uma cidade com 25 mil habitantes (Búzius fora da temporada).
Lixo
Separe o lixo orgânico do restante. O lixo orgânico pode gerar adubo ou produzir energia e o resto poderá ser reciclado, reduzindo a necessidade de extração de recursos naturais;
• Compre duas caixas de 0,50 x 0,80 (do tamanho de uma caixa de carnes);
• Em uma das caixas coloque terra, que será utilizada para cobrir os alimentos e evitar mal-cheiro; • A outra caixa, separe ao meio com uma divisória de maneira tal que possibilite a passagem de minhocas de
um lado para o outro. Arranje algumas minhocas e coloque-as em um dos lados da caixa com um pouco de terra;
• Coloque o lixo orgânico da sua cozinha (cascas de fruta e restos de comida) no lado da caixa onde estão as minhocas e cubra com uma fina camada de terra; repita até que o lado da caixa esteja cheia;
• Então faça o mesmo com o outro lado;
• Quando o segundo lado da caixa estiver cheio, o primeiro já conterá humus, que servirá para adubar suas plantas;
• As minhocas alimentam-se do resíduo orgânico e produzem humus;
• Se você mora em apartamento, faça um acordo com o síndico para que ele libere um pequeno espaço no terreno para isso. Talvez você estimule os seus vizinhos a fazerem o mesmo, e terão adubo para o condomínio;
• O resíduo orgânico é um problema para as prefeituras, um custo para as comunidades e resulta em contaminação do solo, dos rios e risco para famílias que vivem dos lixões e aterros a céu aberto.
Reformar ou construir uma
casa
• Colete a água do telhado em uma caixa d’água e aproveite-a para regar plantas;
• Colete a água de chuveiro e lavatórios em uma cisterna para aproveitá-la nos vasos sanitários;
• Instale um aquecedor solar. A economia de energia elétrica proporciona um retorno do investimento, em média, em 10 anos;
• Deixe áreas permeáveis no terreno, como gramados. Isso reduz a necessidade de captação de água pluvial pela Prefeitura, melhora a recomposição de aqüíferos subterrâneos e reduz a probabilidade e os efeitos de enchentes;
• Instale sensores de presença para economizar eletricidade; • Instale aquecedor solar para economizar energia e/ou gás.
Energia
• Desligue a luz dos cômodos e dos aparelhos que não estão sendo usados;
• Desligue os elevadores e as luzes comuns do condomínio que não estiverem sendo usadas; • Instale sensores de presença;
• Instale aquecimento solar para complementar a eletricidade e/ou gás;
• Essas ações reduzem a necessidade de construção de novas obras de engenharia para a geração de energia e os conseqüentes impactos socioambientais.
Plante uma árvore por ano
• Se cada brasileiro assim o fizer, serão 190 milhões de arvores a mais por ano. Se o mundo todo fizer isto, serão 6,5 bilhões de árvores.
• Uma árvore em crescimento absorve mais dióxido de carbono da atmosfera do que emite. Como conseqüência, atua para a redução dos gases responsáveis pelo aquecimento global;
• As árvores também são responsáveis pela fixação do solo, com efeitos importantes nas margens dos rios (mata ciliar), evitando a erosão e conseqüentemente a deposição de resíduos sólidos nos canais a céu aberto; • As árvores favorecem a infiltração das águas de chuva para os aqüíferos subterrâneos, reduzindo a
probabilidade e a intensidade de enchentes; Verifique a
procedência do que comprar
• Use papel ou outros produtos reciclados. Isso reduz a necessidade de extração de recursos naturais; • Verifique se o produto a ser comprado é certificado: o mercado de madeira ilegal, por exemplo, contribui
para o desmatamento, exploração do trabalho e suas respectivas conseqüências. Agricultura
orgânica
• Baseia-se no uso de estercos animais, rotação de culturas, adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas e doenças.
Fonte: www.sustentabilidade.org.br
O cenário mais complexo aponta para a inevitabilidade da integração de princípios de sustentabilidade na espinha dorsal das estratégias de negócio das companhias. A consideração de bottom lines sociais e ambientais em adição ao bottom line econômico-financeiro sugere que o meio empresarial deseja evitar surpresas relacionadas a passivos sociais e ambientais que possam provocar uma erosão de seus resultados financeiros. Da mesma forma, um novo leque de oportunidades de negócios se apresenta para aqueles que desejam antecipar um novo
modelo de desenvolvimento. Esse novo tripé de avaliação da performance empresarial e do desempenho de executivos é conhecido globalmente como Triple Bottom Line (TBL). O novo conceito parte da premissa de que a sustentabilidade de um empreendimento depende da gestão competente de sua complexidade natural, assim como da sua capacidade em considerar nos planos de negócio os interesses legítimos de seus diferentes stakeholders e os impactos no meio ambiente.
O "triple bottom line" é o termo utilizado para refletir todo um conjunto de valores, objetivos e processos que uma companhia deveria focar com o objetivo de criar valor econômico, social e ambiental e, através desse conjunto minimizar qualquer dano resultante de sua atuação. De acordo com esse "tripé" conceitual, reconhecemos que a sociedade depende da economia e que a economia depende do ecossistema global, cuja saúde representa o "botton line" (ALMEIDA, 2002).
Assim como boa parte da literatura de Sustentabilidade, este é um termo ainda em construção, não só no Brasil como no mundo. Por ser uma expressão idiomática, não existe ainda tradução adequada para "triple bottom line". Na maioria das vezes o conceito continua sendo utilizado em inglês ou abordado como "tripolaridade" (ALMEIDA, 2002).
Conforme Hart (2004), apesar da recente disseminação do discurso da sustentabilidade, grande parte dos executivos ainda considera o desenvolvimento sustentável