BULGULAR
3.4. AraĢtırmaya Katılanların Algıladıkları Yapısal Güçlendirme, Psikolojik Güçlendirme, ĠĢ Doyumu ve Örgütsel Bağlılık Puanları
As funções do aparelho auditivo estão relacionadas a conversão de uma onda sonora em impulsos elétricos, além de perceber a posição e o movimento de uma pessoa. O aparelho audi- tivo é dividido em três partes: o ouvido externo, o ouvido médio e o ouvido interno. Nas Fig.3.4 e Fig.3.5 podemos apreciar as partes do aparelho auditivo. Onde o ouvido externo é constituído em: pavilhão auricular (orelha) e canal auditivo; o ouvido médio é constituído por três ossinhos (martelo, bigorna e estribo) e o ouvido interno é constituído pela cóclea.
4.3.1 O OUVIDO EXTERNO
O ouvido externo é constituído pelo pavilhão auricular (orelha) cuja função é auxiliar a con- vergência das ondas sonoras para o meato auditivo (canal auditivo). O meato auditivo comporta- se como um tubo fechado, onde na extremidade ocluída está o tímpano, uma membrana que tem a função de transmitir as vibrações mecânicas para o ouvido médio.
Existe um gradiente de pressão entre a extremidade aberta do meato e a membrana timpâ- nica. Esta diferença ocorre em virtude da onda sonora não poder promover compressões e rare- fações do ar na membrana timpânica, exercendo, assim, uma pressão maior nesta região. O meato auditivo tem um comprimento que varia de 2 a 3 cm. A Eq. 3.8, pode ser utilizada para se calcular a faixa de freqüência de ressonância para este tubo. Assim, considerando um comprimento do tubo de 0,03 m, adotando uma velocidade para o som de 340 m/s, tem-se:
Para um comprimento de 0,02m, tem-se:
Assim, a freqüência fundamental de ressonância para do meato auditivo varia de 2.833,33 Hz a 4.250 Hz. Com este resultado podemos supor que neste intervalo de freqüências devemos encontrar um mínimo de impedância. A comprovação não experimental deste fato é feita regis- trando-se o gradiente de pressão máxima nas extremidades do meato em função da freqüência.
4.3.2 A Membrana Timpânica
Um dos maiores problemas do aparelho auditivo é transmitir as ondas sonoras do ar para o líquido – a endolinfa – no interior do ouvido interno. Tal transmissão proporciona a conver- são de energia mecânica do ouvido externo em energia elétrica para o ouvido interno. Devido à grande diferença de impedância acústica entre o ar e a água que faz parte da endolinfa, 99,9% da energia sonora que incide na interface ar-água é refl etida e somente 0,15% é refratada. Mais a frente este problema é contornado graças a membrana timpânica e ao ouvido médio. Parte da energia sonora que entra no meato auditivo é perdida devido ao atrito com as paredes deste canal, o restante é transmitido a membrana timpânica cujo comportamento é complexo ao vibrar, pois esta não é nem homogênea (mesmas composição em todos os pontos), nem isotrópica (mesmas
propriedades físicas em todos os pontos). Por exemplo, algumas regiões são mais densas que ou- tras, algumas regiões são mais tensas e outras são mais fl ácidas, além de ter regiões com maior ou menor grau de liberdade. Essas características fazem com que seja alargada a faixa de freqüências de ressonância desta membrana. Para freqüências baixas a membrana timpânica vibra como um corpo rígido. Para freqüências acima de 2.400 kHz ela vibra segmentarmente, reduzindo sua área vibrátil para 60 a 75% da área total de 64 mm2. Quanto menor esta área, menor será a transferên- cia de energia sonora para o ouvido médio. O deslocamento do ar no meato auditivo (ou qualquer outro tubo) é dada por:
Onde DPm é a máxima variação de pressão; r é a densidade do ar; v é a velocidade do som e v é a freqüência do som. A máxima pressão que o ouvido pode tolerar para sons intensos é de 28 Pa, assim para uma freqüência de 1.000 Hz a amplitude dos deslocamentos do ar será de:
Para o som mais tênue detectável, a máxima variação de pressão é de 2,8 x 10-5 Pa e con- seqüentemente o deslocamento do ar é de:
Esses deslocamentos do ar são transmitidos à membrana timpânica. Pelos valores calcula- dos a menor vibração detectável pelo ouvido é dez vezes menor que raio atômico do átomo de hidrogênio, o que mostra a grande sensibilidade do aparelho auditivo.
4.3.3 O Ouvido Médio
Uma das funções do ouvido médio é fazer que as pressões no lado externo e interno do tímpano sejam iguais, o que é proporcionado por um pequeno tubo que se abre na faringe: a Trompa de Eustáquio. A outra função é produzir um ganho mecânico, isto é, as vibrações capta- das pelo ouvido externo devem ser amplifi cadas pelo ouvido médio a fi m de ser melhor percebi- das pelo ouvido interno.
A fi gura mostra o conjunto de alavancas formado por ossículos: o martelo que transmite as vibrações para frente e para trás da membrana timpânica; a bigorna que recebe tais vibrações para o ossículo seguinte; e o estribo que comunica essas vibrações ao ouvido interno através da janela oval. Esse conjunto de alavancas faz com que a força aplicada pelo estribo sobre a janela oval seja 1,3 vezes maior que aquela aplicada pelo tímpano sobre o martelo.
4.3.4 O Ouvido Interno
O ouvido interno é formado pelo labirinto, uma estrutura tubular e preenchida pela endo- linfa, podendo ser dividida em três partes:
VESTÍBULO
são transmitidas à endolinfa.
CÓCLEA
A cóclea – caracol chamado assim devido a sua forma – é um tubo em espiral dividido por fi nas lâminas ósseas em três canais: rampa vestibular, rampa média e rampa timpânica. Ver Figura 3.8. As rampas vestibular e timpânica contém a perilinfa, um líquido com baixa concentração de potássio e alta de sódio. A rampa média contém a endolinfa, um líquido com alta concentração de potássio e baixa de sódio. A separação das rampas média e timpânica é feita pela membrana basilar. Na superfície desta membrana está o órgão de Corti, que contém as células ciliadas. As vibrações dos líquidos dentro da cóclea produz vibrações nas células ciliadas que convertem o som em sinais elétricos.