• Sonuç bulunamadı

4.2. Ġlköğretim ve Ortaöğretim Matematik Öğretmen Adaylarının Geometrik DüĢünme

5.1.1. AraĢtırmaya Katılan Ġlköğretim ve Ortaöğretim Matematik Öğretmen

A fantasia do artista é um mundo de potencialidades que nenhuma obra conseguirá transformar em ato; o mundo em que exercemos nossa experiência de vida é um outro mundo, que corresponde a outras formas de ordem e de desordem; os estratos de palavras que se acumulam sobre a página, como os estratos de cores sobre a tela são ainda um outro mundo, também ele infinito, porém mais governável, menos refratário a uma forma. A correlação entre esses três mundos é aquele indefinível de que falava Balzac: ou melhor, poderíamos classificá-lo indecidível, como o paradoxo de um conjunto infinito que contivesse outros conjuntos infinitos.

Italo Calvino, Seis propostas para o próximo milênio, p. 113.

Este parece ser o tema central das propostas de Calvino – a “visibilidade” –, aquilo que percorre todo o seu pensamento ensaístico e literário e o que estabelece conexões irremediáveis com a teatralidade, com a criação de imagens na contemporaneidade. Essa conferência tem um caráter metalinguístico, por ser uma apreciação de seu processo criativo, que repercute em outras concepções artísticas.

A apresentação da visibilidade tem início com uma alusão a Dante Alighieri, reformulada pelo escritor: “a fantasia, o sonho, a imaginação, é um lugar dentro do qual chove”.145 Para Calvino, há uma dimensão visual da fantasia na Divina comédia, que “precede ou acompanha a imaginação verbal”.146 É sobre isto que irá girar todo o texto, o processo de criação visual de imagens.

144 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 90-91. 145 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 97. 146 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 99.

A fantasia assume, aqui, um sentido específico, uma vez que, para Calvino, trata- se da “alta fantasia”, ou seja, “da parte mais elevada da imaginação, diversa da imaginação corpórea, como a que se manifesta no caos dos sonhos”.147

Se, para ele, há dois caminhos imaginativos, o que vai da palavra para a imagem e vice-versa, o que parte da imagem e vai para a expressão verbal, ele prioriza, no contexto da sua reflexão, o segundo caminho, embora considere o seu funcionamento complementar nessa via de mão dupla. Para ele, na leitura, ocorre o primeiro processo: “somos levados a ver a cena como se essa se desenrolasse diante de nossos olhos”.148 Para ilustrar o segundo processo, da imagem à palavra, Calvino lembra, por exemplo, o cinema. Observa-se a menção explícita aos procedimentos teatrais e cinematográficos, uma vez que o termo usado é “cena”.

O autor lembra, ainda, a função da imaginação visiva nos exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola e compara as suas prescrições com processos teatrais, tal como nesta síntese: “composição visiva do lugar como instruções para a mise-en-scène de um espetáculo”. Assim, os exercícios consistiam em “ver com os olhos da imaginação”,149 o que é extremamente caro ao teatro. É lembrado o contexto do catolicismo na Contra- Reforma, ao usar ensinamentos da oralidade que, no entanto, partiam de alguma imagem visiva. A alusão à teatralidade se torna ainda mais explícita quando, pela descrição do segundo exercício espiritual de Loyola, “o próprio contemplador deve entrar em cena e assumir o papel de ator na ação imaginária”.150 Mais adiante, ele menciona a força da fantasia do fiel no sentido de participar com “figuração de personagens, lugares, cenas em movimento”.151 Os termos utilizados nesses exercícios espirituais são tomados da linguagem teatral, ainda que de forma metafórica, principalmente em função da criação de imagens que os acompanha.

Em várias outras passagens das concepções sobre a visibilidade, há referências aos processos criativos, tanto para a literatura quanto para o teatro e para o cinema. Ao atrelar a imaginação à literatura, ele se refere às questões da criação:

147 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 98. 148 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 99. 149 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 100. 150 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 101. 151 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 102.

Voltemos à problemática literária e perguntemo-nos como se forma o imaginário de uma época em que a literatura, já não mais se referindo a uma autoridade ou tradição que seria sua origem ou seu fim, visa antes à novidade, à originalidade, à invenção. Parece-me que nessa situação o problema da prioridade da imagem visual ou da expressão verbal (que é um pouco assim como o problema do ovo e da galinha) se inclina decididamente para a imagem visual.152

Vários autores que estudaram a questão do imaginário são trazidos para o debate. Calvino aponta alguns aspectos coincidentes com o ideário freudiano e, também, junguiano, uma vez que a imaginação, em comparação com o pensamento científico, teria “participação na verdade do mundo”.153 Aliás, o entendimento dos processos de fantasia se aproxima da concepção do imaginário nas acepções do inconsciente sob diversos ângulos. Também é possível verificar a ruptura com a noção de representação, uma vez que há certo abandono da ideia de tradição associada à autoridade, além da perda da origem, processos que se pautam na recriação inventiva. Enfim, há uma associação da fantasia aos processos do inconsciente e da linguagem.

Uma das hipóteses centrais desta tese é que a visibilidade da narrativa se conecta à teatralidade em Os nossos antepassados, o que parece concorrer para as transcriações cênicas da obra literária de Italo Calvino. A respeito de sua criação no campo imaginário, diz o autor, na mesma conferência:

Quando comecei a escrever histórias fantásticas, ainda não me colocava problemas teóricos; a única coisa de que estava seguro era que na origem de cada um dos meus contos havia uma imagem visual. Por exemplo, uma dessas imagens era a de um homem cortado em duas metades que continuavam a viver independentemente; outro exemplo poderia ser o do rapaz que trepa numa árvore e depois vai passando de uma a outra sem nunca mais tocar os pés no chão; outra ainda, uma armadura vazia que se movimenta e fala como se alguém estivesse dentro dela.154

A primeira imagem a que ele se refere resultou em O visconde partido ao meio (1952); a segunda em O barão nas árvores (1957); e a terceira, em O cavaleiro inexistente (1959). Nota-se que, nas imagens, o autor vislumbrou personagens fantásticas em movimento, ou imagens dinâmicas, cenas que, depois de historiadas, foram reunidas em obras que, por sua vez, deram origem à trilogia Os nossos antepassados (1960). Calvino

152 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 102. 153 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 104. 154 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 104.

afirma que “são as próprias imagens que desenvolvem suas potencialidades implícitas, o conto que trazem dentro de si. Em torno de cada imagem escondem-se outras, forma-se um campo de analogias, simetrias e contraposições”.155 Aqui está outro aspecto da teatralidade na escrita desse autor, inclusive relacionada à criação processual, imaginária, e à reunião de caminhos inconscientes aos conscientes. Em seu relato de processo de criação literária, estão as marcas de algo bastante próximo das criações teatrais pós-dramáticas. Mais adiante, ele complementa, acerca de sua criação escritural:

Ao mesmo tempo, a escrita, a tradução em palavras, adquire cada vez mais importância; direi que a partir do momento que começo a pôr o preto no branco, é a palavra escrita que conta: à busca de um equivalente da imagem visual se sucede o desenvolvimento da impostação estilística inicial, até que pouco a pouco a escrita se torna a dona do campo. Ela é que ira guiar a narrativa na direção em que a expressão verbal flui com mais facilidade, não restando à imaginação visual senão seguir atrás.156

Nessa reflexão do escritor, há aspectos coincidentes com a posição do dramaturgo, principalmente pelo aspecto da prevalência da imagem no trato com a palavra escrita, no sentido de guiar a narrativa na direção de uma expressão verbal. Isso é preponderante no teatro de um modo geral, seja dramático ou pós-dramático, a depender dos objetivos da encenação. A diferença entre essas situações de criação estaria mais no fato de ser o teatro quase sempre um processo coletivo, ao passo que, para o escritor, o caminho foi pessoal, construído em signos escriturais. De certo modo, também o escritor trabalha em redes de referências bibliográficas, documentais ou da experiência.

Há exemplos, na vasta obra de criação de Calvino, em que o processo inverso, isto é, dos conceitos para a criação de imagens, também se deu. É o que ele afirma ter ocorrido em As cosmicômicas, em que o discurso científico evocou a criação de imagens. Seja de um modo ou de outro, ele assim resume o seu processo de criação imaginária:

Em suma, meu processo procura unificar a geração espontânea de imagens e a intencionalidade do pensamento discursivo. Mesmo quando o impulso inicial vem da imaginação visiva que põe em funcionamento sua lógica própria, mais cedo ou mais tarde ela vai cair nas malhas de uma outra lógica imposta pelo raciocínio e a expressão verbal. Seja como for as soluções verbais continuam a ser determinantes, e vez por outra,

155 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 104. 156 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 104.

chegam a decidir situações que nem as conjecturas do pensamento nem os recursos da linguagem conseguiriam resolver.157

Decisivamente, o seu procedimento de criação é determinado pela imagem visual. Não é, portanto, estranho que suas obras sejam encenadas reiteradamente. Do ensaio de Jean Starobinski, “O império do imaginário”, Calvino retira a proposição: “a imaginação como instrumento de saber ou como identificação com a alma do mundo”.158 Optando por essas duas vias, a sua escritura parece se constituir com traços imaginários, descortinando uma pluralidade de saberes de diversas ordens.

Sob outra perspectiva, ao tratar da visibilidade, a quarta proposta para este milênio, o autor assim se refere à “civilização da imagem”, questionando os potenciais imagéticos da atualidade:

O poder de evocar imagens in absentia continuará a desenvolver-se numa humanidade cada vez mais inundada pelo dilúvio das imagens pré- fabricadas? Antigamente a memória visiva de um indivíduo estava limitada ao patrimônio de suas experiências diretas e a um reduzido repertório de imagens refletidas pela cultura; a possibilidade de dar forma a mitos pessoais nascia do modo pelo qual os fragmentos dessa memória se combinavam entre si em abordagens inesperadas e sugestivas. Hoje somos bombardeados por uma tal quantidade de imagens a ponto de não podermos mais distinguir mais a experiência direta daquilo que vimos a poucos minutos na televisão. Em nossa memória se depositam, por estratos sucessivos, mil estilhaços de imagens, semelhantes a um depósito de lixo, onde é cada vez menos provável que uma delas adquira relevo.159

Na citação acima, é necessário destacar alguns aspectos estruturantes desta pesquisa. O primeiro é justamente a alusão feita à chamada “civilização da imagem”, já em 1984, quando a Internet ainda não havia se tornado o que ela é hoje. Ou seja, a profusão de imagens foi infinitamente multiplicada com o avanço das tecnologias digitais e com o fenômeno web e suas redes, incidindo fortemente nos processos cognitivos e sociais, modificando ou tornando ainda mais complexos os processos de recepção ou de criação e designação de autoria de imagens. Outra questão pode ser levantada: como separar, no acervo da cultura, na confluência de imagens decorrentes das NTICs (novas tecnologias da informação e comunicação), nos estilhaços restantes na memória, o lixo do não lixo?

157 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 106. 158 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 106. 159 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 107.

A resposta a essa pergunta, que não pode ser respondida de uma vez por todas, repercute nas diversas concepções de criação artística na pós-modernidade. A sensibilidade estética implica uma gama de experiências ainda não disponível para todos, de forma igualitária. A socialização dos meios de comunicação de massa está distante de uma equalização no que se refere ao acesso às fontes significativas para a composição de olhares artísticos: a educação dos sentidos, o contato e estudo das manifestações culturais ricas, tanto no âmbito nacional quanto internacional, é um privilégio de poucos.

Lehmann, de um modo semelhante ao de Calvino, se refere aos riscos de um mundo exaurido por imagens artificiais:

Assim, o mundo saturado de imagens poderia acarretar a morte das imagens, na medida em que todas as impressões propriamente visuais seriam registradas mais ou menos como meras informações e as qualidades do que é propriamente “icônico” nas imagens seriam percebidas cada vez menos.160

Um segundo aspecto relevante na discussão proposta é a possível conexão da visibilidade àquilo que Calvino sintetizou com o “pensar por imagens”, profundamente vinculado ao pensamento artístico contemporâneo, logo, como sugestão de procedimentos precisos da criação teatral, inclusive no âmbito educacional.

Se incluí a Visibilidade em minha lista de valores a preservar foi para advertir que estamos correndo o perigo de perder uma faculdade humana fundamental: a capacidade de pôr em foco visões de olhos fechados, de fazer brotar cores e formas de um alinhamento de caracteres alfabéticos negros sobre uma página branca, de pensar por imagens. Penso numa possível pedagogia da imaginação que nos habitue a controlar a própria visão interior sem sufocá-la e sem, por outro lado, deixá-la cair num confuso e passageiro fantasiar, mas permitindo que as imagens se cristalizem, numa forma bem definida, memorável, auto-suficiente, “icástica”.161

Essa alusão a uma “pedagogia da imaginação” traz possíveis conexões com o que se pode entender, atualmente, como a formação de leitores ou de artistas/espectadores, com os processos de mediação cultural ou com a pedagogia do teatro, que deveria compor as bases de uma educação mais completa, inclusive estética, ao acompanhar, em termos de valorização e equivalência, outras formas de saberes, tais como a ciência e a filosofia.

160 LEHMANN. O teatro pós-dramático, p. 148.

Ao apresentar suas personagens fictícias, em histórias fantásticas e fascinantes, ele usa os recursos da linguagem que cria a si própria, constrói novas realidades, uma vez que são criações do imaginário e, consequentemente, do simbólico. O próprio Calvino acena para essa dimensão:

Digamos que diversos elementos concorrem para formar a parte visual da imaginação literária: a observação direta do mundo real, a transfiguração fantasmática e onírica, o mundo figurativo transmitido pela cultura em seus vários níveis, e um processo de abstração, condensação e interiorização da experiência sensível, de importância decisiva tanto na visualização quanto na verbalização do pensamento.162

Então, ao questionar se esses processos estariam vivos nos anos 2000, o autor sugere duas formas para que continuem existindo. A primeira se refere ao pós- modernismo, como ele mesmo situou:

Reciclar as imagens usadas, inserindo-as num contexto novo que lhes mude o significado. O pós-modernismo pode ser considerado como a tendência de utilizar de modo irônico o imaginário dos meios de comunicação, ou antes como a tendência de introduzir o gosto do maravilhoso, herdado da tradição literária, em mecanismos narrativos que lhe acentuem o poder de estranhamento.163

No panorama atual das artes, isso é que mais parece estar ocorrendo: o reaproveitamento, a bricolagem, ou a reciclagem de imagens. Tudo isso também é contemplado por Lehmann, no âmbito do teatro pós-dramático. No entanto, há uma segunda opção dada por Calvino, em que o seu exemplo é explicitamente teatral. Diz o autor acerca da segunda via para que o efeito de estranhamento da literatura seja possível na atualidade: “Ou então apagar tudo e recomeçar do zero. Samuel Beckett obteve os mais extraordinários resultados reduzindo ao mínimo os elementos visuais e a linguagem, como num mundo de depois do fim do mundo”.164 Essa operação minimalista, por meio dos artifícios de esvaziamento que notabilizaram a obra do dramaturgo irlandês, parece ser uma perspectiva pós-moderna, espaço aberto para as genialidades inventivas em que o máximo de informação é abordado com o mínimo de palavras ou na economia de

162 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 110. 163 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 111. 164 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 113.

elementos cênicos, o que não é fácil de conseguir. Aqui estão explicitadas algumas das características estéticas do pós-dramático, conforme apontado anteriormente.

De qualquer modo, Calvino finda a conferência citando Balzac como exemplo de afirmação da escritura como encontro do imaginário, do simbólico e do real. É muito instigante observar que, embora o autor não utilize essa terminologia tão específica da psicanálise, enquanto conceitos, muito precisamente, poder-se-á perceber a forte correspondência entre eles. Leia-se a citação:

Seja como for, todas as “realidades” e as “fantasias” só podem tomar forma através da escrita, na qual exterioridade e interioridade, mundo e ego, experiência e fantasia aparecem compostos pela mesma matéria verbal, as visões polimorfas obtidas através dos olhos e da alma e encontram-se contidas nas linhas uniformes de caracteres minúsculos ou maiúsculos, de pontos, vírgulas, de parênteses; páginas inteiras de sinais alinhados, encostados uns aos outros como grãos de areia, representando o espetáculo variegado do mundo numa superfície sempre igual e sempre diversa, como as dunas impelidas pelo vento do deserto.165

Nesse fragmento, o paradoxo da imagem e de seus caminhos encontra saída na imagem escrita. Quando o autor diz “experiência e fantasia”, por exemplo, isso coincide com a proposição do imaginário, em psicanálise. Quando escreve “matéria verbal” ou “visões polimorfas”, há aspectos que indicam a dimensão simbólica. E todo o restante da citação, fazendo alusão aos sinais gráficos que são associados, poeticamente, aos grãos de areia. Isso parece compor uma nova realidade escrita, enquanto alusões a uma imensidão ou ao desconhecido múltiplo e inesgotável. Assim, quando se está a tratar de um, já há o encontro com o outro.

Em Lehmann há, ainda, um importante contraponto ao universo da imagem, a favor dessa ideia da composição sígnica, escritura conectada à teatralidade: “O teatro e a literatura não são organizados primordialmente como imagens, mas com signos”.166 Daí o pensamento coincidente entre os dois pensadores, o que fortalece a argumentação de uma teatralidade na literatura de Calvino, a partir dessa perspectiva do signo.

165 CALVINO. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas, p. 114. 166 LEHMANN. O teatro pós-dramático, p. 18.