ARAġTIRMA BÖLGESĠNĠN TANIMLANMAS
3.2. AraĢtırma Yapılan Ġstasyonların Özellikler
Em idade inferior a cinco anos, três das sete mulheres já apresentava sobrepeso e grande parte delas também o apresentava a partir dos cinco anos de idade. A maioria delas se tornou obesa entre dez e quinze anos de idade. Uma das sete participantes relatou perda de peso, indo da obesidade ao sobrepeso, porém retornando à condição de obesidade logo em seguida e assim permanecendo. Outra participante referiu se apresentar eutrófica entre seus vinte e trinta anos por emagrecer por meio de tratamentos, conseguindo permanecer nessa condição em torno de cinco a dez anos, porém voltando a ser obesa novamente na idade entre trinta aos quarenta anos e assim permanecendo (apêndice 5 - quadro 5).
Apenas uma das sete mulheres não se recordou de sua alimentação antes
dos cinco anos de idade. A maioria das participantes relatou comer grande quantidade de alimento e consumir guloseimas antes dos cinco anos de idade (apêndice 5 - quadro 5).
Até seus dez anos de idade, uma das sete participantes referiu diminuir voluntariamente o consumo de alimentos, visando ao emagrecimento ou mesmo apresentar uma alimentação “trivial”9. (apêndice 5 - quadro 5).
Entre os dez e quinze anos de idade grande parte das mulheres relatou comportamentos alimentares considerados inadequados, com o consumo de grande quantidade de alimentos, o hábito de ”beliscar” e ingestão de guloseimas. A maioria que relatou tais comportamentos já havia citado essa ocorrência antes de seus cinco anos de idade. Apenas uma das sete mulheres relatou diminuição voluntária do consumo de alimentos e outra referiu apresentar alimentação “trivial” (apêndice 5 - quadro 5).
A maioria das participantes revelou consumo de grande quantidade de alimento, hábito de “beliscar” e de ingerir guloseimas no período entre quinze e trinta anos. Ainda nessa faixa etária apenas uma das sete participantes relatou alimentação “trivial” e duas das sete mulheres referiram diminuição voluntária de alimentos (apêndice 5 - quadro 5).
Relatos de consumo de alimentos por ansiedade aparecem em pequena quantidade na idade entre vinte e trinta anos, com aumento da freqüência desses relatos a partir dos trinta anos de idade (apêndice 5 - quadro 5).
No que se refere à alteração do comportamento alimentar, duas de cinco mulheres relatou diminuir a quantidade de alimentos na idade entre trinta e quarenta anos visando à perda de peso. Porém algumas participantes, a partir dos quarenta anos de idade, referiram voltar a apresentar comportamentos alimentares considerados inadequados, com o consumo de guloseimas, o hábito de “beliscar”, sendo que a maioria referiu a ansiedade como causa dessa prática (apêndice 5 - quadro 5).
Quanto ao lazer e à atividade física, a maioria, nesse grupo, revelou que em idade inferior aos cinco anos eram mais ativas. Entretanto, na faixa etária dos cinco aos dez anos, grande parte das mulheres relatou atividades sedentárias a leves, sugeridas pelo fato de diminuir a prática de atividades por motivo de
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Termo que se refere à alimentação considerada pela sociedade como a mais próxima da saudável em termos qualitativos e quantitativos
doença e por razões não reveladas. Já a partir dos dez até os quinze anos de idade, quatro das sete mulheres voltaram a relatar atividades mais ativas, como freqüentar academia, realizar caminhadas moderadas e freqüentes, além de participar das aulas de educação física na escola. Os relatos de prática de atividades se dividem dos quinze aos vinte anos de idade, quando quatro das sete participantes relataram atividades sedentárias a leves e, a outra metade, atividades mais ativas. A partir dos vinte anos de idade ocorre a diminuição da prática de atividades, por motivo não relatado, e começam a predominar atividades mais sedentárias, como leitura, freqüência à igreja e visitar parentes (apêndice 5 - quadro 5).
Relatos de “trabalhar bastante” começaram já na infância (a partir dos dez anos de idade), com ocupações como babás de crianças menores e tais relatos tomaram importância entre os vinte e os quarenta anos (apêndice 5 - quadro 5).
Três das sete participantes, ao se apresentarem obesas, procuraram tratamento para perda de peso entre seus dez a quinze anos de idade, sendo referidas várias tentativas de tratamento medicamentoso e também a realização de dieta alimentar, em ambos os casos com supervisão médica. Em um dos casos, ocorreu a procura por tratamentos para emagrecimento desde a infância até seus vinte anos de idade, em sua grande maioria o medicamentoso com supervisão médica; porém na última tentativa a participante se automedicou (apêndice 5 - quadro 5).
Das que se trataram entre os dez e os quinze anos, nenhuma fez tratamento para obesidade entre vinte e trinta anos. Nessa mesma faixa etária quatro participantes procuraram tratamento para emagrecimento, sendo que duas usaram medicamento com supervisão médica, uma apresentando mais de uma tentativa e outra também seguindo dieta orientada por nutricionista. Duas apenas faziam dieta alimentar, uma sem e outra com supervisão médica (apêndice 5 - quadro 5).
Entre os trinta e os quarenta anos, apenas uma das sete participantes procurou se tratar da obesidade, apresentando mais de uma tentativa de perda de peso por meio de dieta sem orientação (apêndice 5 - quadro 5).
Uma das três mulheres, entre seus quarenta e cinqüenta anos, procurou tratamento para obesidade, realizando dieta sem orientação, sendo que a última tentativa de perda de peso havia sido aos vinte anos de idade (apêndice 5 -
quadro 5).
A única participante acima de cinqüenta anos deste grupo referiu que, entre cinqüenta e sessenta anos, procurou tratamento alimentar para diminuição do peso, apresentando mais de uma tentativa, sendo a primeira sem e a segunda com supervisão de nutricionista (apêndice 5 - quadro 5).
5.2.3. História de vida das treze participantes que se tornaram obesas dos 20