25. Yönetici olarak kaos ortamında modern yönetim konusunda baĢarılı olabilmek için aĢağıdaki yolları tercih ediyor musunuz? (tercih ettiklerinizi önem
4.7. AraĢtırma Sorularını Değerlendirme
A primeira etapa de um empreendimento hidrelétrico é chamada de Estimativa do Potencial Hidrelétrico (MME, 2007) ou Estudo de Reconhecimento
(NOYES, 1980; CETC, 2004). Neste trabalho esta fase será denominada como Prospecção de PCHs (ANDRADE, 2006; POLIZEL, 2006).
A Prospecção de PCHs consiste na análise preliminar das características da bacia hidrográfica, quanto aos aspectos topográficos, hidrológicos, geológicos e ambientais, no sentido de verificar sua vocação hidroenergética. Esta análise, exclusivamente pautada nos dados disponíveis, é feita em escritório e permite a primeira avaliação do potencial, estimativa de custo de aproveitamentos identificados e a definição de prioridade para a etapa seguinte. Uma visita aos locais considerados atrativos também faz parte desta fase dos estudos.
O conceito de prospecção atrela ao conceito usual desenvolvido acima a ideia de busca por novos locais atrativos para a construção de PCHs.
Assim, esta fase possui dois objetivos principais:
Um instrumento de procura por novos locais potenciais para a implantação de PCHs;
Uma metodologia de avaliação expedita da pré-viabilidade e seleção de bacias, com objetivo de avaliar a vocação hidroenergética e auxílio à tomada de decisão para prosseguimento às etapas posteriores de projeto.
O conceito de atratividade de um empreendimento neste trabalho está ligado à potencialidade que um local, região ou bacia hidrográfica estudados possa ter para tornar-se, no futuro, um empreendimento viável, do ponto de vista técnico, socioambiental e econômico.
O estudo de prospecção visa, assim, reduzir a possibilidade de encaminhamento para um estudo de inventário e projeto básico com características desfavoráveis, o que pode significar perdas monetárias e de tempo, e maximizar o potencial de identificação e prosseguimento para projetos atrativos. Assim, esta etapa pode ser considerada como um estudo de viabilidade preliminar, no qual os principais problemas para as fases posteriores são apontados (USACE, 1979). .
Noyes (1980) destaca que esta fase inicial deve identificar e avaliar os aspectos que podem ser críticos à implementação do empreendimento.
A Prospecção pode ser considerada, no contexto de regulação atual, estratégica para o empreendedor interessado em PCHs. Isto ocorre devido à possibilidade de antecipação dos estudos, por parte do empreendedor, de um local atrativo não explorado em relação à concorrência.
O conhecimento de um local atrativo não explorado permite ao interessado realizar todas as estimativas preliminares com mais tempo e qualidade, sem a preocupação de que uma empresa concorrente comece os estudos e estabeleça os prazos para entrega dos mesmos na ANEEL. Assim, atividades inerentes a esta fase, como viagens de reconhecimento do local, avaliações da infraestrutura disponível, avaliação do potencial energético e dos custos de implantação, além do planejamento dos investimentos, podem ser feitas no ritmo do próprio empreendedor. Consequentemente, a elaboração mais aprimorada destes estudos possibilita que o investidor decida avançar para etapas posteriores com mais conhecimento do local e maior planejamento, reduzindo assim os riscos dos investimentos iniciais.
Pode-se citar como exemplo a situação em que existam dois locais potencialmente atrativos em fase de prospecção por determinado empreendedor e não haver a possibilidade de prosseguir com todos eles devido à restrição de capital para investir. Nesta hipótese, a fase de prospecção tem a função de direcionar o empreendedor, de forma a hierarquizar as possibilidades e subsidiar a tomada de decisão para priorização de determinado estudo potencialmente mais atrativo.
Outro exemplo é o caso da gestão do fluxo de caixa. Ao descobrir um local atrativo, o empreendedor tem a possibilidade de determinar o desenvolvimento dos estudos adequando os investimentos ao seu próprio fluxo de caixa e realizando os registros e entregas de estudos na ANEEL da maneira mais conveniente ao próprio planejamento.
Além disso, se os estudos realizados nesta etapa forem consistentes e englobarem elementos associados ao risco de construção e operação, como por exemplo, a geologia, o investidor pode antever eventuais problemas e tomar medidas que mitiguem estes riscos ou mesmo desistir de investir em determinado local.
A elaboração de um estudo de prospecção requer a contratação de profissionais de engenharia e meio ambiente que possam avaliar os aspectos técnicos relevantes para empreendimentos hidrelétricos. Os mesmos deverão realizar estudos de escritório e, posteriormente, viajar para os locais designados como atrativos para a confirmação dos destes estudos.
Outro ponto importante é a aquisição de dados para a elaboração dos estudos. Como estes dados têm caráter secundário, o custo de aquisição dos
mesmos é muito baixo ou não existe. Todavia, a qualidade dos dados é fator importantíssimo para a consistência dos estudos e, no Brasil, a carência destes dados pode contribuir para estimativas deficientes.
Assim, de forma concisa, os principais custos desta fase são:
contratação de técnicos para a realização dos estudos em escritório e viagens;
despesas de viagem (transporte, estadia, contratação de guias, alimentação);
aquisição de dados;
administrativos (decorrente dos anteriores).
Em face dos custos de implantação de uma pequena central hidrelétrica e da economia de capital que pode gerar no futuro, o custo de elaboração de um estudo de prospecção pode ser considerado muito baixo.
O estudo de prospecção também pode ser importante ferramenta de conhecimento, planejamento e gestão dos recursos hidroenergéticos. Como exemplo, esta metodologia pode apoiar Avaliações Ambientais Integradas8 (AAI) e Avaliações Ambientais Estratégicas9 (AAE).
8 A Avaliação Ambiental Integrada de aproveitamentos hidrelétricos situados em bacias
hidrográficas tem como objetivo avaliar a situação ambiental da bacia com os empreendimentos hidrelétricos implantados e os potenciais barramentos, considerando seus efeitos cumulativos e sinérgicos sobre os recursos naturais e as populações humanas, e os usos atuais e potenciais dos recursos hídricos no horizonte atual e futuro de planejamento. A AAI leva em conta a necessidade de compatibilizar a geração de energia, com a conservação da biodiversidade e manutenção dos fluxos gênicos, e sociodiversidade e a tendência de desenvolvimento socioeconômico da bacia, a luz da legislação e dos compromissos internacionais assumidos pelo governo federal (EPE, 2010).
9 AAE é um processo sistemático para avaliar as consequências ambientais de uma política,
plano ou programa, de forma a assegurar que elas sejam integralmente incluídas e apropriadamente consideradas no estágio inicial e apropriado do processo de tomada de decisão, juntamente com as considerações de ordem econômicas e sociais (Egler apud Sandler e Verheen, 1996).