• Sonuç bulunamadı

5. Enteroendokrin hücreler: Bu hücreler mide bezlerinin tabanında

1.2.4 Adipoz doku artışının etkiler

1.2.5.1.4 Apelinin etkiler

Importante estrutura deliberativa das Casas Legislativas, o colégio de líderes define basicamente o andamento do processo de formação das leis.

Viu-se que a figura do líder de bancada ganhou destaque durante o período do regime militar quando os deputados sequer podiam contrariá-lo, sob pena de infidelidade partidária, no processo de votação de determinadas matérias tidas como prioritárias.

A Câmara reconheceu formalmente a estrutura do colégio de líderes ao sobre ele dispor no artigo 20 do seu Regimento Interno. Referido artigo dispõe que os líderes da maioria, da minoria, da base de sustentação do governo, os líderes dos blocos parlamentares e o líder do governo constituem essa organização.208

III – alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares (Const., art. 49, XVII);

IV – projetos de lei da Câmara de iniciativa parlamentar que tiverem sido aprovados, em decisão terminativa, por comissão daquela Casa;

V – indicações e proposições diversas, exceto:

a) projeto de resolução que altere o Regimento Interno;

b) projetos de resolução a que se referem os arts. 52, V a IX, e 155, §§ 1º, IV, e 2º, IV e V, da Constituição;

c) proposta de emenda à Constituição”. 208 Eis o teor do art. 20 do RICD:

“Art. 20. Os Líderes da Maioria, da Minoria, dos Partidos, dos Blocos Parlamentares e do Governo constituem o Colégio de Líderes.

§ 1º Os Líderes de Partidos que participem de Bloco Parlamentar e o Líder do Governo terão direito a voz, no Colégio de Líderes, mas não a voto.

§ 2º Sempre que possível, as deliberações do Colégio de Líderes serão tomadas mediante consenso entre seus integrantes; quando isto não for possível, prevalecerá o critério da maioria absoluta, ponderados os votos dos Líderes em função da expressão numérica de cada bancada”.

O sentido da existência dessa agremiação é que as decisões sejam tomadas por consenso, mas, se isso não for possível, deve prevalecer o critério absoluto.

Dessa forma, as lideranças tentam buscar sempre o consenso em detrimento da votação, pois assim é mais fácil viabilizar a votação em Plenário.

O acordo firmado, contudo, não vincula a votação dos parlamentares no momento da votação nas comissões ou em Plenário. Os dissidentes podem votar em desconformidade com a orientação dos líderes e de seus partidos.

Entretanto, uma vez existente o acordo, os trabalhos das comissões ou do Plenário simplesmente ratificam o que foi decidido sem abrir espaços para maiores discussões.

Quando um projeto de lei acordado entra para votação no Plenário, por exemplo, o presidente da Mesa faz a sua leitura e imediatamente abre o prazo para a sua discussão. É a praxe de ambas as Casas encerrar a discussão imediatamente após a sua abertura, não se permitindo sustentações orais dos parlamentares sobre a matéria.

Também logo após o encerramento da discussão, o presidente da Mesa costuma abrir a votação com a seguinte frase: “os favoráveis à matéria permaneçam com se encontram” e, em seguida, diz: “aprovada”.

Esse procedimento célere inibe a participação e discussão da matéria pelos parlamentares. Não raro isso acontece quando há o acordo para votar a matéria, de maneira que a questão é tratada de forma rápida e sem reflexão.

Com isso, o colegiado de líderes assume um papel fundamental na condução do processo legislativo como um todo, pois pode decidir sobre as matérias que entrarão em pauta, suprimir a sua discussão e determinar o seu futuro sem maiores consultas às bancadas e aos liderados.

Essa questão deveria ser mais bem trabalhada pelo Congresso. Já se afirmou que o processo dialético é salutar para a boa formação da lei. Como estabelecê-lo

em um processo atabalhoado em que não se permite sequer a discussão da matéria pelos parlamentares?

De que maneira o princípio da representação de interesses é satisfeito quando os representantes sequer têm direito a discutir a proposta a fim de aperfeiçoá-la para que, enfim, seja aprovada?

Parece que a utilização do instrumento do colégio de líderes a contento prejudica e muito a representatividade e o bom andamento do processo legislativo.

Isso sem falar na não observância de princípios fundamentais do processo legislativo, como o da oralidade e o da necessária separação entre as fases de discussão e deliberação da matéria proposta.

Com o procedimento célere adotado pela Mesa, fica difícil permitir a discussão oral da matéria e até mesmo discernir essa fase do procedimento de votação. Muitas vezes essa celeridade impossibilita a efetiva compreensão do andamento do processo legislativo e dá ensejo à existência de vícios formais insanáveis.

Não que a existência do colégio de líderes seja inócua, pois é um importante instrumento para dirimir conflitos políticos internos e viabilizar a votação de algumas propostas pelas Casas legislativas.

Mas seu funcionamento não deve ser a regra, e sim a exceção. Permitir o bom debate é necessário para o bom andamento do processo legislativo e a formação de uma lei não maculada por vícios procedimentais e materiais que, posteriormente, poderão ser objeto de controle de constitucionalidade pelos tribunais.

Não seria exagero afirmar que um processo legislativo atabalhoado, e eivado de vícios durante a tramitação e votação de projetos de lei, muitas vezes ratificados pelos próprios parlamentares, seja no colégio de líderes, seja por aqueles outros que não resistem às deliberações desse colegiado, acabam por apequenar o processo legislativo e afastar o operador do direito de uma análise detida acerca de seus procedimentos.

É preciso buscar, sempre, mecanismos que possibilitem uma verdadeira reflexão parlamentar sobre as propostas que poderão ingressar em nosso ordenamento. Em outras palavras, deve-se evitar a criação de inúmeras leis sem maior eficácia, para enfim impulsionar-se a construção de leis que verdadeiramente reflitam a necessidade da Nação.

4. ORÇAMENTO PÚBLICO E PROCESSO LEGISLATIVO

Benzer Belgeler